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Resultados da pesquisa:
Apresentação
Com uma capacidade de 100 lugares e uma excelente acústica e visibilidade, o auditório da Fundação é ideal para eventos intimistas. Equipado com sistema de som e audiovisual e gabinetes de tradução, o auditório permite um largo espectro de manifestações, da conferência ilustrada em PowerPoint à dramaturgia e projecção de filmes.
António Sena: a mão esquiva

Pintor discreto e esquivo, é autor de uma das obras mais consistentes da arte portuguesa contemporânea.

Sentados à mesma mesa na noite do jantar da inauguração surgiu a ideia de virmos a fazer um documentário sobre o seu trabalho: não um documentário exaustivo, histórico, retrospectivo, mas uma maneira de ver a transformação das formas no tempo.
E fomos filmando: entre 2003 e 2009, na preparação da exposição “Books=Cahiers” que inaugurou na Fundação Vieira da Silva em Julho de 2009.
O que me interessou foi filmar-lhe “a incessante mão”, a mão que escrevinha, rasura, escreve, acrescenta, pinta e apaga ou pinta e inscreve. Ou a mão que comenta, sublinha, se lembra. A mão de Maria Filomena Molder que pensa. Incessantemente. Para “salvar a biblioteca do incêndio”, na bela formulação de João Lima Pinharanda.
Jorge Silva Melo

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 59'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
11 e 18 de Abril
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Conferência de Nikias Skapinakis editada pelos Artistas Unidos

Pintura: inactualidade ou perenidade

Nesta conferência, com o sub-título Epsódios do trabalho de um Pintor, Skapinakis (Lisboa, 1931), revê o seu percurso artístico e a problemática da figuração e da abstracção, recolocando os temas da célebre conferência que proferiu, em 1958, na Sociedade Nacional de Belas Artes, intitulada Inactualidade da Arte Moderna.
“... as ameaças de morte têm-se estendido, como se sabe, ao romance, à fotografia, ao cinema, por exemplo, o que me leva a suspeitar que é a própria Cultura que está ameaçada, afinal. De qualquer modo, essa angústia, que julgo latente nos autores contemporâneos levou-me a afirmar que não é possível fazer pintura, hoje, sem a consciência da possibilidade da sua extinção”, Nikias Skapinakis
A sessão de lançamento da brochura terá lugar na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva na segunda-feira, 10 de Maio, pelas 18h, com apresentação da Professora Margarida Acciaiuoli e do realizador Jorge Silva Melo e contará com a presença do Pintor. Segue-se a exibição do filme Nikias Skapinakis: o Teatro dos Outros, de Jorge Silva Melo (2007).
A conferência de Nikias Skapinakis será editada pelos Artistas Unidos em colaboração com o Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa.

10 de Maio
18H00

Gravura: esta mútua aprendizagem

Em 20 de Julho de 1956, um grupo de artistas funda a Cooperativa de Gravadores Portugueses, a Gravura, que ainda funciona.

Um documentário sobre a Gravura, a cooperativa de gravadores portugueses fundada em Lisboa, em 1956, por um grupo de artistas e intelectuais. Através de quase três dezenas de depoimentos, retrata-se aqui a sua história, e as suas consequências, a sua origem nos movimentos de oposição à ditadura, numa improvisada garagem de Algés. E sobretudo, a necessidade que os artistas sentiram de aprender em conjunto, de se organizar, aprender e ensinar ao mesmo tempo. Um momento único de camaradagem, aprendizagem, intercâmbio, um momento político na História das Formas.

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 78'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
28 de Março
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Reposição de "Vieira da Silva par elle même"

Depois do sucesso de «Vieira da Silva par elle même» aquando da sua estreia em Maio de 2008, voltamos agora, a pedido do público, a pôr em cena este espectáculo que cativou audiências.

"Vieira da Silva par elle même" é um espectáculo de teatro, diríamos, autobiográfico, uma vez que recorre apenas às palavras ditas pela pintora Maria Helena Vieira da Silva ao longo da sua vida e a diferentes jornalistas.
Uma certeza, então, para todos aqueles que assistirem ao espectáculo: o que vão ouvir são as verdadeiras palavras, opiniões, incertezas e dúvidas, questões, que Vieira da Silva desejou partilhar com o público e a propósito da sua vida e, sobretudo, do seu trabalho artístico.
Este espectáculo será uma visita diferente e enriquecedora e uma oportunidade única: para os públicos pouco conhecedores de Vieira da Silva, uma forma de melhor descobrirem o seu trabalho e a sua personalidade; para os amantes da «Bicho» um emocionante encontro «ao vivo» aqui possibilitado pela inspiração teatral.

"Vieira da Silva par elle même"
Pelo Grupo Cassefaz & Maria José Paschoal em colaboração com a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva.
Um espectáculo de Maria José Paschoal com direcção artística de Elisa Lisboa.

Horários:
Quarta a Sexta às 18h00
Sábados e Domingos às 16h00

De 16 de Outubro a 16 de Novembro de 2008
Auditório da FASVS

Para mais informações consulte-se http://vieiradasilvaparellememe.blogspot.com/  e www.teatropolis.net

Gatos comunicantes

Em parceria com a Assírio & Alvim e com o importante apoio mecenático da Fundação EDP, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva lança finalmente, a partir de um conjunto inédito de documentação pertencente à Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (FASVS) e à Fundação Cupertino de Miranda, de Vila Nova de Famalicão, a obra Gatos Comunicantes. Correspondência entre Vieira da Silva e Mário Cesariny. 1952-1985.
Projecto iniciado em 2001 com a identificação, inventariação e arquivo desta extensa documentação, por razões várias, só em 2008 foi possível completar a correspondência enviada por Cesariny a Vieira, com as missivas enviadas por Vieira a Cesariny. A exposição “Correspondências: Vieira da Silva por Mário Cesariny”, comissariada por Marina Bairrão Ruivo e por João Pinharanda, simultaneamente confirmou-se e impulsionou a publicação deste Gatos Comunicantes.
A apresentação, que contará com a leitura das cartas pelos actores João Grosso e Teresa Lima, será feita por Perfecto Cuadrado, Professor Catedrático e coordenador do Centro de Estudos do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão, e Helena Barbas, Professora do departamento de Estudos Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa.

1 de Outubro 2008
18h30
Auditório da FASVS

Nikias Skapinakis: o teatro dos outros

Uma revisitação da obra do Pintor Nikias Skapinakis a partir da exposição Quartos Imaginários (2006).

“Ele é, de certa maneira, o único clássico que conheci”, diz Jorge Silva Melo, “o artista apolíneo que instala uma distância clara entre si e o objecto, que pinta com as “mãos frias”, no dizer exacto do poeta José Gomes Ferreira, um pintor que não rejeita nenhum dos géneros, o desenho, o nu, a paisagem, o retrato, a natureza morta. Viajar livremente pelos seus trabalhos, encontrar temas e técnicas transmutadas, seguir os seus mais de cinquenta anos de vida activa e prática ininterrupta é viajar por um universo meticuloso, intenso, intransigente, obstinado, livre. É a essa intransigência e a essa liberdade que quereria convidar o espectador, são cinquenta anos de uma provocação tranquila como já houve quem chamasse à sua obra multímoda e única.”

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 78'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
23 e 30 Maio
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Bartolomeu Cid dos Santos: por terras devastadas

Um mundo crepuscular, o do fim dos muitos impérios, será o mundo de Bartolomeu.

Entre conversas com Bartolomeu e alguns dos seus mais próximos (como Paula Rego, Helder Macedo, John Aiken, Manuel Augusto Araújo, Valter Vinagre), procuro fazer um breve retrato deste homem das sete partidas do mundo, artista multifacetado, irónico, romântico, terno, grande conhecedor do mundo, das viagens e das técnicas, grande conhecedor das letras, e fazer ver como ele, em cada obra que faz, gravura, pintura, escultura ou... convoca todo o tempo passado, todas as terras distantes, sabendo, com Eliot, que "tempo passado e tempo futuro estão ambos presentes no tempo presente".
Um retrato de um homem que, aos 14 anos, no Chrysler do seu avô, foi de Lisboa a Paris em 1946, e viu desfilar a terra devastada depois da II Guerra Mundial.
E é por terras devastadas, ruínas, labirintos, mares que ele, sempre menino e sempre marinheiro, procura... e procura o quê?

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 62'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
20 e 27 de Junho
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Ângelo de Sousa: tudo o que sou capaz

Uma conversa ininterrupta com um homem cordial, extrovertido, divertido, irreverente, bem disposto, generoso. Ou melancólico?

Um filme ao sabor de encontros espaçados no tempo (2007, 2008 e 2009), aproveitando apresentações públicas de obras, em que pretendemos captar a permanente fixação de um artista que insistiu na elementaridade dos meios, no abandono dos materiais nobres e dos processos complexos de criação.
E, tal como a cor, que, a partir dos anos 60, Ângelo vai trabalhando em fatias, camadas como que geológicas, socalcos e contornos, em função de campos e de horizontes, em diferentes graus de fusão e separação, o propósito deste filme será a permanente sobreposição de tempos, gestos, palavras, uma justaposição de momentos e declarações, um riscar cerrado, “curvando e abrindo os espaços de cor, criando cortinas e torrentes vigorosas, o estabelecimento de esquinas pela cor, para a criação de ambiguidades entre o plano e o volume.” (na feliz expressão de Leonor Nazaré).
Da mesma maneira que Ângelo pintou, nos anos 70, um “catálogo de algumas formas ao alcance de todas as mãos” (obra-manifesto que se encontra na colecção Manuel de Brito em Algés), este filme organiza-se como um catálogo de todas as formas ao alcance de Angelo: como se fosse a colagem de 10 curtas-metragens (que poderiam ser vistas separadamente, em ordem inversa…ou na que propusermos, sendo um filme “mobile”…), nunca a apresentação de uma biografia ou mesmo o comentário da obra.
Um filme sem fim nem princípio – como o trabalho singular de Ângelo de Sousa.
Jorge Silva Melo.

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 60'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
18 e 25 de Julho.
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Álvaro Lapa: a literatura

Numa viagem entre Viseu e Lisboa... 

... Jorge Silva Melo reconstitui para o actor Pedro Gil a sua relação com Álvaro Lapa, as entrevistas que realizou com o artista, os anos passados a ver crescer uma das obras mais singulares da arte portuguesa. E a questão: o que é a literatura? Uma demorada viagem iniciática em que se revê toda a obra pictórica e literária e que termina com a declaração de Álvaro Lapa: "Disponível, disponível é a juventude. Mesmo que seja incapaz, incompetente, estouvada, destrutiva. Mas é disponível".

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 102'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
12 e 19 de Setembro
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher

Mesa redonda sobre a condição feminina no domínio das Artes Visuais com:
    Emília Ferreira: Mestre em História da Arte Contemporânea, (FCSH/UNL) e doutoranda em História da Arte (FCSH/UNL);  
    Emília Nadal: artista plástica e Presidente da Direcção da Sociedade Nacional de Belas Artes;
    Marina Bairrão Ruivo: Directora e Conservadora do Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva;
    Sandra Leandro: Doutoranda e Mestre em História da Arte Contemporânea (FCSH/UNL). Docente de História da Arte, Cultura Portuguesa, e Literatura e Cultura Portuguesa no Instituto Superior de Educação e Ciências em Lisboa e de Comunicação Visual na Universidade de Évora.
    Sofia Areal:artista plástica;
    Raquel Henriques da Silva: Doutorada em História da Arte (FCSH/UNL). Docente de disciplinas de licenciatura e mestrado em História da Arte, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena também o mestrado em Museologia.

No âmbito da mesa redonda, Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e Edições Colibri apresentam o nº 23 da Revista Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, um dos vários projectos do Centro de Estudos sobre a Mulher da Universidade Nova de Lisboa.
Editada semestralmente, a publicação conta com estudos e artigos de colaboradores ou não do Centro de Estudos, distribuídos por 6 categorias-tipo: Entrevistas; Retratos; Toponímia; Pioneiras; Estado da Questão; Notícias.

A apresentação conta também com a exibição do monólogo Vieira da Silva, encenação de Maria José Paschoal e música de Leonor Leitão-Cadete.

Dia 29 de Maio de 2010
16h00

Para mais informações consulte-se o site http://www.fcsh.unl.pt/facesdeeva/

Alternativa zero. Trinta anos depois

Para assinalar os trinta anos da exposição Alternativa Zero – Tendências polémicas da arte contemporânea portuguesa, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva organizou um colóquio e uma pequena mostra documental, comissariado por Paulo Pires do Vale, em colaboração com Isabel Alves, sobre este acontecimento que provocou a sociedade portuguesa em 1977.
O Colóquio decorrerá de 28 a 30 de Junho, no auditório do Museu, e pretende reflectir sobre a novidade e particularidades da AZ, os seus participantes e contexto, as suas consequências e, por fim, recordar o impulsionador e insubstituível organizador dessa exposição, Ernesto de Sousa.

Programa:
28 Junho [quinta-feira]
     18h00 Inauguração
     18h30 Obras de Jorge Peixinho Concerto pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa
     19h00 AZ Filme-documentário
     19h30 Que alternativa? Delfim Sardo e artistas que participaram na AZ

A PRÓ-VOCAÇÃO DO ZERO 29 Junho [sexta-feira]
     18h00 Panorama 77 Emília Tavares
      Alternativa Zero – Que zero? Ernesto Melo e Castro
      Dos anos 70 aos 80: continuidades e rupturas Luís Serpa

ERNESTO DE SOUSA: O DETONADOR 30 Junho [sábado]
     16h30 O Operador Estético
as artist Margarida Medeiros
as critic Ricardo Nicolau
as curator Nuno Faria
            intervalo
    18h30 Ernesto, o ornitorrinco honesto. Mantras e polípticos - uma pedagogia? Pedro Proença Bolsa Ernesto de Sousa: 15 anos Luís Silva e Emanuel Dimas Pimenta.

28 a 30 de Junho de 2007
Auditório da FASVS

A poética do traço. Conferência

A exposição "A poética do traço, gravuras do Atelier 17”, patente na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva entre 13 Janeiro e 9 de Abril de 2006 é o mote para a conferência que Scarlett Reliquet, comissária da exposição, dará.

O Atelier 17, fundado em 1927 pelo artista (apesar da formação de base ser científica) inglês Stanley William Hayter (1901–1988), deve o seu nome ao estúdio onde funcionava: o número 17 da rua Campagne Première do bairro de Montparnasse, em Paris.
Durante o período em que esteve activo em Paris (1927-1940), apesar do seu ressurgimento em Nova Iorque a partir de 1941, o Atelier tornou-se, para vários artistas, entre os quais Arpad e Vieira, num importante centro de aprendizagem da técnica da gravura, nomeadamente do buril, e ficou para sempre associado ao movimento surrealista.

Tal como o projecto para esta exposição previra, a conferência sobre a Poética do Traço insere-se no conjunto das actividades paralelas planeadas, das quais fazem igualmente parte a projecção do filme de Julian Hayter - The Other Side of the Mirror (1993), sobre a actividade de gravador do seu pai William, e a exposição de algumas publicações de Hayter sobre a gravura daquele período.

16 de Fevereiro de 2006
18h30

Entrada livre

A criança e as artes II

No âmbito do Mestrado "A criança e as artes" da Escola Superior de Educadores de Infância - Maria Ulrich, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva promove o segundo encontro em volta deste tema.

Programa:


17h:30
Quando eu Nasci (conto contado com som; para todas as idades):
     História de Isabel Martins / música de Simão Costa (encomenda do Ecomuseu Municipal do Seixal); 
     Interpretação de Ágata Mandillo; 
     Electrónica e difusão sonora: Simão Costa.

18h:00
Fios que fazem e desfazem as histórias: palavra, imagem e música (conferência):
     Madalena Matoso (Prémio Nacional de ilustração 2008);
     Paula Azguime (Contos Contados com Som - Miso Music Portugal);
     Dora Batalim - moderadora.

Dia 6 de Maio 2010
17h30
Auditório da FASVS

Entrada livre

A criança e as artes
No âmbito do novo Mestrado da Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva promove a conferência "A criança e a arte".

Moderada por Paulo Pires do Vale, a conferência conta com a participação de:
Fernanda Fragateiro, artista
Ana Ruivo, crítica de arte
Jorge Crespo, coord. mestrado

26 de Fevereiro 2009
17h30
Auditório da FASVS
As Eleições Legislativas na República da Hungria

Debater “As Eleições Legislativas na República da Hungria” e as implicações que os resultados do acto eleitoral podem ter na composição do xadrez político na Europa Central e na União Europeia é uma proposta da Secção Europa e Activismo do Partido Socialista /PES Activist Portugal. O objectivo é promover uma troca de ideias sobre a situação política na República da Hungria e na Europa, num lugar de Cultura Universal aberto à sociedade,  a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva. A iniciativa destina-se a todos os interessados nas questões europeias, quer sejam estudiosos ou estudantes destes temas, decisores politicos ou cidadãos participantes no espaço público, político ou artístico.
Não esquecendo a ligação de Arpad Szenes à Hungria, após o debate seguir-se-á uma visita guiada ao Museu.

Painel de oradores: 
      Attila Gecse, Embaixador da Hungria em Portugal; 
      Joel Hasse Ferreira, ex-euro-deputado do Partido Socialista; 
      Marina Bairrão Ruivo, directora da Fundação Arpad Szenes- Vieira da Silva.
Moderação:
      José Reis Santos, Secretário Coordenador da Secção Europa e Activismo do PS/PES Activist Portugal.

27 de Abril de 2010
Entre as 17h30 e as 19h30
Auditório da FASVS

Software de Gestão e Contabilidade

A Ticasgest, Serviços de Consultadoria Informática em parceria com a Alidata apresentam no dia 28 de Outubro, no Auditório da Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, o novo Software de Gestão e Contabilidade.
A todos os participantes será oferecida uma versão integral do Programa deste novo Software de Gestão e Contabilidade.

Programa
15h—Recepção
15h15—Abertura—Tiago Moreira—Sócio Gerente Ticasgest
15h30—Quadro 1— Prof. Doutora Dulce Maria Marques João
      -Análise das alterações mais significativas do novo sistema contabilístico, envolvendo a revogação do POC e disposições complementares
      -Normativo legal de aprovação dos vários elementos que compõem o SNC
      -Âmbito da aplicação
      -Nova estrutura conceptual
Coffee Break
      -Normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF)
      -Normas interpretativas
      -Hierarquia das normas
      -Modelos de demonstrações financeiras
      -Código de contas e notas de enquadramento
18h30— Encerramento

28 de Outubro de 2009
15h
Auditório da FASVS

Debate sobre projectos no âmbito da Inovação Social

Promovido pela CCDR-LVT (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional - Lisboa e Vale do Tejo) no âmbito dos Open Days 2009, um evento europeu de cidades e regiões, também estreitamente ligado a Bruxelas, o auditório da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva acolhe, no próximo dia 30 de Outubro, o debate sobre “Boas práticas na inovação social”.
Entre os convidados estarão Luís Maria Ulibarri, da Innobasque, a agência de inovação do País Basco; o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural; bem como outras organizações que têm apostado em abordagens inovadoras com vista à inclusão social: a TESE - Associação para o Desenvolvimento; a Associação Cristã da Mocidade (ACM) de Setúbal; os Empresários pela Inclusão Social; o programa K'Cidade, da Fundação Aga Kahn; e a Associação Nacional de Crédito.

Programa:

14.30-14.35
     Luísa Vale | Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo
14.35-14.55
     Luís Ullibarri | Innobasque
15.00-15.15
     Marisa Horta e Catarina Reis Oliveira | Alto Comissariado para Imigração e Diálogo Intercultural
15.15-15.30
     João Menezes | TESE – Associação para o Desenvolvimento pela Tecnologia, Engenharia, Saúde e Educação
15.30-15.45
     Mário Pereira | Associação Cristã da Mocidade de Setúbal
15.45-16.00
     Diogo Simões Pereira | Empresários pela Inclusão Social
16.00-16.15
     Sandra Almeida | K’Cidade - Fundação Aga Khan
16.15-16.30
     José Centeio | Associação Nacional de Direito ao Crédito
16.30-18.00
     Debate
Moderador: Jorge Miranda | Câmara Municipal da Amadora

30 de Outubro de 2009
14h30
Auditório da FASVS

Conferência "Incremento da participação do Público nas Artes"

Conferência: Incremento da Participação do Público nas Artes: porquê, como e para quê?
Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar uma enorme vontade no sentido de alargar o público das actividades culturais. Com esse objectivo, são organizados cada vez mais encontros, cursos e seminários sobre as mais diversas formas de publicidade cultural, dos quais podemos enumerar como exemplo a Criação de novos públicos, Como aumentar a procura das artes, Regras para a construção de públicos ou Desenvolvimento de audiências, que apesar das suas ramificações, têm um mesmo objectivo em comum.
A Conferência,  proferida por Fátima Anllo Vento, da Universidade Complutense de Madrid, e organizada pela GPEARI, versará sobre as diversas formas de abordagem do tema e sobre os mecanismos mais eficazes para o seu desenvolvimento.

Fátima Anllo Vento
Nasceu em Madrid, é licenciada em medicina, fez estudos em administração de artes visuais e cénicas na Universidade de Nova Iorque e em gestão e desenvolvimento organizacional no IEEP e no Tavistock Institut de Londres. No campo da gestão cultural trabalhou em diversas instituições culturais de Nova Iorque.
Em 1999, assumiu a direcção da empresa espanhola e norte americana que produz e distribui o Canal História em Espanha e Portugal.
Organizou e participou em numerosos cursos e seminários em Espanha e no estrangeiro sobre temas relacionados com a cultura e com as artes e trabalha como investigadora e consultora independente no âmbito da Gestão Cultural.
Actualmente retomou o cargo de subdirectora do Mestrado em Gestão Cultural: Música, Teatro e Dança, no Instituto Complutense de Ciências Musicais, da Universidade Complutense de Madrid, exercendo igualmente o ensino de políticas culturais.

13 de Novembro de 2009
18h
Auditório da FASVS
Entrada Livre

Para mais informações consulte-se http://www.gpeari.pt

Conferência "Para lá do branding ..."

A conferência “Para lá do branding: desafios de marketing das organizações culturais num mercado sobrelotado”, surge no âmbito da pós-graduação em Gestão e Empreendimento Cultural e Criativo criada em parceria pela GPEARI e pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e do Emprego (ISCTE) em 2008, que previa a apresentação de comunicações de especialistas estrangeiros, como é o caso. Como forma de rentabilizar estas deslocações a Portugal, a GPEARI, com a colaboração da Embaixada do Canadá em Portugal, providenciou que algumas dessas comunicações estivessem abertas a todos os interessados no auditório da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva.
Assim, após ter recebido a Prof. Doutora Fátima Anllo Vento da Universidade Complutense de Madrid, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva abre agora as portas ao Professor François Colbert da HEC (Escola de Gestão) de Montreal.
Em torno dos temas da sua especialidade, o marketing e a gestão das artes, a comunicação de François Colbert debruçar-se-á sobre a evolução do mercado das artes e possíveis medidas que permitam ultrapassar a conjuntura actual.

François Colbert
Professor de Marketing nas Instituições Culturais e regente da disciplina de Gestão das Artes na HEC, Business School, de Montreal, François Colbert é também coordenador científico da especialização em Gestão de Instituições Culturais (DESSGOC) e docente da cadeira de Políticas Culturais na mesma DESSGOC.
Há mais de trinta anos a trabalhar na gestão do marketing no contexto cultural das artes cénicas, museus e cinema, o seu principal enfoque, François Colbert presta ainda assessoria regular a empresas, associações e governos nas áreas da sua especialidade.
Membro da direcção de várias organizações culturais, presidente fundador do comité científico da Conferência Internacional de Artes e Gestão Cultural (AIMAC), e editor do International Journal of Arts Management (IJAM), François Colbert recebeu em Maio de 2002 a condecoração the Order of Canada.
François Colbert é ainda autor de mais de 150 publicações de diversas tipologias, entre as quais se destaca o livro O Marketing das Artes e da Cultura (ed. Gaëtan Morin, 2006), já na segunda edição e traduzido em sete línguas.

4 de Dezembro de 2009
17h30
Auditório da FASVS
Entrada Livre

Para mais informações consulte-se http://www.gpeari.pt

Vieira da Silva par elle même

«Vieira da Silva par elle même» é um espectáculo de teatro, diríamos, autobiográfico, uma vez que recorre apenas às palavras ditas pela pintora Maria Helena Vieira da Silva ao longo da sua vida e a diferentes jornalistas.
Uma certeza, então, para todos aqueles que assistirem ao espectáculo: o que vão ouvir são as verdadeiras palavras, opiniões, incertezas e dúvidas, questões, que Vieira da Silva desejou partilhar com o público e a propósito da sua vida e, sobretudo, do seu trabalho artístico.
Este espectáculo será uma visita diferente e enriquecedora e uma oportunidade única: para os públicos pouco conhecedores de Vieira da Silva, uma forma de melhor descobrirem o seu trabalho e a sua personalidade; para os amantes da «Bicho» um emocionante encontro «ao vivo» aqui possibilitado pela inspiração teatral.

«Vieira da Silva par elle même»
Pelo Grupo Cassefaz & Maria José Paschoal em colaboração com a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva.
Um espectáculo de Maria José Paschoal com direcção artística de Elisa Lisboa.

Horário dos Espectáculos + Visitas à exposição:
Quintas-feiras às 19h00
Sábados e Domingos às 16h00
Sábados às 21h30 (não inclui visita à exposição)
Espectáculo especial, pelo aniversário de Vieira da Silva:
Sexta-feira, 13 de Junho às 21h30

De 15 de Maio a 15 de Junho de 2008
Auditório da FASVS

Para mais informações consulte-se http://vieiradasilvaparellememe.blogspot.com/  e www.teatropolis.net

Vª Edição dos Prémios a Eficácia da Comunicação

Criados em 2005 pela APAN – Associação Portuguesa de Anunciantes, os Prémios à Eficácia, únicos galardões em Portugal, pretendem distinguir a comunicação comercial e o seu enorme contributo para o sucesso das empresas a que está afecta.
A abertura oficial da edição deste ano será feita no Auditório da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva.

O principal recurso da comunicação comercial no desempenho do seu papel é o marketing, cujo sucesso depende do quão eficazmente os recursos publicitários são utilizados, de acordo com o plano estratégico traçado pelo anunciante em conjunto com a agência de marketing.
O prémio reconhece, por isso, não só o resultado final, mas também todo o trabalho de bastidores, desde o planeamento estratégico, à criatividade, à capacidade de interpretação e de captação de públicos, que conduzem ao objectivo principal – a eficácia do anúncio.
As empresas concorrentes candidatam-se a uma das sete categorias: Produtos de Consumo Alimentar; Produtos de Consumo Não Alimentar; Telecomunicações e Media; Serviços Financeiros e Seguros; Restantes Serviços e Administração Pública; Marketing de Causas e Marketing Social.

Programa:
09h30 – 10h00
     Welcome Coffee
10h00 – 10h15
     Boas vindas, Manuela Botelho (Secretária Geral da APAN)
10h15 – 11h00
     “What have we learned from 30 years of Effectiveness Awards (IPA)”, Paul Feldwick
11h00 – 11h30
     Coffee break
11h30 – 12h00
     Apresentação do Grande Prémio Eficácia Meios 2008 - caso MEO (Portugal Telecom), Rosa Carrajola (Strategy & Planning Director da Espaço OMD)
12h00 – 12h30
     Apresentação do Grande Prémio Eficácia Publicitária 2008 – caso Município de Alcobaça (Mosteiro de Alcobaça), Gonçalo Morais Leitão (Cupid Creative Officer da Cupido)
12h30 – 12h45
     Bases de Participação dos Prémios Eficácia 2009, Pedro Loureiro (Director Geral do Grupo de Consultores)

11 de Maio de 2009
09h30
Auditório da FASVS
Entrada livre, sujeita a confirmação

Para mais informações consulte-se http://www.premioseficacia.org/

Apresentação

O Centro de Documentação e Investigação (CDI) foi criado em simultâneo com o Museu, com o objectivo de dar apoio aos serviços, nomeadamente na promoção da obra dos dois artistas, através do acesso à investigação e da divulgação.

Aberto ao público universitário e a investigadores, o CDI possui um fundo especializado sobre a vida e a obra de Arpad Szenes e de Maria Helena Vieira da Silva e artistas e movimentos artísticos seus contemporâneos.

Serviços

Serviços disponíveis:

Condições de acesso

Condições gerais de acesso e horário de funcionamento

Sala de leitura
Fotografia Pierra Guibert
Acerca da colecção

A colecção do Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva reúne um significativo núcleo de pintura e desenho, que cobre um vasto período da produção dos dois artistas: de 1911 a 1985 para Arpad Szenes, e de 1926 a 1986 para Vieira da Silva. O núcleo de gravura da artista inclui também obras de 1990 e 1991, um ano antes da sua morte.

A colecção de obras de arte do Museu incorpora ainda obras de artistas contemporâneos do casal, seus amigos, admiradores ou discípulos - no caso de Arpad Szenes, donde se destaca um conjunto de obras de artistas portugueses, na sua maioria em início de carreira.

A colecção integra ainda edições especiais ilustradas por Arpad Szenes e Vieira da Silva, um importante núcleo de fotografia proveniente do arquivo pessoal dos artistas e um fundo epistolográfico de cerca de 4 000 itens que remonta aos anos 1930, data coincidente com a ida de Vieira da Silva para Paris e posterior casamento com Arpad Szenes e engloba a correspondência do casal Szenes com artistas e intelectuais portugueses e estrangeiros ao longo de décadas.

A colecção de obras de arte do museu pode ser agrupada segundo três grandes núcleos, relativamente à data e tipo de incorporação. 

Um primeiro conjunto que engloba o maior volume de obras dos artistas, cerca de 3 200 peças de desenho, pintura e gravura, doadas por Maria Helena Vieira da Silva à Fundação Calouste Gulbenkian, em 1987, ainda o Museu dedicado à sua obra e à de Arpad Szenes não passava de uma ideia/projecto. Esta doação tinha por condição serem todas estas obras depositadas num futuro Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva, devendo anexar-se-lhe um conjunto de 71 obras de artistas portugueses da colecção privada da artista.

O segundo grupo de obras a dar entrada no Museu é composto por vinte obras de Arpad Szenes e dezoito obras de Vieira da Silva, seleccionadas pela própria e reiteradas em testamento, destinadas ao Estado Português e negociadas entre os Governos de França e Portugal. Estas obras chegaram a Portugal apenas em Agosto de 1994 e integraram de imediato a colecção do Museu.

O terceiro núcleo, e um dos mais representativos pela sua importância e valor, é constituído por um conjunto de obras de privados, instituições ou coleccionadores particulares, colocado em depósito no Museu à data da abertura do mesmo, em Novembro de 1994 ou posteriormente. Destacam-se neste conjunto as obras do coleccionador Jorge de Brito, hoje propriedade do seus herdeiros, que é sem dúvida uma das maiores e mais destacadas colecções de Vieira da Silva, reunindo cerca de dezasseis pinturas incontornáveis no percurso da pintora. De relevo são também as obras de Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em depósito no Museu, as do Metropolitano de Lisboa e de alguns coleccionadores particulares, patentes na colecção permanente do Museu.

Outras colecções
Arpad Szenes e Vieira da Silva tiveram notáveis percursos profissionais, o que explica a disseminação da sua obra pelos quatro cantos do mundo, seja junto de instituições de renome, desde prestigiados museus e galerias de arte a instituições bancárias, ou de coleccionadores particulares que ainda mantêm, por vezes, o anonimato. Por forma a dar a conhecer esse legado artístico e facilitar o acesso a esses trabalhos, promovendo desse modo o estudo e divulgação da vida e obra de Vieira da Silva e Arpad Szenes, seleccionámos um conjunto, não exaustivo, de colecções nacionais e estrangeiras, sobretudo ligadas a instituições culturais, que reúnem um número mais ou menos significativo de obras do casal Szenes. Muitas destas colecções permitem ser exploradas online, dando assim a oportunidade de melhor conhecer a obra de Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes.

Consulte aqui a lista de outras colecções institucionais.
Fotografia

Vieira da Silva não gostava de ser fotografada, da mesma forma que não gosta­va de ser entrevistada, pois tudo isso a importunava, distraí-a do seu traba­lho, da sua concentração, do seu silêncio. A casa de campo em Yèvre-le-Châtel, afastada de Paris e da sua agitação, resultou, nesse sentido, perfeitamente, proporcionando ao casal o recolhimento desejado.

Vieira e Arpad cederam, porém, às objectivas; nas suas diferen­tes facetas, épocas e lugares, são revelados através de imagens de fotógrafos profissionais, como Willy Maywald ou Denise Colomb; de artistas como Fernando Lemos; ou simples instantâneos de amigos e familiares. Apesar da sua posição face à fotografia, Vieira deixou-se fotografar, embora evitasse os retratos em movimento, onde a boca podia ser apanhada aberta e as pálpebras fechadas; preferia um retrato imóvel, que evitava essas situações. Vieira costumava também dizer que a objectiva só podia captar um único ângulo e as pes­soas são feitas de muitos.

Seleccionadas a partir da vasta colecção de Fotografia da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, os exemplares que agora damos a conhecer ao público apresentam Maria Helena e Arpad num registo mais intimista. São fotografias que captam poses naturais ou encenadas, actividades de lazer ou trabalho, retratos individuais, do casal ou em grupo. Apresentamos também registos ocasionais de pessoas próximas que, deste modo, diluem a conotação de Vieira como ser distante e reservado, e demonstram a simplicidade e generosidade que realmente definiam a sua essência e que recorrentemente são referidas.

São registos do passado para serem apreciados no presente.

Henrique SILVA

Paredes (Douro), 17 de Outubro de 1933 -

Deixando o Norte para trás, Henrique Silva parte para Paris em 1957 e aí permanece por vinte anos, recebendo entretanto uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. É neste meio cosmopolita que o artista conhece e priva com muitos dos modernistas portugueses fixados em França: “Através de Bertholo, Henrique Silva conhece Vieira da Silva e Arpad Szenes, o seu companheiro de sempre. Arpad convida-o a ir trabalhar com o casal. Aceita. «Lava pincéis, prepara telas, conduz-lhes o carro, engarrafa o vinho de Bordéus que compram regularmente, faz de tudo. Aqui nasceu uma duradoira amizade. Na casa de Vieira e Arpad conhece outro dos amores da sua vida: uma jovem suíça, a fotógrafa Ursula Zagger»" (As Múltiplas Vidas de um Homem Só, Paula Alcântara Carreira). É também através do casal Szenes que Henrique Silva conheceu Jaime Isidoro, artista com quem partilhou a criação e organização da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, em 1978, tendo abandonado a sua direcção em 2007.

Com o regresso a Portugal, nos anos 70, Henrique Silva torna-se director da Cooperativa Árvore no Porto e docente da Escola Superior de Belas-Artes do Porto. É, para além disso, membro fundador da ANAP – Associação Nacional de Artistas Plásticos.

Os seus trabalhos em técnicas tão variadas como a pintura, a escultura, o mobiliário de pedra e madeira ou a fotografia, estão presentes em várias colecções particulares portuguesas e estrangeiras. Na sua actividade profissional têm ainda lugar vários trabalhos videográficos.

“Sussurro”, uma grande exposição patente no Fórum Cultural de Vila Nova de Cerveira em 2008, marca os 50 anos de actividade artística de Henrique Silva e apresenta uma amostra significativa de todo o seu espólio.

Milly POSSOZ

Caldas da Rainha, 4 de Dezembro de 1888 – Sintra, 17 de Junho de 1967

Foi no atelier da pintora Emília dos Santos Braga, também frequentado por Vieira da Silva, que Mily Possoz deu início aos estudos de pintura, prosseguindo a formação em Paris, na Académie de la Grande Chaumière (1905) e na Alemanha (Dusseldorf), passando também por Bruxelas para estudar gravura. Antes de se fixar para sempre em Portugal, Mily viveu em Paris entre 1922 e 1937.

