O Centre Culturel Calouste Gulbenkian apresenta uma exposição de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) com obras da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva e do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian. Trata-se de um conjunto de 44 obras (9 do CAMJAP e 35 da FASVS) que representam os temas de eleição de Vieira da Silva e que abrangem cronologicamente a sua vasta produção: as estruturas espaciais fechadas dos primeiros anos, os tabuleiros de xadrez e arlequins, o tema da guerra e a angústia representada nas quadrículas que aprisionam figuras, as suas investigações mais maduras sobre o espaço, construções, bibliotecas e retratos (de amigos como René Char e André Malraux).
A Fundação Calouste Gulbenkian teve um papel fundamental – sobretudo através da acção de José Sommer Ribeiro, primeiro director do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão e grande amigo de Vieira da Silva –, na divulgação da sua obra em Portugal, através de exposições e aquisições, apoiando a realização do seu catalogue raisonné assim como a criação da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva.
Nesta data simbólica e pela primeira vez em Paris, a Fundação Calouste Gulbenkian presta homenagem a Vieira da Silva.