Esta exposição foi especificamente concebida para o Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas, numa parceria entre as duas instituições e a Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento.
Apresenta obras da coleção do Museu Arpad Szenes — Vieira da Silva, situado na emblemática Praça das Amoreiras em Lisboa, no edifício da Antiga Fábrica de Tecidos da Seda, mandada erigir pelo Marquês de Pombal no âmbito da renovação urbanística da cidade depois do terrível terramoto de 1755.
O Museu, que abriu portas em 1994, após a morte de Vieira da Silva em 1992, tem como missão preservar, estudar e dar a conhecer as obras do casal de artistas, cuja união se consumou em 1930 e que viveram mais de cinco décadas conjuntamente entre Paris e Lisboa com uma passagem, no exílio, durante a Segunda Grande Guerra, no Rio de Janeiro.
A exposição será acompanhada de um programa de mediação centrado na temática, tão própria à obra de Vieira e de Arpad, da metamorfose e à solidariedade inter-espécies na construção de uma ética de convivência entre seres humanos e mais do que humanos.