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AS CIDADES DE VIEIRA DA SILVA E DE ARPAD SZENES
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AS CIDADES DE VIEIRA DA SILVA E DE ARPAD SZENES

AS CIDADES DE VIEIRA DA SILVA E ARPAD SZENES

3 dezembro 2010-23 janeiro 2011

O Museu da Electricidade, na Sala Cinzeiro 8, acolhe, entre 3 de Dezembro de 2010 e 23 de Janeiro de 2011, a exposição As Cidades de Vieira da Silva e Arpad Szenes.

Esta exposição revela-nos os espaços de Maria Helena Vieira da Silva e de Arpad Szenes: as cidades natais (Lisboa e Budapeste), a cidade eleita (Paris), a cidade de exílio (Rio de Janeiro),  as cidades de passagem e os lugares imaginários ou míticos de cada um.

Arpad Szenes chega a Paris em 1925. Até lá viveu sempre na Hungria, num meio cosmopolita, intelectual e artístico, e Budapeste foi uma referência na sua vida e na sua pintura. São inúmeros os registos que Arpad Szenes fez da cidade, desde muito novo. Vieira da Silva partiu para Paris em 1928 e Lisboa está na origem de todas as suas cidades. A partir de 1930, Arpad Szenes partilhou a vivência de Portugal com Maria Helena. De Arpad, pode dizer-se que a luz e o mar de Portugal lhe interessaram particularmente, enquanto Vieira se perdia na atenção ao pormenor urbano, vísivel nos labirintos e azulejos que determinam a estrutura rítmica da sua pintura.

O Rio de Janeiro acolhe o casal, de 1940 a 1947, num exílio que tem um impacto diferente em cada um. Se Arpad rapidamente encontra os seus marcos, para Vieira foi uma epoca de tensão e angústia. A estadia no Brasil marcou de forma clara a pintura de ambos. A de Arpad tornou-se mais íntima e familiar, a de Vieira reflecte as suas inquietações: a dor da guerra, o absurdo da condição humana, o desenraízamento e a saudade. Apontamentos do quotidiano ilustram este período, e cada um dá continuidade às suas pesquisas.

Foi Paris, cidade mítica da vanguarda artística, cidade onde se conheceram e que escolheram para viver juntos, que ficou ligada à suas vidas e à sua produção artística. Paris acolheu o casal definitivamente em 1947, sendo-lhe concedida a nacionalidade francesa em 1956. A pintura de Vieira da Silva do pós-guerra retomou temas e elementos anteriores, numa permanente actualização de questões. O espaço continuou a ser o centro do seu trabalho, espaços fechados, cidades, jogos ou bibliotecas, uma nova espacialidade experimentada em variações próprias, ritmos e cadências conjugados com referências literárias, mitos e metáforas, num labor e reflexão incessantes e na procura de um lugar idealizado. Também Arpad Szenes, a partir de 1960, se concentra nas paisagens imaginadas, nas sensações de luz e na exploração da atmosfera, numa reflexão de ordem metafísica. Alusivas a sítios ou espaços, as obras remetem para sensações de lugares visitados num tempo indeterminado. Como referiu, e bem,  Malraux “Vieira da Silva procura preencher cada milímetro da sua tela, enquanto Szenes procura esvaziar cada milímetro”.

Prosseguindo a parceria entre a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e a Fundação EDP, sua mecenas, esta exposição surge no âmbito da Trienal de Arquitectura dedicada ao tema “Vamos falar de Casas”, da qual o Museu da Electricidade é um dos anfitriões.

A exposição é complementada com um ciclo de visitas temáticas dirigidas a adultos, jovens e crianças e ateliers infantis dos 4 aos 12 anos de idade.

Comissários:
João Pinharanda
responsável pela programação de Arte da Fundação EDP
Marina Bairrão Ruivo
Directora do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva

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