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JORGE MARTINS. INTERFERÊNCIAS
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JORGE MARTINS. INTERFERÊNCIAS

A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, em colaboração com Maria da Graça Carmona e Costa, traz ao público uma exposição de Jorge Martins no espaço dos artistas que com ele tiveram uma relação afectiva. Se destacamos a generosa parceria com a Fundação Carmona e Costa que permitiu levar avante este projecto, apontamos igualmente a oportunidade para mostrar na casa de Vieira e de Arpad uma mostra mais ambiciosa da obra do pintor Jorge Martins, com uma relevância maior que as exposições anteriores do artista no museu, em 2003, com uma exposição individual, e em 2011 e 2012 integrando colectivas.

 

Em dezembro de 1969, durante a realização de uma entrevista para o jornal Diário Popular, Maria Helena Vieira da Silva chamou a atenção do jornalista para uma das pessoas que, na sua casa em Paris, assistia à conversa. E recomendou ativamente: «-Fale dele em Lisboa. É um pintor jovem mas que fará longa carreira.» O jovem pintor era Jorge Martins, exilado em Paris desde 1961, altura em que iniciou com Vieira da Silva e Arpad Szenes uma relação de amizade generosa e muito próxima, quase filial. Trabalhando largas temporadas nos ateliês do casal em Paris e em Yêvre-le-Châtel, Jorge Martins encontrou em Vieira e em Arpad um importante porto de abrigo no seu exílio parisiense. E os dois pintores não hesitaram em acolher um artista em que detectaram desde logo uma «une vision intelligente et réfléchie» e cuja obra admiravam pela «força, a beleza, a cultura e o trabalho que ela revela».

Mais de cinco décadas depois dos primeiros contactos com Vieira e Arpad em Paris, Jorge Martins é recebido novamente pelo casal, naquela que é agora a sua casa em Lisboa – a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva  –, através da exposição Interferências.

Em Interferências será apresentado um importante conjunto de desenhos e pinturas de Jorge Martins, produzidos desde o início da sua carreira até à actualidade, e que são testemunhos directos do longo percurso artístico previsto por Vieira da Silva. Atravessando todas as fases da sua obra e reflectindo a vivência e a apreensão dos diferentes contextos onde residiu e trabalhou (Paris, Nova Iorque, Lisboa), o desenho sempre foi assumido por Jorge Martins como «uma técnica com personalidade própria», explorada continuamente de modo plurifacetado e evocando «toda a sorte de códigos e rumores visuais (do cinema à fotografia, do design gráfico à pintura)».

Acompanhando os trabalhos de Jorge Martins, uma restrita selecção de obras de Vieira da Silva e de Arpad Szenes da colecção da FASVS pontuará a exposição, evocando afinidades (e também divergências) técnicas, compositivas e intenções plásticas. É assim assinalado o (re)encontro simbólico de três artistas que, de maneiras diversas, se cruzaram e partilharam os mesmos tempos e espaços, mantendo porém uma forte individualidade e autonomia no desenvolvimento dos seus trabalhos.

Nota de imprensa
 

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