Grande amiga de Vieira da Silva e com um percurso de vida semelhante, Mily frequentou o seu atelier no Alto de São Francisco em Lisboa, um pólo de atracção para artistas (pintores, escritores e músicos), que aí expunham e conviviam em ambiente amigável.

Mily Possoz participou em exposições emblemáticas como a “Exposição dos Cinco Independentes” em Lisboa (1923), os salões da Sociedade Nacional de Belas-Artes (o “Salão de Outono” em 1925 e o “I Salão dos Independentes” em 1930), e ainda em várias das iniciativas do Secretariado de Propaganda Nacional.  A decoração  dos pavilhões da Exposição do Mundo Português (1940), nomeadamente o trabalho realizado para a Sala do Japão, é, aliás, nesse contexto, dos seus trabalhos mais marcantes. Outra encomenda pública surge em 1957, através do coleccionador de arte Machaz que convida a artista para a decoração do Hotel Tivoli em Lisboa, sendo esta instituição aquela que tem a maior colecção de obras de Mily Possoz.

Artista do Primeiro Modernismo Português, para além do desenho, pintura e gravura (Mily foi inclusivamente membro da  Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses), a artista dedicou-se também à ilustração. Da sua actividade como ilustradora (imprensa e obras literárias), destaque para a colaboração nas revistas ABC, Athena, Contemporânea e A Ilustração Portuguesa, e, claro, o antigo Livro da segunda classe (1958).

Entre os principais temas explorados por Mily Possoz incluem-se as paisagens, os animais, nomeadamente gatos, as crianças (meninas) e as figuras populares. A sua linguagem pictórica, simultaneamente simples e dinâmica a que soube conjugar liberdade cromática e de traço é, por isso, dos melhores exemplares portugueses da pintura fauve.

Para além dos museus e colecções privadas em que está representada, em Portugal e no estrangeiro, Mily Possoz recebeu, em vida, a Medalha de Ouro do Júri Internacional de Gravura (1937), o Prémio Sousa Cardoso (1944) e o Prémio de Desenho José Tagarro (1949).
Jorge MARTINS

Lisboa, 4 de Fevereiro de 1940 -

É na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa que Jorge Martins inicia os cursos de arquitectura e pintura que frequenta entre 1957 e 1961, iniciando-se, entretanto, na técnica da gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.

Em 1961 parte para Paris onde permanece 13 anos. Aqui convive com os pintores Júlio Pomar, Manuel Baptista, Arpad Szenes e Vieira da Silva e com o grupo KWY e experimenta a escultura em gesso. Seguem-se os Estados Unidos da América onde a partir de 1975 Jorge Martins instala um atelier em Nova Iorque. Volta para França em 1976, mas o regresso definitivo a Portugal só acontece em 1991, embora o pintor já tivesse um atelier em Lisboa desde 1986.

Além da pintura, Jorge Martins dedicou-se também à ilustração, sendo obras de Luiza Neto Jorge (1972), Nuno Júdice (1986) e José Gil (1990) alguns exemplos dos seus trabalhos. O Livro das Sete Cores de Maria Alberta Menéres e António Torrado valeu-lhe o Prémio Gulbenkian de Ilustração de Literatura Infantil (1984).

Jorge Martins tem obra espalhada por colecções públicas e privadas em Lisboa, Porto e Ilhas, Paris, Dinamarca e Luanda, e um leque imenso de trabalhos em espaço público, destacando-se Ocean Piece, um alto-relevo, na estação de metro Archives / Navy Memorial de Washington (1995).

Ao longo do tempo Jorge Martins viu a sua vida e carreira serem sucessivamente reconhecidas, tendo ganho o Prémio de Aquisição na Exposição de Arte Moderna Portuguesa do Museu do Funchal (1967); menções honrosas nas exposições Mobil e Soquil em Lisboa (1969); em 1971 é distinguido pelo júri da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA); o Prémio de Desenho da III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Gulbenkian (1986); o novo Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte - Secretaria de Estado da Cultura (AICA-SEC - Portugal) em 1988; e o Prémio CELPA - Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva de Consagração, em 2003. Em 2004 o artista é feito Grande-Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique.

Entre as várias exposições em que participou destacam-se: "Desenho, Ateliers d'Aujourd'hui”, no Musée National d'Art Moderne/Centre Georges Pompidou, Paris (1978); “Preto e Branco. Desenhos”, 1983, na Fundação Calouste Gulbenkiam, Lisboa; em 1985, a XVIII Bienal de São Paulo e “O Fazer Suave de Preto e Branco”, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, conjuntamente com Jorge Molder; “Desenhos 1957-1987”, na Fundação Calouste Gulbenkian em 1988; “De Revolutionibus Orbium Coelestium” na Galeria Valentim de Carvalho, Lisboa (1991); em 1993, na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, a retrospectiva “Pintura 1958-1993”; e “Jorge Martins. Sleeping Shelter. Escultura”, na Galeria Luís Serpa, Lisboa, em 1995, entre tantas outras, individuais e colectivas. Em 2006 o Museu Coleção Berardo organiza uma grande retrospectiva e em 2013 a Fundação Carmona e Costa (Lisboa) e o Museu de Serralves (Porto) juntam-se para apresentar a exposição “A Substância do Tempo”.
Eduardo LUÍZ

Braga, 16 de Julho de 1932 – Paris, 30 de Abril de 1988
 

Foi com o pai, o escultor Joaquim Fernandes Gomes, que Eduardo Luiz Teles Fernandes Gomes se iniciou no desenho e só mais tarde, entre 1943 e 1946 é que frequentou a Escola de Artes Decorativas do Porto, para depois, optando pela pintura, ingressar na Escola de Belas-Artes. No início de carreira, Eduardo Luiz interessou-se também pela dança, música e cenografia, tendo inclusivamente chegado a produzir cenários teatrais para o Teatro Universitário e para o Teatro Experimental do Porto.

Em 1958 Eduardo Luiz parte com bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para Paris, onde alcançou grande sucesso, que se manifesta nos vários países em que expôs (Brasil, em Espanha, em Itália e na Bélgica), e nas variadas colecções de arte em que está representado. Aí fica radicado até ao fim da vida embora em 1971 se mude para Les Vaux, perto de Yèvre-le-Châtel onde também Vieira da Silva e Arpad Szenes tinham residência.

Em vida Eduardo Luiz foi reconhecido com  o prémio Jovem Pintura da Galeria de Março em 1953 e condecorado com a Cruz de Santiago e Espada em 1983.

Em 1990 a Fundação Calouste Gulbenkian organiza uma importante exposição da obra do artista.

Jaime ISIDORO

Porto, 21 de Março de 1924 - 21 de Janeiro de 2009

Foi no Porto que Jaime Isidoro se iniciou, como estudante na Escola Soares dos Reis e como artista, expondo individualmente pela primeira vez em 1945 no antigo Salão Fantasia.

Para além de artista plástico Jaime Isidoro dedicou-se também à programação e divulgação cultural, tendo para esse fim promovido os Encontros Internacionais de Arte, a edição da Revista de Artes Plásticas, e criado a Bienal de Cerveira (1978), a mais importante bienal de arte do país. Como galerista, foi co-fundador da Galeria e Academia Dominguez Alvarez (1954) e da Galeria Dois, na Boavista.

A sua produção artística organiza-se segundo dois momentos, o dos anos 40-50 e o dos anos 80, e o seu estilo, que começou por ser simples e figurativo acabou estabelecendo-se como abstraccionista.

Precisamente dessas duas fases artísticas resultam as distinções que Jaime Isidoro recebeu em vida: os prémios Armando Basto (1954), António Carneiro (1955) e Henrique Pousão (1957), a Medalha de Mérito Cultural da Câmara de Cerveira (1982) e a de ouro da câmara do Porto (1988). Em 2002 Jaime Isidoro recebe a medalha de ouro da câmara de Gaia e em 2006 é feito Grande-Oficial da Ordem do Mérito.

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«Das minhas visitas a Paris fui um dia bater à porta do atelier de Vieira da Silva – 51, Bd. Saint-Jacques. Logo no primeiro contacto me disse:
- “Os portugueses não me procuram em Paris. Porque aqui vem?” 
- “Sou um estudante de pintura. Vi uma pintura sua no Salão de Maio, o catálogo menciona a sua morada e aqui estou para a conhecer”. 
Entrei para uma grande sala (…). Fez um chá que tomamos juntos. Mostrou-me vários catálogos seus de diversas exposições, que me ofereceu. Fui desastrado ao entornar a chávena de chá na mesa. Mostrou-me pinturas que eu, fascinado, absorvia (…).
No Porto fui ao Museu Nacional Soares dos Reis e com entusiasmo falei com o conservador, o pintor Agostinho Salgado, do meu encontro com Vieira da Silva, que descobri no Salão de Maio em Paris, exposta ao lado de Picasso, Braque, Chagall, Miró, etc. Mostrei a documentação e não convenci o conservador que me disse: “Jaime Isidoro, o que me mostra são quadradinhos, quadradinhos.” Não passei a minha mensagem e respondi: “Quem perde é o Museu Nacional Soares dos Reis a oportunidade de possuir uma obra de Vieira da Silva”. 
Entendi que a pintura de Vieira da Silva era incompreendida em Portugal. A partir daí (anos 50) dediquei-me à divulgação em Portugal da obra de Vieira da Silva.

Disse-me que não gostava muito dos portugueses que “hoje não me pagam com milhões, duzentos escudos.” Não entendi bem e ela explicou: “Todos os jovens em Portugal têm quem lhes compre um quadro por 200$00. E eu nunca tive! E agora pagam milhões pelos meus quadros.”

Certa vez Maria Helena e Arpad vieram ao Porto e procuraram-me na Galeria Alvarez, eu não estava e deixaram-me uma serigrafia. Davam-me serigrafias e originais para ajudar a Galeria Alvarez, considerando o grande esforço que eu fazia para a sustentar.

(…) Vieira interrogou-me: “Jaime, nós chegamos a uma idade em que as indecisões são grandes. Pinta-se e duvidamos, não temos consciência. Eu não paro, continuo a pintar, mas não defino muito bem o que estou a fazer. Sinto-me por vezes angustiada. Que me diz?” Fiquei atrapalhado, surpreendido sem saber o que responder. Até que lhe disse: “Lembro-lhe artistas que com o avançar da idade fizeram grandes obras” (…)».

Jaime Isidoro

Publicado em Au fil du temps: percurso fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva. Lisboa: Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, 2008, p. 129.
José ESCADA

Lisboa, 1934 – 1980

José Jorge da Silva Escada frequentou a Escola António Arroio e o curso de pintura da Escola de Belas-Artes de Lisboa, que termina em 1958. Por volta desta altura, partilha um atelier com João Vieira, René Bertholo e Gonçalo Duarte junto ao café Gelo, no Rossio.

A sua primeira participação numa exposição colectiva é em 1953 na VIIª Geral de Artes Plásticas da SNBA.
Aderiu ao Movimento de Renovação da Arte Religiosa em 1954.

Em 1960 consegue uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar em Paris, cidade onde vem a integrar o grupo KWY, formado pelos amigos Lourdes Castro, João Vieira, Gonçalo Duarte, René Bertholo, Costa Pinheiro e ainda Jan Voss e Christo. Nesta altura é convidado pela Fundação Gulbenkian para ser seu representante em Amesterdão, juntando-se assim a outros 12 artistas numa parceria entre a Fondation Européenne de la Culture e a tabaqueira holandesa TURMAC.

Regressa a Portugal em 1969.

Nos anos 70 juntou-se a Sophia de Mello Breyner Andresen para trabalhar como ilustrador.

A sua estética percorreu variados caminhos, desde a abstracção à figuração mais evidente, da transparência à opacidade, chegando mesmo a evocar uma linguagem mais naturalista. Preocupações constantes são o tratamento da forma e da luz através da cor. Escada desenvolveu também uma linguagem própria que remete para as dobragens de papel, são “pinturas - objecto, em papéis coloridos, recortados e dobrados de modo simétrico" [A.A.V.V., Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão: roteiro da coleção].
António COSTA PINHEIRO

Moura, 6 de Junho de 1932 - Munique, 9 de Outubro de 2015

De raízes alentejanas, é em Lisboa onde Costa Pinheiro faz os seus estudos de arte (na Escola António Arroio e na Escola de Belas Artes) e onde expõe individualmente pela primeira vez, na Galeria Pórtico em 1956.

Entre 1957 e 1960 viveu em Munique, convivendo com os amigos Lourdes Castro e René Bertholo, com quem deu início à conhecida revista (e grupo) KWY. Aqui permanece até 1960, altura em que ganha uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian e se muda para Paris.

Costa Pinheiro explorou a figuração recorrendo à prática desenvolvida através do desenho e da gravura, nomeadamente de temas como homens e touros ligados ao seu imaginário do Alentejo.
Em 1961 é preso em Portugal sob a acusação de assinar um abaixo-assinado em que se acusava como crime o assassinato do pintor Dias Coelho; passa três meses na prisão de Caxias. No ano seguinte regressa à Alemanha.
Entre 1964 e 1966 realiza a conhecida série Os Reis, um conjunto de retratos imaginários dos reis de Portugal apresentados como cartas de jogar. Numa outra fase, mais conceptual, Costa Pinheiro desenvolveu brinquedos populares de madeiras coloridas que integrava em contextos de ficção científica; é o caso do Citymobil (1967-1975), “projecto imaginário em que a cidade é permanentemente transformada pelos seus habitantes” [Rui Mário Gonçalves]. O tema de Fernando Pessoa (1974-1981) é outro marco importante na sua carreira.

Em 1981 e 1989 a Fundação Calouste Gulbenkian dedica-lhe duas exposições retrospectivas. Os “Navegadores”, exposição apresentada na Galeria Fernando Santos no Porto, em Setembro de 2001, marcou o regresso da obra do pintor à cena artística portuguesa, e mais recentemente, “Elas e Eles” apresentou na Galeria Fernando Santos no Porto (2005) os últimos trabalhos do pintor.

Em 2001 Costa Pinheiro recebe o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso.

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“Lembro-me: 
Éramos jovens artistas portugueses, vivendo em Paris – René Bertholo, Lourdes de Castro, José Escada; Eduardo Luís, João Vieira; Jorge Martins… convidados para um jantar em casa da Vieira da Silva e do Arpad.
A certa altura ela vinha do seu atelier, passando pelo jardim, de braço dado com o poeta René Char, parou à entrada da sala e apontando para nós, perguntou-lhe: “Não achas que eles são tão bonitos?”

Da inauguração de uma exposição sua na galeria Jeanne-Bucher de ela trazer, pendurada no braço, uma belíssima écharpe tecida por uma artista francesa, e enrolando a écharpe à volta do meu pescoço disse: “fica-lhe muito bem e melhor ainda junto da «gatinha» que o acompanha!”
Entendi muito bem a sua ironia.

Como ela ficou irritada com o galerista Pierre Loeb, por este não se ter dignado a olhar para os meus trabalhos sobre papel que ela elogiou.
«Ele não entende “la jeunesse!”» - disse Arpad para a sossegar…”.

Costa Pinheiro
Publicado em Au fil du temps: percurso fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva. Lisboa: Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, 2008, p. 125.
Mário CESARINY

Lisboa, 9 de Agosto de 1923 - 26 de Novembro de 2006

Como tantos seus contemporâneos Mário Cesariny de Vasconcelos frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudou música com o compositor Fernando Lopes Graça. À semelhança dos artistas do seu tempo, foi para Paris e ingressou na Académie de la Grande Chaumière.

Nas artes e nas letras Cesariny é considerado o principal representante do surrealismo em Portugal, movimento em torno do qual exerceu outras funções como antologista, compilador e historiador das actividades surrealistas no país.

O contacto com André Breton em Paris leva-o a criar, em 1947, o “Grupo Surrealista de Lisboa”, juntamente com António Pedro, José-Augusto França, Cândido Costa Pinto, Vespeira, Moniz Pereira e Alexandre O´Neill, que terá como anti-grupo "Os Surrealistas", grupo também fundado por Cesariny no ano seguinte.

Participou, em 1949 e 1950, na I e II Exposições dos Surrealistas. Em 1951 tem lugar a sua primeira exposição individual em casa de Herberto de Aguiar no Porto. Em 1976 Cesariny é responsável pela organização da representação portuguesa na exposição “World surrealist exhibition” em Chicago.

Em 1964 Cesariny recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para escrever um livro sobre Vieira da Silva, sobre quem, aliás, já havia escrito vários artigos e publicaria catálogos das suas exposições. A propósito da prorrogação desta bolsa, passa muitas temporadas em Londres, entre 1964 e 1969.

Cesariny recebeu em 2005 duas distinções: o Grande Prémio Vida Literária APE/CGD e a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

A sua obra escrita, marcada pelo absurdo, pelo humor negro e pelo non-sense, subdivide-se em textos poéticos, e em textos que problematizam a temática surrealista, como por exemplo A Intervenção Surrealista (1958), Do Surrealismo e da Pintura (1967) e Vieira da Silva – Arpad Szenes, ou O Castelo Surrealista (1984). Esta sua actividade ficou também marcada pela técnica do “cadáver esquisito”, que consiste na criação de uma obra através de um trabalho criativo em cadeia, partilhado entre várias pessoas.

A sua pintura, à imagem da sua personalidade inquieta, é marcada pela experimentação, seja aplicada aos materiais, cuja distribuição foi tantas vezes aleatória, seja relativa às técnicas utilizadas, de que a colagem foi exemplo.
Lourdes CASTRO

Funchal, 9 de Dezembro de 1930 -

Lourdes Castro frequentou o curso de Pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa (1950-1956). Após uma passagem por Munique, em 1958 instala-se em Paris com uma bolsa da Fundação Gulbenkian, onde vive até voltar à Madeira, em 1983.

Foi co-fundadora, juntamente com René Bertholo, com quem casa, da revista KWY, publicada entre 1958 e 1963, edição que rapidamente se transformou num grupo a que muitos artistas portugueses se juntaram e que chegou a estar representado em exposições em Sarrebrucken, Lisboa, Paris e Bolonha.

A década de 60 é repleta de marcos na sua produção artística: começa a desenvolver a sua imagem de marca – a sombra dos objectos; trabalha sobre o tema das colagens; introduz a cor no seu trabalho. No âmbito destes trabalhos, Lourdes experimenta a técnica da serigrafia, o plexiglass e mesmo o pano como bases para o seu trabalho. Tudo culminará no efeito das “sombras em movimento”, em 1973.

Lourdes Castro participou em inúmeras exposições nacionais e no estrangeiro. Para além da retrospectiva organizada Fundação Calouste Gulbenkian em 1992 e da representação de Portugal na XVIII Bienal de São Paulo, conjuntamente com Francisco Tropa, em 2000, as últimas grandes exposições individuais que realizou foram: O Grande Herbário de Sombras (2002) na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, e Sombras à volta de um Centro (2003), na Fundação de Serralves, Porto.

A partir da segunda metade dos anos 70, Lourdes Castro dedica-se aos espectáculos de sombra, acompanhada por Manuel Zimbro, actividade que serviu de mote à exposição na Fundação Serralves – Lourdes Castro e Manuel Zimbro: à luz da sombra (2010).

Como consagrada artista contemporânea que é, Lourdes Castro está representada em museus espalhados um pouco por todo o mundo.

Recebeu a Medalha do Conselho Regional do Salon de Montrouge  (Paris, 1995); o Grande Prémio EDP (Lisboa, 2000), e o Prémio CELPA/Vieira da Silva (2004).

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“Quando o René e eu começámos a revista KWY, a Maria Helena e o Arpad quiseram logo ser assinantes. Era impressa à mão em serigrafia no nosso primeiro quarto em Paris, Bd. Pasteur, também atelier!
Já na rue du Vieux Colombier em 59, a Maria Helena disse-nos um dia que gostaria de fazer uns postais de boas festas, recebiam tantos a que não conseguiam responder. Se não queríamos nós imprimir em serigrafia, que era tão bonito o que fazíamos e gostava muito do resultado.

- “Les enfants font ça si bien, n’est ce pas Arpad?”
- “Oui, ah oui Bichou !”

Era também uma maneira de nos ajudar, pressentíamos…

A Maria Helena vinha lá para casa desenhar, às vezes tão absorvida estava que, enquanto com o Arpad íamos jantar fora ali perto à Croix Rouge – um dia o Christo veio também connosco – ficava sozinha a trabalhar e jantava apenas um iogurte, uma fruta”.

Lourdes Castro, IX 2008

Publicado em Au fil du temps: percurso fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva. Lisboa: Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, 2008, p. 143.
 
Manuel CARGALEIRO

Vila Velha de Ródão, 16 de Março de 1927 - 

Conhecido como artista plástico, nomeadamente pela sua actividade de ceramista a que dá início em 1946 na Fábrica Sant'ana, em Lisboa, Manuel Cargaleiro começou por ingressar o curso de Geografia e Ciências Naturais. Em 1949 participou no Primeiro Salão de Cerâmica organizado por António Ferro em Lisboa e em 1952 realizou a primeira exposição individual de cerâmica organizada pelo Secretariado Nacional de Informação (SNI). Em 1954 dá aulas de cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa.
Desde 1957 que Cargaleiro fixou residência em Paris, no entanto, integrou também Lisboa e o Monte da Caparica no seu roteiro de produção artística, e ainda Sintra e Salerno (desde 1999).
A 31 de Janeiro de 1990 foi criada em Lisboa a Fundação Manuel Cargaleiro e em 2005 inaugurou o Museu Manuel Cargaleiro em Castelo Branco. Itália recebeu também em 2004 a Fondazione Museo Artistico Industriale Manuel Cargaleiro.

O trabalho de Cargaleiro tem vindo a ser frequentemente reconhecido em vários países e cidades nomeadamente através: do Prémio Sebastião de Almeida (1954), cerâmica, SNI; do Diplome d’Honneur de l’Académie Internationale de la Céramique, festival de cerâmica Cannes (1955); da Ordem da Cruz de Santiago e Espada (1982); do Grau de Officier des Arts et des Lettres (1984); da Grã-Cruz da Ordem do Mérito (1988); da Medalha de Ouro do Concelho de Vila Velha de Ródão (1989) e da Câmara Municipal de Almada (1994); da Medalha de Honra do Seixal (1999); e do Primeiro Grande Prémio Internacional Viaggio attraverso la ceramica de Vietri-sul-Mare, Itália (1999) que recebeu ao longo da vida.
Em 1974 o escultor Lagoa Henriques edita uma medalha comemorativa do 25º aniversário da actividade artística de Cargaleiro.
Para além de ceramista, Cargaleiro foi pintor. Entre os seus trabalhos públicos, contam-se: os painéis cerâmicos para o Jardim Municipal de Almada (1956); a fachada da Igreja de Moscavide (1956); o painel em cerâmica para o liceu de Sauges, Haut-Loire (1971); o painel cerâmico para o Centre Scolaire d’Antibes (1972) e de Limoges (1973); em 1980, o cartão para a tapeçaria para o novo Edifício Sede da OIT em Genebra; a fachada do Instituto Franco-Português de Lisboa (1983); um óleo sobre madeira para a Companhia de Seguros Bonança (1987); a estação de metro de Lisboa Colégio Militar/Luz (Metro de Lisboa) (1987); o painel de Cerâmica para o empreendimento Estoril Garden (1990); o painel de azulejos na área de serviço da A1 de Vila Nova de Gaia (1995); a estação do Metro de Champs Elysées-Clémenceau, de Paris (1995); o painel de azulejos para a companhia de seguros Império, em Paris (1996); o painel de azulejos para a Caixa Geral de Depósitos em Paris (1996); uma pintura para a Fundação Agha Khan, Lisboa (1998); dois painéis de azulejo para a Câmara Municipal da Guarda (1999); o painel de azulejos para o Museu Provincial da Cerâmica em Itália (2000); os painéis de azulejo para o banco BCP em Paris (2000); o painel para a escola com o seu nome no Seixal (2000); a estação de serviço de Óbidos na auto-estrada do Atlântico (2000); a fonte do Jardim Público de Castelo Branco (2004); e o painel cerâmico monumental para Amalfi, em Itália (2005).

Paralelamente, Cargaleiro desempenhou também funções como ilustrador: do livro Passage du Silence de Bernard Mazo (1964); das colectâneas de poemas de Armand Guibert - Microcosmies (1969) e Australes (1971); do livro de poemas A água e o vento de Victor Ferreira (1976); do poema Fabeltier de Edouard Roditi (1981); d’Os Lusíadas (1995); e de Palimpsesto, de Teresa Vieira (1997).

Exposições de Cargaleiro tiveram lugar um pouco por todo o Portugal, mas também em Paris, na Bélgica, na Suíça, em Itália e na Alemanha, e em sítios tão distantes como o Brasil, o Japão, Moçambique, a Arábia Saudita ou Macau. Algumas das suas exposições mais marcantes: Retrospectiva da obra gravada na Galeria S. Francisco, Lisboa (1972); Homenagem a três artistas da Beira Baixa(Eugénio de Andrade, José Cardoso Pires e Manuel Cargaleiro), organizada pelo Jornal do Fundão (1974); retrospectiva a propósito da inauguração do Centro Municipal de Cultura de Vila Velha do Ródão, em 1984; participação na FIAC (1982, 1985 e 1988); ARCO/88 de Madrid; BIAF 90 em Barcelona; exposição Azulejos, da Europália 91 em Bruxelas; Cinquenta anos de cerâmica, Amadora (1999), entre tantas outras.

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“Conheci a Maria Helena e o Arpad através de uma exposição que fiz na Galeria de Março pertencente a José – Augusto França, em 1954, que um pouco pretensiosamente se chamava “1º Salão de Arte Abstracta”. (…) Arpad Szenes e Vieira da Silva vieram a Lisboa visitar a mãe de Maria Helena, viram a exposição e deixaram um bilhetinho a dizer que gostariam de me conhecer e convidando-me para almoçar com eles no dia seguinte. Fui conhecê-los, a casa deles, no dia seguinte. 
(…) a Maria Helena pediu-me para visitar o mais possível a mãe dela quando estivesse em Portugal. De quinze em quinze dias visitava a mãe de Maria Helena no Alto de S. Francisco e tomava chá com ela. A Maria da Graça era uma personagem muito importante na vida e na obra de Maria Helena.
Foi através de Maria Helena que conheci o marchand Edouard Loeb que é tio do meu actual galerista.
Em 1958 obtive uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian (…). Penso que terei sido um dos primeiros bolseiros da Fundação Calouste Gulbenkian que ela apadrinhou em Paris. Comecei a minha vida com a cerâmica e depois a pintar azulejos e a Maria Helena, logo nessa altura, interessou-se pela minha relação pelos azulejos. O que é interessante é que a obra dela é bastante influenciável pela azulejaria portuguesa.

A Maria Helena tinha um carácter muito forte. Era a pessoa mais generosa do mundo, mas podia também ser a pessoa mais antipática do mundo porque dizia sempre o que pensava, o que podia ser uma qualidade ou um defeito. (…) ela disse-me uma frase que explica tudo: «quando estou em frente de uma tela em branco, sou como um touro ou ele me mata a mim ou eu o mato a ele»”.

Manuel Cargaleiro
(Transcrição de excertos de um testemunho gravado em Outubro de 2008)
Publicado em Au fil du temps: percurso fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva. Lisboa: Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, 2008, p. 149. 

 

“Manuel Cargaleiro é pintor, é ceramista, ninguém pode duvidar, mas o que talvez nem todos os olhos saibam ver, é a profundidade da sua obra. Do pintor de uma técnica perfeita, de uma medida certa, de cores raras, vai nascendo lentamente, uma obra monumental que a estação da Luz, veio confirmar, que os seus últimos quadros grandes, nos mostram. É a realização de um talento natural que se foi formando pouco a pouco. É o mistério dos grandes corredores Azuis que nos levam em viagem muito longe... É a luz etérea dos painéis brancos. Por tudo isso é natural que nem todos o possam compreender.” 

Vieira da Silva – Lisboa, 28 de Janeiro de 1989
Carlos BOTELHO

Lisboa, 18 de Setembro de 1899 – 18 de Agosto de 1982

Carlos Botelho, de seu nome completo Carlos António Teixeira Bastos Nunes Botelho, é um artista plástico com um percurso profissional distribuído por múltiplas actividades. Se no início se dedicou às artes gráficas, destacando-se como caricaturista e ilustrador, foi também cedo que se iniciou nas feiras internacionais, optando definitivamente pela pintura apenas na fase adulta. Nunca fez, porém, carreira musical apesar da formação em violino.

Foi na escola que frequentou, o Liceu Pedro Nunes em Lisboa, onde Carlos Botelho, fez a sua primeira exposição em 1918. Da Escola de Belas-Artes de Lisboa fica apenas uma curta passagem em 1919.

Entre 1926 e 1929 Botelho contribui para o semanário infantil ABCzinho com páginas de banda desenhada, e em 1928 inicia a página Ecos da Semana, uma crónica humorística no semanário Sempre Fixe, colaboração que manteve durante mais de 22 anos. 

Em 1929 parte para Paris, onde tal como Vieira e Arpad frequenta a Academia Grande Chaumière, cidade a que regressa em 1931 para participar como decorador na Exposição Internacional e Colonial de Vincennes e novamente em 1937 integrando a equipa de decoradores do Pavilhão de Portugal durante a Exposição Internacional de Artes e Técnica. Os anos 30 são, aliás, marcados por várias permanências no estrangeiro e na participação portuguesa em grandes mostras internacionais.

É também na década que 30 Botelho recebe o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (1938) e o primeiro Prémio de Pintura na Exposição Internacional de Arte Contemporânea em São Francisco (1939), prémio que coincidiu com a sua longa estadia nos Estados Unidos da América a propósito da decoração dos pavilhões portugueses para as Exposições Internacionais de Nova Iorque e de São Francisco.

Em 1940, Botelho integrou uma das equipas de decoradores da Exposição do Mundo Português, em Lisboa, ano em que recebe também o Prémio Columbano. Em 1957 é incumbido dos estudos para a decoração do percurso da Rainha de Inglaterra por Lisboa.

Carlos Botelho é, por excelência, o pintor de Lisboa e foi a localização do seu primeiro atelier, em 1930, na Costa do Castelo, que ditaria a influência da cidade sobre a sua obra artística. Apesar de aqui continuar até 1949, em 1939 Botelho inaugura o seu novo atelier na Parede, activo até 1955, para depois se transferir para o Areeiro. Nova mudança ocorre em 1958, quando Botelho aceita a oferta de Vieira da Silva para trabalhar no seu atelier das Amoreiras.

Botelho esteve representado em inúmeras exposições em Portugal e no estrangeiro, sendo a primeira a do I Salão dos Independentes, em 1930 (participou também no II Salão em 1931). Em 1932 tem lugar a sua primeira exposição individual, no Salão Bobone, em Lisboa, e em 1947, em Paris, a sua primeira exposição individual no estrangeiro. Do imenso leque de exposições, saliente-se a grande exposição retrospectiva organizada pelo Palácio Galveias em 1959 e a Exposição comemorativa dos seus 50 anos de pintura, na Reitoria do Liceu Pedro Nunes em 1986.

Carlos Botelho foi condecorado e homenageado inúmeras vezes ao longo da vida e carreira, nomeadamente, e enumerando apenas alguns exemplos: Cavaleiro da Ordem de Santiago (1939); Cavaleiro (1941), Comendador (1968) e Grande Oficial (1980) da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada; Correspondente Cultural da Academia Brasileira de Belas Artes (1965); Sócio Honorário da Sociedade Nacional de Belas-Artes (1977); “Medalha de Ouro” da cidade de Lisboa (1980). Conte-se ainda com a medalha de prata recebida em 1958 na Exposição Internacional de Bruxelas e com o primeiro Prémio de Pintura na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961).
René BERTHOLO

Alhandra, 1935 - Vila Nova da Cacela, 2005

René Bertholo cursou na Escola de Artes Decorativas António Arroio entre 1947 e 1951 e posteriormente na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1951-1957), onde fundou e dirigiu a revista Ver, publicada entre 1953 e 1955.

É deste período de estudante na ESBAL que remonta a sua actividade de animador na Galeria Pórtico, acompanhado por outros colegas, também amigos de Vieira e Arpad - Lourdes Castro, José Escada, Costa Pinheiro e Teresa de Sousa.

Em 1953 participou na VII Exposição Geral de Artes Plásticas, convidado por Júlio Pomar, e no ano seguinte foi incluído por José-Augusto França no I Salão de Arte Abstracta.

Em 1958 parte para Paris (conseguindo uma bolsa da Gulbenkian no ano seguinte), onde dá início, novamente com Lourdes Castro, à publicação da revista KWY, que contou com a edição de 12 números (até 1963). O grupo, que entretanto se alargara, expõe em Sarrebrucken, Lisboa, Paris e Bolonha.

A obra de Bertholo é de tipologia variada, evoluindo de desenhos e monotipias de acumulação e espalhamento de imagens para a construção de objectos com movimento e experiências de electrónica aplicada à arte, enveredando ainda em 1972, por iniciativa do Centre National d’Art Contemporain, pela arte urbana.

Bertholo regressa a Portugal em 1981 e instala-se no Algarve.
Pedro AVELAR

Lisboa 1945 -

Depois do liceu Francês, Pedro Avelar frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1962-1963) e as aulas, na Sociedade Nacional de Belas Artes, do Pintor Roberto de Araújo e do Escultor Jorge Vieira. Trabalhou no atelier de Jorge Vieira em 1963.

Em Agosto de 1963 foi para Paris, com o apoio da família e dos "amigos de família" Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes. Em Outubro conhece o Pintor Manuel Cargaleiro.

Em Paris frequentou - muito pouco - a Escola de Belas-Artes e o curso de Filosofia, na Sorbonne, que abandonou após 3 anos. 

Nunca tendo tido um "professor", teve três "Mestres" em Paris: Maria Helena Vieira da Silva, Manuel Cargaleiro e, sobretudo, Arpad Szenes que lhe dizia para ir aos museus e ver e tornar a ver pintura.
Em 1971 fez a sua primeira exposição individual na Galerie du Manoir, em La Chaux-de-Fonds, Suiça. Em Portugal, é Manuel de Brito, da Galeria 111, quem a partir de 1965 lhe compra obras. Com o 25 de Abril regressou a Portugal, onde desde então realizou várias exposições, individuais e colectivas, na Galeria 111 e noutras instituições. Reside em Portugal desde 1977 e trabalha a maior parte do tempo em Arouca.

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“A Maria Helena não gostava muito de entrevistas sobre a sua vida pessoal, intelectual e artística. Dizia que «toda a minha vida, o que sou, está na (minha) pintura.»

- «Se perguntam pela minha pintura, tenho de falar da minha vida toda, de pequenina até agora, nem começo nem acabo… e nem tem sentido: tudo o que é está na Pintura… que tento fazer.»

O Mistério da Arte pode aparecer imediatamente, rápido, ou devagar e à custa de muito trabalho… ou nunca. Com a Maria Helena, Ele estava lá sempre, no pé dela!

A Maria Helena falava muito mais de quadros de outros pintores (mais de antigos que contemporâneos, o que é normal, e evidente) que dos seus, já feitos. Mas, em alguns momentos / horas, em frente de um quadro que estava a fazer, era capaz de falar, falar. Sobre o quadro, sobre mil outras coisas. No seu tempo, de concentração: às vezes com música, às vezes em silêncio, às vezes, ou quase sempre, só. Mas podia alterar tudo, num minuto, mas só num minuto. A pintura, estava lá, eternamente. Era o mistério da Arte, “em pessoa”.

E, ao mesmo tempo, estava interessada em tudo, desde a ciência, à chamada “Herança do Mundo”; às pessoas todas e a vida de cada uma delas. O mistério da sua pintura é a beleza que o ser humano inventa, e que o torna, ou faz, em si, Ele mesmo. Não se pode conceber, amar Pintura, sem a Pintura de Maria Helena Vieira da Silva.

Testemunho meu? Sorte, imensa para a minha vida, ter tão bem conhecido e amado a Maria Helena. E o Arpad”.

