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J. Torres-García
J. Torres-García
Um ano após a sua chegada a Paris, ou seja, em 1929, Vieira da Silva descobre a obra de Torres-García (1874-1949), que a interessa de imediato, não só pelos novos caminhos que abria ao abstraccionismo, mas também pelo rigor e modulação das suas estruturas.
Torres-García teve por isso, um papel importante no movimento construtivista, que alcançou o seu auge com a publicação da revista Cercle et Carré, que Torres idealizava como algo universalista e não apenas russo.
Mas não foi senão durante o exílio no Brasil que Vieira da Silva é dada a conhecer a Torres-García, que por intermédio de Carmelo Arden Quin, envia ao pintor uruguaio algumas reproduções dos seus trabalhos, juntamente com uma carta em que reafirma a grande admiração pela sua obra. Com a sua resposta, o contacto entre os dois artistas passa a ser mais amiúde, embora nunca se tenham encontrado pessoalmente.
As obras que agora se apresentam, pinturas e esculturas predominantemente dos anos 30, pertencem assim, ao período construtivista de Torres-García.
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