Décima exposição da série «Ciclo de Amigos de Arpad e Vieira».
De todos os artistas contemporâneos foi de Klee que a crítica mais aproximou o trabalho de Vieira da Silva, pelas mútuas qualidades técnicas, imaginativas e rítmicas, e pelo uso do quadrado. As afinidades são, no entanto, mais de ordem espiritual que plásticas, já que Vieira da Silva só descobriu o trabalho de Klee em 1933.
Esta exposição integrou 40 desenhos da colecção da Fundação Paul Klee (Berna, Suíça), abrangendo um vasto período da sua produção, de 1914 a 1940. O desenho foi, com a gravura, o meio de expressão quase exclusivo dos anos iniciais da produção de Klee, mantendo a importância e autonomia plástica ao longo de toda a sua obra.
Esta foi a segunda exposição do pintor em Lisboa, após a importante retrospectiva apresentada em 1972 na Fundação Calouste Gulbenkian.