Justino Alves

bichos-no-atelier-capa ,

Desenhar à flor da pele , Desenhar à flor da pele

Formes et espaces , Formes et espaces Justino Alves, 1977 acrílico s/ tela 33 x 41 cm Col. FASVS

Porto, 1940 – Porto, 18 de Agosto de 2015

João António dos Santos Justino Alves expõe individualmente pela primeira vez em 1965, no Museu Abade de Baçal em Bragança, sendo desse mesmo ano a exposição “Pinturas de Justino Alves / João Vasconcelos”, a sua primeira exposição colectiva, na Galeria Domingos Alvarez no Porto.

 

Em 1976 Justino Alves parte para Paris como Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian expondo frequentemente, individual e colectivamente, regressando a Portugal em 1978. A sua ligação a França perpetua-se hoje nos vários trabalhos que o Estado francês lhe adquiriu para ingressarem nas colecções nacionais.

 

Após assumir a direcção da Academia de Belas-Artes do Funchal, Justino Alves dedicou-se ao ensino na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

 

A sua obra foi reconhecida com vários prémios nacionais, entre eles o Prémio ”Mestre Joaquim Lopes”, em 1958 e o Nacional de Pintura, em 1969, sendo o último reconhecimento público a “Homenagem dos Artistas Portugueses a Almada Negreiros” (SEC – Lisboa) em 1985. É Membro titular Honoris Causa da Academia Europeia de Belas Artes.

 

“Instalado na Cité Universitaire [em Setembro de 1976], meses depois teria um primeiro contacto com Maria Helena Vieira da Silva numa Exposição que inaugurou em Paris, na qual me fez um convite para ir a sua casa. Os encontros e conversas aos quais se juntavam Arpad Szenes e Guy Weelen foram acontecendo. Foi assim que conheci e estabeleci com o correr do tempo uma profunda amizade com uma das figuras maiores da Arte Contemporânea.

 

Recordo os almoços em sua casa (Paris), na sala onde recebia diferentes personalidades da vida intelectual e do quotidiano (…); recordo particularmente os muitos diálogos e a diferenciação de pontos de vista que por vezes se estabeleciam entre Vieira, Arpad, Guy W. e eu próprio; tudo girava à volta da pintura (…).

Arpad situava-se nestas conversas como o Poeta dos Poetas e a sua – Deusa – Maria Helena – era o instrumento de todos os seus apelos num plano de intensa permuta de curiosidades pictóricas e filosóficas, que o Pintor tão intensamente assumiu no seu projecto de pintura.

 

Mas a convivência não se ficaria por aqui; da sua bondade recebi a oferta de obras de sua autoria, passeios inesquecíveis ao centro George Pompidou e conselhos de como me orientar no difícil meio parisiense das Artes Plásticas”.

JUSTINO ALVES, ESPOSENDE 10/09/08
PUBLICADO EM AU FIL DU TEMPS: PERCURSO FOTOBIOGRÁFICO DE MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA. LISBOA: FUNDAÇÃO ARPAD SZENES-VIEIRA DA SILVA, 2008, P. 141.

Newsletter

Não perca as nossas exposições, eventos e oficinas