Pedro Avelar, 12 de Setembro de 2008

Publicado em Au fil du temps: percurso fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva. Lisboa: Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, 2008, p. 160.
Justino ALVES

Porto, 1940 – Porto, 18 de Agosto de 2015

João António dos Santos Justino Alves expõe individualmente pela primeira vez em 1965, no Museu Abade de Baçal em Bragança, sendo desse mesmo ano a exposição “Pinturas de Justino Alves / João Vasconcelos”, a sua primeira exposição colectiva, na Galeria Domingos Alvarez no Porto. 

Em 1976 Justino Alves parte para Paris como Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian expondo frequentemente, individual e colectivamente, regressando a Portugal em 1978. A sua ligação a França perpetua-se hoje nos vários trabalhos que o Estado francês lhe adquiriu para ingressarem nas colecções nacionais.
Após assumir a direcção da Academia de Belas-Artes do Funchal, Justino Alves dedicou-se ao ensino na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

A sua obra foi reconhecida com vários prémios nacionais, entre eles o Prémio ”Mestre Joaquim Lopes”, em 1958 e o Nacional de Pintura, em 1969, sendo o último reconhecimento público a “Homenagem dos Artistas Portugueses a Almada Negreiros" (SEC – Lisboa) em 1985. É Membro titular Honoris Causa da Academia Europeia de Belas Artes.

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“Instalado na Cité Universitaire [em Setembro de 1976], meses depois teria um primeiro contacto com Maria Helena Vieira da Silva numa Exposição que inaugurou em Paris, na qual me fez um convite para ir a sua casa. Os encontros e conversas aos quais se juntavam Arpad Szenes e Guy Weelen foram acontecendo. Foi assim que conheci e estabeleci com o correr do tempo uma profunda amizade com uma das figuras maiores da Arte Contemporânea.
Recordo os almoços em sua casa (Paris), na sala onde recebia diferentes personalidades da vida intelectual e do quotidiano (…); recordo particularmente os muitos diálogos e a diferenciação de pontos de vista que por vezes se estabeleciam entre Vieira, Arpad, Guy W. e eu próprio; tudo girava à volta da pintura (…).
Arpad situava-se nestas conversas como o Poeta dos Poetas e a sua – Deusa – Maria Helena – era o instrumento de todos os seus apelos num plano de intensa permuta de curiosidades pictóricas e filosóficas, que o Pintor tão intensamente assumiu no seu projecto de pintura.
Mas a convivência não se ficaria por aqui; da sua bondade recebi a oferta de obras de sua autoria, passeios inesquecíveis ao centro George Pompidou e conselhos de como me orientar no difícil meio parisiense das Artes Plásticas”.

Justino Alves, Esposende 10/09/08  

Publicado em Au fil du temps: percurso fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva. Lisboa: Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, 2008, p. 141.

Epistolografia
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1938
O casal instala-se no número 51 do Boulevard Saint-Jacques, que servirá de residência e atelier.
Tornam-se amigos de Apel.les Fenosa.
1937
Em Janeiro, expõe de novo na Galeria Jeanne Bucher.
Hilla Rebay adquire um quadro de Vieira para a colecção Guggenheim.
1925
Estadia em Paris onde, para sobreviver, faz caricaturas nos cafés e cabarets de Montmartre.
1928
Conhece Maria Helena Vieira da Silva, na Academia da Grande Chaumière, que frequenta embora não estando inscrito.
Regressa à Hungria por um ano.
1935
António Pedro, escritor, pintor e encenador, organiza a sua primeira exposição individual em Lisboa na Galeria UP.
Vieira e Arpad juntam-se ao grupo Amis du Monde.
O casal deixa Paris para se instalar temporariamente em Portugal.
1936
Em Janeiro, no seu atelier de Lisboa, Vieira da Silva e Arpad Szenes, expõem as suas pinturas abstractas.
O jornal Paris Soir começa a publicação de "Madame la Grammaire" com texto de Pierre Guéguen e desenhos de Vieira da Silva.
Regressam a Paris em Outubro.
1897
Nasce a 6 de Maio em Budapeste (Hungria), filho de Charles e Olga Heller.
1913
Acaba os estudos secundários.
Frequenta um meio cosmopolita. Em sua casa, reúnem-se intelectuais, artistas e músicos.
1916
Morte do seu pai.
Estimulado pelo amigo e escultor Desider Bokros-Bierman, entra para Academia Livre de Budapeste onde é aluno de Rippl Ronnaï.
Descobre a música de Bartok e Kodaly e a arte de vanguarda de Lajos Kassak, pintor, escultor e escritor ligado ao movimento Dada.
1919
Depois da revolução de Outubro na Hungria, interessa-se pelas correntes de vanguarda (cubismo, futurismo, construtivismo) que surgem em Budapeste.
1922
Expõe, pela primeira vez, pinturas abstractas no Museu Ernst, Budapeste.
1924
Viaja pela Europa descobrindo na Alemanha a obra de Klee e Kandinski, e em Itália entusiasma-se com os primitivos artistas de Siena, Giotto e Piero Della Francesca.
1908
A 13 de Junho, nasce em Lisboa Maria Helena Vieira da Silva, filha única de Marcos Vieira da Silva e de Maria do Céu da Silva Graça.
1911
Falecimento do seu pai em Leysin (Suíça).
1919-1927
Estuda desenho com Emília Santos Braga e pintura com Armando Lucena, professor na Escola de Belas Artes de Lisboa.Tem aulas de modelagem com Rogério de Andrade. Tem igualmente aulas de música que, apesar de preterir em benefício da pintura, a irá acompanhar para o resto da vida.
1926
Inscreve-se, com outros alunos de Belas-Artes, nas aulas de Anatomia do Professor Henrique Vilhena, na Faculdade de Medicina.
Muda-se com a mãe para o número 3 do Alto de São Francisco.
1928
Acompanhada pela mãe, vai viver para Paris.
Em Paris inscreve-se na Académie de la Grande Chaumière, onde frequenta o curso de escultura de Bourdelle; é aqui que conhece Arpad Szenes.
Primeira mostra colectiva em França, na "Exposition Annuelle des Beaux-Arts" da Société des Artistes Français, no Grand Palais.
Descobre a pintura de Pierre Bonnard na Galeria Bernheim-Jeune, que em muito virá a influenciar a sua própria obra. 
Visita Itália onde se entusiasma pela pintura de Siena. 
1929
Estuda na Academia escandinava com o escultor Despiau.
Optando antes pela pintura, abandona definitivamente a escultura, destruindo muitas das suas obras.
Estuda pintura com Dufresne, Waroquier, Friesz.
Inicia-se na gravura no atelier de Stanley W. Hayter, onde se cruza novamente com Arpad Szenes.
Frequenta aulas de arte aplicada ministradas por Fernand Léger.
1930
A 22 de Fevereiro casa com o pintor húngaro Arpad Szenes, perdendo a nacionalidade portuguesa, e instalam-se na Villa des Camélias.
Participa no 1º Salão dos Independentes, na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa, aquela que é a sua primeira exposição colectiva em Portugal.
1931
Participa no Salon d’Automne e no Salon des Surindépendants.
1932
Encontro com a galerista Jeanne Bucher que virá a desempenhar um papel decisivo na carreira de Vieira da Silva.
Juntamente com Arpad, Vieira da Silva frequenta as aulas de Bissière na Académie Ranson.
Descobre a obra do pintor uruguaio Torres García. 
Vende o seu primeiro quadro para o Museum of Modern Art de Nova Iorque, por intermédio de Jeanne Bucher.
1930
A 22 de Fevereiro casa com a pintora Maria Helena Vieira da Silva, instalando-se na Villa des Camélias, onde contactam com Pascin, Varèse, Kokoschka, Giacometti, Calder, Lipchitz, entre outros artistas.
A partir desta data realiza inúmeros retratos da mulher.
Torna-se apátrida.
1939
Sensibilizada com a guerra espanhola, Vieira da Silva, Arpad Szenes e Étienne Hajdu expõem, com fins beneméritos, na Galeria Jeanne-Bucher, Paris.
Devido ao despoletar da Guerra, Vieira da Silva e Arpad Szenes decidem ir viver para Portugal, onde permanecem cerca de um ano.
1940
Vieira da Silva ganha concurso de montras de uma loja de cutelaria.
Em Junho o casal parte para o Brasil.
Apesar de terem contraído casamento religioso e de Arpad se ter convertido ao catolicismo, o Estado português nega aos artistas nacionalidade portuguesa, pelo que partem para o Brasil e instalam-se no Rio de Janeiro. Relacionam-se com poetas e escritores brasileiros, em particular com Murilo Mendes e Cecília Meireles, e outros artistas que contribuem para uma vida social intensa. Vieira da Silva e a sua obra sofrem particularmente durante este período.
1942
Exposição individual no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
Participação no 48º Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
1943
Aceitando a encomenda de Heitor Grillo, reitor da Escola Nacional de Agronomia do Rio de Janeiro, Vieira da Silva decora o refeitório com um painel de azulejos a que chamou Kilomètre 44.
1944
Expõe na Galeria Askanasy no Rio de Janeiro.
1945
Participa no Salon des Réalités Nouvelles em Paris.
Ilustra a Novela Gótica do semanário O Cruzeiro.
Com Arpad, participa na Exhibition of modern brasilian painting, no British Council da Escócia.
1946
Expõe com Arpad Szenes no Palácio Municipal de Belo Horizonte.
A Galeria Marian Willard apresenta a sua primeira exposição individual em Nova Iorque, organizada por Jeanne Bucher.
Ilustra a publicação brasileira Caderno da Juventude (ed. Agir), colecção de textos culturais e recreativos. 
Morte de Jeanne Bucher (sucede-lhe na galeria o sobrinho Jean François Jaeger).
1947
Em Março, Vieira da Silva regressa sozinha a França, ao Boulevard Saint-Jacques.
Exposição na Galeria Jeanne Bucher, com obras do período brasileiro.
Pierre Loeb visita o seu atelier e interessa-se pela obra da pintora.
1948
O Estado francês adquire pela primeira vez uma obra de Vieira da Silva - "La Partie d'échecs", de 1943.
Amizade com Jean Bazaine.
Guy Weelen contacta pela primeira vez com o casal.
1949
Exposição individual na Galeria Pierre, Paris.
Exposição individual na Galeria Trouvaille de Lille.
1950
Exposição na Galerie Blanche, Estocolmo.
Exposição de guaches, com Reichel na galeria La Hune, Paris.
1951
Exposição individual na Galeria Pierre, Paris.
Exposição na Galerie Jeanne-Bucher de um conjunto de guaches reunidos por ocasião da publicação de Et puis voilá de Marie-Catherine Bazaine (Ed. Jeanne Bucher, Paris), que Vieira da Silva ilustrou.
1952
Exposição individual, Galerie Dupond, Lille.
Cenografia La Parodie de A. Adamov.
Participa pela primeira vez no "The Pittsburgh International Exhibition of Contemporary Painting" do Carnegie Institute of Pittsburgh.
Exposição colectiva na Redfern Gallery, Londres.
Participa pela primeira vez no Salon de Mai.
Exposição individual em Estocolmo.
1953
Prémio de aquisição na IIª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Exposição na Galeria de Março, em Lisboa.
Muda a sua residência para o Hotel des Terrasses.
Vieira conhece René Char.
1954
Exposição colectiva na Kunsthalle de Basileia.
É vencedora de um concurso de tapeçarias destinadas à Universidade de Basileia.
Exposição individual na Cadby Birch Gallery, Nova Iorque.
Participa na XXVIIª Bienal de Veneza.
Inicia uma amizade com Manuel Cargaleiro.
Guy Weelen torna-se seu representante.
1955
Exposição conjunta no Stedelijk Museum, Amesterdão, com Germaine Richier.
Exposição individual na Galeria Pierre, Paris.
Ganha o 3º Prémio na Bienal de Caracas.
Expõe na Galeria de Março em Lisboa.
1956
Vieira da Silva e Arpad Szenes naturalizam-se franceses.
Mudam novamente de morada, para a rue de l'Abbé Carton, número 34.
Expõe na Galerie du Perron em Genebra, na Galeria Saidenberg em Nova Iorque, na Galeria Pórtico em Lisboa e na galeria de arte moderna Marie-Suzanne Feigel em Basileia.
1957
Exposição individual em Londres, na Hanover Gallery.
1958
A Kestner-Gesellschaft de Hanover realiza a primeira exposição retrospectiva de Vieira da Silva, apresentada posteriormente no Kunstverein de Bremen e no Kunst-und Museumverein de Wuppertal.
Menção no Prémio anual do Guggenhein Museum.
4º Prémio do Carnegie Institute, Pittsburgh.
Participa na Exposição Universal e Internacional de Bruxelas.
1959
Trabalha nas gravuras destinadas à ilustração de L'Inclémence Lointaine, antologia de poemas de René Char.
Participa na II Documenta '59 de Cassel.
1960
Recebe a condecoração francesa de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres.
Exposição colectiva na Galerie Jeanne-Bucher, Paris, como homenagem à galerista, seguida de outra individual.
1961

L'Inclémence Lointaine, a antologia de poemas de René Char ilustrada por Vieira da Silva, é apresentada em Paris pelo editor Pierre Berès.
Expõe na Galeria Knoedler em Nova Iorque e na Duncan Phillips Collection em Washington.
É convidada de honra do VIII Salon du Sud-Ouest em Montauban.
Participa na VIª Bienal de São Paulo e recebe o Grande Prémio Internacional de Pintura da Bienal.

1962
Exposição retrospectiva na Städtische Kunsthalle de Mannheim.
Recebe em Paris a condecoração de Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres.
1963
As galerias Jeanne-Bucher em Paris, Knoedler em Nova Iorque e Phillips Collection em Washington apresentam têmperas de Vieira da Silva.
Exposição de L'Inclémence Lointaine na Galeria Gravura em Lisboa.
O Museu Nacional de Bezalel (Jerusalém) apresenta a obra gravada da artista.
Participa na exposição que a galeria Jeanne-Bucher apresenta no Premier Salon des Galeries Pilotes.
1964
Falecimento de sua mãe.
Exposição na galeria Alice Pauli, Lausanne.
O Museu de pintura e escultura de Grenoble e a Galleria Civica d' Arte Moderna do Museu Cívico de Turim apresentam uma retrospectiva da obra francesa de Maria Helena.
Participa na 3ª Dokumenta Kassel.
1965
Expõe na Albert Loeb Gallery em Nova Iorque.
A Manufacture de Beauvais executa a primeira tapeçaria realizada a partir de uma obra da artista.
1966
Exposição individual na Galeria Knoedler em Nova Iorque.
A Academia dos Amadores de Música de Lisboa, organiza uma exposição de gravuras provenientes de colecções portuguesas.
Recebe uma encomenda para executar vitrais para a Igreja Saint-Jacques em Reims.
Recebe o Grand Prix National des Arts.
1967
Expõe no Castelo de Ratilly, em Treigny, com o escultor Étienne Martin.
Exposição individual na Galerie Jeanne-Bucher, Paris.
Participa na 3ª Biennale Internationale de la Tapisserie de Lausanne e na 2ª Internationale der Zeichnung de Darmstadt.
Participa no júri da École National Supérieure des Beaux-Arts.
1968
Os primeiros vitrais realizados em colaboração com Charles Marq e Brigitte Simon, são colocados na Igreja Saint-Jacques, na capela Sul, ala Leste. A colocação dos restantes vitrais levaria várias décadas, sendo o conjunto finalmente inaugurado apenas em 1997.
É nomeada Sócia Honorária do Grémio Literário de Lisboa.
1969
Expõe na Comédie de la Loire em Tours, Galerie Jeanne-Bucher e na Galerie Jacob em Paris.
Retrospectiva organizada pelo Musée National d'Art Moderne de Paris, apresentada também no Museu Boymans - van Beuningen de Roterdão.
1970
Retrospectiva na Kunstnernes Hus de Oslo, na Kunsthalle de Basileia e na Fundação Calouste Gulbenkian de Lisboa.
Expõe, em Lisboa, nas galerias 111, Judite da Cruz e São Mamede.
É nomeada Daughter of Mark Twain nos Estados Unidos da América.
1971
É eleita Sócia Honorária da Academia de Belas-Artes de Lisboa.
Exposição na galeria Knoedler de Nova Iorque. Retrospectiva no Museu Fabre e Galeria Frédéric Bazille, de Montpellier. Exposição na Galeria Zen, Porto.
Exposição de têmperas, litografias e guaches de Vieira relacionados com a monografia de Dora Vallier "A pintura de Vieira da Silva", na Galeria Jeanne-Bucher.
Os ateliers Pinton de Aubusson executam uma tapeçaria, "Bibliothèque", com cartão de Vieira da Silva, para a Faculdade de Letras da Universidade de Bordéus.
 
1972
Exposição da obra gravada de Vieira da Silva nos Museus de Belas-Artes de Rouen e Thomas-Henry em Cherbourg.
Expõe gravuras na Galeria Régence Michel Vokaer em Bruxelas e litografias na Galeria Véga em Liège.
Exposição retrospectiva da artista no Museu de Unterlinden de Colmar.
Exposição conjunta com Arpad Szenes na galeria Judite da Cruz, em Lisboa.
Ilustra uma edição do Banquete de Platão (Ed. Hermann, Paris).
1973
O Centro Rizzoli de Milão apresenta um conjunto de pinturas da artista.
Exposição retrospectiva de Vieira da Silva no Museu de Arte e de História, Orleães.
A Maison de la Culture de Orleães apresenta, simultaneamente, uma selecção de gravuras da artista.
1974
Uma grande exposição de pintura é organizada pela Galerie Artel de Genebra.
A galeria Quadrum de Lisboa apresenta uma selecção de gravuras.
Expõe no Museu de Belas-Artes de Dijon "Deux volets de la Donation Granville: J.F. Millet e Vieira da Silva".
Realiza cinco retratos de André Malraux, um dos quais é destinado ao livro de Guy Suarès, André Malraux, celui qui vient (Ed. Stock, Paris).
Concebe desenhos para o livro de poemas de Jean Guichard-Meili (Ed. Galanis, Paris).
1975
Expõe, com Arpad Szenes, no 12º Festival Internacional de Arte Contemporânea de Royan.
A galeria Nova de Estocolmo apresenta uma série de têmperas recentes de Vieira da Silva.
Exposição de litografias e serigrafias da artista na galeria Monique Delcourt em Valenciennes e na galeria Framont em Paris.
As gravuras de Vieira são também apresentadas na Biblioteca-Museu Municipal de Vila Franca de Xira, assim como na Suécia numa exposição itinerante.
A pedido da poetisa e amiga Sophia de Mello Breyner, Maria Helena Vieira da Silva realiza dois cartazes editados pela Fundação Calouste Gulbenkian para comemorar o 25 de Abril de 1974.
1976
A Maison des Arts et Loisirs de Sochaux, os museus de Metz, e o Musée d'État do Luxemburgo organizam uma retrospectiva da obra da artista.
Vieira da Silva e Arpad Szenes fazem uma importante doação de desenhos ao Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou de Paris, que são expostos conjuntamente com pinturas e tapeçarias pertencentes ao Estado francês.
Publicação de Sept Portraits (Ed. Galeria Jeanne-Bucher) com texto de René Char e gravuras de Vieira da Silva. Este álbum e uma mini-retrospectiva é exposto na Galerie Jeanne-Bucher em Paris.
1977
A galeria Kutter apresenta, no Luxemburgo, um conjunto de têmperas da artista.
O Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris organiza a primeira exposição retrospectiva dedicada aos guaches e têmperas de Vieira, exposição apresentada também em Lisboa pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Exposição de gravuras na La Galerie, Nîmes.
É condecorada pelo governo português com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago de Espada.
1978
Exposição de gravuras da artista em Dreux na Chapelle Grand' Rue e na Holanda na galeria Nieuwe Weg.
O Nordjyllands Kunstmuseum de Aalborg (Dinamarca) dedica a Vieira da Silva uma importante retrospectiva.
A Galeria São Mamede, em Lisboa, apresenta uma selecção de litografias e serigrafias de Vieira.
Expõe na Galeria Jeanne-Bucher, Paris, com Louise Nevelson e Magdalena Abakanowicz, e na Galeria Ti-Kan, Locronan. 
Ilustra “Élégie pour Georges Pompidou" uma das seis elegias que constituem as Les élégies majeures de Léopold Sédar Senghor (Ed. Regard, Paris).
Por iniciativa do pintor Jorge Martins, o Centro Português de Cinema produz um filme sobre o casal, Ma femme chamada Bicho, realizado por José Álvaro Morais. 
1979
O Museu de Agen dedica a sua exposição de Verão à obra gravada de Vieira da Silva, apresentada também em diversos centros culturais, casas de cultura e bibliotecas da região parisiense.
Exposição de serigrafias, gravuras e litografias de Vieira na Galeria do Centro Municipal de Argenteuil e na Biblioteca Pierre et Marie Curie de Nanterre. 
É nomeada membro do Comité de Honra do Movimento contra o Racismo e pela Amizade entre os Povos. 
Recebe o título de Chevalier de l’Ordre National de la Légion d’Honneur.
1980
A Galeria Joan Prats de Barcelona e Nova Spectra em Haia apresentam um conjunto de guaches e têmperas da artista portuguesa.
O centro cultural francês de Dakar, Senegal, a pedido do presidente Léopold Sedar Senghor, expõe a obra gravada de Vieira da Silva, acompanhada de tapeçarias e pinturas.
Ilustra com duas serigrafias a colectânea de poemas Méditerrannée de Sophia de Mello Breyner (Ed. La Différence, Paris).
1981
A Câmara Municipal de Cluny (França) organiza durante o Verão, na sala das cavalariças de Saint-Hugues, uma exposição de pinturas, gravuras e tapeçarias de Vieira.
A Biblioteca Nacional de Paris organiza uma retrospectiva da obra gravada doada por Vieira da Silva.
Exposição colectiva de Vieira, Arpad e Étienne Hajdu na École des hautes études commerciales de Jouy-en-Josas.
O Ministério da Cultura e dos Negócios Estrangeiros franceses propõem a Vieira da Silva a decoração (cinco painéis pintados e uma tapeçaria) da sacristia da capela do Palácio de Santos, Sede da Embaixada de França em Lisboa.
1982
A Galerie Jeanne-Bucher em Paris, expõe uma selecção de obras sobre papel da autoria de Vieira da Silva.
A Cooperativa Árvore (no Porto), em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, expõe algumas gravuras da artista.
O Comité Nacional e a Embaixada de França na Tunísia apresentam um conjunto de pinturas e gravuras de Vieira da Silva na Galerie de l'Information, Túnis.
É publicada pela Imprensa Nacional Casa da Moeda a obra biográfica de Agustina Bessa-Luís, Longos Dias Têm Cem Anos - Presença de Vieira da Silva.  
1983
As Rencontres d'Art du Quercy prestam-lhe homenagem apresentando óleos e têmperas da artista no Museu Ingres de Montauban.
É convidada de honra do XXVIII Salon des Beaux-Arts du Gâtinais, Montargis.
O Museu de Belas-Artes de Bilbau em Espanha apresenta a obra gravada de Vieira da Silva.
O Metropolitano de Lisboa encomenda-lhe a decoração da estação da Cidade Universitária.
Recebe a medalha de honra das cidades francesas de Montargis e de Montauban.
1984
A Galerie EMI-Valentim de Carvalho, em Lisboa, organiza a primeira exposição das obras pintadas pelo casal nos anos 1930/1940.
O Centro cultural francês de Roma organiza uma exposição dedicada a Vieira da Silva.
A Iª Bienal do Desenho de Clermont-Ferrand apresenta algumas obras da artista.
Vieira da Silva é escolhida para membro da Academia das Ciências das Artes e das Letras de Lisboa.
1985
Falecimento de Arpad Szenes, no seu atelier, a 16 de Janeiro.
A Galeria 111, em Lisboa, organiza uma exposição de gravuras e guaches de Vieira.
Expõe na galeria Belle Époque de Lyon.
1986
A pedido do Presidente Léopold Sédar Senghor, Vieira realiza três gravuras originais para acompanhar o livro 

Elégie pour Philippe-Maguilen Senghor (ed. Galeria Jeanne-Bucher, Paris) 

dedicado à memória do seu filho. Exposição na Galeria Jeanne-Bucher onde o livro é apresentado.
Exposição retrospectiva de gravuras de Vieira da Silva na Artcurial, Paris.
Exposição conjunta de Vieira da Silva e Arpad Szenes na Galeria Nasoni, Porto, com fotografias dos dois artistas realizadas por Ursula Zanger.
Vieira realiza um cartaz para a UNESCO para comemorar o Ano da Paz. 
Recebe o prémio Florence Gould da Academia de Belas Artes de Paris e o Grande Prémio Antena I em Lisboa.
1987
Exposição no Museu de Arte de São Paulo, Brasil.
Exposição de obras de Vieira e de Arpad Szenes na galeria Bertrand, Lisboa.
O Musée Granet de Aix-en-Provence apresenta no Verão uma exposição das pinturas de Vieira e das obras de Arpad Szenes, exposição que é posteriormente apresentada nas cidades de Angers e Cholet.
Exposição conjunta com Arpad Szenes, no Museu Pétrarque, Fontaine-de-Vaucluse.
Uma selecção de gravuras de Vieira é apresentada em Bellac, Caen, Toulouse e Blagnac.
1988
O Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa e o Centre National des Arts Plastiques apresentam em Lisboa e em Paris uma importante exposição. Exposição nas Galeries Nationales du Grand Palais em Paris.
O Museu Nacional do Traje, Lisboa, organiza uma exposição de tapeçarias realizadas a partir de obras da pintora.
A estação de Metropolitano da Cidade Universitária é inaugurada.
É eleita Membro da Royal Academy of Arts, Londres.
É-lhe conferida a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. A Câmara Municipal de Lisboa atribui-lhe a Medalha da Cidade. Sucedem-se condecorações dos Estados francês e português.
1989
A Fundação de Serralves no Porto organiza uma exposição que reúne obras de Vieira da Silva e de Arpad Szenes nas Colecções Portuguesas.
Exposição de gravuras de Vieira na galeria Funchália, Madeira.
Exposição na Maison des Princes de Pérouges, Ain.
É convidada de honra da 20ª Bienal de São Paulo. 
Recebe a Medalha de Honra da Cidade do Porto.
1990
Exposição da gravura de Vieira no Tre d’Art, Toulouse, na galeria Georges Pompidou da Biblioteca Municipal de Anglet.
Exposição na Maison Noubel, Carcassonne.
Recebe a Medalha de Prata das Artes Plásticas da Académie d'Architecture de Paris.
Criação da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Lisboa.
1991
Exposição de gravura, no Instituto Cultural de Macau.
Retrospectiva de Vieira em Madrid, na Fundação Juan March.
Exposição "Vieira da Silva nas Colecções Portuguesas" integrada na Europália 91, Bruxelas.
Exposição de estampas na galeria Patrick Derom em Bruxelas.
É promovida a “Oficial da Legião de Honra”.
1992
Exposição na Galeria Nasoni, em Lisboa e no Porto, em conjunto com Paula Rego.
Exposição "Hommage à Vieira da Silva", na Galeria Alice Pauli, Lausana.
Morre a 6 de Março, sendo enterrada em Yèvre-le-Châtel, junto à mãe e a Arpad Szenes. 
1993
Exposição “Vieira da Silva nas Colecções Portuguesas” em Pontevedra, Espanha.
Exposição de gravuras para L’Inclémence Lointaine de René Char, Galeria Municipal de Exposições, Vila Franca de Xira.
Exposição da obra gráfica de Vieira, colecção Gérard A. Schreiner, no Convento de São Francisco em Tomar.
1994
A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva abre ao público no dia 4 de Novembro.
Exposição "Arpad Szenes-Vieira da Silva nas colecções portuguesas" no Museu histórico de Budapeste, integrada nas comemorações de Lisboa - Capital Europeia da Cultura.
Exposição "Hommage a Vieira da Silva", Galeria Jeanne-Bucher.
Apresentação pública da dação de Vieira da Silva ao Estado Francês no Centro Georges Pompidou, Paris. 
Lançamento do Catalogue Raisonné, Edição Skira, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Lisboa.
2014-2015
"Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva: 20 anos" - exposição na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva que celebra o vigésimo aniversário da abertura ao público do Museu da Fundação.
1997
Exposição "Arpad Szenes e Vieira da Silva – Retratos", nos Museus Castro Maya, Rio de Janeiro e Lasar Segall, São Paulo.
Exposição de pinturas e guaches de Vieira da Siva e Arpad Szenes na Galeria 111, Lisboa. Exposição de gravuras na Galeria Municipal e Galeria Morgados da Pedricosa em Aveiro e no Auditório Municipal de Vila do Conde.
1995
Exposição "Hommage à Vieira da Silva et Arpad Szenes" na Abbaye de Beaulieu, Centre d'Art Contemporain, Ginals.
Exposição de pinturas e gravuras da artista no Leal Senado, Macau.
Exposição retrospectiva no Mjällby Art Center em Halmstad, Suécia.
1996-1997
Exposição de gravuras de Vieira da Silva no Museu Torres-García em Montevideo e no Centro Cultural Borges em Buenos Aires.
1998
Exposição de gravuras de Vieira, Centro Cultural Internacional, Cracóvia.
Exposição colectiva "L’art in Francia e in Itália dal 1917 al 1937", Palazzo delle Esposizioni, Roma.
1999
Exposição "Arpad Szenes e Vieira da Silva – Retratos", Museu de Belas Artes, Budapeste. Exposição de desenhos, guaches e pinturas, Fondation Dina Vierny, Musée Maillol, Paris. Exposição de gravuras, Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, Loulé. Exposição de gravuras, Galeria Municipal de Exposições do Palácio Quinta da Piedade, Póvoa de Santa Iria – Vila Franca de Xira. Exposição de gravuras, Museu Municipal Dr. santos Rocha, Figueira da Foz. Exposição de desenhos "Itinerário", Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Galeria Osíris, Caldas da Rainha. Exposição no Centro de Arte e Cultura Xavier Battini, Campedron.
2000
Exposição individual de gravuras, Câmara Municipal de Viana do Castelo, Museu do Traje, Viana do Castelo. Exposição individual "33 gravuras e 3 pinturas", Instituto Açoriano de Cultura, Palácio dos Capitães Generais, Angra do Heroísmo. Exposição de gravuras no Museu Rignault, Saint-Cirq-Lapopie. Exposição na Fundación Bilbao Bizkaia Kutxa, em Bilbao. Exposição da obra gráfica na Galeria Municipal do Montijo. Exposição "Gravuras de Arpad e desenhos de Vieira", na Galeria Municipal Osíris, Caldas da Rainha. Exposição "Arpad Szenes e Vieira da Silva – período brasileiro", na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Exposição "Arpad Szenes e Vieira da Silva – pintura", no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.
1931
Trabalha com Hayter no Atelier 17, em gravura, técnica que só utilizou episodicamente em 1941 e 1968, para a partir de 1974 ilustrar diversos livros. Aí teve contacto com os surrealistas Miró e Ernst em particular, que marcarão a sua pintura de então.
Convive com os artistas Etienne Hajdu, Estève e Ernest Pignon.
Expõe no Salon des Surindépendents français e na Galeria Bonaparte, Paris.
Estadia em Portugal e viagem a Espanha.
1932
Descobre a pintura de Odilon Redon e admira a obra de Tanguy, sofrendo influência de ambos.
Conhece a galerista Jeanne Bucher.
Frequenta, juntamente com Vieira da Silva as aulas de Bissière na Académie Ranson.
Expõe no Salon d’Automne e no Salon des Tuileries, Paris.
1933
A galeria UP de Lisboa, dirigida por António Pedro, apresenta gravuras de Arpad, Hayter e Julian Trevelyan.
Influenciado pelas Metamorfoses de Kafka, Arpad realiza uma série de gravuras sobre o tema.
1934
Conhece o casal de artistas Sonia e Robert Delaunay.
1935
Arpad e Vieira juntam-se ao grupo Amis du Monde.
Expõe no Salão de Arte Moderna, em Lisboa, onde dá uma conferência sobre arte abstracta.
Instala-se temporariamente com a mulher em Lisboa, onde convivem com artistas, poetas e escritores portugueses.
Viaja pela costa atlântica, atraído pela luminosidade e pela diversidade do mar, elementos que tão fortemente marcam a sua obra.
1936
Em Janeiro Arpad e Vieira da Silva expõem obras abstractas no seu atelier em Lisboa.
Pinta grandes telas abstractas.
Expõe na Leicester Gallery em Londres; no Atelier 17, em Paris; na Kunstzaal em Haia; na Galeria Manes em Praga; na Galeria Jeanne-Bucher em Paris e na East River Gallery em Nova Iorque.
O casal regressa a Paris em Outubro.
1937
A pedido da artista Marie Cuttoli, Arpad copia para cartão de tapeçaria, obras de Matisse e Braque.
Integrado na equipa de Jean Lurçat, Arpad Szenes trabalha na decoração da Exposição Internacional de Paris.
Expõe nas galerias Au carré e Aux quatre chemins em Paris.
Realiza gravuras para ilustrar o livro de poemas de Pierre Guegen, La chasse au Faon Rose (Ed. Cahiers d'Art, Paris).

