Memory Leak é o título da instalação de Ana Cardoso para a Casa-Atelier Vieira da Silva, com inauguração a 9 de Fevereiro de 2018, às 18h30. A exposição fica patente até 4 de Maio de 2018 e pode ser visitada no horário do Museu, mediante solicitação.
O rombo.
Em ciência da computação e matemática, o conceito de Leaky Abstraction (abstracção que escorre) refere-se à relação entre uma abstracção e o seu substrato.
Até certo ponto, todas as abstracções não-triviais vazam.
No desenvolvimento de software, uma leaky abstraction é uma abstracção que expõe os detalhes e limitações da sua implementação subjacente, que idealmente deveriam ficar escondidos aos seus usuários.
O rombo de memória (Memory Leak) ocorreria se o número do piso solicitado fosse o mesmo piso em que o elevador está; a condição para libertar a memória seria ignorada. Cada vez que este caso ocorre, mais memória será derramada.
Ana Cardoso
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Ana Cardoso (n. 1978, Lisboa) vive e trabalha em Nova Iorque.
Em 2006 concluiu o mestrado em Pintura no Hunter College — CUNY, Nova Iorque; em 2003 completou o curso avançado de artes plásticas do Ar.Co, Lisboa; e em 2002 obteve uma Licenciatura em Pintura na FBAUL, Lisboa. Foi bolseira do programa Erasmus na UdK — Hochschule der Kunste, Berlim (2001).
As suas exposições incluem: Prémio Novos Artistas, MAAT / Fundação EDP, Lisboa (2017); The Seed Can Be Initialized Randomly II com Merike Estna, Temnikova & Kasela, Tallinn (2017); Granpalazzo 2017, Roma, Collicaligreggi (2017); Independent com Múrias Centeno, Nova Iorque (2017); Logic Operators Commute, Collicaligreggi, Catania (2016); apresentação com Christoph Meier, Collicaligreggi, Sunday Art Fair, London (2016); Costermongering, Belmacz, Londres (2016); The Seed Can Be Initialized Randomly com Merike Estna, Múrias Centeno, Porto (2016); Vacation com Tim Pierson, Four A.M., New York (2016); Folder, Jablonka Maruani Mercier, Knokke (2016); Progresso, Museu do Chiado, Lisboa (2015); The Hinge, Andrew Rafacz, Chicago (2015); Old Truths & New Lies, Rachel Uffner, Nova Iorque (2015); End Of The Night Café II, David Lewis, Nova Iorque (2015); On The Blue Shores Of Silence, Tracy Williams Ltd., Nova Iorque (2014); Exposure com Longhouse Projects, Expo Chicago, Chicago (2014); Flat Files, Múrias Centeno, Lisboa (2014); The Other Side and In Between com Christian Bonnefoi, Longhouse Projects, Nova Iorque (2014); Lucie Fontaine: Estate, Marianne Boesky, Nova Iorque (2012); Program vs Program, Pedro Cera, Lisboa (2012); Picasso, Maisterravalbuena, Madrid (2012); Modern Talking, Museu de Arte de Cluj-Napoca, Cluj (2012); Zoom, Shift, Abstract, Simone Subal, Nova Iorque (2011); Tate Film: Exploring the Abstract, Late at Tate St Ives, Cornualha (2011); Stirrings, Nieuw Dakota, Amsterdão (2011); yupzxqtut, Conduits, Milão (2011); 4 Rooms, CCA Ujazdowski Castle, Varsóvia (2011); Expanded Painting, Bienal de Praga 5, Praga (2011); Tax Day News & Smoke, Emily Harvey Foundation, Nova Iorque (2011); Clairvoyance com Boris Achour, Soloway, Brooklyn (2011); Llama, Conduits, Milão (2010); Alpha &, On Stellar Rays, Nova Iorque (2010); Monologic, Nuno Centeno, Porto (2010); Besides, With, Against and Yet: Abstraction and the Ready-Made Gesture, The Kitchen, Nova Iorque (2009).
Ana Cardoso figura na recente antologia da Thames & Hudson, Painting Now (2015), capítulo Production and Distribution, editada por Suzanne Hudson.
O seu trabalho tem sido referenciado em publicações como Artforum, Flash Art International, Modern Painters, Mousse, NY Arts, ABC Cultural, Público, Expresso.