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Picasso: homenagem ao toureiro
Picasso: homenagem ao toureiro
O toiro, que representa para Picasso (1881-1973) a luta entre instintos contraditórios – o racional e o irracional, é uma constante na sua obra. Presente logo desde os oito anos na obra "o pequeno picador", numa primeira fase, o animal encarnou, através da representação do Minotauro, uma faceta mais mitológica.
As corridas de toiros foram, de igual modo, um espectáculo apaixonante para o artista, que não tendo regressado a Espanha após a vitória de Franco, era um frequentador assíduo das corridas que se realizavam no sul de França.
Foi neste contexto que Picasso conheceu o matador Luís Miguel Dominguín, estabelecendo de imediato uma duradoira amizade, da qual resultaram também alguns projectos profissionais comuns.
Através de desenhos, cerâmica, colagens e gravuras, juntamente com o projecto conjunto de 1962 de Picasso, Dominguín e Antonio Bonet para uma praça de touros, a exposição que se apresenta, composta por algumas ofertas do artista a Dominguín e Lucía Bosé, sua mulher, vem assim demonstrar a grande estima de Picasso por este casal e a afinidade e interacção criativa que se estabeleceu entre os artistas.
Esta exposição resulta de um trabalho conjunto entre a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e a Fundación Museo de los Ángeles, para a qual colaborou também o Museu de Cáceres.
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