PT
ENG
Michael Biberstein | Estudos para um Céu
APRESENTAÇÃO PDF
Michael Biberstein | Estudos para um Céu

Michael BIBERSTEIN
Estudos para um Céu. Igreja de Santa Isabel
17 Julho a 11 Setembro 2016

 

Michael Biberstein deixa inacabado o trabalho que vinha a desenvolver nos últimos quatro anos: um céu de 900 m2 para o    tecto da Igreja de Santa Isabel (1742), em Lisboa, quando morre subitamente em Maio de 2013. É então criado um comité artístico cuja finalidade é terminar aquele que será doravante designado como O Céu de Mike. Graças ao empenho da Appleton e Domingos Arquitetos, ao apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e da Galerie Jeanne Bucher Jaeger, de Paris, às doações de numerosos mecenas internacionais  bem como à colaboração da Factum Arte, O céu de Mike pode inaugurar em Lisboa, em 19 de Julho de 2016. Em paralelo com a abertura ao público da Igreja de Santa Isabel e do respectivo tecto pintado, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, em colaboração com a Galerie Jeanne Bucher Jaeger, organiza uma apresentação intitulada Estudos para um Céu, onde se podem ver os estudos do artista para o tecto da   igreja, obras sobre papel inéditas, e a maqueta do interior da Igreja de Santa Isabel à escala 1:75, executada pela Appleton e Domingos Arquitetos.

 

A igreja de Santa Isabel, na freguesia de Santa Isabel em Lisboa, é como uma pedra preciosa guardada dentro de uma caixa escura com uma sombria tampa cinzenta. A luz que entra pelas janelas é largamente absorvida pelo tecto preto-mate, o que visualmente torna o espaço muito pesado, impedindo-o de respirar e desenvolver visualmente o volume desejado.
De facto, a primeira impressão que o visitante tem é um pouco deprimente – sem dúvida o oposto do que era e é pretendido […].

O meu objectivo seria o de completar a intenção original do projecto arquitectural, substituindo o sufocante manto cinzento por um céu aberto. O espaço tornar-se-á muito mais acolhedor e forte e será mais apelativo à meditação. Em vez da presente cobertura sombria e fria, terá uma jubilante abertura para um céu cósmico.

As cores do tecto ecoarão e complementarão as utilizadas nas paredes e continuarão a abrir-se de cores mais frias para mais quentes, talvez com um retorno final a um azul índigo para o mergulho no espaço profundo.

 

Michael Biberstein (excerto do texto de 2010, in http://ceusantaisabel.blogspot.pt
VOLTAR
© Copyright FASVS 2010 | Design by MOZO