1938
O casal instala-se no Boulevard Saint-Jacques, onde conhecem Apel.les Fenosa.
Expõe nas galerias Jeanne-Bucher e Delcourt em Paris.
1939
Mudança para Portugal provocada pela pressão dos acontecimentos e ameaça da guerra. O casal confia o seu atelier e as suas obras a Jeanne Bucher.
Expõe, em Paris, na galeria Henriette Gomez e, individualmente, na galeria Jeanne-Bucher.
1940
Exposição de obras recentes do artista no Secretariado Nacional de Informação, em Lisboa.
Apesar do casal ter contraído casamento religioso e de Arpad se ter convertido ao catolicismo, o Estado português nega aos artistas nacionalidade portuguesa, pelo que em Junho, e fugindo da guerra, partem para o Brasil e instalam-se no Rio de Janeiro. 
No Brasil relacionam-se com poetas e escritores brasileiros, em particular com Murilo Mendes e Cecília Meireles, entre outros artistas que contribuem para uma vida social intensa.
A pintura de Arpad torna-se mais íntima e familiar, as dimensões reduzem-se e os objectos proliferam num universo fechado.
Arpad realiza inúmeros retratos de Vieira a pintar.
1941
Expõe individualmente na Casa da Imprensa, no Rio de Janeiro.
1943
Recebe uma encomenda de Heitor Grillo, Director da Universidade Rural, de 15 retratos de personalidades que se distinguiram na área da agricultura.
1944
Ilustra obras de Murilo Mendes, Cecília Meireles, Mário de Andrade e Jorge de Lima. Arpad ilustra ainda a tradução de Cecília Meireles de O canto de amor e da morte do cornetim Christophe Rilke de Rainer Maria Rilke, cujos estudos darão origem à série do tema "Banquet".
Expõe no Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro; na Royal Academy de Londres e no Museu de Arte Moderna, Nova Iorque.
Expõe também, em benefício da R.A.F., nas exposições organizadas pela UNESCO em Londres e Paris.
Organiza um atelier de pintura para jovens artistas, actividade a que põe termo em 1955.
Colabora com ilustrações em várias publicações periódicas.
1945
Expõe no The Art Institute, Chicago e no Museu Cincinnati.
Juntamente com Vieira da Silva, expõe na Biblioteca Municipal de Belo Horizonte.
Também com Vieira, participa na Exhibition of modern brasilian painting, no British Council da Escócia.
1946
Expõe individualmente no Instituo dos Arquitectos Brasileiros, Rio de Janeiro e no Palácio Municipal, Belo Horizonte.
Expõe também no Museu da Legião de Honra em São Francisco.
Executa a decoração mural da Câmara Municipal da Ilha do Governador, Rio de Janeiro.
1947
Arpad regressa a Paris (Vieira regressara sozinha dois meses antes), ao Boulevard Saint-Jacques, onde expõe na Galeria Bussy.
1948
Faz as séries abstractas dos "Banquets", "Parques" e "Conversations", onde as linhas de força, tensão e movimento são a sua preocupação pictórica.
Participa no Salon de Mai, Paris.
Expõe no Museu de Nimes e na Galeria Jeanne-Bucher.
1949
Expõe individualmente na Galeria Jeanne-Bucher, Paris.
1952
Participa em várias exposições: Galeria Vivet, Paris; Musée Cantonal, Lausanne; Kunsthaus, Zurich; Museu de Chartres.
Expõe também em Milão e Copenhaga e, individualmente, na Galeria Jeanne-Bucher em Paris.
1953
Participa na Bienal de Arte Moderna de São Paulo.
Expõe na Central Modern, na Guggenheim Foundation e na American Federation of Arts, Nova Iorque, assim como no Salon de Mai, Paris.
Muda a sua residência para o Hotel des Terrasses.
1955
Expõe na Galeria de Beaune, Paris; Musée Cantonal, Lausanne; Carnegie Institute, Pittsburgh e, individualmente na Galeria Jeanne-Bucher, Paris.
1956
Adquire, com Vieira da Silva, a nacionalidade francesa.
Instala-se na rue de l’Abbé-Carton.
1957
Expõe em Belgrado e no Zagreb e, individualmente, na Galeria Betty Thommen em Basileia.
1958
Viagem a Portugal e Espanha.
Expõe na Galeria Rive Gauche em Paris; no Carnegie Institute, Pittsburgh e, individualmente, na Galeria Pierre em Paris.
1959
Expõe no Museu de Varsóvia; na II Dokumenta de Kassel; na Galeria Art vivant, Paris; na Viener Kunstlerhaus, Viena e na Neue Galerie, Stadt Linz.
1960
Expõe na galeria Cahiers d'Art (individualmente) e no Salon des Réalités Nouvelles, Paris; no Konstmuséum, Göteborg; no Salon de Mai, Paris; na Kunsthaus, Zurich; nas Galerias Jeanne-Bucher e Pierre em Paris; no Museu de Tel-Aviv e no Museu Bezalel, Jerusalém.
1961
Expõe, individualmente, na Galerie du Grand Chêne, Lausanne.
Expõe também no Museu de Arte Moderna, Haïffa; no Museu de Arte Moderna, Paris; nos Museus de Artes Decorativas de Tóquio e Quioto; no Salon de Mai, Paris; no Stedelijk Museum, Amsterdão e no Salon d’Automne, Paris.
1962
Expõe no Museu Nacional de Varsóvia; na Galeria Creuzevault e no Salon des réalités nouvelles, Paris.
É nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelo Estado Francês.
Arpad Szenes e Vieira da Silva adquirem uma casa em Yèvre-le-Châtel, no Loiret.
1963
Expõe, individualmente, na galeria Jeanne-Bucher, Paris.
Expõe no Museu de Zagreb e de Ljubljana; na National Gallery, Salisbury; no Museu Nacional de Arte Moderna, Paris e no Musée Cantonal, Lausanne.
1964
Participa na IIIª DoKumenta de Kassel.
Viagem a Itália com Vieira da Silva, Murilo e Saudade Mendes.
1965
Participação de Arpad nas seguintes exposições: Festival da cidade de Montrouge; Galeria-livraria La Hune, Paris; Exposição itinerante na América do Sul (Lima, Santiago do Chile e Bogotá); Ateneum, Helsínquia; Museu de Belas-Artes, Turku; Museu de Belas-Artes de Tempere; Museu de Carpentras.
Expõe, individualmente, na galeria Cahiers d'Art, Paris; na Galeria Alice Pauli, Lausanne e na Galeria 27, Oslo.
1966
Ilustra a guache o poema Termes épars de René Char, publicado na colectânea Le nu perdue (Ed. Gallimard).
Expõe no Salon de Mai, Paris; na Fondation Maeght, Saint-Paul de Vence; no Museu do Quebec e no Museu de Arte Contemporânea de Montréal.
1967
Participação de Arpad nas seguintes exposições: Exposição universal, Montréal; Salon de Mai, Paris; Salon de Mai, Cuba; Exposição itinerante pelos países de Leste; Galeria Domec; Exposição de artes plásticas do XVIIIº Congresso do Partido comunista francês e Galeria Jacob, Paris; Théâtre de la Maison de la Culture, Caen; Galeria Cimaise, Paris; Fundação Maeght, Saint-Paul de Vence.
É nomeado Oficial da Ordem das Artes e das Letras pelo Estado francês.
1968
Expõe, individualmente, na galeria Alice Pauli em Lausanne.
Participa nas seguintes exposições: Exposição itinerante pelos Estados Unidos e Montréal (National Gallery of Art, Washington; Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque; Museum of Fine Arts, Boston; The Art Institute of Chicago; Michael Henry de Young Memorial Museum, São Francisco; Museu de Arte Contemporânea, Montréal; The Detroit Museum of Art); Exposição itinerante pelos Países de Leste; Salon des Réalités Nouvelles; Galeria Max Kaganovitch e Galeria La Roue, Paris; Maisons de la Culture de Firminy, Thonon, Montpellier, Céret, Toulouse, Auxerre, Nantes, Plessis-Robinson, Pézanas; Instituto francês de Colónia.
1969
Expõe, individualmente, no Château de Ratilly; na Galeria Cahiers d’Art e na Galeria Jacob em Paris.
Participa numa exposição itinerante na América do Sul.
Expõe no Museu de Céret e no Centre National d'Art Contemporain, Paris.
1970
Expõe, individualmente, na Galeria Régence, Bruxelas.
Participa nas seguintes exposições: Museu Fabre, Montpellier; Galeria Zumini, Paris; Exposição em Budapest; Festival de Montargis; e na sous-préfecture de Rambouillet.
1971
Primeira exposição retrospectiva da obra de Arpad, itinerante, organizada pela Inspection des Musées de province, nos museus de Belas-Artes de Rouen, Rennes e Lille.
Exposição no Grand Palais, Paris; Fundação Maeght, Saint-Paul de Vence; Museu Fabre, Montpellier e na Galeria Jacob, Paris.
1972-1973
Exposição retrospectiva (do ano anterior) no Museu de Belas-Artes de Orléans e na Fundação Calouste Gulbenkian (acrescida de numerosos desenhos e obras antigas).
Exposições retrospectivas nos Museus de Dijon, Nancy, Besançon, Nantes, Reims, Montpellier e no Château de Ste-Suzanne em Mayenne.
Ilustra o livro Troisième Léxique de Jean Grenier (Ed. Galanis).
1974
Exposição retrospectiva no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris.
Expõe, individualmente, nas Galerias Jeanne-Bucher e Jacob em Paris.
Arpad faz uma importante doação ao Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, que é exposta juntamente com outras obras suas.
1975-1976
É nomeado membro do júri do Prémio de Roma.
Expõe, individualmente, na Galeria Michel Vokaer, Bruxelas; na Galeria Kutter, Luxemburgo; e no Museu Fabre de Montpellier.
1977-1978
O Museu Nacional de Belas-Artes de Budapeste (Galeria Magyar Nemzeti) e o Vàrisi Tanacs Kiallitoterme de Pécs na Hungria, assim como a Galerie de l'Information de Tunes, apresentam exposições retrospectivas da obra de Arpad.
1978
O Centro Português de Cinema produz um filme biográfico sobre o casal, intitulado Ma femme chamada Bicho, realizado por José Álvaro Morais.
Arpad Szenes ilustra várias obras: Mysticité charnelle de René Crevel, de Eddy Batache (Ed. Georges Visat, Paris); Veilleurs aux confins, de Claude Estéban (Ed. Fata Morgana, Montpellier); Le savoir de Vulcain, de Jocelyne François (Ed. Fata Morgana, Montpellier).
Uma série de entrevistas com o casal, sob o título L'éclat de la lumière, entretiens avec Marie-Hélène Vieira da Silva et Arpad Szenes, é publicada pelas éditions Gallimard, Paris.
É-lhe atribuído o Grande Prémio Nacional das Artes (França).
O Estado Português concede-lhe a Grã-Cruz da Ordem de D. Henrique, o Navegador.
1979
Exposição individual na Galeria Jeanne-Bucher, Paris.
1981
Ilustra a obra de Jacques Bussy Les bains célestes (Ed. Fata Morgana, Montpellier).
Por ocasião da publicação do livro de Guy Weelen, Le Banquet de Arpad Szenes (ed. La Difference), Arpad expõe obras sobre esse tema na Galeria Jacob em Paris.
Expõe na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.
É eleito membro do Comité do Livro Ilustrado Francês.
1982
Exposição individual no Museu Ingres de Montauban e na Alliance Française em Lisboa.
Ilustra o livro de poemas de Gilles Gourdon Archipel des solitudes (Ed. La Différence, Paris).
1983
Exposição individual no Museu de Belas-Artes de Dijon.
O Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, apresenta "Portraits de Vieira" - desenhos de Arpad Szenes, reproduzidos também em livro (ed. La Différence, Paris).
Ilustra Sefar, livro de poemas de Lorand Gaspar (Ed. Fata Morgana, Montpellier).
1984
A Cooperativa Árvore no Porto, apresenta a exposição "Retratos de Vieira".
A Galeria EMI-Valentim de Carvalho em Lisboa, organiza a primeira exposição de obras do casal relativas aos anos 30/40, por ocasião do lançamento do livro Vieira da Silva, Arpad Szenes ou o castelo surrealista, de Mário Cesariny (ed. Assírio e Alvim).
1985
Arpad Szenes morre no seu atelier, em Paris, no dia 16 de Janeiro.
As Galerias parisienses Jeanne-Bucher e Jacob, prestam-lhe homenagem, apresentando exposições retrospectivas da obra do artista.
O Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, apresenta a exposição "Retratos de Vieira".
1986
O Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, apresenta a exposição "Arpad Szenes Lumière-Portugal".
Exposição na Galeria Nasoni, Porto e na cidade de Vézelay (Yonne).
1987
O Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresenta a exposição "Arpad Szenes Luz - Portugal".
Exposições no Museu Granet em Aix-en-Provence; em Anjou, Angers e Cholet; e na Galeria Bertrand em Lisboa.
1988
A título póstumo, Arpad recebe do Presidente da República Portuguesa, a Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada.
Exposição na Galeria Jacob em Paris.
1989
Exposição na Casa de Serralves, no Porto e na Galeria Jeanne-Bucher em Paris.
1990
Exposição na Maison des Princes em Pérouges.
Criação da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, em Lisboa.
1994
Exposição na F.I.A.C. (Feira Internacional de Arte Contemporânea), patente no Grand Palais em Paris.
Exposição no Museu Histórico de Budapeste por ocasião das celebrações de "Lisboa, Capital Europeia da Cultura".
Exposição da dação de Vieira da Silva no Centro Georges Pompidou em Paris.
Abre ao público a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.
1995
Exposição de obras de Arpad e de Vieira da Silva na Abbaye de Beaulieu, Ginals.
Exposição "Arpad Szenes 1897-1985" no Museu de Pontevedra.
1997
Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Arpad Szenes: “Desenhos”, na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva e “Pintura”, na Fundação Calouste Gulbenkian.
1998
Exposição de desenhos de Arpad na "Sala da Cidade" do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra.
1999
Exposição “Retratos de Arpad Szenes e Vieira da Silva”, Museu de Belas Artes de Budapeste.
Exposição de desenhos de Arpad Szenes na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, em Almada.
Exposição de gravuras do artista na Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Galeria Osíris.
2000
Exposição de obras de Arpad na Association pour la Promotion des Arts, Hôtel de Ville, Paris.
Exposição de desenhos de Arpad na Fundação Júlio Resende, Lugar do Desenho, Porto.
2001
Exposição de gravura na Torre da Cadeia Velha, Ponte de Lima e na Casa da Cultura, Estarreja.
Exposição "Arpad Szenes e Vieira da Silva – período brasileiro", Fundação Casa França-Brasil, Rio de Janeiro.
2002
Exposição de Gravura nas seguintes Galerias: Fonseca Macedo, Ponta Delgada; Municipal, Sobral de Montagraço; do Posto de Turismo, Moita; Municipal, Loures.
2003
Exposições de Gravura na Galeria da Biblioteca Municipal, Azambuja e na 2ª Bienal Internacional de Gravura do Douro, Galeria Municipal, Alijó.
Exposição no Palazzo Magnani, Reggio Emília.
2004
Exposições de Gravura no Fórum Eugénio de Almeida, Évora, e na Casa Senhorial d’El Rei D. Miguel, Casa da Cultura João Ferreira da Maia, Rio Maior.
2005
Exposições de Gravura no Palácio da Galeria, Tavira; na Galeria de Exposições Mouzinho de Albuquerque, Batalha e no Fórum Cultural de Ermesinde.
2006
Exposição de Gravuras, na Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos.
Exposições Colectivas: Arco ’06 ("one man show: Maria Helena Vieira da Silva – paintings and Works on paper"), Madrid; "Cinquenta anos de gravura portuguesa: uma plataforma para o futuro", Palácio da Galeria e da Casa das Artes de Tavira; Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.
2007
Exposição "Vieira da Silva no Brasil", Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Exposição no Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris.
2008
"Vieira da Silva: un élan de sublimation" - exposição na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, no ano do centenário do nascimento da pintora.
Exposição de Gravuras na Galeria Municipal Vieira da Silva, Loures.
"Vieira da Silva, Célébration du centenaire de sa naissance", Galerie Jeanne-Bucher e no Grand Palais em Paris.
Exposições colectivas: "Lá Fora", Câmara Municipal de Viana do Castelo e Museu da Electricidade, Lisboa; "Vieira da Silva, Arpad Szenes e o Castelo Surrealista", Museu da Electricidade, Lisboa.
2004-2005
"Vieira da Silva nas colecções internacionais" - exposição na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva que celebra o décimo aniversário da abertura ao público do Museu da Fundação.
2009-2010
"Património e Biografia: Vieira da Silva e o Jardim das Amoreiras" - exposição na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, inserida no âmbito das comemorações do 15.º aniversário da abertura da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.
2007
"Arpad Szenes: obras da Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva" - exposição na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, que, tardiamente, comemora o 10º aniversário da abertura ao público do Museu.
João VIEIRA

Vidago, 4 de Outubro de 1934 - Lisboa, 5 de Setembro de 2009

O início de carreira de João Vieira está invariavelmente associado ao Café Gelo no Rossio, em Lisboa: o atelier que partilhava com José Escada, René Bertholo e Gonçalo Duarte situava-se sobre o estabelecimento, e aqueles que aí se reuniam viriam a fundar em Paris o KWY, grupo responsável pela publicação de uma revista e organização de exposições.

Partindo para Paris em 1957, João Vieira frequenta a Académie de la Grande Chaumière, a mesma que Arpad Szenes e Vieira da Silva frequentaram, vindo a trabalhar com o pintor húngaro, mais tarde, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Seguiu-se uma passagem por Londres, cidade onde se cruzou com vários camaradas portugueses e onde em finais de 1964 leccionou no Maidstone College of Art.

João Vieira é conhecido como o pintor das letras devido à fusão que estabelece entre a pintura e a escrita, seja através de ideogramas e letras dos alfabetos latino e grego, de textos literários de autores como Cesário Verde e Herberto Hélder ou de textos simbólicos. Como o próprio disse na apresentação do seu livro dedicado a Cesário Verde, em 2006, “comecei a pintar com letras porque queria fazer poemas com pintura”.

Às suas telas também associou números. Outro tema de destaque na sua obra é o corpo, nomeadamente o feminino. A relação teatro-artes plásticas, evidente na sua primeira performance-exposição “O Espírito da Letra” (Galeria Judite Dacruz, 1970) constitui outra vertente do trabalho do artista. Nos anos 80, João Vieira dedica-se a reinventar os trabalhos de alguns artistas portugueses de referência, como Grão Vasco e Francisco de Hollanda.

Quando regressa a Lisboa, em 1967, João Vieira dedica-se quase em exclusivo ao trabalho como cenógrafo e encenador, ganhando no ano seguinte o prémio Círculo de Teatro Latino de Barcelona, com a cenografia de D. Quixote, e em 1971 o Prémio Nacional de Teatro, pela encenação de Quem Tem Medo de Virgínia Wolff? Pelo meio ficou a Menção Honrosa, Prémio SOQUIL (1970), e postumamente, o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (2009).

Quer em Portugal como na Hungria, João Vieira realizou painéis de azulejos para estações de metro, a do Terreiro do Paço em Lisboa e a da estação central Deák Ter em Budapeste. Também os vitrais da Sé de Vila Real têm a sua assinatura.

Algumas exposições em que João Vieira esteve representado: “I Exposição dos Artistas de Hoje” (1957), Bienal de Veneza (1980), “Grupo KWY” (2001). Outra exposição - performance marcante é “Caretos”, na Galeria Quadrum, em 1984, inspirada nos costumes típicos transmontanos. Individualmente, João Vieira, que só começou a expor a solo em 1959 (Galeria do Diário de Notícias), teve em 2002 uma exposição no Museu de Serralves.
A COLECÇÃO DE ARTISTAS PORTUGUESES

O museu integra na sua colecção um núcleo de cerca de cem obras de artistas portugueses, na sua maioria representativo de fases iniciais de carreira, pequenos formatos, objectos comemorativos cedidos a título de oferta em aniversários e ocasiões especias, com forte carga simbólica e afectiva.

Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes não eram coleccionadores, não compravam obras de arte de forma planeada ou orientada por critérios de selecção. As obras que constavam da sua colecção pessoal eram sobretudo ofertas e, se houve algumas aquisições, as mesmas não deixaram registo.

Apesar de não podermos considerar o conjunto como representativo de uma corrente - muitos destes artistas não tinham contacto entre si, separados pela distância geográfica ou pela diferença de idade, pela formação ou pela ideologia -, temos em comum a devoção e admiração pela obra do casal Szenes, Maria Helena e Arpad, a um título mentores, amigos e tutores.

1933
Vieira da Silva imagina a história infantil Kô et Kô, les deux esquimaux. A história acabaria por ser escrita por Pierre Guéguen e ilustrada por Vieira e o livro editado pela Galeria Jeanne Bucher.
Por ocasião da edição do livro Kô et Kô, a Galeria Jeanne Bucher organiza a primeira exposição individual de Vieira da Silva, com os guaches originais.
La partie d'échecs
Vieira da Silva1943
óleo e plumbagina s/ tela
81 x 100 cm
Col. Centre Georges Pompidou, Paris
Arpad Szenes, Vieira da Silva e amigo

Villa des Camélias, Paris, c. 1935
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 

A Villa des Camélias é uma moradia alugada em 1930 por Vieira e Arpad... continuar a ler 

A poesia está na rua II
Vieira da Silva, 1975

Cartaz
editado pela Fundação Calouste Gulbenkian para comemorar o 25 de Abril de 1974, a partir de uma têmpera da artista.
Jeanne Bucher
Col. Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva
Desenho anatómico
Vieira da Silva, 1927
32,5 x 25 cm
lápis e tinta aguarelada / papel
Col. FASVS
Vieira da Silva condecorada com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago de Espada
Embaixada de Portugal em Paris, 1977
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva e Carlos Scliar no barco de regresso a Paris, 1947
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva e a mãe, Paris, 1928
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes e amigos, Jardim das Tulherias, Paris, 1925
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva no atelier de Charles Marq, Reims, 1968
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva e Arpad Szenes, Villa des Camélias, 1930
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva, atelier do Boulevard Saint-Jacques, 1938
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Kô et Kô, les deux esquimaux
Paris: Jeanne Bucher Editeur, 1933

Edição original
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Doação da família Demoustier, in memoriam da sua tia Mily Possoz
Vieira da Silva no atelier da rue de l'Abbé Carton, Paris, 1957-58
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva e Leopold Sédar Senghor
Vieira da Silva com Simone Veil e Leopold Sédar Senghor, Galerie de France, Paris, 1977
Col. Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Vieira da Silva com o pai em Leysin, Suiça, 1910
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes e Vieira da Silva, Villa des Camélias, Paris, 1930
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes, Villa des Camélias, Paris, 1930
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes no atelier do Boulevard Saint-Jacques, Paris, 1938
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Interior da casa da rue de l'Abbé Carton, Paris, 1956
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes e Vieira da Silva, atelier de La Maréchlerie, 1970
La Maréchalerie, Yèvre-le-châtel
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Vieira da Silva e Arpad Szenes com Anton Prinner e amigos
Boulevard Saint-Jacques, Paris, 1938-1939
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Arpad Szenes, Pensão Internacional, , Rio de Janeiro, c. 1942-1947
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes, Pensão Internacional, c. 1942-1947
Pensão Internacional, Rio de Janeiro
Exposição de desenhos no Instituto de Arquitectura do Brasil
Martim Gonçalves, Vieira da Silva, Arpad Szenes, Carlos Scliar, Alcides da Rocha Miranda, Roberto Burle Marx e Augusto Rodrigues
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Arpad Szenes, atelier rue de l'Abbé Carton, c.1970
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva, Villa des Camelias, 1930
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva, Pensão Internacional, Rio de Janeiro, 1942-1947
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva, Rio de Janeiro, c. 1942
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Ilustração do semanário O Cruzeiro, 1945
Fotonovela sobre Arpad Szenes e Vieira da Silva, revista O Cruzeiro, Rio de Janeiro, 22 de Dezembro de 1945
Inauguração da exposição no Museu Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro, 1942
Da esq. para a direita: Murilo Mendes, Burle Marx, [?], Martim Gonçalves, Arpad Szenes, [?], Vieira da Silva, [?], [?],[?], Oswaldo Teixeira (director do Museu), [?]
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Vieira da Silva e Arpad Szenes com Anton Prinner e amigos
Boulevard Saint-Jacques, 1938-1939
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Interior da casa da rue de l'Abbé Carton, Paris, 1956
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva, atelier do Boulevard Saint-Jacques, 1949
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva

Ville forte, 1960
162 x 146 cm
óleo s/ tela
Col. Fundação Arpad Szenes–Vieira da Silva

 

 

Alto de São Francisco nº3
Aspecto actual.
Foto. Pierre Guibert 
Vieira da Silva
Atelier, Lisbonne, 1934-1935
óleo s/ tela
115 x 146,5 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva

Le métro, 1940
47 x 97,5 cm
guache s/ cartão
Col. Metropolitano de Lisboa
Depósito na FASVS

Vieira da Silva
Autoportrait, 1931
guache s/ papel colado s/ cartão
50 x 33 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva
Composition, 1936
óleo s/ tela
146 x 106 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes
Les guerriers, 1938-1939
óleo s/ tela
97 x 162 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes
Névé, 1979-1980
óleo s/ tela
73 x 92 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Capricho polar

Capricho polar
1989
guache sobre papel
38 x 37,5 cm
Col. FASVS

"Património e Biografia"
Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Exposição 1 de Outubro de 2009 a 21 de Fevereiro de 2010
"Vieira da Silva nas colecções internacionais"
Inauguração da exposição (4 de Novembro de 2004 a 30 de Janeiro de 2005)
Exposição Arpad Szenes: obras da Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva
1 de Março a 17 de Junho de 2007
Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Projecto de tapeçaria para a Universidade de Basileia
Vieira da Silva, 1983
Serigrafia
101 x 62 cm
Prova de artista 20/20
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Cortina de boca de cena para "La parodie" de A. Adamov
Vieira da Silva, 1952
Guache s/ tela
236 x 398 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Vieira da Silva

Londres, 1959
óleo s/ tela
162 x 147 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Kilomètre 44, étude
Trabalho de Vieira da Silva para o refeitório da Escola Nacional de Agronomia do Rio de Janeiro

Vieira da Silva, 1943
guache s/ cartão
49,7 x 18 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Kilomètre 44, étude
Estudo de Vieira da Silva para o trabalho do refeitório da Escola Nacional de Agronomia do Rio de Janeiro

Vieira da Silva, 1943
guache s/ cartão
28,6 x 32 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Ilustração "Madame la Grammaire", 1936
Vieira da Silva
Jornal Paris Soir
Guache, tinta-da-China e colagens s/ papel
27 x 21 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
"Aucassin et Nicolette"

Ilustração de Vieira da Silva para a publicação Caderno da Juventude, c. 1946

Guache s/ papel cartonado
29 x 22 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva

"L'oiseau bleu"
Ilustração de Vieira da Silva para a publicação Caderno da Juventude, c. 1946

Guache / cartão
32 x 49 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Ilustração para "Madame la Grammaire", 1936
Vieira da Silva
Jornal Paris Soir. Projecto de capa
Guache s/ papel
32,5 x 22,7 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Vieira da Silva
Le retour d'Orphée, 1982-1986
óleo s/ tela
105 x 102 cm
Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes
Conversation bleue, 1949
óleo s/ tela
73 x 60 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes
Le cycliste, 1954
óleo s/ tela
55 x 46 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes
Enfant au cerf-volant, 1932
óleo s/ tela
106 x 163 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes
Autoportrait à la pupille rouge, 1924-1925
pastel s/ papel
55,7 x 38 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
André Malraux
Vieira da Silva, 1974
Aquatinta a açúcar / cobre
28 x 18 cm (32,8 x 26 cm)
18/20
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Et puis voilá
Vieira da Silva, 1951
guache e tinta-da-China s/ cartolina
26 x 17 cm 
em depósito na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
O azulejo
Vieira da Silva, 1961
buril s/ cobre
29,5 x 23,5 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Murmúrio
Vieira da Silva, 1961
buril s/ cobre
29,5 x 23,5 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Arpad Szenes
c. 1900, Budapeste
Foto. Mai és Társa
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Retrato de um sábio

Arpad Szenes, 1940-1947
lápis, guache s/ papel
32,5 x 24,3 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva

Retrato de um sábio

Arpad Szenes, 1940-1947
tinta s/ papel
36 x 24 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva

Le petit chasseur, 1934
Arpad Szenes, 1934
Le petit chasseur
água-forte e buril
177 x 125 mm (mancha e papel)
Col. Comité Arpad Szenes - Vieira da Silva, Paris 
L'amour des oiseaux, 1937
Arpad Szenes, 1937
L'amour des oiseaux
buril e água-tinta / cobre
150 x 148 mm (mancha)
Col. Comité Arpad Szenes - Vieira da Silva, Paris
Métamorphose I, 1933
Arpad Szenes, 1933
Métamorphose I
água-forte / cobre
intervencionada a lápis e lápis de cor
245 x 184 mm (mancha)
prova de ensaio IV
Col. Comité Arpad Szenes - Vieira da Silva, Paris
Métamorphose III, 1935

Arpad Szenes, 1935
Métamorphose III
buril, água-forte e verniz mole
236 x 177 mm (mancha)
Col. Comité Arpad Szenes - Vieira da Silva, Paris

Buisson ardent
Vieira da Silva, 1938
buril / cobre
235 x 295 mm (mancha)
Col. Comité Arpad Szenes - Vieira da Silva, Paris

Les plantes
Vieira da Silva, 1937
buril / zinco
63 x 83 mm (mancha)
Col. Comité Arpad Szenes - Vieira da Silva, Paris
"Chant d'amour et de mort du Cornette Christoph Rilke"
Ilustração para a tradução de Cecília Meireles de "Chant d'amour et de mort du Cornette Christoph Rilke"
Arpad Szenes, 1944
tinta s/ papel s/ cartão
26 x 22 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
"Chant d'amour et de mort du Cornette Christoph Rilke"
Ilustração para a tradução de Cecília Meireles de "Chant d'amour et de mort du Cornette Christoph Rilke"
Arpad Szenes, 1944
tinta s/ papel
13 x 12 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

La chasse du faon rose, 1935
Arpad Szenes
La chasse du faon rose, 1935
Ilustração para poemas de Pierre Guéguen
buril, aquatinta e verniz macio / papel
23,6 x 17,5 (placa)
Savoir de vulcain
Arpad Szenes, 1978
nº 1 de 5
Ilustração para poemas de Jocelyne François
água-tinta e açúcar
17,5 x 12,9 cm (mancha)
prova de artista
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Veilleurs aux confins, 1978
Arpad Szenes, 1978
Ilustração para poemas de Claude Esteban
água-tinta e açúcar
17,8 x 13 (placa)

Conversation
Arpad Szenes, c. 1950
óleo s/ cartão
38 x 46 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieria da Silva
Sefar, 1983
Arpad Szenes, 1983
Ilustração para poemas de Lorand Gaspar
água-tinta a açúcar / cobre
17,5 x 17,8 cm (mancha)
Prova de artista 7/17
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Archipel des solitudes, 1982
Arpad Szenes, 1982
Ilustração para poemas de Gille Gourdon
água-tinta a açúcar / cobre
21,5 x 5 / 21,5 x 7 (placas)
Banquet rouge et vert
Arpad Szenes, 1950
óleo s/ tela
27 x 46 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieria da Silva
Exposição de Vieira da Silva na Galeria Jeanne-Bucher, 1982
Manuel Cargaleiro, Vieira da Silva, Manuela Eanes, Azeredo Perdigão, Presidente da República Ramalho Eanes e José Sommer Ribeiro na exposição de Vieira da Silva na Galeria Jeanne-Bucher, Paris, 1982.
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Exposição "Vieira da Silva, Arpad Szenes ou O castelo surrealista"
Mário Cesariny na inauguração da exposição "Vieira da Silva, Arpad Szenes ou O castelo surrealista", Galeria EMI - Valentim de Carvalho, Lisboa, 1984.
Exposição de Vieira da Silva na Galeria 111, 1985
Vieira da Silva com Sommer Ribeiro e Manuel de Brito, Galeria 111, Lisboa, 1985.
Exposição "Vieira da Silva, Arpad Szenes ou O castelo surrealista", 1984
Mário Cesariny na inauguração da exposição "Vieira da Silva, Arpad Szenes ou O castelo surrealista" na Galeria EMI - Valentim de Carvalho, Lisboa, 1984.
Atribuição da condecoração da Ordem do Infante D. Henrique, 1978
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Embarque de Arpad Szenes no navio com destino a Paris, 1947
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Exposição "Arpad Szenes - Luz . Portugal"

Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, 1987
Vieira da Silva com o Primeiro Ministro Cavaco Silva, José e Madalena Azeredo Perdigão
Col. Museu da Presidência da República. Serviço de arquivo digital

Exposição na Galeria Cahiers d'Art, Paris
Arpad Szenes e Vieira da Silva, 1965
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Viagem a Portugal, 1958
Arpad Szenes, Isabel de Nóbrega, João Gaspar Simões e Vieira da Silva em casa de Menez, Arrábida, 1958
Foto. Eduardo Anahory (?)
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Viagem a Espanha, 1958
Vieira da Silva e Arpad Szenes com João Gaspar Simões e Isabel da Nóbrega, Sevilha, 1958
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Exposição de Vieira da Silva na Kestner-Gesellschaft, 1958
Vieira da Silva com W. Schmalenbach, Arpad Szenes e Guy Weelen, Kestner-Gesellschaft, Hanover, 1958
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Capricho polar

Pedro Avelar, 1989
guache s/ papel
38 x 37,5 cm
Col. FASVS

Sem título
Manuel Cargaleiro, 1954
painel de 6 azulejos
29 x 43 cm
Col. FASVS
Formes et espaces
Justino Alves, 1977
acrílico s/ tela
33 x 41 cm
Col. FASVS
Sem título
René Bertholo, 1964
acrílico s/ tela
21,8 x 15,8 cm
Col. FASVS
Sem título
José Escada, 1968
recortes, colagens s/ papel colado s/ cartolina
24 x 39,3 cm (32,5 x 50 cm)
Col. FASVS
Sem título
José Escada, 1963
guache s/ papel colado s/ cartolina
16,4 x 25 cm
Col. FASVS
Sem título
José Escada, 1964
óleo s/ tela
46 x 33 cm
Col. FASVS
Sem título
Jaime Isidoro, 1980
aguarela s/ papel
52 x 65 cm
Col. FASVS
Sem título
Jorge Martins, 1972
guache e tinta s/ papel
64,7 x 50 cm
Col. FASVS
Sem título
Jorge Martins, 1970
óleo s/ tela
38 x 55 cm
Col. FASVS
Sem título
Jorge Martins, 1964
óleo s/ tela
100 x 80,5 cm
Col. FASVS
Sombras à volta de um centro (Malmequeres)
Lourdes Castro, 1980
lápis de cor s/ papel
76 x 57,5 cm
Col. FASVS
Kô et Kô
Vieira da Silva, 1933
Planche de décors pour Kô et Kô
prova
25,5 x 33,4 cm
Col. particular, Paris
Les phoques
Vieira da Silva, 1933
Les phoques (Kô et Kô, prancha IV, estudo nº 2)
guache s/ papel
20,6 x 32,2 cm
Col. particular, Paris
guache em parte considerado para a prancha nº 4
Vieira da Silva e Alice Pauli, 1964
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Galeria Alice Pauli, 1968
Marc Tobey, Vieira da Silva, Pierre Pauli e Arpad Szenes
Foto. Marcel Imsand
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Sem título
Eduardo Luiz, 1959
óleo s/ madeira
14,7 x 24,5 cm
Col. FASVS
Sem título
Henrique Silva, 1967
técnica mista s/ madeira
96,5 x 52,8 cm
Col. FASVS
Sem título
Eduardo Luiz, 1979
óleo s/ tela
27,5 x 46 cm
Col. FASVS
Sem título
Henrique Silva, 1958
óleo s/ contraplacado
15,2 x 10,3 cm
Col. FASVS
Arpad Szenes e outros artistas na decoração da Exposição Internacional de Paris, 1937
Foto. Georges Fried[...]
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes

Budapeste, 13 de Julho de 1930
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 

Este conjunto de pequenas fotografias ilustra a viagem... continuar a ler 

Arpad Szenes e Vieira da Silva

Atelier do Boulevard Saint-Jacques, Paris, 1949
Foto. Willy Maywald
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Após o regresso do Brasil em 1947... continuar a ler 

Maria Helena Vieira da Silva, Arpad Szenes e amigos

Atelier do Boulevard Saint-Jacques, Paris, 1949-1952
Foto. Fernando Lemos
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
 

Regressados ao atelier de Saint-Jacques em 1947... continuar a ler 

Maria Helena Vieira da Silva e Manuel Cargaleiro

Paço do Lumiar, Lisboa, 1957
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 

Vieira da Silva conhece o artista plástico Manuel Cargaleiro em 1954... continuar a ler 

Maria Helena Vieira da Silva
Boulevard Saint-Jacques, Paris, 1947-1952
Doação Terry Bachman, Cumberland, MD, EUA
Retrato da Ana Blüme
Mário Cesariny, 1984
serigrafia
45,30 x 34 cm 
Col. FASVS 
Catálogo da exposição (26 de Abril a 3 de Junho de 2007)
Vieira Da Silva : catalogue raisonné

Guy Weelen; Jean-Francois Jaeger; Virginie Duval; Jean Luc Daval; Diane Daval Béran
Genève : Skira, 1994

"Vieira da Silva nas colecções internacionais"
Catálogo da exposição (4 de Novembro de 2004 a 30 de Janeiro de 2005)
"Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva: 20 anos"
Inauguração da exposição (30 de Outubro de 2014 a 25 de Janeiro de 2015)
Foto. MTG
"Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva: 20 anos"
Exposição (30 de Outubro de 2014 a 25 de Janeiro de 2015)
Decoração para a sacristia da capela do Palácio de Santos, Lisboa
Vieira da Silva, 1983
óleo s/ madeira
100 x 81 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Decoração para a sacristia da capela do Palácio de Santos, Lisboa
Notre Dame du Rosaire
Vieira da Silva, 1983
óleo s/ cartão
26 x 18 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
A poesia está na rua I
Vieira da Silva, 1975

Cartaz editado pela Fundação Calouste Gulbenkian para comemorar o 25 de Abril de 1974, a partir de uma têmpera da artista.
Vieira da Silva e Manuel Cargaleiro, 1957
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Maria Helena Vieira da Silva
[Yèvre-le-Châtel?], 1972
Foto. Ursula Zangger
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Tête d'homme
Arpad Szenes, 1911-1926
Carvão s/ papel
30 x 23 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
UNESCO - La paix
Vieira da Silva, 1986
Litografia. E.A. 4/20
45 x 37 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Elègie pour Léopold Sedar Senghor
Vieira da Silva, 1978
litografia
31 x 22 cm
Col. Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva 

