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Fotografia. Ficha de imagem
Maria Helena Vieira da Silva, Arpad Szenes e amigos

Regressados ao atelier de Saint-Jacques em 1947, Vieira da Silva reencontra o seu elemento perdido no Brasil, enquanto que Arpad, pelo contrário, se isola e encara a pintura de forma desmotivada. Porém, este retrato de grupo fixado por Fernando Lemos, excepção ao seu estado de espírito, faz jus à fama do casal Szenes de gostar de receber amigos em sua casa, reuniões onde, segundo Jean Bazaine, presença assídua no atelier, o ambiente era “agradável e acolhedor”.

Da esquerda para a direita: Vieira da Silva; Arpad Szenes; o casal Fernanda e José-Augusto França; Joaquim Novaes Teixeira, jornalista e crítico de arte e cinema que terá passado pelo Rio de Janeiro em 1941, e que em Paris integra o círculo cultural e artístico aqui retratado; e António Dacosta, poeta e pintor bolseiro em Paris em 1947.

José-Augusto França conheceu o casal Szenes por intermédio de Dacosta, em 1949. Foi um dos primeiros críticos de arte a escrever sobre Vieira da Silva e autor da primeira monografia sobre a artista em Portugal. Seguidor atento do trabalho de Vieira da Silva e de Szenes, dedicou-lhe várias páginas em periódicos e catálogos, sendo uma das referências obrigatórias quando se investiga a obra do casal.

M.P.

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