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LUSOFOLIA. A BELEZA INSENSATA
LUSOFOLIA. A BELEZA INSENSATA

Lusofolia

A Beleza Insensata

 

 

Com curadoria de António Saint Silvestre, Lusofolia: A Beleza Insensata é a exposição patente na sala de exposições temporárias do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva de 21 de Março a 12 de Maio de 2019. A exposição é organizada em parceria com o Centro de Arte Oliva, de S. João da Madeira, onde a colecção de Arte Bruta Treger – Saint Silvestre se encontra em depósito.

António Saint Silvestre, no texto de apresentação da exposição, refere que o conceito de Arte Bruta, estabelecido em 1945 pelo artista francês Jean Dubuffet, evoluiu ou dispersou-se. O britânico Roger Cardinal baptizou este movimento de Outsider Art, mas esta expressão do mundo anglo-saxónico engloba todos os movimentos de artes marginais, ou espontâneas, como a Arte Popular, a Arte Naïve, a Arte Singular, a Nova Invenção, a Arte Espírita e, evidentemente, a Arte Bruta.

Os colecionadores Treger e Saint Silvestre aceitam a ideia de Jean Dubuffet e, sobretudo, as do galerista e conferencista Christian Berst, que coloca num mesmo grupo a Arte Bruta e a Arte Espírita, e discordam da ideia de que os criadores de Arte Bruta sejam culturalmente “virgens”. Segundo os coleccionadores toda a gente, por muito isolada que esteja, folheou uma revista, viu um anúncio, a capa de um livro e, obrigatoriamente, captou sinais do mundo que os rodeia. E para o demonstrar referem uma das descobertas de Jean Dubuffet: a “artista” suíça Aloïse Corbaz, professora na corte do Imperador Guilherme ll, uma das mais conhecidas artistas “Brutas”.

Nas palavras de Saint Silvestre, a Arte Bruta é a última descoberta artística do século XXI, a coqueluche das bienais, museus e feiras de arte internacionais, mas ainda não é popular em Portugal. Os criadores de Arte Bruta portugueses, à excepção de Jaime Fernandes, ainda vivem numa “terra incógnita” e, por esta razão, Treger e Saint Silvestre decidiram nesta mostra reunir duas dezenas de artistas “Brutos” do mundo lusófono, pondo em paralelo Portugal, Brasil e Angola, pela primeira vez apresentados em colectivo. 

Serão apresentadas obras dos portugueses Artur Moreira, Carlos Victor Martins, Jaime Fernandes, José Ribeiro, Manuel Bonifácio (que reside em Londres), os irmãos Manuel e Ana Carrondo, Rui Lourenço, Serafim Barbosa, Ti Guilhermina; dos brasileiros Albino Braz, Camilo Raimundo, Evaristo Rodrigues, Jesuys Crystiano, José Teófilo Resende e Marilena Pelosi, além de preciosos desenhos de anónimos angolanos. É a terceira vez que a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva acolhe a Arte Bruta da Colecção Treger – Saint Silvestre - do Centro de Arte Oliva, o único centro de arte que alberga uma colecção deste campo artístico na Península Ibérica.

 

Durante a exposição será exibido no Auditório do Museu um filme dedicado à Arte Bruta: Eternity has no door of Escape | Encounters with Outsider Art, do realizador Arthur Borgnis.

Será ainda lançado um catálogo sobre a exposição com textos de Stefanie Gil Franco e António Saint Silvestre.

E ainda em Setembro de 2019, Lusofolia: A Beleza Insensata estará em exposição no Centro de Arte Oliva, em S. João da Madeira.

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