XANA

Rua Projectada à Rua do Ouvidor

INFO
08 Fev 24 - 14 Abr 24 Casa-Atelier

Xana (Lisboa, 1959) escolheu a tela Rua do Ouvidor, pintada por Maria Helena Vieira da Silva em 1942, para criar um conjunto de novas obras em tinta acrílica sobre tela e papel que apresentará no espaço do Atelier Vieira da Silva. Nessa obra de referência está expressivamente representado o buliço humano que Vieira e Arpad vivenciaram no Brasil, durante a década de 40 do século XX, na importante artéria comercial do Rio de Janeiro.

Nas pinturas agora realizadas por Xana há uma apropriação e recriação livre e expandida dos padrões que marcam as vestes das personagens presentes na pintura de Vieira da Silva.

Se, para a artista, aquelas formas padronizadas já são o assunto principal da “rua”, onde as figuras humanas são apenas vagamente sugeridas, para Xana os únicos protagonistas são as formas abstratas, as cores luminosas e os ritmos ornamentais, agora reinventados em diversas pinturas.

Do legado da pintora dos vestidos “azul cobalto para a felicidade” ou do “vermelhão para o sangue circular livremente”, como disse Vieira num texto testamentário, Xana prossegue aquele caminho reinventando-o numa “rua projetada à rua do ouvidor” acrescentando novas formas para poder “voar mais alto” com todas as cores e afirmar a sua liberdade.

A exposição Rua Projectada à Rua do Ouvidor abre ao público dia 8 de Fevereiro (Inauguração às 17h30) e pode ser visitada até 14 de Abril de 2024, de Terça – Domingo: 10h – 18h, no Alto de S. Francisco nº1, Lisboa (Jardim das Amoreiras). A entrada é livre e deve ser solicitada na receção do Museu na Praça das Amoreiras nº 56, Lisboa.

 

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Xana nasceu em Lisboa em 1959.

Licenciado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1984. Vive e trabalha em Lisboa, Lagos e Faro, onde foi coautor do projeto de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Algarve, e onde leciona desde 2005. Doutorado em Comunicação Cultura e Artes em 2019, pela Universidade do Algarve, com o projeto “Amor, Liberdade e Sabedoria – Dialética de uma construção Visual”. Como artista visual realizou desde 1981 diversas exposições, cenografias ou intervenções em espaços públicos. Em 2005 a Culturgest, em Lisboa, apresentou uma seleção antológica das suas obras, intitulada “Arte Opaca e Outros Fantasmas”. Nos últimos anos tem centrado o seu trabalho artístico na criação de instalações/construções temporárias de arte pública. Nesse âmbito destaca-se a construção, em 2009, do “Arco do Triunfo” no Passeio de Gràcia em Barcelona. Apresentou em 2010, nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, a instalação “Assembleia”, integrada na exposição “Res Publica”. Em 2012 realizou no Museu do Chiado” a instalação “Nova Assembleia e algumas próteses”. Constrói na primavera de 2012, no Parque de Escultura Contemporânea Almourol, Vila Nova da Barquinha, a intervenção escultórica “Uma Casa no Céu”. Realizou a instalação “Amor Libera Lux” no âmbito da iniciativa “Vicente’ 2013” em Belém, Lisboa. Em 2016 realiza intervenções no espaço público do Algarve, no âmbito do projeto “Watt?” (org. LAC e Fundação EDP) Iniciou com “Labirinto X001” (2017) no Teatro da Politécnica/Artistas Unidos em Lisboa uma série de construções de temática labiríntica e realizou o “Labirinto X002” (2019) na Associação 289 em Faro.

Xana está representado em diversos museus e coleções públicas, nomeadamente: o Museu de Serralves no Porto, Kunstlerhaus-Musonturm em Frankfurt, a Fundação Luso-Americana e Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

Mais informação em www.xana.tv

 

 

Vista da exposição

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