PT
ENG
Arquitectura
Arquitectura
Dirigido por José Sommer Ribeiro e Richard Clarke, o projecto de remodelação e recuperação (1990-94) da Antiga Fábrica de Tecidos de Seda em tudo tentou ser fiel à história, traça e arquitectura do edifício pré-existente. Para tal empreenderam-se as mínimas alterações possíveis (também condicionadas pela classificação, em 1984, do imóvel como de Interesse Público): os dois corpos – fábrica e armazém anexo (cerca de 1923) – mantiveram-se e foram ligados por uma estrutura vítrea; a fachada permaneceu igual, exceptuando-se o sistema de abertura das janelas; as traves de madeira do tecto, que tanto agradaram a Vieira da Silva por evocarem memórias antigas, foram mantidas mas decapadas; as aberturas arqueadas das paredes e as janelas em nichos permanecem inalteradas. Além destes cuidados, conseguiu-se uma discreta reminiscência histórica no revestimento de seda das paredes do Auditório.
Apesar de tudo, a nova função do espaço exigiu algumas alterações mais significativas: a ampliação do armazém, de modo a criar uma cave; a abertura e aproveitamento do sótão; e a construção de uma antecâmara à entrada do Museu.
Daqui resultou uma nova organização espacial do edifício: uma cave e três pisos superiores, dois dos quais expositivos e o último reservado aos Arquivos e Centro de Documentação.
Seguindo a ideologia da organização espacial da Antiga Fábrica, os espaços mais amplos, no primeiro piso, onde decorriam os trabalhos, transformaram-se nas galerias de exposição permanente, organizadas assim numa mistura de espaços abertos e pequenas salas comunicantes; aqueles mais pequenos que consistiam nos espaços habitacionais deram lugar às áreas administrativas (rés-do-chão).
A ligação ao exterior, inclusivamente ao Jardim, é sempre assegurada, resultando daí a abundante mas controlada entrada de luz natural.
© Copyright FASVS 2010 | Design by MOZO