PT
ENG
Henri Matisse. Jazz
Henri Matisse. Jazz
Arpad Szenes e Vieira da Silva, receberam em 1937 uma encomenda de Marie Cuttoli, amiga de Jeanne Bucher, para executarem cópias de dois quadros, um de Braque (1882-1963) o outro de Matisse (1869-1954), para serem reproduzidos em tapeçaria. Dedicaram-se ao trabalho com entusiasmo, e um dia Matisse foi visitá-los ao atelier, então na “Villa des Camélias”.
Vieira, apesar de o considerar distante, afirmava sempre beneficiar muito da conversa que mantive com Matisse sobre a cor.
E a cor foi uma preocupação constante de Henri Matisse. Vejam-se os papéis recortados que o pintor executou, estudos preparatórios para o grande tríptico "La danse", na nova versão encomendada por Alfred Barnes em 1930. Seguiram-se as três capas da revista Verve executadas pelo mesmo processo.
No início dos anos quarenta Matisse ficou retido na cama, instalado no Hotel Regina em Cimiez (Nice), devido a uma doença prolongada. É quando Tériade lhe propõe a realização de um livro, só com papeis colados o que, segundo aquele grande editor, alteraria radicalmente a concepção do livro de arte tradicional. Primeiro Matisse recusa o projecto, mas já nos finais da guerra anuncia a Tériade que lhe parecia ter descoberto a solução. As cores vivíssimas, aliadas à composição, mesmo que abordando assuntos ligados ao circo, tinham um ritmo que o pintor identificava com os sons de uma orquestra de Jazz.
O trabalho entusiasmou-o de tal maneira que sentiu a necessidade de criar ritmos variados optando por intercalar entre as 20 colagens um texto manuscrito da sua autoria, a dimensão da letra impondo-se de modo a criar um equilíbrio com as 20 colagens.
Tériade tinha razão, Jazz é sem sombra de dúvidas o mais importante livro de Matisse.
VOLTAR
© Copyright FASVS 2010 | Design by MOZO