PT
ENG
Fenosa e o seu amigo Picasso
Fenosa e o seu amigo Picasso
Ao longo de vários anos, Arpad Szenes, Vieira da Silva e o escultor catalão Apel.les Fenosa (1899-1989) mantiveram ateliers próximos em Montparnasse, em Paris.
A amizade entre os três artistas decorreu naturalmente desse convívio quotidiano proporcionado pela partilha de interesses e pelos amigos comuns. Admiravam-se entre si e como testemunho dessa admiração, Vieira coleccionou esculturas de Fenosa que hoje se encontram no Centro Pompidou em Paris.
Dada a intensa amizade entre estes artistas, decidiu a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva trazer pela primeira vez a Portugal a obra de Apel.les Fenosa.
E se foram estreitos os laços que uniram Vieira e Arpad a Apel.les Fenosa, é também verdade que este escultor catalão reconhece em Picasso o maior impulsionador da sua obra.
Picasso ajuda-o a realizar exposições, compra-lhe os trabalhos, apresenta-lhe amigos como Max Jacob, Jean Cocteau, Tristan Tzara, Paul e Nusch Eluard. Fenosa dizia “Devo-lhe tudo”, “Ele fez-me nascer”; ao que Picasso respondia “Fenosa é o meu filho de mãe desconhecida”.
Assim, a exposição que inauguramos a 15 de Outubro, comissariada por Josep Miquel Garcia, director da Fundação Apel.les Fenosa, reúne 77 obras provenientes de museus e colecções privadas, como os museus Picasso de Paris e Barcelona, o Getty Research Institute da Califórnia, a Scallo Verlag ou ainda a família Picasso, a família Brassai, Bidermanas, Georges Hugnet e Tristan Tzara.
Entre estas obras figuram retratos de amigos, como Cocteau, Paul e Nusch Eluard, Georges Hugnet, André Dubois e ainda de Dora Maar, que evocam Paris durante a ocupação nazi, quando Picasso e Fenosa se encontravam quase diariamente e frequentavam o restaurante Le Catalan.
VOLTAR
© Copyright FASVS 2010 | Design by MOZO