As quatro litografias de Vieira da Silva foram realizadas em colaboração com o Atelier Bellini.
Méditerranée
Vieira da Silva, 1980
serigrafia
36 x 22 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Sept portraits
Maria Helena Vieira da Silva, 1975
água-tinta a açucar s/ cobre
30 x 22 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Sept portraits
Maria Helena Vieira da Silva, 1975
água-tinta a açucar s/ cobre
26 x 16 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes, atelier de La Maréchalerie, Yèvre-le-Châtel, 1972
Foto. Ursula Zangger
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Ilustração para Troisième lexique
Arpad Szenes, 1973
ilustração para Troisième lexique de Jean Grenier (Ed. Galanis), p. 33
tinta s/ papel
17 x 10 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Guy Weelen, embaixador de França e Victor de Sá Machado
Exposição de Arpad Szenes na Fundação Calouste Gulbenkian, 1972
Foto. Carlos Coelho da Silva
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Les bains célestes
Arpad Szenes, 1981
Ilustração para obra de Jacques Bussy
22 x 7 cm
água-tinta a açúcar s/ cobre
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vernissage da exposição de Arpad Szenes na Fundação Gulbenkian, Paris, 1983
José-Augusto França e Maria Helena Vieira da Silva
Col. Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva, Paris
Exposição do centenário de nascimento de Arpad Szenes
Guimarães Lobato, Guy Weelen e José Sommer Ribeiro
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1997
Col. Particular, Paris 
Exposição do centenário de nascimento de Arpad Szenes
José Sommer Ribeiro e Guy Weelen
Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Lisboa
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Exposição Arpad Szenes: obras da Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva
1 de Março a 17 de Junho de 2007
Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Exposição de Arpad Szenes, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Maria de Jesus Barroso, Guy Weelen e Robert Gulbenkian
Foto. Júlio Almeida
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Exposição de Arpad Szenes, Galerie Alice Pauli, Lausana
Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes com Alice e Pierre Pauli e o filho, 1965
Col. Particular
Exposição Homenagem a Arpad e Vieira
Abbaye de Beaulieu - Centre d'art contemporain
Xavier Krebs, Guy Weelen, P. Brache, Geneviève Bonnefoi e J.C. Colle
Foto. Artigas
Col. Particular, Paris 
Exposição "Arpad Szenes Lumière-Portugal"
Centro Cultural Português Calouste Gulbenkian, Paris, 1986
Vieira da Silva e Dora Vallier
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Exposição "Arpad Szenes - Luz . Portugal"
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1987
Maria Helena Vieira da Silva e Mário Cesariny
Col. Particular, Paris
Condecoração
Vieira da Silva é reconhecida com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e simultaneamente é oferecido a Arpad Szenes o diploma que lhe confere, a título póstumo, o grau de Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Foto. Júlio Almeida.
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
 
Mon père, ma mère
Arpad Szenes, 1916
lápis s/ papel
32 x 22 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Mon père à califourchon
Arpad Szenes, c. 1911
lápis s/ papel
32 x 23 cm 
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, anos 30
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva, rue de l' Abbé Carton, Paris
Foto. Willy Maywald
Col. Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva, Paris
Vernissage, Galeria Jeanne Bucher, Paris
François Miterrand, Mário Soares, Vieira da Silva e Maria Barroso, 1986
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Le banquet de Arpad Szenes
Guy Weelen, Editions La Différence, Paris, 1981
Inauguração da exposição na Fundação Calouste Gulbenkian, 1988
A exposição é inaugurada no dia 13 de Junho, 80.º aniversário da pintora. É-lhe conferida a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
Robert Gulbenkian, Vieira da Silva, José e Madalena Azeredo Perdigão e o Presidente da República Mário Soares.
Foto. Júlio Almeida
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Exposição no Musée National d'Art Moderne, Paris, 1969
Jean Leymarie, Maria Helena Vieira da Silva e Sonia Delaunay
Foto. André Morain 
Col. Particular 
Exposição na Fundación Juan March, Madrid, 1991
[?] e Guy Weelen
Col. particular, Paris 
Exposição "Vieira da Silva, Arpad Szenes ou O castelo surrealista", 1984
Galeria EMI - Valentim de Carvalho, Lisboa
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Exposição "Vieira da Silva, Arpad Szenes ou O castelo surrealista", 1984
Mesa redonda sobre Arpad Szenes na Galeria EMI-Valentim de Carvalho: Mário Cesariny, Maria Elisa, [??], [??]
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Exposição na Galerie Pierre Loeb, Paris, 1955
Andre Lanskoy e Jean-François Jaeger
Foto. Luc Joubert
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Vernissage de exposição [Galerie Jeanne Bucher?], 1960
Anton Prinner, Vieira da Silva, Dr. Gran e Jeanne Billard
Col. Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva 
Vieira da Silva e Arpad Szenes, Lisboa, anos 30
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva com amigos na praia
Anos 30 (?)
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vista de Lisboa
Carlos Botelho, 1981
serigrafia
50 x 66 cm
Col. FASVS
Vista de Lisboa
Carlos Botelho, 1979
serigrafia
45 x 56 cm 
Col. FASVS
Família materna de Maria Helena Vieira da Silva
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

João Joaquim e Maria Matilde da Silva Graça com... continuar a ler 
Arpad Szenes e Alberto de Lacerda

La Marechalerie, Yèvre-le-Châtel, s.d.
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Apesar da diferença de idades, Alberto de Lacerda foi... continuar a ler 

Visita a favela

Rio de Janeiro, 1941
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Vieira da Silva e Arpad Szenes refugiaram-se no Brasil... continuar a ler

Vieira da Silva e Arpad Szenes com amigos

Santa Tereza, Brasil, 1946
Foto. Salomão Scliar
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Apesar do contexto e das dificuldades... continuar a ler

Arpad Szenes com amigos

Paris, 1959
Foto. Lionel le Bouler
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Num jantar de amigos num qualquer restaurante da Place... continuar a ler 

Maria Helena Vieira da Silva, Arpad Szenes e Apel•les Fenosa

La Marechalerie, Yèvre-le-Châtel, 1962
Foto. Nicole Fenosa
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

De origem catalã, foi em Paris que Apel·les Fenosa conheceu... continuar a ler

Vieira da Silva com o casal Cargaleiro e Rosário Oliveira

Atelier da rue de l'Abbé-Carton, Paris, 1987
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Manuel Cargaleiro conheceu os Szenes em 1954 em Lisboa... continuar a ler

Vieira da Silva e Arpad Szenes com amigos

Paris, 1962
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

No restaurante da Torre Eiffel, Maria Helena e Arpad celebram... continuar a ler

Vieira da Silva e Arpad Szenes com amigos

1970
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Pierre e Kathleen Granville são nomes incontornáveis... continuar a ler

Maria Helena Vieira da Silva e Maria Barroso

Galeria 111, Lisboa, 1990
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva 

“Conheci Maria Helena Vieira da Silva... continuar a ler
Arpad Szenes
Marie-Hélène au travail, 1940
tinta s/ papel
21 x 31 cm
Col. Fundação Arpad Szenee-Vieira da Silva
Arpad Szenes
Le couple, c. 1933
guache s/ papel
26 x 16 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva
Rue de la Glacière, 1954
caneta de feltro e guache s/ papel 
24 x 31 cm
Col. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Vieira da Silva
Souvenirs de Cecília, 1940-1947
tinta da China s/ papel
24 x 17 cm
Col. Fundação arpad Szenes-Vieira da Silva 
Longos Dias Têm Cem Anos - Presença de Vieira da Silva
Agustina Bessa-Luís, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1982
Sem título
Mário Cesariny, 1964
colagem s/ papel
50 x 64,80 cm 
Col. FASVS 
Pássaro serapilheira
Costa Pinheiro, 1957
tinta da China, lápis de cera e serapilheira s/ papel 
31,50 x 23,50 cm
Col. FASVS
Sem título [Estudo para os Biombos da Sala do Japão, no Pavilhão dos Portugueses no Mundo]
Mily Possoz, 1940
grafite (pierre noire) s/ papel
36,40 x 39,50 cm
Col. FASVS 
Sem título
João Vieira, s.d.
guache s/ papel
22,20 x 17,80 cm
Col. FASVS 
Cafetaria

VIEIRA CAFÉ por SAM

Venha conhecer!

LOCALIZAÇÃO
FUNDAÇÃO / MUSEU
Praça das Amoreiras, 56
1250-020 Lisboa - Portugal

GPS  38.7220339, -9.1556681


CASA - ATELIER VIEIRA DA SILVA
Alto de São Francisco, 3
1250-096 Lisboa - Portugal

GPS  38.722115,-9.155045
CONTACTOS
T +351 213 880 044 / 53 / 213 841 490 
+351 213 880 039   

Email:
fasvs@fasvs.pt
         casa-atelier@fasvs.pt

Facebook:
 https://www.facebook.com/FASVSmuseu
HORÁRIO
Terça a Domingo
10h00 às 18h00

ENCERRADO: Segundas-feiras e feriados
COMO CHEGAR

Autocarros: 706 / 709 / 713 / 758 / 720 / 727 / 738 / 774 (Largo do Rato); 723 (Amoreiras)
Metro: Estação do Rato

PREÇO
Ingresso: 5€

GRATUITO: Jovens até 12 anos | APOM / ICOM / ICOMOS / AICA | Imprensa | Domingos até às 14h00 para cidadãos residentes em Portugal

DESCONTO 50%: Estudantes | Reformados | Professores | Lisboa Card
VISITAS GUIADAS
Terça a Domingo, entre as 10h00 e as 17h00,
com marcação prévia
ACESSIBILIDADES
Acesso para pessoas com mobilidade reduzida
Visitas Guiadas
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Escolas
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Escolas e Cartão Professor Amigo

A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva promove visitas guiadas à colecção do Museu e às exposições temporárias, de Terça a Domingo, entre as 10h00 e as 17h30.

Temas: a pintura de Arpad Szenes; a pintura de Vieira da Silva; o edifício – a sua arquitectura, a sua história e a sua conversão a museu.

Todas as actividades requerem marcação prévia através do preenchimento da ficha online.

Algum material de apoio pré ou pós visita pode ser obtido aqui

Preçário:
Escolas 
Públicas - Ensino Básico e Secundário (mediante apresentação de credencial)
com visita guiada | 1 euro/aluno | mínimo 15 e máximo 30 alunos
sem visita guiada | gratuito

Universidades e Escolas Privadas (mediante apresentação de credencial)
com visita guiada | 3€ /aluno | mínimo 15 e máximo 30 alunos
sem visita guiada | bilhete de estudante

Os professores acompanhantes não pagam.

Pré-Escolar e 1º Ciclo

Um Museu de Mistérios

Participa e descobre os cantos e recantos do Museu da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva. Para ultrapassar os vários desafios e encontrar o misterioso quadrado desaparecido, todos os teus sentidos têm de estar em alerta. Preparado para esta nova aventura no Museu?

Concepção e Orientação: Renato Santos
Duração: 90 minutos
Público-alvo: 5 – 10 anos
Mín. 15 / Máx. 30 participantes
5€ / participante
Mediante marcação prévia

FAZ Futuro | Colectivo de Jovens do Museu

O FAZ Futuro é um grupo de jovens (15-30 anos) com diferentes percursos e de diversas áreas, cujo interesse comum é estarem envolvidos na programação do museu. O grupo é aberto a novos membros e o envolvimento de cada um é flexível. Veja o vídeo de testemunhos que os jovens do colectivo filmaram e conheça melhor o projecto FAZ Futuro.


O projecto pretende apoiar e dar oportunidades a jovens para que possam:

      - Trabalhar em colaboração com artistas, designers, arquitectos, ilustradores, fotógrafos, realizadores de cinema;

      - Conhecer profissionais altamente qualificados, dentro e fora do sector cultural, em contextos de conversa informal, permitindo-lhes perceber as particularidades das diferentes carreiras;

      - Desenvolver não só competências artísticas mas também competências práticas de organização, comunicação e empreendedorismo;

      - Participar na programação do Museu, planear e organizar actividades e eventos que abram o museu a públicos jovens e desenvolver redes sociais, blogs, apps, etc.

No âmbito do projecto acontecem regularmente:

      - Conversas com Eles, encontros informais 
na Casa-Atelier Vieira da Silva, com convidados de diversas áreas, de modo a dar a conhecer o seu trabalho, percursos e experiências profissionais.
Aberto a todos os interessados.
Conheça aqui com quem já conversámos.

      - Conversas Connosco, encontros entre os membros do FAZ Futuro | Colectivo de Jovens do Museu com os visitantes da Fundação para visitas breves a obras da colecção do Museu ou a exposições temporárias. Tendo como ponto de partida as perspectivas e interesses pessoais dos jovens que orientam as visitas, as “Conversas” têm entrada livre e são abertas ao público em geral.
As “Conversas Connosco” têm encontro no Museu, em eventos especiais da Fundação e duram aproximadamente 25-30 minutos.
Aqui pode ficar a saber sobre o que já conversámos. 

      - Conversas no Atelier, encontros com artistas nos seus locais de trabalho - os seus ateliers, para dar a conhecer ao Colectivo ambientes e normas de trabalho, assim como motivar o diálogo com os artistas na sua zona de conforto e de inspiração.
Veja aqui alguns dos ateliers visitados.

      - Co-organização e promoção de eventos, de eventos de cariz científico a outros mais informais, o FAZ Futuro tem organizado, autonomamente ou em parceria com o Museu, iniciativas variadas. 
Consulte o histórico desses eventos aqui.

      - Reuniões do grupo, para co-programação e preparação de actividades e eventos na Fundação.

A programação do FAZ Futuro é apoiada pela Fundação Millenium BCP. 

Notas:

A participação é gratuita, os membros do grupo podem vir de qualquer área de estudo, não precisam de ter escolaridade obrigatória, nem de estar a estudar ou a trabalhar.
O projecto está ainda numa fase inicial, por isso a regularidade das reuniões e o nível de envolvimento de cada um podem ainda ser discutidos.

Para mais informações sobre o projecto, contactar:
Inês Eva
Email: fasvs@fasvs.pt

  3be6c36e497cdfbcd63f1cb1ed5bef7e_100_100_2  FAZ Futuro

*Casa-Atelier Vieira da Silva
Alto de São Francisco, nº 3, Lisboa (junto à Praça das Amoreiras)
O que é o Cartão Professor Amigo?
Com esta ideia recente e inovadora a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva pretende demonstrar o seu reconhecimento pela iniciativa e vontade, e nalguns casos fidelidade, dos professores portugueses que visitam o nosso Museu ano após ano, mantendo desse modo, a FASVS no seu programa curricular.
O Cartão Professor Amigo vem assim reforçar este elo entre a instituição cultural e a sociedade civil, nomeadamente escolar, tornando mais acessível a visita deste público tão especial e simultaneamente proporcionando ao professor novas e melhores condições para que da visita ao Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva os seus alunos tirem o máximo proveito possível.

Nesse sentido, são várias as vantagens que a subscrição do novo Cartão Professor Amigo traz:
      - subscrição isenta de quaisquer custos e disponível on-line;
      - validade ilimitada do Cartão Professor Amigo;
      - entrada gratuita no Museu para o titular do Cartão Professor Amigo;
      - integração na mailling list do Museu, para que esteja sempre a par dos eventos e actividades oferecidas;
      - convite para a inauguração de exposições temporárias.

O professor tem desconto de 20% na aquisição de edições da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.
     
Para beneficiar de todas estas condições basta apresentar o seu Cartão Professor Amigo, pessoal e intransmissível.
Para requisitar o seu cartão basta preencher o formulário aqui
Visitas Guiadas
A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva disponibiliza ao público visitas orientadas à colecção do Museu e às suas exposições temporárias, de Terça a Domingo, entre as 10h00 e as 17h30.

As visitas são realizadas por monitores com formação em áreas diversas, consoante o tipo de visita: da história da arte às artes plásticas, da prática lúdica ao desenvolvimento psicomotor, e salvo informação em contrário requerem marcação prévia através do preenchimento da ficha online.


ADULTOS / PÚBLICO GERAL

 Visitas orientadas para grupos

Visitas orientadas às exposições temporárias e / ou à colecção do Museu.

Para o público de língua estrangeira são realizadas visitas guiadas em inglês. Grupos de outras nacionalidades, desde que acompanhados por tradutores, podem igualmente solicitar a marcação de visitas guiadas às exposições.

Requisitos
visita guiada | marcação prévia | 5€ /pessoa | mínimo 15 e máximo 30 pessoas
sem visita guiada | 2,50€ /pessoa | mínimo 20 pessoas 

 

ESCOLAS

Escolas Públicas - Ensino Básico e Secundário (mediante apresentação de credencial)
com visita guiada | 1 euro/aluno | mínimo 15 e máximo 30 alunos
sem visita guiada | gratuito

Universidades e Escolas Privadas (mediante apresentação de credencial)
com visita guiada | 3€ /aluno | mínimo 15 e máximo 30 alunos
sem visita guiada | bilhete de estudante

Os professores acompanhantes não pagam.


 

Conversas Connosco

2015
14 Janeiro   ||    17h00

20 anos da FASVS
por Pedro Osório e Paula Silva



2014
11 Dezembro   ||   17h00

Os ateliers de Vieira
por Teresa Costa e Teresa Pinheiro

 

26 Novembro    ||   17h00

20 anos da FASVS
por Pedro Osório

 
9 Outubro    ||   17h00

Da Pintura para os fios
por Beatriz Chagas, Daniela Guerra e Inês Jorge

 

25 Setembro    ||   17h00

As Cidades de Vieira
por Joana Larsen e Guilherme Matos

 

21 Agosto    ||   17h00

Tapeçarias de Portalegre
por Pedro Osório e Inês Jorge

24 Julho    ||   17h00

Da pintura para os fios

por Inês Jorge, Beatriz Chagas e Daniela Guerra


13 Junho   ||   Vieira da Silva em Festa   ||   13h00 - 18h00

Le métro, casal Vieira e Arpad
por Beatriz Uva e Pedro Osório

Da Pintura para os fios
por Inês Jorge, Beatriz Chagas e Daniela Guerra

Cidades de Vieira
por Joana Larsen e Guilherme Matos

Arpad Szenes
por Margarida Almeida e Filipa Serrano

Atelier Lisbonne
por Teresa Costa e Mónica Medeiros

Vieira da Silva e Lourdes Castro
por Inês Marques e Beatriz Medori



22 Maio    ||   17h00

Da pintura para os fios
por Inês Jorge, Beatriz Chagas e Daniela Guerra


17 Maio   ||   Noite dos Museus    ||   18h00 - 21h00

Cidades de Vieira
por Joana Larsen e Guilherme Matos

Le métro
por Beatriz Uva e Pedro Osório

Da pintura para os fios
por Inês Jorge, Beatriz Chagas e Daniela Guerra

Atelier Lisbonne
por Teresa Costa e Mónica Medeiros


24 de Abril    ||   17h00

Vieira da Silva e Lourdes Castro
por Inês Marques e Beatriz Medori

 

FESTAS DE ANIVERSÁRIO
Celebre o aniversário dos seus filhos no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva. 

Temos soluções para crianças dos 3 aos 12anos:

Um museu de mistérios
Na casa de Vieira da Silva
 
O programa inclui visita-jogo, oficina e lanche no Vieira Café, e claro, muita animação!

Peça mais informações aqui.

Conversas Com Eles

13 Maio 2015 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Anabela Mota Ribeiro
Formada em Filosofia, Anabela Mota Ribeiro é jornalista sendo a entrevista o género a que mais se dedica. Colaborou com diversos jornais e revistas, escrevendo actualmente para o Público e Jornal de Negócios, e foi também autora e apresentadora de programas de televisão e rádio.


11 Março
 2015 18h30

Encontro na Fundação MillenniumBCP

R
aquel Henriques da Silva

Curadora da exposição Pintura Modernista. Colecção Millennium bcp



11 Fevereiro 2015
 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Vasco Araújo
Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (1994-99), Vasco Araújo complementa a sua formação inicial com o Curso Avançado em Artes Plásticas da Maumaus, Escola de Artes Plásticas e Fotografia (1999-2000). Em 2002, realiza a sua primeira exposição individual, na Galeria César (actual Filomena Soares), em Lisboa, participando, desde 1999, em várias exposições colectivas, nacionais e internacionais. 

António Homem
Curador da exposição SONNABEND | Paris – New York (FASVS, Fevereiro – Maio 2015) e director da Galeria Sonnabend em Nova Iorque. 



14 Janeiro 2015
 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Filipa Oliveira
Nasceu em Lisboa, em 1974, tem um mestrado em História de Arte Contemporânea do Goldsmiths College em Londres. Recentemente, foi curadora convidada do Projeto Satélite no Jeu de Paume (Paris). Comissariou, entre outras, as seguintes exposições: "Guardi: A Arte da Memória”, CCB, Lisboa (2003); "Sete Artistas ao Décimo Mês”, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2008); um projecto curatorial com Miguel Amado para a Frieze Art fair 2009 denominado Impossible Exchange assim como uma exposição antológica da Helena Almeida no Kettle's Yard em Cambridge intitulada "Inside Me”. Ainda com Miguel Amado comissariou The Unsurpassable Horizon, No Soul for Sale – A Festival of Independents, na Tate Modern em Londres.

 

11 Dezembro 2014 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Eduardo Salavisa
Nasceu em Lisboa onde vive e trabalha. Andou pela Escola de Belas Artes de Lisboa onde se licenciou em Design de Equipamento por volta de 1980. Trabalhou em Design Industrial, concebendo algumas peças que depois eram produzidas, em reduzido número, e comercializadas. As que lhe deram mais gozo foram uns brinquedos de madeira. Fez algumas exposições, de pintura e de desenho, sendo sobretudo o desenho que o interessa pelo seu carácter experimental e por ser mais um processo que um resultado. Por esta razão começou a interessar-se pelos Diários de Viagem, ou Gráficos, pelo registo sistemático do quotidiano, pelo seu carácter lúdico e simultaneamente didáctico. É professor no ensino secundário na Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa. Além de fazer o seu próprio Diário, não só em viagem mas quotidianamente, estuda os de outros autores, utilizando-os nas suas aulas e nas de outros professores.

 

26 Novembro 2014  18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Catarina Botelho
Catarina Botelho é artista plástica a viver e trabalhar em Lisboa. Licencia-se em pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 2004 e posteriormente realiza vários cursos de especialização em fotografia. Para além da sua actividade enquanto artista trabalha como fotografa free lancer e colabora regulamente com instituições ligadas à arte contemporânea, realizando ateliers e workshops.

 

13 Novembro 2014 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Ana Vidigal
Nasceu em Lisboa, em 1960. Pintora, termina o Curso de Pintura da ESBAL, em 1984. Expõe individual e colectivamente desde 1981, em Portugal e no estrangeiro. Bolseira da FCG entre 1985-1987, fez um estágio de Gravura em Metal com Bartolomeu Cid, Casa das Artes de Tavira (1989). Pintora residente do Museu de Arte Contemporânea – Fortaleza de São Tiago, Funchal (1998/1999). Em 1995 e em 2002 foi convidada pelo Metropolitano de Lisboa para criar painéis de azulejos para as estações de Alvalade e Alfornelos. Em 1997, a convite do Instituto Português do Património Arquitectónico, e integrada no projecto “Um Artista, um Monumento”, criou uma chávena em porcelana. Ilustrou o livro de poemas infantis “Como quem diz”, de António Torrado, publicado pela Assírio e Alvim, em 2005. Residência Ifitry Marrocos 2013. A sua obra encontra-se representada em inúmeras colecções públicas e privadas.

 

9 Outubro 2014 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Abraham Hurtado
Abraham é um dos primeiros artistas em residência na Casa-Atelier Vieira da Silva, onde está a desenvolver com Vania  Rovisco e Jochen Arbeit uma vídeo performance instalação.Esta conversa é uma oportunidade para ouvir mais sobre o trabalho que está a ser desenvolvido nesta residência artística, bem como sobre o trabalho individual de um performer e artista visual. Abraham Hurtado tem colaborado com diversos artistas internacionais nas áreas da dança e do teatro. No seu trabalho explora as noções de presença e espaço, a multiplicidade de contextos e de públicos e como estes intervém na percepção-recepção do trabalho proposto. Juntamente com Vânia Rovisco e Jochen Arbeit, Abraham é um dos fundadores da plataforma Aadk em Berlim, um projecto curatorial que convida artistas nas áreas da performance, instalação, música, literatura, vídeo arte,… e que tem apresentado trabalho por todo o mundo. Desde 2012 é também Director Artístico do Centro Negra, espaço de investigação e criação contemporânea em Blanca, Murcia, Espanha. (Mais informações emwww.fakelessproject.comwww.aadk.es).

O resultado da residência será apresentado a 7 e 8 Outubro, 18h-21h na Casa-Atelier e na inauguração da exposição temporária no Museu, no dia 30 de Outubro a partir das 19:30.


11 Setembro 2014 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Maestrina Joana Carneiro
Nascida em Lisboa, Joana Carneiro formou-se em Direcção de Orquestra da Academia Nacional Superior de Orquestra. Concluiu o seu Mestrado em Direcção de Orquestra pela Universidade de Northwestern e prosseguiu estudos de doutoramento na Universidade de Michigan. Recebeu o prémio Helen M. Thompson 2010, da League of American Orchestras  American Symphony Orchestra League, destinado a reconhecer directores musicais com potencial extraordinário. Recebeu, em Julho de 2010, o prémio D. Antónia Adelaide Ferreira e, em Novembro de 2010, o prémio Amália de Música Erudita. Em Março de 2004, Joana Carneiro foi agraciada com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República Jorge Sampaio.
Actualmente é Directora Musical da Sinfónica de Berkeley em 2009. Em Portugal, é Maestrina Titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa, no Teatro Nacional de São Carlos; Maestrina Convidada da Orquestra Gulbenkian e Directora Artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra (Orquestra de Jovens) da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

7 Agosto 2014 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Vivoeusebio
Como se forma um colectivo de design e quais os desafios a enfrentar?

Vivóeusébio é um colectivo de design fundado em 2006 e sediado em Lisboa e Londres. Tem desenvolvido projectos nas mais diversas áreas do Design de Comunicação, com especial incidência na área editorial e print design - livros, revistas, posters, flyers, etc.
www.vivoeusebio.com
Esta conversa pretende ser um momento informal de partilha de experiências profissionais e discussão de ideias.



10 Julho 2014 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

António Pereira
Quais os desafios de montar uma exposição e de manter um museu e as suas obras? António Pereira foi ajudante, motorista e cozinheiro de Vieira da Silva em Paris. Veio para Lisboa para trabalhar na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e hoje é o responsável pela montagem das exposições e pela manutenção do espaços do museu.

Esta conversa pretende ser um momento informal de partilha de experiências profissionais e discussão de ideias.



22 Maio 2014 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

João Pinharanda
João Pinharanda é programador cultural da Fundação EDP e comissário da exposição de Cruz Filipe Ficções. Luz do Ártico na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva (23 Abril – 19 Junho).

 

10 Abril 2014 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva
António Gomes de Pinho

Quais os desafios e oportunidades na gestão de um museu? Esta conversa pretende ser um momento informal de partilha de experiências profissionais e discussão de ideias sobre museus e públicos jovens. António Gomes de Pinho é Presidente do Conselho de Administração da FASVS.



13 Março 2014 18h30
Casa-Atelier Vieira da Silva

Vânia Rovisco
Uma oportunidade de conhecer o trabalho, percursos e experiências da artista. Vânia Rovisco esteve integrada na companhia Meg Stuart/Damaged Goods entre 2001 e 2007. Iniciou o seu próprio percurso em 2006, colocando o corpo no contexto da galeria de arte e frequentemente dá formação e faz direcção de movimento para peças. Vânia é co-fundadora da plataforma Aktuelle Arquitektur der Kultur, AADK, existente na Alemanha, Espanha e Portugal. Em Lisboa, administra em conjunto com a Máquina Agradável a residência artística Demimonde.

 

27 Fevereiro 2014 18h
Casa-Atelier Vieira da Silva

Yonamine e Sofia Pidwell
Uma oportunidade de conhecer o trabalho, percursos e experiências dos dois artistas que trabalharam juntos as mesmas telas agora em exposição na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Mais informação sobre os artistas em www.yonamine.org / www.sofiapidwell.com.
Conversas no Atelier
1 de Julho de 2015
Atelier de Jorge Martins
Campo de Ourique

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Atelier, Lisbonne, 1934-1936

PINTO O QUE NÃO EXISTE COMO SE EXISTISSE...

Este era o lema de trabalho da artista portuguesa Maria Helena Vieira da Silva. Mas como é possível pintar uma coisa que não existe? Participa e descobre como a tua imaginação é a chave para o sucesso deste desafio.

Duração: 90 min.
Mínimo participantes: 12
Máximo participantes: 25
Preço: 4,00 €/ participante

PINTO O QUE NÃO EXISTE COMO SE EXISTISSE...

Este era o lema de trabalho da artista portuguesa Maria Helena Vieira da Silva. Mas Como é possível pintar uma coisa que não existe? Participa e descobre como a tua imaginação é a chave para o sucesso deste desafio.

Duração: 90 min.
Mínimo participantes: 12
Máximo participantes: 25
Preço: 4,00 €/ participante

EVENTOS
Inscrições:
A inscrição nas actividades e eventos promovidos pela Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, pode ser feita através:
     - do formulário apropriado disponibilizado on-line;
     - do e-mail sofiasutre@fasvs.pt;
     - do número de telefone 213880044 / 53.
Não sendo necessária inscrição prévia, a participação no evento ou na actividade está sujeita à lotação da sala em que o mesmo decorrerá.
Qualquer inscrição está sujeita às vagas existentes para cada actividade ou evento, variando consoante o caso.
Em casos excepcionais podem ser criadas listas de espera para inscrição em actividades e eventos, cujas vagas disponibilizadas serão comunicadas aos interessados até às 17h00 do último dia útil anterior à actividade / evento.
Todas as inscrições para actividades ou eventos a realizar na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, garantem entrada gratuita no Museu no dia em que decorre a respectiva actividade ou evento.

Preços e formas de pagamento:
Sempre que a actividade ou o evento for pago, o valor estará devidamente assinalado junto à sua descrição, do mesmo modo que é assinalado sempre que seja gratuito. Consoante o tipo da actividade, o pagamento é feito na bilheteira do Museu ou directamente ao guia / monitor da actividade, no próprio dia em que decorre a actividade ou o evento.
Determinados eventos, gratuitos por si mas por serem dirigidos ao visitante do Museu, requererem o pagamento do ingresso no Museu.

Realização da actividade / evento:
A realização das actividades pode estar dependente do número de inscrições, sendo nesse caso exigido um número mínimo de participantes, variável consoante a actividade.
Por motivos imprevistos, alheios ou não à Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, todo e qualquer evento ou actividade anunciada está sujeito a alterações, seja no seu programa, calendário ou horário.

Desistências e devoluções:
No caso de desistência, pede-se que a mesma seja comunicada com a maior brevidade possível para os contactos anteriormente indicados.
De acordo com a modalidade de pagamento, já indicada, não são aplicáveis devoluções do valor da inscrição.
Michael Biberstein | Estudos para um Céu

Michael BIBERSTEIN
Estudos para um Céu. Igreja de Santa Isabel
17 Julho a 11 Setembro 2016

 

Michael Biberstein deixa inacabado o trabalho que vinha a desenvolver nos últimos quatro anos: um céu de 900 m2 para o    tecto da Igreja de Santa Isabel (1742), em Lisboa, quando morre subitamente em Maio de 2013. É então criado um comité artístico cuja finalidade é terminar aquele que será doravante designado como O Céu de Mike. Graças ao empenho da Appleton e Domingos Arquitetos, ao apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e da Galerie Jeanne Bucher Jaeger, de Paris, às doações de numerosos mecenas internacionais  bem como à colaboração da Factum Arte, O céu de Mike pode inaugurar em Lisboa, em 19 de Julho de 2016. Em paralelo com a abertura ao público da Igreja de Santa Isabel e do respectivo tecto pintado, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, em colaboração com a Galerie Jeanne Bucher Jaeger, organiza uma apresentação intitulada Estudos para um Céu, onde se podem ver os estudos do artista para o tecto da   igreja, obras sobre papel inéditas, e a maqueta do interior da Igreja de Santa Isabel à escala 1:75, executada pela Appleton e Domingos Arquitetos.

 

A igreja de Santa Isabel, na freguesia de Santa Isabel em Lisboa, é como uma pedra preciosa guardada dentro de uma caixa escura com uma sombria tampa cinzenta. A luz que entra pelas janelas é largamente absorvida pelo tecto preto-mate, o que visualmente torna o espaço muito pesado, impedindo-o de respirar e desenvolver visualmente o volume desejado.
De facto, a primeira impressão que o visitante tem é um pouco deprimente – sem dúvida o oposto do que era e é pretendido […].

O meu objectivo seria o de completar a intenção original do projecto arquitectural, substituindo o sufocante manto cinzento por um céu aberto. O espaço tornar-se-á muito mais acolhedor e forte e será mais apelativo à meditação. Em vez da presente cobertura sombria e fria, terá uma jubilante abertura para um céu cósmico.

As cores do tecto ecoarão e complementarão as utilizadas nas paredes e continuarão a abrir-se de cores mais frias para mais quentes, talvez com um retorno final a um azul índigo para o mergulho no espaço profundo.

 

Michael Biberstein (excerto do texto de 2010, in http://ceusantaisabel.blogspot.pt
SOLISTAS DA METROPOLITANA | TEMPORADA 2016 - 2017

13 MAIO 2017

Haydn, Britten

J. Haydn Quarteto de Cordas Op. 76/1

B. Britten Quarteto de Cordas N.º 2, Op. 36

Solistas: Alexêi Tolpygo, Ágnes Sárosi (violinos), Irma Skenderi (viola), Nuno Abreu (violoncelo)




JÁ PASSOU:

5 NOVEMBRO 2016

Quatro Estações... Dois hemisférios

A. Vivaldi As Quatro Estações (arr. Roman Alexeev)

A. Piazzolla Quatro Estações Portenhas (arr. Roman Alexeev)

 Solistas: Diana Tzonkova (violino), Ercole de Conca (contrabaixo)

17 DEZEMBRO 2016

Beethoven, Mozart

L. v. Beethoven Serenata para Trio de Cordas, Op. 8

W. A. Mozart Divertimento para Trio de Cordas, KV 563 

Solistas: Carlos Damas (violino), Andrei Ratnikov (viola), Jian Hong (violoncelo)

4 FEVEREIRO 2017 | CANCELADO

Sonatas para Violino de J. S. Bach (I)

J. S. Bach Sonata N.º 1 em Si Menor, BWV 1014

J. S. Bach Sonata N.º 2 em Lá Maior, BWV 1015

 J. S. Bach Sonata N.º 3 em Mi Maior, BWV 1016

Solistas: Elena Komissarova (violino), José Carlos Araújo (cravo)

 

18 FEVEREIRO 2017

Dalla Russia con amore

M. Mussorgsky Uma Noite no Monte Calvo (arr. Roman Alexeev)

M. Mussorgsky Quadros de uma Exposição (arr. Roman Alexeev)

Solistas: Diana Tzonkova (violino), Ercole de Conca (contrabaixo)

8 ABRIL 2017

Obras  para Cravo de J. S. Bach

J. S. Bach Fantasia Cromática e Fuga em Ré Menor, BWV 903 

J. S. Bach Sonata em Ré Menor, BWV 964

J. S. Bach Adagio em Sol Maior, BWV 968

J. S. Bach Tocata em Sol Maior, BWV 916

J. S. Bach Tocata em Mi Menor, BWV 914


Cravo: José Carlos Araújo 

OUVER JAZZ | Sessões sobre jazz com José Duarte

OUVER JAZZ
Sessões sobre Jazz com José Duarte em quatro fins de tarde
no Auditório do Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva
Praça das Amoreiras, 56

2, 9, 23 e 30 de Novembro de 2016
18h00
Entrada 5 euros

 

O Jazz, como tudo nesta vida, precisa de saber ser ouvido
Em 1957 co-fundei com o glorioso resistente Raul Calado o ‘Clube Universitário de Jazz’, associação que a polícia na época fechou.
Resistente fui para a Rádio, para falar a quem me queria ouvir com discos e falas.
Há 50 anos comecei com ‘Cinco Minutos de Jazz’
hoje a missão ainda não está cumprida.
Em  1956 no programa 'O jazz, esse desconhecido' da Rádio Universidade já lutava pela aceitação desta Arte musical negra norte-americana.

