PT
ENG
ARTE VUDU NA COLECÇÃO TREGER - SAINT SILVESTRE
APRESENTAÇÃO PDF
ARTE VUDU NA COLECÇÃO TREGER - SAINT SILVESTRE
A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva abre a
temporada de Outono com duas novas exposições:
uma nova montagem da colecção do museu
e a exposição temporária Arte Vudu da Colecção
Treger / Saint Silvestre, inserida no ciclo Uma
Obra, uma Colecção. Entre 29 de Setembro de
2016 e 22 de Janeiro de 2017 regressa a Lisboa
a colecção Treger / Saint Silvestre, agora sediada
em S. João da Madeira, no Núcleo de Arte da Oliva
Creative Factory.
O núcleo de arte Vudu aqui apresentado é parte
da colecção de Richard Treger e António Saint
Silvestre, uma das maiores colecções de Arte Bruta
do mundo e a única existente na Península Ibérica,
com cerca de mil peças. As peças deste núcleo
específico caracterizam-se por aliar a estética à
religião, conferindo à pintura e à escultura um significado
transcendente que as transforma em
objectos de culto.
Originário da costa ocidental de África, do Togo
ao oeste da Nigéria, o culto Vudu estendeu-se às
Caraíbas, sobretudo ao Haiti, e à América do Sul
e do Norte, através do comércio de escravos dos
séculos XVII e XVIII.
Na arte Vudu a pintura e a escultura são expressões
populares e tradicionais de inspiração religiosa,
utilizadas como meio de veicular mensagens
divinas, de esperança, de união, de coragem e de
ajuda mútua no trabalho e na agricultura. Foram
igualmente usadas para celebrar acontecimentos
históricos, cerimónias religiosas ou para honrar
personagens da mitologia Vudu.
A arte Vudu, que tem uma origem animista, é
também uma arte de transformação, conferindo
vida aos objectos. Os Bosmetal (trabalhadores de
metal) ou Bos pièsanfè transformam pedaços de
madeira, chapas de metal recortadas em bidões
de gasolina, pregos, ferro-velho e sucata em
objectos de culto, criando uma iconografia religiosa
onde cristianismo, hinduísmo e as crenças africanas
e ameríndias convivem sem antinomia.
Em exposição vai estar também um Bizango,
boneco com caveira humana, de ar agressivo,
representativo das sociedades secretas Bizango
do Haiti e que personifica o poder dos seus
guerreiros.
A raridade das peças aqui mostradas acentuou-se
com os últimos eventos no Haiti, que desde o terramoto
de 2010 tem vindo a sofrer um crescendo
de violência desencadeado pela extrema miséria
da população. Durante o sismo de 2010 os museus
locais de Porto Príncipe perderam grande parte
das suas colecções.
A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva abre a temporada de Outono com a exposição temporária Arte Vudu da Colecção Treger / Saint Silvestre, inserida no ciclo Uma Obra, uma Colecção.

Entre 29 de Setembro de 2016 e 22 de Janeiro de 2017 regressa a Lisboa a colecção Treger / Saint Silvestre, agora sediada em S. João da Madeira, no Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory. O núcleo de arte Vudu aqui apresentado é parte da colecção de Richard Treger e António Saint Silvestre, uma das maiores colecções de Arte Bruta do mundo e a única existente na Península Ibérica, com cerca de mil peças. As peças deste núcleo específico caracterizam-se por aliar a estética à religião, conferindo à pintura e à escultura um significado transcendente que as transforma em objectos de culto. 
 
Originário da costa ocidental de África, do Togo ao oeste da Nigéria, o culto Vudu estendeu-se às Caraíbas, sobretudo ao Haiti, e à América do Sul e do Norte, através do comércio de escravos dos séculos XVII e XVIII. Na arte Vudu a pintura e a escultura são expressões populares e tradicionais de inspiração religiosa,
utilizadas como meio de veicular mensagens divinas, de esperança, de união, de coragem e de ajuda mútua no trabalho e na agricultura. Foram igualmente usadas para celebrar acontecimentos históricos, cerimónias religiosas ou para honrar personagens da mitologia Vudu.
A arte Vudu, que tem uma origem animista, é também uma arte de transformação, conferindo vida aos objectos. Os Bosmetal (trabalhadores de metal) ou Bos pièsanfè transformam pedaços de madeira, chapas de metal recortadas em bidões de gasolina, pregos, ferro-velho e sucata em objectos de culto, criando uma iconografia religiosa onde cristianismo, hinduísmo e as crenças africanas e ameríndias convivem sem antinomia.
Em exposição vai estar também um Bizango, boneco com caveira humana, de ar agressivo, representativo das sociedades secretas Bizango do Haiti e que personifica o poder dos seus guerreiros.

A raridade das peças aqui mostradas acentuou-se com os últimos eventos no Haiti, que desde o terramoto de 2010 tem vindo a sofrer um crescendo de violência desencadeado pela extrema miséria da população. Durante o sismo de 2010 os museus locais de Porto Príncipe perderam grande parte das suas colecções.
VOLTAR
© Copyright FASVS 2010 | Design by MOZO