Missão e História

Missão

A Fundação tem por vocação a divulgação e o estudo da obra dos artistas plásticos Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva, bem como dos artistas, intelectuais e amigos, nacionais ou estrangeiros, seus contemporâneos, desde que esse estudo se mostre relevante para o entendimento do percurso pessoal ou artístico de ambos ou de cada um.
Com vista a este fim, foram criados um museu e um centro de documentação e investigação, abertos ao público.
São objectivos do museu a exibição das obras de Vieira da Silva e de Arpad Szenes, bem como a de artistas seus contemporâneos; alojar e garantir a acessibilidade ao centro de documentação e investigação, com vista a apoiar o estudo da obra dos dois artistas; a promoção de exposições, colóquios, conferências ou manifestações de qualquer outro tipo, sobre temas que contribuam para o aperfeiçoamento da arte contemporânea e para o desenvolvimento da cultura e educação artísticas; a edição e publicação de obras no domínio da história e da crítica da arte do século XX; a instituição de prémios e a concessão de subsídios ou bolsas a artistas e estudiosos, com o fim de contribuir para o desenvolvimento da arte e seu conhecimento; e o intercâmbio com instituições congéneres nacionais ou estrangeiras no domínio das suas actividades.

Vieira da Silva, Jardim Marcelino Mesquita, Praça das Amoreiras, 1956

Fotografia de João Cutileiro

Galeria grande

História

A ideia de criar em Lisboa uma estrutura que promovesse a divulgação e o estudo da obra dos pintores Maria Helena Vieira da Silva e de Arpad Szenes, começou a ser delineada pela artista logo após a morte do marido, em 1985. Vieira da Silva pensou fundar um centro de estudos, que funcionaria na sua casa em Lisboa, no Alto de São Francisco junto ao Jardim das Amoreiras Um espaço onde se pudesse consultar a documentação proveniente do arquivo pessoal do casal ou ver algumas das suas obras. Cedo realizou que a reduzida dimensão da casa não ia permitir instalar toda a documentação que integraria o Centro ou expor a obra dos dois pintores, como idealizou inicialmente.

 

Em 1988, ano de formalização do catálogo analítico de Vieira da Silva, publicado em 1993, começou a reunir-se informação que se encontrava dispersa nos arquivos pessoais da pintora e do seu secretário, Guy Weelen, nos arquivos da Galerie Jeanne Bucher e da Galerie Pierre, em Paris e nos arquivos da Knoedler Gallery, em Nova Iorque. Esta documentação deveria integrar o futuro Centro de Estudos após a publicação do catálogo.

 

Por sugestão de Guy Weelen, que foi também historiador da obra dos artistas, e de José Sommer Ribeiro, diretor da Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian, o projeto de um Centro de Estudos transformou-se na ideia mais ambiciosa de um museu dedicado a Vieira da Silva e a Arpad Szenes, em Lisboa. A proposta contou com a intervenção de Luís dos Santos Ferro, Bernardino Gomes e Rui Machete da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e foi desde o início apoiada pelo Presidente da República, Mário Soares.


Vieira da Silva, sensibilizada com a ideia, separou desenhos e esboços; documentos respeitantes à vida do casal e à sua atividade, bem como objetos e recordações pessoais, para serem enviados para Lisboa. Em testamento, a artista lega ao Estado Português dezoito obras de sua autoria e vinte da autoria de Arpad Szenes, para integrarem o futuro museu.
Várias instalações foram consideradas, mas a pintora escolheu a antiga Fábrica de Tecidos de Seda, simples e ampla casa pombalina ligada a uma estrutura fabril do início do século XX. Vieira da Silva admirava a simplicidade e as proporções harmoniosas do edifício e gostava da ligação ao Jardim das Amoreiras e da proximidade com a casa adquirida pela sua mãe, Maria Silva Graça (1884-1964), em 1926.


Na concretização do projeto participaram o Primeiro Ministro Aníbal Cavaco Silva e a Secretária de Estado da Cultura Teresa Patrício Gouveia; a Câmara Municipal de Lisboa, proprietária do edifício; a Fundação Calouste Gulbenkian; a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e a Fundação Cidade de Lisboa.


O Decreto-Lei 149/90 de 10 de maio instituiu a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva como entidade de utilidade pública, dotada de personalidade jurídica, testemunho do reconhecimento nacional ao génio artístico de Vieira da Silva. As diversas entidades ficaram com assento no Conselho de Administração, à exceção da Fundação Calouste Gulbenkian que, por normas internas, não se pode associar a outras fundações. Maria Helena Vieira da Silva acompanhou sempre os planos e obras, mas morreu dois anos antes da abertura do museu ao público. Foi seu desejo – e condição – que a Fundação fosse também dedicada à obra de Arpad Szenes e que o nome do pintor precedesse o seu na designação.


A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva inaugurou no dia 4 de novembro de 1994.

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