Viva o jazz e quem o apoiar.

José Duarte

2.ª sessão 9 NOVEMBRO 2016

Art Blakey & The Jazz Messengers
Lee Morgan – trompete
Benny Golson – sax tenor
Bobby Timmons – piano
Jymie Merritt – contrabaixo
Art Blakey – bateria
em ‘Moanin’ (Bobby Timmons)
Gravação 30 outubro 1958


Albert Ayler – saxalto
Donald Ayler – trompete
Alan Silva – contrabaixo
Milford Gaves – bateria
em ‘Love Cry’ (Albert Ayler)
Gravação 11 agosto 1967


Art Tatum – piano
Red Callender – contrabaixo
Jo Jones – bateria
em ‘Just one of those things’ (Cole Porter)
Gravação 27 janeiro 1956


Art Ensemble of Chicago
Lester Bowie – trompete
Joseph Jarman – sopros
Roscoe Mitchell – sopros
Malachi Favors – contrabaixo
Don Moye – bateria
em ‘Cyp’ (Roscoe Mitchell)
Gravação maio 1978

Sonny Rollins and the Big Brass
Sonny Rollins – sax tenor
John Lewis – piano
Percy Heath – contrabaixo
Connie Kay – bateria
em ‘Doxy’ (Sonny Rollins)
Gravação 3 agosto 1958

 

Vídeo
 Winton Marsalis trompete & The Jazz Messengers em ‘My Ship’ (Kurt Weil/Ira Gershwin)


 

1.ª sessão 2 NOVEMBRO 2016

‘Hot Five’
Louis Armstrong – voz e trompete

Kid Ory – trombone
Johnny Dodds – clarinete
Lil Armstrong – piano
Johnny St. Cyr – banjo
em ‘Heebie Jeebies’
Chicago 26 fevereiro 1926

 

Ornette Coleman – saxalto
Don Cherry – corneta
Charlie Haden – contrabaixo
Billy Higgins – bateria
em ‘Lonely Woman’
Hollywood 22 maio 1959

 

Lionel Hampton – vibrafone
Clark Terry – trompete
Ben Webster – sax tenor
Hank Jones – piano
Milt Hinton – contrabaixo
Osie Johnson – bateria
em ‘Vibraphone Blues’
New Jersey 29 outubro 1964


Miles Davis – trompete
Charlie Parker – saxalto

Dizzy Gillespie – piano !
Curley Russell – contra baixo
Max Roach – bateria
em ‘Now’s The Time’ (Thelonious Monk)
New York 26 novembro 1945

 

Miles Davis – trompete
John Coltrane – sax tenor
Red Garland – piano
Paul Chambers – contrabaixo
Philly Joe Jones – bateria
em ‘Round Midnight’ (compositor Thelonious Monk)
New York 10 setembro 1956

 

Julian ‘Cannonball’ Adderley – saxalto
John Coltrane – sax tenor
Winton Kelly – piano
Paul Chambers – contrabaixo
Jimmy Cobb – bateria
em ‘Limehouse Blues’
Chicago 3 fevereiro 1959

 

Stan Getz – sax tenor
Lou Levy – piano
Leroy Vinnegar – contra baixo
Stan Levey – bateria
em ‘Time After Time’ (um standard)
Hollywood agosto 1957


Vídeos de:
  • Miles Davis trompete 5teto e John Coltrane tenor e piano contrabaixo bateria (secção rítmica)
    tema ‘So What’ de Miles Davis
  • Charlie Parker saxalto & Dizzy Gillespie trompete e piano contrabaixo bateria (secção rítmica) 
    tema ‘Hot House’ de Tadd Dameron
  • Orquestra Count Basie
    tema: ‘Dickie’s Dream’ de Lester Young


3.ª sessão 23 NOVEMBRO 2016

James Carter (1969-   ) saxofones
Presenttense [CD] (2008) com:
Dwight Adams – trompete
D.D.Jackson - piano
James Genus – contrabaixo
Victor Lewis – bateria
tocam: “Dodo’s Bounce” (Dodo Marmarosa 1925-2002, pianista e compositor)

 

Kansas City [filme] (1996)
realizado por Robert Altman (1925-2006)

Filmografia selecionada de R. Altman:

McCabe and Mrs Miller (1971)
Nashville (1975)
Bufallo Bill and the Indians (1976)
Prêt-à-Porter (1994)
Kansas City (1996)
Gosford Park! (2001)

 

Tom Pandergast (1873-1945)

Count Basie, Andy Kirk, Jay McShann… 

Charles Parker (1920-1955)





4.ª sessão 30 NOVEMBRO 2016


John Kirby (contrabaixo) 6tet
em 1939

Count Basie (piano) Big Band
em 1957

‘Cannonball’ Adderley (saxalto) 5tet
em 1960

Joshua Redman (sax tenor) 4tet
em 1998

John Escreet (piano) 5tet
em 2016

Susana Santos Silva (trompete) duo
em 2015

L.U.M.E. (Lisbon Underground Music Ensemble)
em 2014

Nelson Cascais (contrabaixo) 10teto
em 2013

 

Conferência de Nikias Skapinakis editada pelos Artistas Unidos

Pintura: inactualidade ou perenidade

Nesta conferência, com o sub-título Epsódios do trabalho de um Pintor, Skapinakis (Lisboa, 1931), revê o seu percurso artístico e a problemática da figuração e da abstracção, recolocando os temas da célebre conferência que proferiu, em 1958, na Sociedade Nacional de Belas Artes, intitulada Inactualidade da Arte Moderna.
“... as ameaças de morte têm-se estendido, como se sabe, ao romance, à fotografia, ao cinema, por exemplo, o que me leva a suspeitar que é a própria Cultura que está ameaçada, afinal. De qualquer modo, essa angústia, que julgo latente nos autores contemporâneos levou-me a afirmar que não é possível fazer pintura, hoje, sem a consciência da possibilidade da sua extinção”, Nikias Skapinakis
A sessão de lançamento da brochura terá lugar na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva na segunda-feira, 10 de Maio, pelas 18h, com apresentação da Professora Margarida Acciaiuoli e do realizador Jorge Silva Melo e contará com a presença do Pintor. Segue-se a exibição do filme Nikias Skapinakis: o Teatro dos Outros, de Jorge Silva Melo (2007).
A conferência de Nikias Skapinakis será editada pelos Artistas Unidos em colaboração com o Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa.

10 de Maio
18H00

Conferência MODERNISMO QUOTIDIANO

Conferência

MODERNISMO QUOTIDIANO
HABITAÇÃO EM LISBOA  ANOS ‘50

Por Ricardo Agarez, Arquitecto, doutorando na University College London, The Bartlett Scholl of  Architecture

Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva
11   de   Novembro  de  2010,   18h00
Entrada livre

Os edifícios escondidos de Lisboa, diluídos na mediania das frentes de ruas secundárias da cidade, ou mesmo muitos exemplares que assumem uma presença urbana destacada, pedem que os revisitemos e revelemos. Os projectos desta arquitectura de acompanhamento repousam na penumbra dos arquivos camarários, os seus autores não constam da História da Arquitectura Portuguesa, e os curricula daqueles cuja obra é reconhecida não incluem, frequentemente, estes projectos do dia-a-dia, tão condicionados pela regras do mercado e por vezes mesmo renegados por quem os assinou.

Se tivermos em consideração que as cidades são constituídas, quase integralmente, pela arquitectura do quotidiano que preenche as ruas e não pelos objectos de excepção, não poderemos deixar de atribuir àquele labor constante e discreto uma considerável influência na qualidade do tecido urbano em qualquer período artístico e na difusão de qualquer corrente ou modelo.

Esta apresentação será dedicada a revelar algumas das peças modernistas do pós-guerra que pontuam os percursos quotidianos em Lisboa. Tendo como pano de fundo o contexto histórico e disciplinar, e os antecedentes imediatos que conferem significado à arquitectura da década de 1950, serão exploradas as histórias por trás de alguns exemplos seleccionados e analisados o peso e sentido dos diversos intervenientes – autor, Câmara e cliente.

O objectivo da apresentação é duplo: evidenciar os traços característicos da arquitectura de habitação lisboeta dos anos ’50; e fornecer instrumentos para que edifícios particularmente sujeitos a negligência e mau trato, pouco considerados por habitantes, entidades e simples passantes, possam ser olhados, compreendidos e respeitados de um modo novo.
Gravura: esta mútua aprendizagem

Em 20 de Julho de 1956, um grupo de artistas funda a Cooperativa de Gravadores Portugueses, a Gravura, que ainda funciona.

Um documentário sobre a Gravura, a cooperativa de gravadores portugueses fundada em Lisboa, em 1956, por um grupo de artistas e intelectuais. Através de quase três dezenas de depoimentos, retrata-se aqui a sua história, e as suas consequências, a sua origem nos movimentos de oposição à ditadura, numa improvisada garagem de Algés. E sobretudo, a necessidade que os artistas sentiram de aprender em conjunto, de se organizar, aprender e ensinar ao mesmo tempo. Um momento único de camaradagem, aprendizagem, intercâmbio, um momento político na História das Formas.

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 78'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
28 de Março
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Nikias Skapinakis: o teatro dos outros

Uma revisitação da obra do Pintor Nikias Skapinakis a partir da exposição Quartos Imaginários (2006).

“Ele é, de certa maneira, o único clássico que conheci”, diz Jorge Silva Melo, “o artista apolíneo que instala uma distância clara entre si e o objecto, que pinta com as “mãos frias”, no dizer exacto do poeta José Gomes Ferreira, um pintor que não rejeita nenhum dos géneros, o desenho, o nu, a paisagem, o retrato, a natureza morta. Viajar livremente pelos seus trabalhos, encontrar temas e técnicas transmutadas, seguir os seus mais de cinquenta anos de vida activa e prática ininterrupta é viajar por um universo meticuloso, intenso, intransigente, obstinado, livre. É a essa intransigência e a essa liberdade que quereria convidar o espectador, são cinquenta anos de uma provocação tranquila como já houve quem chamasse à sua obra multímoda e única.”

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 78'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
23 e 30 Maio
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Bartolomeu Cid dos Santos: por terras devastadas

Um mundo crepuscular, o do fim dos muitos impérios, será o mundo de Bartolomeu.

Entre conversas com Bartolomeu e alguns dos seus mais próximos (como Paula Rego, Helder Macedo, John Aiken, Manuel Augusto Araújo, Valter Vinagre), procuro fazer um breve retrato deste homem das sete partidas do mundo, artista multifacetado, irónico, romântico, terno, grande conhecedor do mundo, das viagens e das técnicas, grande conhecedor das letras, e fazer ver como ele, em cada obra que faz, gravura, pintura, escultura ou... convoca todo o tempo passado, todas as terras distantes, sabendo, com Eliot, que "tempo passado e tempo futuro estão ambos presentes no tempo presente".
Um retrato de um homem que, aos 14 anos, no Chrysler do seu avô, foi de Lisboa a Paris em 1946, e viu desfilar a terra devastada depois da II Guerra Mundial.
E é por terras devastadas, ruínas, labirintos, mares que ele, sempre menino e sempre marinheiro, procura... e procura o quê?

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 62'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
20 e 27 de Junho
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Ângelo de Sousa: tudo o que sou capaz

Uma conversa ininterrupta com um homem cordial, extrovertido, divertido, irreverente, bem disposto, generoso. Ou melancólico?

Um filme ao sabor de encontros espaçados no tempo (2007, 2008 e 2009), aproveitando apresentações públicas de obras, em que pretendemos captar a permanente fixação de um artista que insistiu na elementaridade dos meios, no abandono dos materiais nobres e dos processos complexos de criação.
E, tal como a cor, que, a partir dos anos 60, Ângelo vai trabalhando em fatias, camadas como que geológicas, socalcos e contornos, em função de campos e de horizontes, em diferentes graus de fusão e separação, o propósito deste filme será a permanente sobreposição de tempos, gestos, palavras, uma justaposição de momentos e declarações, um riscar cerrado, “curvando e abrindo os espaços de cor, criando cortinas e torrentes vigorosas, o estabelecimento de esquinas pela cor, para a criação de ambiguidades entre o plano e o volume.” (na feliz expressão de Leonor Nazaré).
Da mesma maneira que Ângelo pintou, nos anos 70, um “catálogo de algumas formas ao alcance de todas as mãos” (obra-manifesto que se encontra na colecção Manuel de Brito em Algés), este filme organiza-se como um catálogo de todas as formas ao alcance de Angelo: como se fosse a colagem de 10 curtas-metragens (que poderiam ser vistas separadamente, em ordem inversa…ou na que propusermos, sendo um filme “mobile”…), nunca a apresentação de uma biografia ou mesmo o comentário da obra.
Um filme sem fim nem princípio – como o trabalho singular de Ângelo de Sousa.
Jorge Silva Melo.

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 60'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
18 e 25 de Julho.
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Álvaro Lapa: a literatura

Numa viagem entre Viseu e Lisboa... 

... Jorge Silva Melo reconstitui para o actor Pedro Gil a sua relação com Álvaro Lapa, as entrevistas que realizou com o artista, os anos passados a ver crescer uma das obras mais singulares da arte portuguesa. E a questão: o que é a literatura? Uma demorada viagem iniciática em que se revê toda a obra pictórica e literária e que termina com a declaração de Álvaro Lapa: "Disponível, disponível é a juventude. Mesmo que seja incapaz, incompetente, estouvada, destrutiva. Mas é disponível".

Um filme de Jorge Silva Melo.
Duração 102'

Ciclo de filmes - A arte em imagens.
12 e 19 de Setembro
15h30

Para mais informações, consulte-se o site www.artistasunidos.pt

Dia Mundial da Poesia
A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva celebra a Primavera e a Poesia abrindo portas.
Abrindo portas a todos, porque a entrada é gratuita. Abrindo as portas da cafeteria, que abre com nova gerência e novas propostas, gastronómicas e não só. Abrindo as portas à poesia: pela voz de Graça Lobo e Jorge Silva Melo ouvimos as palavras de Mário Cesariny.
Faça o favor de entrar!

Dia 21 Março
A partir das 10h
Vieira da Silva par elle même

«Vieira da Silva par elle même» é um espectáculo de teatro, diríamos, autobiográfico, uma vez que recorre apenas às palavras ditas pela pintora Maria Helena Vieira da Silva ao longo da sua vida e a diferentes jornalistas.
Uma certeza, então, para todos aqueles que assistirem ao espectáculo: o que vão ouvir são as verdadeiras palavras, opiniões, incertezas e dúvidas, questões, que Vieira da Silva desejou partilhar com o público e a propósito da sua vida e, sobretudo, do seu trabalho artístico.
Este espectáculo será uma visita diferente e enriquecedora e uma oportunidade única: para os públicos pouco conhecedores de Vieira da Silva, uma forma de melhor descobrirem o seu trabalho e a sua personalidade; para os amantes da «Bicho» um emocionante encontro «ao vivo» aqui possibilitado pela inspiração teatral.

«Vieira da Silva par elle même»
Pelo Grupo Cassefaz & Maria José Paschoal em colaboração com a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva.
Um espectáculo de Maria José Paschoal com direcção artística de Elisa Lisboa

Horário dos Espectáculos + Visitas à exposição:
Quintas-feiras às 19h00
Sábados e Domingos às 16h00
Sábados às 21h30 (não inclui visita à exposição)
Espectáculo especial, pelo aniversário de Vieira da Silva:
Sexta-feira, 13 de Junho às 21h30

De 15 de Maio a 15 de Junho de 2008
Auditório da FASVS

Para mais informações consulte-se http://vieiradasilvaparellememe.blogspot.com/  e www.teatropolis.net

Gatos comunicantes

Lançamento do livro

Em parceria com a Assírio & Alvim e com o importante apoio mecenático da Fundação EDP, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva lança finalmente, a partir de um conjunto inédito de documentação pertencente à Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (FASVS) e à Fundação Cupertino de Miranda, de Vila Nova de Famalicão, a obra Gatos Comunicantes. Correspondência entre Vieira da Silva e Mário Cesariny. 1952-1985.
Projecto iniciado em 2001 com a identificação, inventariação e arquivo desta extensa documentação, por razões várias, só em 2008 foi possível completar a correspondência enviada por Cesariny a Vieira, com as missivas enviadas por Vieira a Cesariny. A exposição “Correspondências: Vieira da Silva por Mário Cesariny”, comissariada por Marina Bairrão Ruivo e por João Pinharanda, simultaneamente confirmou-se e impulsionou a publicação deste Gatos Comunicantes.
A apresentação, que contará com a leitura das cartas pelos actores João Grosso e Teresa Lima, será feita por Perfecto Cuadrado, Professor Catedrático e coordenador do Centro de Estudos do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão, e Helena Barbas, Professora do departamento de Estudos Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa.

1 de Outubro 2008
18h30
Auditório da FASVS

A criança e as artes
No âmbito do novo Mestrado da Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva promove a conferência "A criança e a arte".

Moderada por Paulo Pires do Vale, a conferência conta com a participação de:
Fernanda Fragateiro, artista
Ana Ruivo, crítica de arte
Jorge Crespo, coord. mestrado

26 de Fevereiro 2009
17h30
Auditório da FASVS
Noite dos Museus 2009

Sob o tema "Museus e Turismo" proposto pelo ICOM, celebra-se dia 16 de Maio mais uma Noite dos Museus, marcada por uma programação rica e variada destinada a todos os públicos, com início marcado para as 14h30.

Como é hábito neste dia, a entrada no museu é gratuita, e as portas estão abertas desde as 10h00 até às 00h00.



Noite dos Museus 2008
"Museus como agentes de transformação social e desenvolvimento" foi o tema proposto pelo ICOM para as iniciativas do Dia Internacional dos Museus. Antecipando esse dia (18 de Maio), comemora-se a Noite dos Museus na noite de 17 de Maio, com um conjunto de actividades diferentes e originais, que passam pelo teatro, pela dança e pela música.

A entrada no Museu é gratuita, e o horário de abertura prolonga-se até à 01h00 da madrugada.



Noite dos Museus 2007

Este ano a Noite dos Museus comemora-se a 19 de Maio, o dia seguinte ao Dia Internacional dos Museus, desta vez dedicado ao tema "Museus e património universal".
Visitas para pais e filhos e outras dirigidas ao público geral somam-se ao espectáculo musical de Taxman que dinamizam esta noite especial.

O horário de abertura do museu e as actividades preparadas prolongam-se até à 01h00 da madrugada, e a entrada é totalmente gratuita.

Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher

Mesa redonda sobre a condição feminina no domínio das Artes Visuais com:
    Emília Ferreira: Mestre em História da Arte Contemporânea, (FCSH/UNL) e doutoranda em História da Arte (FCSH/UNL);  
    Emília Nadal: artista plástica e Presidente da Direcção da Sociedade Nacional de Belas Artes;
    Marina Bairrão Ruivo: Directora e Conservadora do Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva;
    Sandra Leandro: Doutoranda e Mestre em História da Arte Contemporânea (FCSH/UNL). Docente de História da Arte, Cultura Portuguesa, e Literatura e Cultura Portuguesa no Instituto Superior de Educação e Ciências em Lisboa e de Comunicação Visual na Universidade de Évora.
    Sofia Areal:artista plástica;
    Raquel Henriques da Silva: Doutorada em História da Arte (FCSH/UNL). Docente de disciplinas de licenciatura e mestrado em História da Arte, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena também o mestrado em Museologia.

No âmbito da mesa redonda, Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e Edições Colibri apresentam o nº 23 da Revista Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, um dos vários projectos do Centro de Estudos sobre a Mulher da Universidade Nova de Lisboa.
Editada semestralmente, a publicação conta com estudos e artigos de colaboradores ou não do Centro de Estudos, distribuídos por 6 categorias-tipo: Entrevistas; Retratos; Toponímia; Pioneiras; Estado da Questão; Notícias.

A apresentação conta também com a exibição do monólogo Vieira da Silva, encenação de Maria José Paschoal e música de Leonor Leitão-Cadete.

Dia 29 de Maio
16h00

Para mais informações consulte-se o site http://www.fcsh.unl.pt/facesdeeva/

Alternativa zero. Trinta anos depois

Para assinalar os trinta anos da exposição Alternativa Zero – Tendências polémicas da arte contemporânea portuguesa, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva organizou um colóquio e uma pequena mostra documental, comissariado por Paulo Pires do Vale, em colaboração com Isabel Alves, sobre este acontecimento que provocou a sociedade portuguesa em 1977.
O Colóquio decorrerá de 28 a 30 de Junho, no auditório do Museu, e pretende reflectir sobre a novidade e particularidades da AZ, os seus participantes e contexto, as suas consequências e, por fim, recordar o impulsionador e insubstituível organizador dessa exposição, Ernesto de Sousa.

Programa:
28 Junho [quinta-feira]
     18h00 Inauguração
     18h30 Obras de Jorge Peixinho Concerto pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa
     19h00 AZ Filme-documentário
     19h30 Que alternativa? Delfim Sardo e artistas que participaram na AZ

A PRÓ-VOCAÇÃO DO ZERO 29 Junho [sexta-feira]
     18h00 Panorama 77 Emília Tavares
      Alternativa Zero – Que zero? Ernesto Melo e Castro
      Dos anos 70 aos 80: continuidades e rupturas Luís Serpa

ERNESTO DE SOUSA: O DETONADOR 30 Junho [sábado]
     16h30 O Operador Estético
as artist Margarida Medeiros
as critic Ricardo Nicolau
as curator Nuno Faria
            intervalo
    18h30 Ernesto, o ornitorrinco honesto. Mantras e polípticos - uma pedagogia? Pedro Proença Bolsa Ernesto de Sousa: 15 anos Luís Silva e Emanuel Dimas Pimenta.

28 a 30 de Junho
Auditório da FASVS

A poética do traço. Conferência

A exposição "A poética do traço, gravuras do Atelier 17”, patente na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva entre 13 Janeiro e 9 de Abril de 2006 é o mote para a conferência que Scarlett Reliquet, comissária da exposição, dará.

O Atelier 17, fundado em 1927 pelo artista (apesar da formação de base ser científica) inglês Stanley William Hayter (1901–1988), deve o seu nome ao estúdio onde funcionava: o número 17 da rua Campagne Première do bairro de Montparnasse, em Paris.
Durante o período em que esteve activo em Paris (1927-1940), apesar do seu ressurgimento em Nova Iorque a partir de 1941, o Atelier tornou-se, para vários artistas, entre os quais Arpad e Vieira, num importante centro de aprendizagem da técnica da gravura, nomeadamente do buril, e ficou para sempre associado ao movimento surrealista.

Tal como o projecto para esta exposição previra, a conferência sobre a Poética do Traço insere-se no conjunto das actividades paralelas planeadas, das quais fazem igualmente parte a projecção do filme de Julian Hayter - The Other Side of the Mirror (1993), sobre a actividade de gravador do seu pai William, e a exposição de algumas publicações de Hayter sobre a gravura daquele período.

16 de Fevereiro de 2006
18h30

Entrada livre

A criança e as artes II
No âmbito do Mestrado "A criança e as artes" da Escola Superior de Educadores de Infância - Maria Ulrich, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva promove o segundo encontro em volta deste tema.

Programa:

17h:30
Quando eu Nasci (conto contado com som; para todas as idades):
     História de Isabel Martins / música de Simão Costa (encomenda do Ecomuseu Municipal do Seixal); 
     Interpretação de Ágata Mandillo; 
     Electrónica e difusão sonora: Simão Costa.

18h:00
Fios que fazem e desfazem as histórias: palavra, imagem e música (conferência):
     Madalena Matoso (Prémio Nacional de ilustração 2008);
     Paula Azguime (Contos Contados com Som - Miso Music Portugal);
     Dora Batalim - moderadora.

Dia 6 de Maio 2010
17h30
Entrada livre
As eleições legislativas na República da Hungria

Debater “As Eleições Legislativas na República da Hungria” e as implicações que os resultados do acto eleitoral podem ter na composição do xadrez político na Europa Central e na União Europeia é uma proposta da Secção Europa e Activismo do Partido Socialista /PES Activist Portugal. O objectivo é promover uma troca de ideias sobre a situação política na República da Hungria e na Europa, num lugar de Cultura Universal aberto à sociedade,  a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva. A iniciativa destina-se a todos os interessados nas questões europeias, quer sejam estudiosos ou estudantes destes temas, decisores politicos ou cidadãos participantes no espaço público, político ou artístico.
Não esquecendo a ligação de Arpad Szenes à Hungria, após o debate seguir-se-á uma visita guiada ao Museu.

Painel de oradores:
      Attila Gecse, Embaixador da Hungria em Portugal;
      Joel Hasse Ferreira, ex-euro-deputado do Partido Socialista;
      Marina Bairrão Ruivo, directora da Fundação Arpad Szenes- Vieira da Silva.
Moderação:
      José Reis Santos, Secretário Coordenador da Secção Europa e Activismo do PS/PES Activist Portugal.

27 de Abril de 2010
Entre as 17h30 e as 19h30 
Auditório da FASVS

Software de Gestão e Contabilidade

A Ticasgest, Serviços de Consultadoria Informática em parceria com a Alidata, apresentam no dia 28 de Outubro, no Auditório da Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, o novo Software de Gestão e Contabilidade.
A todos os participantes será oferecida uma versão integral do Programa deste novo Software de Gestão e Contabilidade.

Programa
15h—Recepção
15h15—Abertura—Tiago Moreira—Sócio Gerente Ticasgest
15h30—Quadro 1— Prof. Doutora Dulce Maria Marques João
      -Análise das alterações mais significativas do novo sistema contabilístico, envolvendo a revogação do POC e disposições complementares
      -Normativo legal de aprovação dos vários elementos que compõem o SNC
      -Âmbito da aplicação
      -Nova estrutura conceptual
Coffee Break
      -Normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF)
      -Normas interpretativas
      -Hierarquia das normas
      -Modelos de demonstrações financeiras
      -Código de contas e notas de enquadramento
18h30— Encerramento

Debate sobre projectos no âmbito da Inovação Social

Promovido pela CCDR-LVT (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional - Lisboa e Vale do Tejo) no âmbito dos Open Days 2009, um evento europeu de cidades e regiões, também estreitamente ligado a Bruxelas, o auditório da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva acolhe, no próximo dia 30 de Outubro, o debate sobre “Boas práticas na inovação social”.
Entre os participantes estarão Luís Maria Ulibarri, da Innobasque, a agência de inovação do País Basco; o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural; bem como outras organizações que têm apostado em abordagens inovadoras com vista à inclusão social: a TESE - Associação para o Desenvolvimento; a Associação Cristã da Mocidade (ACM) de Setúbal; os Empresários pela Inclusão Social; o programa K'Cidade, da Fundação Aga Kahn; e a Associação Nacional de Crédito.

30 de outubro de 2009
14h30
Auditório da FASVS

Programa:

14.30-14.35
Luísa Vale | Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo
14.35-14.55
Luís Ullibarri | Innobasque
15.00-15.15
Marisa Horta e Catarina Reis Oliveira | Alto Comissariado para Imigração e Diálogo Intercultural
15.15-15.30
João Menezes | TESE – Associação para o Desenvolvimento pela Tecnologia, Engenharia, Saúde e Educação
15.30-15.45
Mário Pereira | Associação Cristã da Mocidade de Setúbal
15.45-16.00
Diogo Simões Pereira | Empresários pela Inclusão Social
16.00-16.15
Sandra Almeida | K’Cidade - Fundação Aga Khan
16.15-16.30
José Centeio | Associação Nacional de Direito ao Crédito
16.30-18.00
Debate
Moderador: Jorge Miranda | Câmara Municipal da Amadora

Conferência

Incremento da Participação do Público nas Artes: porquê, como e para quê?

Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar uma enorme vontade no sentido de alargar o público das actividades culturais. Com esse objectivo, são organizados cada vez mais encontros, cursos e seminários sobre as mais diversas formas de publicidade cultural, dos quais podemos enumerar como exemplo a Criação de novos públicos, Como aumentar a procura das artes, Regras para a construção de públicos ou Desenvolvimento de audiências, que apesar das suas ramificações, têm um mesmo objectivo em comum.
A Conferência, proferida por Fátima Anllo Vento, da Universidade Complutense de Madrid, e organizada pela GPEARI, versará sobre as diversas formas de abordagem do tema e sobre os mecanismos mais eficazes para o seu desenvolvimento.

Fátima Anllo Vento
Nasceu em Madrid, é licenciada em medicina, fez estudos em administração de artes visuais e cénicas na Universidade de Nova Iorque e em gestão e desenvolvimento organizacional no IEEP e no Tavistock Institut de Londres. No campo da gestão cultural trabalhou em diversas instituições culturais de Nova Iorque.
Em 1999, assumiu a direcção da empresa espanhola e norte americana que produz e distribui o Canal História em Espanha e Portugal.
Organizou e participou em numerosos cursos e seminários em Espanha e no estrangeiro sobre temas relacionados com a cultura e com as artes e trabalha como investigadora e consultora independente no âmbito da Gestão Cultural.
Actualmente retomou o cargo de subdirectora do Mestrado em Gestão Cultural: Música, Teatro e Dança, no Instituto Complutense de Ciências Musicais, da Universidade Complutense de Madrid, exercendo igualmente o ensino de políticas culturais.

13 de Novembro de 2009
18h
Auditório da FASVS
Entrada Livre

Para mais informações consulte-se http://www.gpeari.pt 

Conferência

A conferência “Para lá do branding: desafios de marketing das organizações culturais num mercado sobrelotado”, surge no âmbito da pós-graduação em Gestão e Empreendimento Cultural e Criativo criada em parceria pela GPEARI e pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e do Emprego (ISCTE) em 2008, que previa a apresentação de comunicações de especialistas estrangeiros, como é o caso.
Como forma de rentabilizar estas deslocações a Portugal, a GPEARI, com a colaboração da Embaixada do Canadá em Portugal, providenciou que algumas dessas comunicações estivessem abertas a todos os interessados no auditório da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva.
Assim, após ter recebido a Prof. Doutora Fátima Anllo Vento da Universidade Complutense de Madrid, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva abre agora as portas ao Professor François Colbert da HEC (Escola de Gestão) de Montreal.
Em torno dos temas da sua especialidade, o marketing e a gestão das artes, a comunicação de François Colbert debruçar-se-á sobre a evolução do mercado das artes e possíveis medidas que permitam ultrapassar a conjuntura actual.

François Colbert
Professor de Marketing nas Instituições Culturais e regente da disciplina de Gestão das Artes na HEC, Business School, de Montreal, François Colbert é também coordenador científico da especialização em Gestão de Instituições Culturais (DESSGOC) e docente da cadeira de Políticas Culturais na mesma DESSGOC.
Há mais de trinta anos a trabalhar na gestão do marketing no contexto cultural das artes cénicas, museus e cinema, o seu principal enfoque, François Colbert presta ainda assessoria regular a empresas, associações e governos nas áreas da sua especialidade.
Membro da direcção de várias organizações culturais, presidente fundador do comité científico da Conferência Internacional de Artes e Gestão Cultural (AIMAC), e editor do International Journal of Arts Management (IJAM), François Colbert recebeu em Maio de 2002 a condecoração the Order of Canada.
François Colbert é ainda autor de mais de 150 publicações de diversas tipologias, entre as quais se destaca o livro O Marketing das Artes e da Cultura (ed. Gaëtan Morin, 2006), já na segunda edição e traduzido em sete línguas.

4 de Dezembro de 2009
17h30
Auditório da FASVS
Entrada Livre

Para mais informações consulte-se http://www.gpeari.pt

Vª Edição dos Prémios à Eficácia da Comunicação

Criados em 2005 pela APAN – Associação Portuguesa de Anunciantes, os Prémios à Eficácia, únicos galardões em Portugal, pretendem distinguir a comunicação comercial e o seu enorme contributo para o sucesso das empresas a que está afecta.
A abertura oficial da edição deste ano será feita no Auditório da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva.

O principal recurso da comunicação comercial no desempenho do seu papel é o marketing, cujo sucesso depende do quão eficazmente os recursos publicitários são utilizados, de acordo com o plano estratégico traçado pelo anunciante em conjunto com a agência de marketing.
O prémio reconhece, por isso, não só o resultado final, mas também todo o trabalho de bastidores, desde o planeamento estratégico, à criatividade, à capacidade de interpretação e de captação de públicos, que conduzem ao objectivo principal – a eficácia do anúncio.
As empresas concorrentes candidatam-se a uma das sete categorias: Produtos de Consumo Alimentar; Produtos de Consumo Não Alimentar; Telecomunicações e Media; Serviços Financeiros e Seguros; Restantes Serviços e Administração Pública; Marketing de Causas e Marketing Social.

Programa:
09h30 – 10h00
     Welcome Coffee
10h00 – 10h15
     Boas vindas, Manuela Botelho (Secretária Geral da APAN)
10h15 – 11h00
     “What have we learned from 30 years of Effectiveness Awards (IPA)”, Paul Feldwick
11h00 – 11h30
     Coffee break
11h30 – 12h00
     Apresentação do Grande Prémio Eficácia Meios 2008 - caso MEO (Portugal Telecom), Rosa Carrajola (Strategy & Planning Director da Espaço OMD)
12h00 – 12h30
     Apresentação do Grande Prémio Eficácia Publicitária 2008 – caso Município de Alcobaça (Mosteiro de Alcobaça), Gonçalo Morais Leitão (Cupid Creative Officer da Cupido)
12h30 – 12h45
     Bases de Participação dos Prémios Eficácia 2009, Pedro Loureiro (Director Geral do Grupo de Consultores)

11 de Maio de 2009
09h30
Auditório da FASVS
Entrada livre, sujeita a confirmação

Para mais informações consulte-se http://www.premioseficacia.org/

Poesias de Fernando Lemos
No âmbito da exposição de Fernando Lemos ISTO É ISTO e EX-FOTOS: desenho e fotografia, Jorge Silva Melo lê alguns poemas deste artista que nasceu em Lisboa em 1926 e, em 1953, publicou Teclado Universal, o seu primeiro livro de poesia, nos Cadernos de Poesia.

3 de Outubro de 2010

16h
Rota da Seda

Celebrando as Jornadas do Património, a FASVS associou-se aos Museus da Politécnica abrindo as suas portas à Rota da Seda.

A Rota da Seda:
Esta terceira rota, a realizar no terceiro dia das Jornadas do Património, levá-lo-á a conhecer desde o bicho-da-seda às manufacturas do séc. XVIII, numa abordagem sobre a produção da seda, desde o ciclo de vida do bicho-da-seda à fiação da seda, descobrindo também na malha urbana envolvente, as marcas de outros tempos, de outras organizações do espaço como forma de responder a outras necessidades.

O percurso pedestre proposto é o seguinte: Lagartagis/Jardim Botânico/ Real Fábrica da Seda / Mãe d'Água /Quarteirão das escolas-oficinas criadas pelo Marquês de Pombal junto ao Jardim das Amoreiras / Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva. A rota inclui passagem pelo Museu Nacional de História Natural e Museu de Ciência da Universidade de Lisboa; pela Mãe d'Água - Museu da Água, e ainda pela Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

ROTA DA SEDA
26 Setembro | 15h00

Informações e marcações
: geral@museus.ul.pt | www.mnhn.ul.pt | www.mc.ul.pt |  21 3921883   |   21 3921808 ou  www.igespar.pt

CICLO FERNANDO LEMOS

9 outubro
sábado 15h30
Filipa Valladares & João Pinharanda
à conversa com Fernando Lemos

17 outubro | 7 & 21 novembro | 9 janeiro 2011
domingo 15h30
Fernando Lemos – atrás da Imagem
Realizado por Guilherme Coelho, 2006, 55’


16 janeiro 2011
domingo 15h30
Luz Teimosa
Realizado por Luis Alves de Matos, 2010, 75’
Estreia no Doc Lisboa 2010

24 outubro | 14 & 28 novembro | 23 janeiro 2011
domingo 15h30
Foto Doc: Fernando Lemos
Realizado por Camila Garcia e Renato Suzuki, 2005, 30' 20''
Fernando Lemos e o Surrealismo
Realizado por Bruno de Almeida e Pedro Aguilar, 2006, 10’



31 outubro | 5 dezembro
domingo 15h30
Conversas com Glícinia
Realizado por Jorge Silva Melo, 2004, 55’

GIOCONDA e SI-YA-U

ESTREIA EM LISBOA

GIOCONDA e SI-YA-U

Concepção, criação e interpretação de SUZANA BORGES

Até 21 de Novembro de 2010 às 18H (dias 6,7, 10, 12, 13, 14, 17, 18, 19, 20, 21)
Auditório do Museu Arpad-Szenes Vieirada Silva
Praça das Amoreiras 58, 1250 Lisboa
T 213880044 | T 213832878

GIOCONDA e SI-YA-U de NAZIM HIKMET

Versão teatral do poema de Nazim Hikmet (1902-1963) sobre os amores da Gioconda, a da pintura do Leonardo da Vinci, a do Museu do Louvre, apaixonada por um revolucionário chinês. Nazim Hikmet, o maior poeta turco do séc. XX, patriota e comunista, escreveu este poema numa prisão sobre o Mar Negro. Este espectáculo junta os ideais de liberdade estilística de um texto futurista com os da representação. Em cena três personagens, pelo menos... por SUZANA BORGES

AS CIDADES DE VIEIRA DA SILVA E DE ARPAD SZENES

AS CIDADES DE VIEIRA DA SILVA E ARPAD SZENES

3 dezembro 2010-23 janeiro 2011

O Museu da Electricidade, na Sala Cinzeiro 8, acolhe, entre 3 de Dezembro de 2010 e 23 de Janeiro de 2011, a exposição As Cidades de Vieira da Silva e Arpad Szenes.

Esta exposição revela-nos os espaços de Maria Helena Vieira da Silva e de Arpad Szenes: as cidades natais (Lisboa e Budapeste), a cidade eleita (Paris), a cidade de exílio (Rio de Janeiro),  as cidades de passagem e os lugares imaginários ou míticos de cada um.

Arpad Szenes chega a Paris em 1925. Até lá viveu sempre na Hungria, num meio cosmopolita, intelectual e artístico, e Budapeste foi uma referência na sua vida e na sua pintura. São inúmeros os registos que Arpad Szenes fez da cidade, desde muito novo. Vieira da Silva partiu para Paris em 1928 e Lisboa está na origem de todas as suas cidades. A partir de 1930, Arpad Szenes partilhou a vivência de Portugal com Maria Helena. De Arpad, pode dizer-se que a luz e o mar de Portugal lhe interessaram particularmente, enquanto Vieira se perdia na atenção ao pormenor urbano, vísivel nos labirintos e azulejos que determinam a estrutura rítmica da sua pintura.

O Rio de Janeiro acolhe o casal, de 1940 a 1947, num exílio que tem um impacto diferente em cada um. Se Arpad rapidamente encontra os seus marcos, para Vieira foi uma epoca de tensão e angústia. A estadia no Brasil marcou de forma clara a pintura de ambos. A de Arpad tornou-se mais íntima e familiar, a de Vieira reflecte as suas inquietações: a dor da guerra, o absurdo da condição humana, o desenraízamento e a saudade. Apontamentos do quotidiano ilustram este período, e cada um dá continuidade às suas pesquisas.

Foi Paris, cidade mítica da vanguarda artística, cidade onde se conheceram e que escolheram para viver juntos, que ficou ligada à suas vidas e à sua produção artística. Paris acolheu o casal definitivamente em 1947, sendo-lhe concedida a nacionalidade francesa em 1956. A pintura de Vieira da Silva do pós-guerra retomou temas e elementos anteriores, numa permanente actualização de questões. O espaço continuou a ser o centro do seu trabalho, espaços fechados, cidades, jogos ou bibliotecas, uma nova espacialidade experimentada em variações próprias, ritmos e cadências conjugados com referências literárias, mitos e metáforas, num labor e reflexão incessantes e na procura de um lugar idealizado. Também Arpad Szenes, a partir de 1960, se concentra nas paisagens imaginadas, nas sensações de luz e na exploração da atmosfera, numa reflexão de ordem metafísica. Alusivas a sítios ou espaços, as obras remetem para sensações de lugares visitados num tempo indeterminado. Como referiu, e bem,  Malraux “Vieira da Silva procura preencher cada milímetro da sua tela, enquanto Szenes procura esvaziar cada milímetro”.

Prosseguindo a parceria entre a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e a Fundação EDP, sua mecenas, esta exposição surge no âmbito da Trienal de Arquitectura dedicada ao tema “Vamos falar de Casas”, da qual o Museu da Electricidade é um dos anfitriões.

A exposição é complementada com um ciclo de visitas temáticas dirigidas a adultos, jovens e crianças e ateliers infantis dos 4 aos 12 anos de idade.

Comissários:
João Pinharanda
responsável pela programação de Arte da Fundação EDP
Marina Bairrão Ruivo
Directora do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva

Ciclo de filmes RETRATOS DE MULHERES

 

Julião Sarmento

um filme de joaquim Sapinho, 1994, 60’

produção rosa filmes

 

 

Jorge Martins

um filme de Sérgio Tréfaut, 2001, 45’

produção culturgest / co-prod. rtp

 

DO CONCEITO À OBRA

CICLO DE CONFERÊNCIAS DE ARQUITECTURA

“DO CONCEITO À OBRA”


A Estratégia Urbana – Laboratório de Inovação que actua nas áreas da Arquitectura, Urbanismo e Design, localizada em Matosinhos, em co-produção com a Fundação Arpad Szénes Vieira da Silva apresenta o ciclo de conferências sobre Arquitectura “Do Conceito à Obra” que conta com a participação de 20 arquitectos.
Este ciclo de conferências tem início marcado para o próximo mês de Março com a participação do Arqto João Luís Carrilho da Graça. Em cada mês será convidado um arquitecto para expor a sua obra ao público em geral e cada trabalho será apresentado desde o processo criativo, passando pela construção até à obra finalizada ou em utilização.

As conferências e exposições de cada projecto vão ser apresentadas em Matosinhos, no auditório da Estratégia Urbana e também em Lisboa, no auditório da Fundação Arpad Szénes Vieira da Silva, ao ritmo de uma conferência por mês até Dezembro de 2012.

Do conjunto notável de arquitectos que vão participar neste ciclo destaca-se a participação do Arqto Paulo Mendes da Rocha, São Paulo, Prémio Pritzker em 2006.

Com esta iniciativa a Estratégia Urbana e a Fundação Arpad Szénes Vieira da Silva pretendem dar a conhecer a Arquitectura Contemporânea de Excelência, através dos testemunhos de profissionais prestigiados.

CICLO CONFERENCIAS “DO CONCEITO À OBRA”
Março 2011 a Dezembro de 2012

PROGRAMA 2011

JOÃO LUÍS CARRILHO DA GRAÇA
Lisboa, 31 Março 2011
Matosinhos, 7 Abril 2011

JOÃO PEDRO SERÔDIO
Matosinhos, 5 Maio 2011
Lisboa, 26 Maio 2011

EDUARDO SOUTO MOURA
Matosinhos, 19 Maio 2011
 
GONÇALO BYRNE
Matosinhos, 16 Junho 2011
Lisboa, 30 Junho 2011

MANUEL TAÍNHA
Matosinhos, 21 Julho 2011
Lisboa, 28 Julho 2011

PAULO MENDES DA ROCHA
Matosinhos, 1 Setembro 2011
Lisboa, 16 Setembro 2011 

ALEXANDRE ALVES COSTA
Matosinhos, 15 Setembro 2011
Lisboa, 29 Setembro 2011

INÊS LOBO
Matosinhos, 20 Outubro 2011
Lisboa, 27 Outubro 2011

NUNO SAMPAIO
Matosinhos, 17 Novembro 2011
Lisboa, 24 Novembro 2011

PROGRAMA 2012

RICARDO BAK GORDON
Matosinhos, dia 12 Janeiro 2012
Lisboa, dia 19 Janeiro 2012

CRISTINA GUEDES / FRANCISCO V. CAMPOS
Matosinhos, dia 9 Fevereiro 2012
Lisboa, dia 16 Fevereiro 2012

JOSÉ MATEUS
Matosinhos, dia 8 Março 2012
Lisboa, dia 15 Março 2012

CAMILO REBELO
Matosinhos, dia 12 Abril 2012
Lisboa, dia 19 Abril 2012

JOÃO TRINDADE
Matosinhos, dia 10 Maio 2012
Lisboa, dia 17 Maio 2012

CARVALHO ARAÚJO
Matosinhos, dia 14 Junho 2012
Lisboa, dia 21 Junho 2012

MANUEL GRAÇA DIAS
Matosinhos, dia 12 Julho 2012
Lisboa, dia 19 Julho 2012

JOSÉ PAULO DOS SANTOS
Matosinhos, dia 13 Setembro 2012
Lisboa, dia 20 Setembro 2012

JOSÉ PEDRO FALCÃO DE CAMPOS
Matosinhos, dia 11 Outubro 2012
Lisboa, dia 18 Outubro 2012

NUNO BRANDÃO COSTA
Matosinhos, dia 8 Novembro 2012
Lisboa, dia 15 Novembro 2012

MANUEL MATEUS
Matosinhos, dia 06 Dezembro 2012
Lisboa, dia 13 Dezembro 2012

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Noite dos Museus 2011

Em Maio os Museus celebram duas importantes datas: a Noite e o Dia Internacional dos Museus.

A 14 de Maio tem lugar a 7ª edição da Noite dos Museus, uma proposta do Ministério da Cultura e da Comunicação de França iniciada em 2005, a qual se têm juntado sobretudo os museus da Europa, incluindo os portugueses. Acolhendo gratuitamente os seus visitantes, os museus promovem iniciativas culturais e festivas até cerca da meia-noite.

Na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva celebramos a Noite dos Museus com várias propostas que têm início logo pela manhã: um momento dedicado aos mais novos, filme, visita guiada à exposição temporária; teatro e três diferentes momentos musicais.

O Dia Internacional dos Museus, iniciativa do ICOM – Conselho Internacional de Museus, celebra-se desde o ano de 1977 a 18 de Maio, com actividades muito diversificadas, este ano sob o tema “Museu e Memória”.

Encontros ANATOMIAS CRUZADAS

Coordenação de Manuel Valente Alves


Reflexão em torno do conceito de anatomia, a propósito da exposição Gabinete de anatomia: Arpad, Vieira e os desenhos anatómicos do Museu de Medicina, sob o olhar de especialistas de várias disciplinas artísticas e científicas que o entendem e vivem de modos diferentes.

AS REDES
Sábado, 4 Junho, 12h00
Convidados: Jorge Vaz de Carvalho, Simonetta Luz Afonso
Moderador: Manuel Valente Alves

AS PALAVRAS
Sábado, 25 Junho, 12h00
Convidados: João Miguel Fernandes Jorge, José Wallenstein
Moderador: Rui Victorino

OS ESPAÇOS
Sábado, 2 Julho, 12h00
Convidados: João Seixas, Jorge Salavisa
Moderador: Ana Gomes de Almeida


+ info: www.museudemedicina.fm.ul.pt

TRANSITIONS

 

Uma linha de continuidade.

 

A exposição que é hoje inaugurada na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Transitions:  Honoring the past, moving ahead (Transições: Honrar o passado, seguir em frente) convoca uma reflexão sobre as transformações que o nosso modus vivendi tem incorporado desde os acontecimentos trágicos de 11 de Setembro de 2001. O seu epicentro, localizado nos Estados Unidos da América, afectou o mapa global que hoje constitui a nossa geografia cultural e política, recolocando a insegurança e a precariedade na vivência do quotidiano em detrimento da estabilidade e do que é transitório e transformador mas perene.

É neste sentido que a exposição de obras da colecção da Fundação Luso-Americana, organizada em estreita colaboração com a Embaixada dos Estados Unidos da América, reflecte uma atitude consciente da necessidade de reinterpretar o passado sem perder de vista a produção cultural e artística do seu tempo, expressa nas obras dos artistas escolhidos.

A exposição, a primeira da colecção de arte contemporânea da Fundação Luso-Americana realizada nas instalações do museu da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, é também um momento de celebração entre estas duas instituições, que têm colaborado, desde a criação da segunda em 1990, na promoção de exposições, colóquios, conferências e outras manifestações artísticas que têm como objectivo contribuir para o conhecimento da arte contemporânea e para o desenvolvimento da cultura e educação artísticas.

A escolha das obras incidiu sobre pequenos núcleos da produção de quatro autores portugueses – Joaquim Bravo, Fernando Calhau, José Pedro Croft e Álvaro Lapa – e do norte-americano Joel Shapiro, exemplificando a presença e a importância do desenho no corpo da colecção da Fundação iniciada sob este postulado na década de oitenta.

Com esta exposição não se pretende dar a ver a amplitude do acervo coleccionado ou unificar o trabalho dos autores sob a égide de uma disciplina ou tema, mas permitir uma relação tão próxima quanto possível – num espaço concentrado – com obras que representam uma prática artística assumidamente autónoma, e por isso singular, do trabalho que cada um dos artistas desenvolveu no período de três décadas – da década de setenta à década de noventa – que se revelou vital para o desenvolvimento do contexto artístico, com especial relevo para o desenho, entre outras formas de expressão contemporânea.

No texto do catálogo da exposição realizada no Museum of Modern Art (MoMA) em Nova Iorque no ano de 2005, “Drawing from the Modern, 1975-2005”, Jordan Kantor refere-se de forma peculiar a este momento recente da história da arte na seguinte passagem:

The years of the mid-1970s offer a particularly pointed case study because the previous generation had provided precious few obvious paths for younger artists to follow. This may help explain why the second half of the decade was such a productive time for the practice of drawing in particular. Typically considered the most immediate for artistic mediums, drawing is usually associated with sketching – with first ideas and provisional forays – and, indeed, this transitional time witnessed a flourishing of works on paper. Not only was a younger generation of artists literally trying to draw themselves out of a moment of relative artistic stasis, the medium was attaining a hitherto unprecedented public profile.1

Neste sentido, a noção de transição, de passagem de um momento ao seguinte, como uma transformação em contínuo progresso (work in progress), pode ler-se – amplificando a pregnância dos factos históricos – como indício de experimentação e de liberdade no interior de cada obra exposta e na relação destas com o legado dos movimentos artísticos do pós-guerra, dos quais estes artistas presentificam uma linha firme de continuidade.

João Silvério

 

1 Cf. Jordan Kantor, After the Endgames, Drawing from the Modern, 1975- 2005, Museum of Modern Art, New York, 2005, p.14.

DOCUMENTÁRIOS TRANSITIONS

Álvaro Lapa: a literatura
um filme de Jorge Silva Melo, 2007, 102’
produção Artistas Unidos

Joaquim Bravo. Évora, 1935, etc etc felicidades
um filme  de Jorge Silva Melo, 1999, 56’
produção Artistas Unidos

Gestão de museus - mesa redonda
Mesa-redonda sobre Gestão de Museus

A Direção do Campus Universitário de Almada tem o prazer de convidar V. Exa. para uma Mesa-redonda sobre Gestão de Museus, que se realiza no dia 14 de dezembro, pelas 15h00, no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, em Lisboa, iniciativa organizada em parceria com a APOM-Associação Portuguesa de Museologia, no âmbito da novo curso de Pós-graduação em Museologia.

ORADORES

António Nabais, Museólogo, Professor, Presidente da Assembleia Geral da APOM
João Neto, Diretor do Museu da Farmácia, Presidente de Direção da APOM
Pedro Inácio, Coordenador do Museu da Água da EPAL - Lisboa
Jorge Maximino, Investigador e docente do Instituto Piaget - Campus de Almada
Fátima Serralha, Diretora do ISEIT de Almada do Instituto PIAGET
Presidente da Sessão: Anabela Raymundo, Presidente do Campus Académico do Instituto Piaget-Almada
Na Cabeça de uma Mulher está a História de uma Aldeia

Na Cabeça de uma Mulher está a História de uma Aldeia
Documentário sobre a vida e obra de Graça Morais

Produção, realização e montagem Joana Morais
32 minutos
2000 Portugal

EM EXIBIÇÃO

DEBATES EM TORNO DA EXPOSIÇÃO DE GRAÇA MORAIS
Debates

9 Março 2013
     Que Guerra é esta?
          15h00 visita guiada pela artista
          16h00 debate com
                              Guilherme de Oliveira Martins
                              João Pinharanda
                              Paulo Moura
                              Raquel Henriques da Silva

6 Abril 2013
    E depois da Guerra?
         15h00 visita guiada pela artista
         16h00 debate com
                              Adelino Gomes
                              José Manuel dos Santos
                              José Tolentino Mendonça
                              Luísa Soares de Oliveira
                              Viriato Soromenho Marques
PEDRO CALDEIRA CABRAL - O LABIRINTO DA GUITARRA
Concerto de Guitarra Portuguesa, 15h00
entrada livre


Pedro Caldeira Cabral              Guitarra Portuguesa
Joaquim António Silva              Viola (guitarra clássica)
Duncan Fox                            Contrabaixo

PROGRAMA

Vilancete e Cantiga                         Pedro de Escobar (1465-1536)
Fofa da Rozinha                             atras. António Leal Moreira (1758-1819)
Marcha dos Cavalinhos                    Manuel José Vidigal (1763-1827)
Allegro                                          João Paullo Pereira (c.1790-1860)
Fantasia Verdes Anos                      Carlos Paredes/Pedro Caldeira Cabral
Baile dos Carêtos                            Pedro Caldeira Cabral
curso teórico SÍMBOLO / DIABOLO: Quando a natureza exorbita

Curso teórico: "SÍMBOLO / DIABOLO: Quando a natureza exorbita"
Um programa formativo do Ar.Co em colaboração com a Fundação Arpad Szenes/Vieira da Silva

Simbolo é o que une, o que está submetido a um paradigma, a uma ordem. Diabolo o que desagrega essa ordem, o que exorbita e se mascara no excesso caótico. Tanto se pode associar à hubris do homem desmedido e que se desumaniza, como aos monstros que transbordam os limites do real ou aos simulacros que institucionalizam falsidades com mais peso do que a própria realidade.
Neste curso seguiremos, ao longo dos tempos e em várias formas de manifestações artísticas (pintura, gravura, arquitectura, cinema, instalações), o trânsito desta desorbitação das criaturas, dos homens, dos sonhos e pesadelos: mutações fantásticas, utopias de eficiência e progresso e seus reversos distópicos, ficções literárias e projectos políticos paralelos, ídolos fantasmáticos de realidades virtuais que também crasham.
Professora: Manuela Correia Braga

Sábados: das 15h30 às 17h; Abril 13, 20, 27; Maio 4, 11, 18.
Local: Auditório da Fundação Arpad Szenes/Vieira da Silva, Praça das Amoreiras, 56, 1250-020 Lisboa - Portugal
Preço: 35€ + 0,75€(seg).
Inscrições abertas na secretaria do Ar.Co:
21 880 10 10 | secretaria@arco.pt

Inscrições nos Cursos Livres até 3 dias úteis antes da data de início.
Embora o Ar.Co faça todos os esforços para evitar alterações, reserva-se o direito de cancelar cursos ou alterar programas e horários e professores.

Noite dos Museus 2013

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS 2013

O Comité Consultivo do ICOM propõe o tema do Dia Internacional dos Museus com o objectivo de reforçar os laços dos museus com a sociedade.

Em 2013, o tema que irá nortear as comemorações do Dia Internacional dos Museus é o seguinte:

Museus (Memória + Criatividade) = Mudança Social

A riqueza e diversidade das colecções, estudadas, preservadas e expostas nos museus, em articulação com a vitalidade e criatividade que têm caracterizado o sector dos museus nos últimos anos, constituem os principais activos deste sector. Reconciliar a conservação dos acervos, missão tradicional dos museus, com a criatividade necessária para divulgação de espaços e colecções, e captação e fidelização de públicos – este é o caminho que os museus estão a percorrer, seguros que a sua presença e actividade podem constituir-se como um importante elemento de transformação da sociedade num sentido construtivo.

O tema do Dia Internacional dos Museus 2013 está imbuído de optimismo, conciliando de forma dinâmica diversos pilares definidores dos museus contemporâneos, chamando a tenção para a natureza universal das instituições museológicas e para o seu impacto positivo nas comunidades. Esta conjugação de conceitos sintetiza a complexidade da missão e objectivos dos museus, sinalizando que estes estão destinados a contribuir para o desenvolvimento social.

Lançamento do Livro de Ana Hatherly
A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em colaboração com a Livraria Férin, têm o prazer de convidar para o lançamento do livro de Ana Hatherly: L'invention de l'écriture

Quarta-feira, 26 de junho 2013 às 18h30
Visita comentada à exposição Aparências Privadas
19 Outubro 2013, 15h30


Visita comentada à exposição Aparências Privadas, Auto-retratos de Artistas Contemporâneos, por Luís Serpa (curador) e Margarida Medeiros (crítica de fotografia).


Dear Future

Dear Future,

O Futuro de Lisboa…Agora!

Para assinalar a Exposição Universal de Paris em 1900, um obscuro artista comercial francês chamado Jean Marc Coté concebeu uma série de ilustrações mostrando a sua visão do mundo no ano 2000. Desde aí, não só estas imagens entraram na nossa imaginação colectiva como outras foram sendo criadas para captar outros futuros.

O “Dear Future,” reúne 10 visões de jovens arquitectos e ilustradores Portugueses de como Lisboa será em 2113, exactamente cem anos depois da actual Trienal de Arquitectura, editadas como um conjunto de postais para venda ao público.

Ao comprar e enviar os postais, o público estará a contribuir para uma gigantesca exposição “par avion” da qual é impossível adivinhar o destino final.

Para além dos 10 postais ilustrados, os conjuntos incluem ainda um postal bónus, em branco e pré-endereçado à Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, para que quem compre os conjuntos o possa preencher com texto, colagens ou desenhos e assim ver exposta a sua visão para o futuro de Lisboa.

O “Dear Future,” é um Projecto Associado da Trienal de Arquitectura de Lisboa sem fins lucrativos e tem o patrocínio do Banco Santander Totta e o apoio da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva e da Scribe, Produções Culturais.

Foi concebido e organizado por Duarte Lobo Antunes, Caetano de Bragança e Pedro Clarke.

Conta ainda com a participação de Ana Aragão, Benedita Feijó Andersen, Bárbara Maçães, Dulcineia Santos e Pedro Bandeira, Paulo Moreira e Prompt, Marta Brandão e Mário Rebelo de Sousa, Diogo Ramalho, Manuel Tojal e Tiago Rebelo de Andrade.

Para mais informações visite o site www.dear-future.org ou contacte info@dear-future.org

Os conjuntos estão à venda no Museu da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, onde estará instalado um expositor interactivo e onde se irão exibir as propostas do público, bem como na Ordem dos Arquitectos, livrarias (ex. Fnac, Bulhosa, Bertrand, etc.), e outras instituições selecionadas.
PVP: 8 € 

Características técnicas
Conjunto de 1 envelope e 11 postais no formato 170x120mm, impressos a 4/1 cores (quadricromia) + verniz offset mate geral frente, em cartolina de 240 grs.

Envelope “Dear Future”, no formato 186x136mm, impresso a 4/1 cores (quadricromia), em papel na cor Natural Vegetal de 112 grs.

Primeira edição - Lisboa, Setembro de 2013

LANÇAMENTO DO LIVRO ESCRITA ÍNTIMA

Lançamento do livro Escrita íntima. Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes: correspondência 1932 - 1961, com apresentação de António Mega Ferreira e José Manuel dos Santos.

19 de Fevereiro, 18h30

Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva

Entrada livre

RE-MOVE: VISITA GUIADA E CONVERSA COM ARTISTAS E CURADOR
Os artistas Sofia Pidwell e Yonamine e o curador da exposição, Natxo Checa, realizam, este Sábado, 29 de Março, pelas 16h00, uma visita guiada à exposição RE-MOVE.

O público é convidado a seguir a visita e a partilhar de uma conversa informal no espaço da galeria de exposições temporárias do Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Entrada livre.
Em torno de Vieira da Silva | Ciclo de Conversas

Programação das Conversas:

24 de Junho
"Os ateliers de Vieira da Silva", por Sandra Santos
18h30
Entrada livre

13 de Junho - Vieira da Silva em Festa
"Em torno de Vieira", por Joana Baião (historiadora de arte)
12h00 | 16h00
Entrada livre

29 de abril
“Em torno de Vieira da Silva”, por José-Augusto França (historiador e crítico de arte)
18h30
Entrada livre

Ciclo de Conversas

EM TORNO DE VIEIRA DA SILVA | CICLO DE CONVERSAS

Tendo como mote a carreira de Maria Helena Vieira da Silva e visando assinalar o início formal da programação da sua Casa-Atelier, a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva apresenta entre abril e junho de 2014 um ciclo de conversas que terá lugar no antigo atelier da pintora, no qual serão abordados temas da arte portuguesa e internacional do século XX.

Noite dos Museus 2014

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS 2014

Para as comemorações do Dia Internacional dos Museus o ICOM propõe para 2014 o tema "Museus: as coleções criam conexões".

Iniciativas variadas e actividades especiais a ter lugar dentro e fora de portas vão procurar sublinhar como as colecções que os museus reunem e apresentam podem criar laços entre pessoas, culturas e sítios, e relações ao nível social, histórico, temporal ou mesmo artístico. No fundo, de que modo o museu age como ponte e mediador.

As comemorações prolongam-se por dois dias de modo a celebrar a Noite Europeia dos Museus, a 17 de Maio, e o Dia Internacional dos Museus, a 18 de Maio.

A FASVS junta-se às comemorações disponibilizando um conjunto variado de actividades para todos os públicos que incluem desde a música à performance artística, passando por visitas guiadas e conversas temáticas.
Consulte a programação detalhada em http://fasvs.pt/eventos/programacao/72

17 de Maio | 10h - 00h
18 de Maio | 10h - 18h

Entrada Gratuita
ERRICHETTA UNDERGROUND

Errichetta Underground é o nome de uma multifacetada banda liderada por Federico Pascucci e Fausto Sierakowski, nascida em 2008 em Itália.

Composto por nove músicos, o grupo tem fortes ligações à música tradicional judaica e das Balcãs (no âmbito da qual criou o "Errichetta Festival"), repertório que, aliado às diferentes origens dos músicos e às suas várias formações musicais, resulta num estilo único e muito versátil. Actuando desde espaços públicos ao ar-livre às salas de concerto clássicas, como grupo completo ou divididos em sub-grupos, os Errichetta destacam-se pela sua energia contagiante e forte expressividade performativa.

Lisboa volta agora a ter o privilégio de os ver e ouvir em mais um inesquecível concerto.

Constituição do grupo:

Saxofone Tenor – M° Federico Pascucci
Saxofone Alto – M° Fausto Sierakowski
Saxofone Soprano – M° Primo Salvati
Clarinete – Ange Sierakowski
Trombone – Marco Pascucci
Contrabaixo – Gabriele Hintermann
Acordeão – Edoardo Petretti
Percussão (Pojk) – M° Carlo Hintermann
Guitarra – M° Mario Salvucc* (não estará presente em Lisboa)

Programa:

Kolomeyke, Música Klezmer tradicional [música judaica]
Nizo News, Macedónia (segundo Nizo Alimov, Orquestra Kočani)
Dervish Oro, Macedónia
14 temi, Sérvia (por Dezan Lazarovic)
Leskovacko Kolo, Sérvia
Djelem Djelem [hino do povo rom]
Hora Hanganu, Moldávia
Hora Lui Nutu, Roménia
Mio Marito, Roma
Pajdusko Oro, [dança balcã], Macedónia
More Sokol Pie, Macedónia, Música Klezmer tradicional [música judaica]

12 de Julho
17h00 

Linha Amarela | Cultura

O Dia Internacional dos Museus tem este ano como tema “Museus: coleções criam conexões”.

Aceitando este desafio proposto pelo ICOM - International Council of Museums, um conjunto de dez museus de Lisboa resolveu unir-se em rede usando como mote o que os aproxima: um património muito rico, a vontade de servir os seus visitantes e… a Linha Amarela do Metropolitano!

Juntaram-se assim museus desde o Jardim das Amoreiras, ao Rato até ao Parque do Monteiro Mor, no Lumiar, passando pelo Marquês de Pombal, Picoas, Entre Campos e Campo Grande, todos eles detentores de colecções muito diferentes entre si, mas todas com um enorme valor, histórico, artístico ou científico. (veja o percurso aqui).

E, para mostrar que no património estas classificações são, muitas vezes, artificiais e que o que une os museus é mais importante do que o que os separa, cada museu escolheu uma peça com um tema comum: a cor amarela, claro!

Assim, no fim de semana de 17 e 18 de Maio, a Linha Amarela proporciona um passeio pelos mundos da arte, da moda, do humor, da ciência ou do desporto, onde pode descobrir o que têm em comum uma borboleta do bicho da seda com um vestido dos anos 60, Joaquim Agostinho com Bordalo Pinheiro, ou  Arpad Szenes com o Auto da Alma, Noronha da Costa com um colete amarelo de Delacroix ou uma terrina chinesa com uma floreira lisboeta.

Lembramos que nestes dois dias os museus têm entradas gratuitas e esperam a sua visita!

 

Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva | Museu Nacional de História Natural e da Ciência |

Casa Museu Medeiros e Almeida | Casa Museu Dr Anastácio Gonçalves | Galeria 111 |

Museu da Cidade (CML) | Museu Bordalo Pinheiro (CML) | Museu Mundo Sporting |

Museu Nacional do Traje | Museu Nacional do Teatro

Passeios com Arte e Ciência

Os “Passeios com Arte e Ciência” são uma iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que com eles pretende dinamizar o eixo urbano Amoreiras – Chiado, ao longo do qual se distribuem 8 museus, e as respectivas estações de Metro que lhes dão acesso.

Devido à sua proximidade geográfica e diversidade de colecções, da arte à arqueologia, passando pela história e ciências, propõe-se um percurso para conhecer, explorar e apreciar estes 8 emblemáticos espaços da capital, contribuindo assim com mais uma oferta cultural para um dos pólos mais dinâmicos da cidade.

Nesse sentido, de modo a encorajar a visita a estes museus, foi criado um bilhete especial: ao adquirir o primeiro bilhete (tarifa completa) num dos 8 museus aderentes o visitante beneficiará, durante 3 dias, de 20% de desconto em todos os restantes.

Além da tarifa especial, o visitante viajante pode beneficiar de uma visita guiada gratuita a cada um desses museus, segundo a calendarização estabelecida. 

Parceiros e datas de visita:

   Museu de São Roque (31 de Janeiro)
   Museu Arqueológico do Carmo (28 de Fevereiro)
   Museu Nacional de História Natural e da Ciência (28 de Março)
   * Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva (18 de Abril)  ESGOTADO
   Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (30 de Maio)
   Museu da Água da EPAL (27 de Junho)
   Museu Geológico (25 de Julho)
   Museu da Farmácia (29 de Agosto)

Saber mais sobre o projecto e as actividades.

PAC: visita à Estação de Metro do Rato e ao Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva.

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DIA DOS VIZINHOS

Juntando-se à iniciativa da Boa Vizinhança de Santo António, o Museu da FASVS também pensou nos seus vizinhos e preparou algumas surpresas:

   Entrada gratuita no Museu (12:00 – 22:00)

   Entrada gratuita na Casa-Atelier de Vieira da Silva (15:00 – 19:00)

   Sorteio de rifas (vale 1 bilhete para o Museu) 

   Pedypapper “À descoberta das casas de Vieira da Silva” (15:00 – 19:00):

Neste dia especial, a pintora Vieira da Silva abre as portas a todos os “vizinhos” que queiram conhecer as suas casas (o Museu da FASVS e a sua Casa-Atelier), vizinhas do Jardim das Amoreiras. O jardim, com mais de duzentos anos de idade, será também um dos palcos desta aventura de descoberta!
Que memórias e histórias estão por revelar nestes lugares? Toca a reunir toda a família e, com todos os sentidos alerta, de pista em pista, vamos encontrar as letras e decifrar o último enigma. A palavra-chave levar-nos-á à merecida recompensa!
Preparados para este novo desafio, queridos vizinhos?
Concepção e orientação: Renato Santos

Local: Jardim das Amoreiras | Museu da FASVS | Casa-Atelier Vieira da Silva
Horário 15:00 – 19:00, 30 de Maio
Gratuito e NÃO necessita de inscrição

VIEIRA DA SILVA EM FESTA
Pelo segundo ano consecutivo a FASVS celebra com grande animação o aniversário da pintora Vieira da Silva a 13 de Junho. Das 10h às 21h o dia promete ser animado oferecendo um conjunto variado de actividades dirigido a todos os públicos.

Em torno das artes performativas, tema de excelência deste ano, teremos desde a música, com concertos e instalações sonoras, às performances e espectáculos de dança; já a colecção permanente e exposições temporárias serão mote para visitas guiadas, conferências e oficinas infantis.

A complementar a oferta há também demonstarções variadas e a já conhecida feira do livro de arte, e desta vez, ainda um conjunto de stands representativos de projectos artísticos e sociais.

À hora do lanche, cantamos os parabéns a Maria Helena e cortamos o bolo de aniversário! O Vieira Café estará, naturalmente, presente ao longo de todoo o evento, assegurando o catering dentro e fora do Museu.

Ao longo de todo o dia, as actividades realizam-se em vários espaços no interior e ao ar-livre: Museu | Casa - Atelier | Jardim das Amoreiras | Mãe d'Água | Capela da Senhora de Monserrate e são todas de entrada gratuita.

Consulte a programação detalhada aqui
DESCONTO
Até ao final de Agosto visite o Museu com 50% de desconto mediante a apresentação deste convite
A PAR E PASSO

De Janeiro a Dezembro, nas últimas quintas-feiras de cada mês, entre as 18h00 e as 19h00, a historiadora Emília Ferreira propõe a dois convidados que se ponham à conversa em torno da colecção do Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Contaremos com historiadores de arte, curadores e críticos e, claro, com artistas, que nos darão certamente um modo mais íntimo de perceber os segredos das obras de arte.

No Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, entrada livre.

A PAR:

17 de Dezembro de 2016
Filipe Rocha da Silva e Emília Ferreira



JÁ PASSOU:

28 de Janeiro de 2016
Raquel Henriques da Silva e Pedro Cabrita Reis

Raquel Henriques da Silva

Professora Associada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Departamento de História da Arte. Lecciona os seminários do Mestrado em História da Arte do século XIX e é coordenadora científica do Mestrado em Museologia. Directora do Instituto de História da Arte desde 2010.

Autora de estudos de investigação e divulgação nas áreas do urbanismo e arquitectura (século XIX-XX), artes plásticas e museologia. Comissária de exposições de arte.

Foi directora do Museu do Chiado (1994-97) e do Instituto Português de Museus (1997-2002). Integra o Conselho de Administração da Fundação Arpad-Szenes-Vieira da Silva.

Pedro Cabrita Reis

(Lisboa, 1956)

Um dos artistas portugueses mais conhecidos da actualidade, tem integrado as mais prestigiadas exposições internacionais, como a 9.ª Documenta de Kassel, a 24.ª Bienal de São Paulo, ou a Bienal de Veneza na qual, em 2003, foi o representante de Portugal. A sua obra, de grande riqueza de meios, compreende desenho, pintura, fotografia e instalação e tem também sido mostrada nos principais espaços expositivos nacionais.

Preferindo com frequência recorrer a materiais pobres e quotidianos, as suas instalações de dimensões arquitectónicas tomam conta do espaço e provocam o espectador, convidando à reflexão.

25 de Fevereiro de 2016
Emília Ferreira e Sofia Areal

Emília Ferreira

(Lisboa, 1963)

Mestre e Doutora em História da Arte Contemporânea (FCSH, UNL). Licenciatura em Filosofia (FLL, UL). Curadora, conferencista, Historiadora de Arte, tem várias publicações sobre museus, e sobre artistas portugueses, como . Membro da equipa da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea. “Mily Possoz: uma artista de fusão”, Mulheres Pintoras em Portugal: de Josefa d’Óbidos a Paula Rego, Coord. Raquel Henriques da Silva e Sandra Leandro, Lisboa, Esfera do Caos Editores, 2013; Quando ela diz sim, é sim; quando ela diz não, é não”, Sofia Areal. Lisboa: Athena, (Babel), 2011; “Mily Possoz: Portuguesa. Europeia. Modernista”. Mily Possoz uma gramática modernista. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Lisboa, 2010 ou Paula Rego ou a Vertigem de Alice. Porto: Quidnovi, 2010.

Sofia Areal

(Lisboa, 1960)

Inicia formação em Inglaterra, com os cursos de Textile Design e o Foundation Course, do Hertsfordshire College of Art and Design, St. Albans (1979-81). Em Portugal, estuda nos ateliers de Gravura e Pintura do Ar.Co., em Lisboa. Expõe colectivamente desde 1982 e individualmente desde 1990, em Portugal e internacionalmente. Além da pintura e do desenho, desenvolve também a investigação plástica nas áreas da ilustração (destacando-se, em 2012, o trabalho elaborado para a revista Colóquio Letras, FCG), tapeçaria, design gráfico e cenografia. A sua obra está representada em inúmeras colecções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro. Em 2014 publicou, em co-autoria com o Professor Emérito de Harvard, Allan Hobson, o livro Criatividade-Creativity (Lisboa, ISPA). Prémio Fémina para as Artes Visuais, 2012.


31 de Março de 2016

Ana Vidigal e Pedro Faro

Ana Vidigal
(Lisboa, 1960)
Pintora, termina o Curso de Pintura da ESBAL, em 1984. Expõe individual e colectivamente desde 1981, em Portugal e no estrangeiro. Bolseira da FCG entre 1985-1987, fez um estágio de Gravura em Metal com Bartolomeu Cid, Casa das Artes de Tavira (1989). Pintora residente do Museu de Arte Contemporânea – Fortaleza de São Tiago, Funchal (1998/1999). Em 1995 e em 2002 foi convidada pelo Metropolitano de Lisboa para criar painéis de azulejos para as estações de Alvalade e Alfornelos. Em 1997, a convite do Instituto Português do Património Arquitectónico, e integrada no projecto “Um Artista, um Monumento”, criou uma chávena em porcelana. Ilustrou o livro de poemas infantis “Como quem diz”, de António Torrado, publicado pela Assírio e Alvim, em 2005. Residência Ifitry Marrocos 2013. A sua obra encontra-se representada em inúmeras colecções públicas e privadas.

 Pedro Faro
(Lisboa, 1976)
Crítico e Historiador da Arte. Formado em História da Arte, pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa, e em Comunicação Empresarial, pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, colaborou na revista L+arte (de 2006 a 2011). Foi consultor de Artes Visuais do programa de televisão Câmara Clara, na RTP 2 - de 2010 a 2012. Tem desenvolvido e colaborado em várias actividades e projectos de investigação e divulgação da arte contemporânea. Colabora com o Atelier-Museu Júlio Pomar desde 2013. Integra a secção portuguesa da AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte), desde 2009.

28 de Abril de 2016
Pedro Lapa e David Santos

Pedro Lapa

Historiador de Arte, crítico, curador e docente universitário.
Doutoramento em História da Arte sobre a obra de Joaquim Rodrigo, é Professor convidado da FLL, director artístico do Museu Colecção Berardo. Durante 11 dirigiu o Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, foi curador da Ellipse Foundation (2004-2008). Entre 2008 e 2010, foi professor convidado da Escola das Artes da Universidade Católica de Lisboa.
Autor de inúmeros textos de investigação sobre arte portuguesa e de vários artigos científicos, tem exercido a curadoria em Portugal e no estrangeiro.
Prémio Grémio Literário em 2008.
Grau de Chevalier de l'Ordre des Arts et des Lettres, em 2010, pelo Ministro da Cultura de França. 

David Santos

Historiador de arte e curador de arte moderna e contemporânea. Doutorado em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. É atualmente Subdiretor-Geral do Património Cultural e Curador-Geral da BF16 (Bienal de Fotografia / V.F. Xira). Foi Diretor do Museu do Neo-Realismo de 2007 a 2013 e Diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado de Dezembro de 2013 a Julho de 2015. Autor de diversos estudos sobre arte publicados em catálogos e volumes coletivos, publicou ainda Marcel Duchamp e o readymade – Une Sorte de Rendez-vous, Assírio & Alvim, 2007) e A Reinvenção do Real – Curadoria e Arte Contemporânea no Museu do Neo-Realismo, (Documenta, 2014). Foi distinguido em 2015 com o Prémio (ex aequo) de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitetura – AICA/Fundação Carmona e Costa, e ainda com o Prémio APOM de Investigação. Foi também docente convidado do ensino superior na Escola da Artes da Universidade Católica Portuguesa (2001-2004, Porto), na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2015), e professor assistente na Escola Superior de Design do IADE, entre 1998 e 2009. Foi crítico de arte nos semanários (1996), O Independente (1997-2000), e nas revistas Arte Ibérica (1997-2000), Artecapital.net (2006-2007) eArqa – revista de arquitectura e arte (2000-2013). É mestre em História Política e Social (Universidade Lusófona), pós-graduado em História de Arte e licenciado em História, variante de História de Arte, (ambos pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa).

21 Maio de 2016
Bruno Marques e Ana Rito

Ana Rito (1978)

Desenvolve actividade artística e curadoria. Investigadora e docente. Desde 2002, participa em exposições enquanto artista e curadora, destacando-se Faccia Lei, 52ª Bienal de Veneza (2007), o PUPPE PROJECT, Galeria MAM Mario Mauroner Contemporary Art, Viena, (Festival Art&Film, 2010), There is no World when there is no mirror, Palácio Pombal (Festival Temps d´Images), A Culpa não é minha – Colecção António Cachola, Museu Colecção Berardo (MCB), e O Museu em RuínasMACE–Elvas. Em 2009-11, co-comissariou com Hugo Barata e Jean-François Chougnet She is a Femme Fatale#2, FCT-UNL, She is a Femme Fatale#1MCBObservadores – Revelações, Trânsitos e DistânciasMCB. Organizou CURATING THE DOMESTIC – Images@home, Trienal de Arquitectura de Lisboa (2013). Curadora de A Visão Incorporada/The Embodied Vision – Performance para a câmara(com Jacinto Lageira), no MNAC – Museu do Chiado (2014). Bolseira FCT, encontra-se a concluir Doutoramento na especialidade de Instalação-vídeo.

Bruno Marques

Nasceu em Huambo, Angola, em 1975, e vive e trabalha em Lisboa. Mestre e Doutorado em História da Arte Contemporânea pela FCSH/UNL. Desde 2014, é bolseiro pós-doc pela FCT com um projecto subordinado ao tema “Género e políticas da sexualidade na arte contemporânea”. Membro integrado da Comissão Científica do Instituto de História de Arte/UNL desde 2012. Integra a core team do Programa Doutoral em Estudos Artísticos/FCSH. Professor adjunto convidado da ESAD-CR em 2014. Vencedor da Iniciativa Novos Comissários 2008. É autor do livro Mulheres do Século XVIII. Os Retratos (2006). Coordenou os livros Sobre Julião Sarmento (Quetzal, 2012) e Arte & Erotismo (EAC/IHA-UNL, 2012, com Margarida Acciaiuoli). Co-organizou o colóquio internacional Arte & Erotismo (FCSH-UNL, 2012) e o colóquio exploratório Arte.Crítica.Política (Goethe-Institut, Lisboa / FCSH-UNL, 2014). Publicou ensaios sobre artistas como Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis, Lourdes Castro, Vasco Araújo e Costa Pinheiro.


30 de Junho de 2016
Rui Sanches e Celso Martins

Rui Sanches (Lisboa, 1954)

Estudou no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa, no Goldsmiths’ College, Londres (BA 1980) e na Yale University, New Haven (MFA 1982).

Em 1984 expôs pela primeira vez individualmente o seu trabalho na Galeria de Arte Moderna da SNBA e na Galeria Diferença, em Lisboa. Desde então realizou mais de quarenta exposições individuais de que se destacam a exposição retrospectiva no CAM da F. C. Gulbenkian (2001), “MUSEUM” no Museu Nacional de Arte Antiga (2008) e “Dentro do desenho”, na Fundação Carmona e Costa (2014) e participou em dezenas de exposições colectivas, em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho está representado nas principais colecções públicas portuguesas e várias colecções internacionais, nomeadamente: CAM/Fundação C. Gulbenkian, Fundação de Serralves, Museum Van Hedendaagse Kunst Antwerp, Museu Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporaneo, Badajoz, Fundação EDP, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Coleção Berardo e Coleção Cachola.

Tem diversas obras em espaços públicos, nomeadamente na estação de metro Olaias, Lisboa, em Alcobendas, Espanha, a escultura “Colunata” na Assembleia da República e o monumento a Maria José Nogueira Pinto na Ribeira das Naus, Lisboa.

Em 2008 recebeu o Prémio AICA/Ministério da Cultura.
www.ruisanches.com


Celso Martins (Lourenço Marques (actual Maputo), Moçambique, 1971)

É Licenciado em História, Variante de História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Possui o  Diploma de Estudos Avançados (equivalente a Mestrado) na Universidade Politécnica de Valência (Espanha). Encontra-se neste momento a terminar a sua tese de doutoramento na mesma instituição. É critico de arte no Jornal Expresso desde 1995 e lecciona cadeiras de teoria da arte na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (Instituto Superior de Leiria) desde 2000. Foi consultor para as artes plásticas do programa Magazine Artes do Canal 2 da Rádio Televisão Portuguesa (2005). Publicou inúmeros textos em catálogos de artistas como Joana Vasconcelos, Júlio Pomar, Luís Nobre, Fátima Mendonça, ou Pedro Zamith para além de livros sobre Gil Heitor Cortesão ou Valter Vinagre. Apresentou várias conferências, das quais se destacam: «Arrefecimento Global. A Expressão na Arte Contemporânea» incluída no Ciclo de Conferências sobre o tema da Expressão com a participação entre outros de Jerrold Levinson e Noel Carroll, Museu Nogueira da Silva, Braga (2007); «A crítica de Arte e os meios de comunicação de massas», conferência na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2006); «Realismo e marxismo nos anos trinta» conferência no Museu do Neo-Realismo, seguida de debate com David Santos e Emília Tavares (2005).

  
A URGÊNCIA DA ARQUITECTURA
A lista B, candidata aos órgãos sociais da Ordem dos Arquitectos 2017-19,  convida-o(a) a participar no ciclo de debates A Urgência da Arquitectura a realizar nos dias 3 e 4 janeiro, 21h30, no Cinema Passos Manuel - Porto, e nos dias 5, 6 e 9 de janeiro, 19h00, no Museu Arpad Szènes Vieira da Silva - Lisboa. A entrada é livre.

3 e 4 Jan - 21h30
Porto - Cinema Passos Manuel


3 Jan (terça-feira)
Acesso à profissão, estágios e futuro: Por onde começar?
João Favila, 

João Paulo Loureiro
Paulo Moreira
Joana Roxo
Gonçalo Canto Moniz [moderação]
Identidade e património: O que interessa promover?
Nuno Grande
Nuno Sampaio
Michel Toussaint
Jorge Figueira [moderação]

4 Jan (quarta-feira)
Arquitectura, cidadania e paisagem (PNAP): E agora?
Gonçalo Byrne
João Gomes da Silva
Graça Correia
Jorge Bonito [moderação]
Honorários, concursos e contratação: A que preço?
João Pedro Serôdio
Ricardo Paulino
Francisco Ré
João Mendes Ribeiro
Paula Santos [moderação]


5, 6 e 9 Jan - 19h
Lisboa - 
Museu Arpad Szènes Vieira da Silva
 

5 Jan (quinta-feira)
Arquitectura, cidadania e paisagem (PNAP): E agora?
Manuel Aires Mateus
João Nunes
Nuno Brandão Costa
Jorge Bonito (moderação)
Honorários, concursos e contratação: A que preço?
João Luís Carrilho da Graça
Luis Pereira Miguel
Gonçalo Gaspar
Paula Santos (moderação)

6 Jan (sexta-feira)
Acesso à profissão, estágios e futuro: Por onde começar?
Inês Lobo
Pedro Clarke
Miguel Marcelino
Pedro Santos
Gonçalo Canto Moniz (moderação)
Identidade e património: O que interessa promover?
Manuel Graça Dias
Ricardo Bak Gordon
André Tavares
Jorge Figueira (moderação)

9 Jan (segunda-feira)
Liberdade e limites no exercício da profissão: Precisamos de mais limites? Quais?
Gonçalo Byrne
Telmo Cruz
Miguel Amado
Miguel Judas
António Barquinha
Pedro Cordeiro (moderação)



pelosarquitectospelaarquitectura.pt
sul.pelosarquitectospelaarquitectura.pt
TARDES DE CINEMA NO MUSEU

No âmbito das celebrações dos 20 anos do Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva serão exibidos filmes, documentários e entrevistas sobre a Fundação, bem como a vida e obra de Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes.

Quando Sábados e Domingos, de Novembro de 2014 a Janeiro de 2015
Horário Em loop a partir das 14h
Onde  Auditório do Museu

PROGRAMA

Sábados

Vieira da Silva. A memória do mundo

Realização: Alexandre Reina.
Produção: Bebop comunicação audiovisual para a RTP, 2005.
Duração: 55' 


Au fils du temps. Percurso fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva

Produção: Escola Superior de Teatro e Cinema, 2008.
Duração: 21’30


Domingos
*

Ma femme chamada Bicho

Realização: José Alvaro de Morais1977.
Produção: Centro Português de Cinema, Lisboa.
Duração: 80’

 

Entrada mediante apresentação do bilhete da exposição.


*excepto 30 Novembro 

Dia Europeu das Fundações
1 de Outubro

O Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva adere à iniciativa europeia dinamizada pelo Centro Português de Fundações, promovendo ao longo do dia um conjunto de actividades de entrada livre, dentro e fora de portas:

10h - 18h
- Entrada gratuita no Museu

13h - 17h
- Actividade "Faz a Tua Cidade" (entre o Jardim das Amoreiras e a entrada do Museu), orientada pelo FAZ 15-25;
- Actividade ao ar-livre com intervenção na fachada e na fonte em parceria com o quiosque, orientada pelo FAZ 15-25;

13h e 15h
- Conversa Connosco “As Cidades de Vieira”;

- Conversa Connosco " Tapeçarias de Portalegre na obra de Vieira da Silva";

17h30 / 18h (hora a definir)

Conversa com Vania Rovisco, Abraham Hurtado e Jochen Arbeit (fundadores da AADK) sobre o seu mais recente projecto de dança / performance – HABAS, desenvolvido em residência na Casa-Atelier Vieira da Silva.

HABAS: Um trabalho performativo e de pesquisa corporal onde a narração é sujeita a vários significados intemporais entre dois corpos, o de Abraham Hurtado e Vania Rovisco. Os actos ou acontecimentos estabelecem uma comunicação visual por apenas se tratar de corpos e não identidades, visto que as caras dos intérpretes estão completamente tapadas. A não identificação de géneros ou papéis sociais faz com que o espectador se possa concentrar exclusivamente na ligação e relação das acções e acontecimentos que vão surgindo e multiplicando como matéria narrativa desconexa. O importante cenário sonoro do músico Jochen Arbeit corre paralelamente às acções, como apoio nos momentos de sincronização de sentidos e conteúdos.

Conheça mais sobre a iniciativa aqui 

DEBATE

Museus Hoje e Amanhã: Qual o Lugar dos Jovens?

Domingo, 30 Novembro
15h-17h
Entrada livre 

Inserido na Programação para Jovens, e no âmbito das celebrações dos 20 anos da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, o FAZ 15-25, Colectivo de Jovens do Museu, convida jovens, artistas, profissionais de museus, professores e todos os interessados, a discutir ideias sobre o futuro dos museus e sobre novas formas de participação dos públicos jovens. 

Como é que os jovens podem contribuir na programação dos museus? Que novas estratégias é que os museus podem utilizar para atrair e formar públicos jovens?

Debate co-organizado e moderado pelo FAZ 15-25, colectivo de jovens do Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Painel de oradores:

Ana Vidigal, artista plástica

Ricardo Bak Gordon, arquitecto

Tempos de Vista, colectivo feminino

Carpe Diem - Arte e Pesquisa

Programa de Estágios da Fundação EDP/Fundação Juventude

Jovens, professores e mediadores de educação em museus

 

* Sujeito a eventuais alterações


A sessão contará também com a apresentação da nova app do Museu, realizada pelo FAZ 15-25. 



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APLICAÇÃO

A app do Museu foi desenvolvida pelos membros do FAZ 15-25, o Colectivo de Jovens do Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva.

A aplicação é composta por uma selecção de obras que integram o acervo da colecção permanente do Museu. Para cada uma delas é disponibilzada em português, em áudio e por escrito, a informação técnica da obra e uma breve explicação interpretativa, acompanhada da sua imagem.
Devido à rotatividade das exposições, pode acontecer que algumas das obras contempladas não estejam permanentemente expostas.
Paralelamente, a aplicação contempla ainda informação biográfica sobre Vieira da Silva e Arpad Szenes, bem como a história da Fundação e do Museu. 

A utilização e download da aplicação são gratuitos e não requerem, para o seu funcionamento, ligação à internet. Uma vez descarregada, a app pode por isso ser consultada antes, durante ou depois da visita. Ver instruções de download


FAZ-TÁ POP

No dia 21 de Março, entre as 12h e as 18h, o FAZ15-25, Colectivo de Jovens da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva apresenta um programa de eventos paralelo à exposição "Sonnabend | Paris – New York".

Filmes, poesia declamada no Museu, actividades em colaboração com o Colectivo de artistas Tempos de Vista, Conversas Connosco e muito mais. O programa completo pode ser consultado aqui.

Todas as actividades são gratuitas* e especialmente dedicadas a públicos entre os 15 e os 25 anos.

Mais informações em www.faz1525.wordpress.com, facebook FAZ15-25.

*mediante apresentação de bilhete do dia. 

Arpad e Vieira: Outras Colecções

Arpad Szenes e Vieira da Silva tiveram notáveis percursos profissionais, o que explica a disseminação da sua obra pelos quatro cantos do mundo, seja junto de instituições de renome, desde prestigiados museus e galerias de arte a instituições bancárias, ou de coleccionadores particulares que ainda mantêm, por vezes, o anonimato. Por forma a dar a conhecer esse legado artístico e facilitar o acesso a esses trabalhos, promovendo desse modo o estudo e divulgação da vida e obra de Vieira da Silva e Arpad Szenes, seleccionámos um conjunto, não exaustivo, de colecções nacionais e estrangeiras, sobretudo ligadas a instituições culturais, que reúnem um número mais ou menos significativo de obras do casal Szenes. Muitas destas colecções permitem ser exploradas online, dando assim a oportunidade de melhor conhecer a obra de Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes.

Consulte aqui a lista de colecções institucionais.

CICLO MÚSICA PARA VIEIRA

MÚSICA PARA VIEIRA DA SILVA
CICLO DE MÚSICA

Para celebrar a relação entre Maria Helena Vieira da Silva e a Música, a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva e a Associação Música, Educação e Cultura (AMEC|Metropolitana) desenharam um ciclo de recitais de música de câmara, nos quais Solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa interpretarão obras de compositores muito queridos da pintora portuguesa.

A feliz coincidência da programação da Metropolitana com a intenção da Fundação tornaram possível este ciclo, que se deseja poder vir a renovar-se em temporadas posteriores, intenção amplamente justificada pelas numerosas referências ocasionais e substanciais da pintora à linguagem musical e a alguns dos seus principais cultores. “A minha pintura seria diferente se a arte da fuga não me fosse familiar”, disse ela, comentando a sua íntima relação com a “linguagem dos sons”, cujo mistério essencial se recorta por detrás de muitas das suas composições.A Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva e a Orquestra Metrolpolitana de Lisboa apresentam o ciclo "Música para Vieira da Silva", pelos solistas da Orquestra.

* Programa completo do Ciclo de Música e outras informações aqui

Entrada livre



AGENDA

15 de Novembro
J. S. Bach, Suite n.º2, Ré menor, BWV 1008 
J. S. Bach, Suite n.º3, Dó Maior, BWV 1009

Peter Flanagan | Violoncelo

14 Dezembro
W. A. Mozart, Divertimento n.º 2, KV Anh, 229
C. Arrieu, Suite em trio

J. Ibert Cinco, Peças em trio

Jovens solistas da Metropolitana:
Moisés Martins | clarinete
Rui Ascensão | oboé
Cláudia Prata | fagote 

7 Fevereiro

G.F. Händel, Sonata em trio, HWV 386a

M.F. Cannabich, Quarteto com flauta  Op 1/5

W.A. Mozart, Quarteto com flauta n.º 2, K 285a

J.S. Bach, Sonata em trio, BWV 1038

J.C. Bach, Quarteto com flauta, W. B58

W.A. Mozart, Quarteto com flauta n.º4, K 298

Nuno Inácio | flauta

Carlos Damas | violino

Andrei Ratnikov | viola

Jian Hong | violoncelo

Marcos Magalhães | cravo

28 Março

QUARTETO DE CORDAS
J. Haydn, Quarteto de cordas em Ré menor Op. 42
F. Schubert, Quarteto de cordas nº 15, D. 887

Alexei Tolpygo | violino
Agnés Sarosi | violino
Irma Skenderi | viola
Nuno Abreu | violoncelo

16 Maio16h00
W. A. Mozart, Quarteto de cordas nº 15
  Carolina Damásio | violino
  Ana Teresa Oliveira | violino
  Catarina Olaio | viola
  Ana Hespanha | violoncelo

D. Milhaud, Suite d'après Corrette
A. Szalawski, Trio
  Moisés Martins | clarinete
  Rui Ascenção | oboé
  Cláudia Prata | fagote
 
PALESTRA

Manuel Castro Caldas

Conferência no âmbito da exposição “Sonnabend | Paris - New York”

Aspectos diferenciais da sensibilidade Pop: estatuto do objecto, percepção, prática e  política no reino da facticidade.

Explorar-se-á a ideia de que o abrupto confronto entre a tradição da ‘Escola de Paris’ e a emergência de uma sensibilide Pop - que Ileana Sonnabend quis ver ultrapassado com a corajosa programação da sua galeria parisiense na década de 60 – indiciava mais do que um simples conflito de gosto(s). As obras agora reunidas na exposição “Sonnabend - Paris/New York” baseiam o seu sentido em registos materiais e modalidades conceptivas e perceptivas que não poderiam senão prenunciar um “outro mundo” - desconhecido, opaco, incompreensível - para a Paris de então. Crítica ou já nem isso, a “distância” que então habitava esses objectos  para o bem e para o mal está ainda connosco.

16 de Abril de 2015

18h00

Auditório do Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva,
Entrada Livre.

Manuel Castro Caldas estudou pintura em Lisboa (E.S.B.A.L.) e Nova Iorque (Whitney Museum of American Art Independent Study Program). Obteve o seu B.A. na New York University e o seu M.A. no Institute of Fine Arts, em Nova Iorque. Foi responsável pelas aquisições da Colecção de Arte Contemporânea Portuguesa da Fundação Luso-Americana, Lisboa. Eventualmente, escreve sobre arte e comissaria exposições, participando também em conferências, seminários e colóquios na área da Crítica, História e Teoria de Arte. Desde 1994 é Director Executivo do Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa, onde exerce actividade lectiva.

BLUES NO MUSEU
Entrada livre
 

JÁ ACONTECEU

* 30 de Maio *

HEARTS & BONES

Petra Pais | Voz
Luís Ferreira | Guitarra

blues 1

Fundadores de uma das mais reconhecidas bandas de blues nacionais, a Nobody´s Bizness, juntos em dueto e em visita ao blues e à folk norte americana. Décadas de histórias em canção é o que trazem ao público com a paixão que os tem movido sempre ao longo dos anos a prestar homenagem aos seus heróis, assim como os seus próprios temas, escritos ao longo de uma década de parceria em que partilham o amor à música num formato intimista e cru.



* 18 de Julho *

STONEBONES & BAD SPAGHETTI

Ana Figueiredo | voz, flauta 
André Lentilhas | banjo 5 cordas
Bruno Lourenço | bandolim
Gil Pereira | contrabaixo
Hildebrando Soares | guitarra, voz 

blues 2

Grupo de músicos com sonoridades e influências diversas que se encontra nos sons tradicionais do bluegrass, música de raiz popular influenciada pelo folk irlandês, jazz e blues afro-americano, numa paixão que a todos é comum - tocar. Distinguem-se pela incrível energia da sua música e ao vivo apresentam uma recolha abrangente de canções tradicionais e temas inéditos cantados em português.

Ciclo de Concertos de Música de Câmara

A temporada 2015 / 2016 da Metropolitana marca o regresso à parceria entre a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva e os Solistas da Metropolitana.

De Outubro de 2015 a Junho de 2016 uma série de concertos de música erudita – o Ciclo de Concertos de Música de Câmara - irá ter lugar no Museu.

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JÁ ACONTECEU

17 de Outubro | 16H00
Música Íntima
 

21 de Novembro | 16h00

Händel, Bach, Zelenka

30 de Janeiro de 2016 | 16h00

Diálogos

12 de Março | 16h00

Sallinen, Golijov

21 de Maio - Noite dos Museus | 21h00

Quarteto de Cordas e de Saxofone

Obras de Mozart, Dvorák, Nyman e Piazolla

18 de Junho | 16h00

Mozart, Prokofiev

 

CONFERÊNCIA Arpad Szenes, Lajos Kassák e o Modernismo Húngaro

No âmbito da exposição A Linha do Espaço, e em co-organização com a Embaixada da Hungria em Lisboa, duas especialistas em arte húngaras, virão ao Museu para a conferência Arpad Szenes e Lajos Kassák, figuras fundamentais do Modernismo Húngaro, focando as ligações de Arpad Szenes à Hungria, sua terra natal, e os desafios dos museus monográficos.

A sessão contará com duas comunicações:

      da historiadora de arte Dra. Krisztina Passuth: “Arpad Szenes: Rencontres à Budapest, Paris, Lisbonne”;

      da Directora do Museu Kassák, Edit Sasvári: “Perspectives of a monographic museum on the challenges of the global world of museums. The Kassák Museum, Budapest”.

Ao evento seguir-se-á um cocktail.

Dia 27 de Maio | 18h

Entrada livre

Vieira da Silva em Festa
No dia de aniversário de Maria Helena Vieira da Silva - 13 de Junho, dia de Santo António, o Museu organiza um dia repleto de iniciativas e actividades variadas e gratuitas, dirigidas a toda a família. 

Das 10h00 às 22h00, no Museu, Casa-Atelier Vieira da Silva, Jardim das Amoreiras e Capela de Nossa Senhora de Monserrate, haverá visitas guiadas, oficinas para crianças, música, cinema, dança, performances e fotografia, sem esquecer a já conhecida Feira do Livro de Arte do Museu. 

Estarão presentes:
FAZ 15-25
    Urban Sketchers Portugal    Story-Bullets historic photographic processes
MONSTRA - Lisbon Animated Film Festival    Hot Clube Escola de Jazz Luís Villas-Boas
Cinantrop Festival Internacional de Cinema Etnográfico    Aadk Portugal    DJ Smooth
Mini-Orfeu do Orfeu Negro    
Tomás Cunha Ferreira e Bartolo    Vânia Rovisco    Florista Calla


Os comes e bebes são assegurados pelo Vieira Café e pelo Lisboa on Wheels e o bolo de aniversário, com conceito da Fabrico Próprio, é da responsabilidade do mestre pasteleiro Paulo Santos.

Com o Vieira da Silva em Festa, já na sua terceira edição, procuramos promover o conhecimento da artista e da obra de Maria Helena Vieira da Silva, confrontando o
público com outras formas de expressão Contemporânea, revitalizar o Jardim das Amoreiras como espaço de lazer e pólo cultural e artístico, e proporcionar a todos um dia diferente.


ENTRADA LIVRE

Conheça aqui a programação detalhada do evento.

Para mais informações e inscrições nas oficinas escreva para casa-atelier@fasvs.pt.

Evento no Facebook
 
PRÉMIO FASVS

VER, SENTIR E FAZER ARTE POP

Concurso de artes visuais

Por ocasião da exposição temporária SONNABEND ǀ Paris – New York, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (FASVS) promoveu, sob a coordenação do historiador de arte Renato Santos, o concurso de artes visuais Ver, Sentir e Fazer Arte Pop. Tendo como fonte de inspiração as obras da colecção da Galeria Sonnabend, todos os concorrentes apresentaram, num registo fotográfico em suporte digital, um trabalho, sem restrições técnicas ou materiais. Para além deste requisito, a idade (participantes até 17 anos) e o bilhete de acesso à exposição, foram as premissas obrigatórias de candidatura.

A FASVS congratula-se com a recepção de dezenas de candidaturas que em muito enriqueceram o presente prémio e vem por este meio informar que já foram apurados os vencedores, que abaixo anunciamos:  

 

Vencedor | Guilherme Moreira Portela - Schoolboy

Viagem a Paris + Catálogo da exposição SONNABEND | Paris – New York

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2º prémio |
Rafaela Reis – [sem título]

Entrada livre no Museu, válida por 1 ano + Catálogo da exposição SONNABEND | Paris – New York

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3º prémio |
Inês Barreira - Poubelle de um artista

Entrada livre no Museu, válida por 1 ano + Catálogo da exposição SONNABEND | Paris – New York

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Restantes participantes 

Aos restantes participantes foi atribuída uma menção honrosa e um catálogo da exposição SONNABEND | Paris – New York que pode ser recolhido na recepção do Museu.

Dia Europeu das Fundações
1 de Outubro
a partir das 18h00

O Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva adere à iniciativa europeia dinamizada pelo Centro Português de Fundações promovendo ao final da tarde um conjunto de actividades de entrada livre:

< concerto dos The soaked lamb >
< Feira do Livro de Arte >
< Conversas Connosco > 

Veja o programa e participe! 
Espírito da Arte | Arte do Espírito. Ciclo de debates

Em conjunto com o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) vamos organizar um ciclo de debates, de entrada livre e gratuita, dedicado ao tema Espírito da Arte / Arte do Espírito.

A primeira sessão teve lugar a 5 de Novembro, pelas 18h00, no auditório do nosso Museu e juntou o pensador Eduardo Lourenço e o P. José Tolentino Mendonça, numa conversa moderada por José Carlos Seabra Pereira, reunindo na mesma mesa o anterior e actual director do SNPC.

 

Saiba mais no site da SNCP.

CONCERTO FINISSAGE 2015
Concerto Finissage 2015
VITORINO E TERESA MAGALHÃES
Conversa e visita guiada na exposição No atelier, de Teresa Magalhães
FEIRA DE NATAL 2015
Prendas para toda a família e um dia bem passado, que pode incluir um passeio pelo jardim, uma visita à exposição e um lanche na nossa cafetaria.

Venha visitar-nos!

Mais info aqui.
5 minutos de Jazz com a Big Band Junior
Em 2016, o CINCO MINUTOS DE JAZZ comemora 50 anos de emissões !

O Museu e a Big Band Júnior juntam-se aos festejos dos 50 anos do programa de José Duarte.

É já na próxima quinta-feira, 25 de Fevereiro, às 18h00.

Entrada livre.

Cinco Minutos de Jazz com José Duarte

Vencedor do Prémio de Melhor Programa de Rádio da SPA em 2014.
É o programa diário - de segunda a sexta - mais antigo da Rádio portuguesa.
A primeira emissão foi em 21 de Fevereiro 1966.
Desde 1993 na Antena 1, tem como objetivo divulgar música jazz de todos os estilos e de todos os anos.
Jazz de New Orleans, swing dos anos 30, bebop dos anos 40, hard bop dos anos 50, estilos que coabitam até com o free jazz.
A sua abertura e fecho pertencem já à História da Rádio portuguesa.
De Segunda a Sexta, na Antena 1 às 02:55 e 21:55*.
* Edição Original

 

Big Band Junior

A Big Band Júnior (BBJ) é uma orquestra-escola de jazz constituída por cerca de 20 músicos entre os 12 e os 17 anos de idade. Nasceu em Outubro de 2010, a partir de uma ideia original de Alexandra Ávila Trindade e João Godinho e ganhou forma através de uma parceria entre o Centro Cultural de Belém e o Hot Clube de Portugal. 

A missão da BBJ é estimular o gosto pelo jazz entre os mais novos, proporcionando uma formação aos seus alunos enquanto músicos de uma orquestra de jazz e dando-lhes a oportunidade de experimentarem momentos que fazem habitualmente parte da vida de um músico profissional.

Cinco Minutos de Jazz com José Duarte
Vencedor do Prémio de Melhor Programa de Rádio da SPA em 2014. 
Em 2016, o CINCO MINUTOS DE JAZZ comemora 50 anos de emissões !
É o programa diário - de segunda a sexta - mais antigo da Rádio portuguesa.
A primeira emissão foi em 21 de Fevereiro 1966.
Desde 1993 na Antena 1, tem como objetivo divulgar música jazz de todos os estilos e de todos os anos. 
Jazz de New Orleans, swing dos anos 30, bebop dos anos 40, hard bop dos anos 50, estilos que coabitam até com o free jazz.
A sua abertura e fecho pertencem já à História da Rádio portuguesa.
De Segunda a Sexta, na Antena 1 às 02:55 e 21:55*.
* Edição Original
BIG BAND JÚNIOR
EM BREVES PALAVRAS
A Big Band Júnior (BBJ) é uma orquestra-escola de jazz constituída por cerca de 20 músicos entre os 12 e os 17 anos de idade. Nasceu em Outubro de 2010, a partir de uma ideia original de Alexandra Ávila Trindade e João Godinho e ganhou forma através de uma parceria entre o Centro Cultural de Belém e o Hot Clube de Portugal. 
A missão da BBJ é estimular o gosto pelo jazz entre os mais novos, proporcionando uma formação aos seus alunos enquanto músicos de uma orquestra de jazz e dando-lhes a oportunidade de experimentarem momentos que fazem habitualmente parte da vida de um músico profissional.
 

 

Curso Teórico VIAGEM: O escuro era grande, o mar muito grosso, o vento muito rijo

Um programa formativo do Ar.Co em colaboração com a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Data 30 Abril, 7, 14 e 21 Maio 2016 (ultima sessão aberta ao publico)
Local Localização: Auditório da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Praça das Amoreiras, 56, 1250-020 Lisboa - Portugal

Carga Horária 8 horas - 50 créditos

Preço 35€ + 0,75€(seg).

Condições de Admissão Sem requisitos. Por ordem de inscrição.

Horário Sábados das 15h00 às 17h00

Programa : A Viagem e os diversos sentidos que se lhe associam e se espelham nas práticas e nas técnicas artísticas. O rito iniciático: das demandas de Gilgamesh, Ulisses, ou Pinóquio às metamorfoses de Ovídio ou Kafka. O Sonho e o labirinto: busca do sagrado, locais utópicos, ilustrações fantásticas e viagens de maravilha - mas também campanhas, expedições e catalogações de curiosidades guardadas em gabinetes ou expostas em feiras coloniais. Viagens à lua e explorações aventureiras (jornadas reais, "trips" alucinogénias e incursões no nonsense) em busca do bigger than life. O Grand Tour e o deambular do flâneur. O presente global, que assimila o Outro no Mesmo mas no qual, paradoxalmente, o uncanny ressurge, com nova aura ou monstruosa face.

Professora: Manuela Correia Braga

Inscrições abertas na secretaria do Ar.Co:
21 880 10 10 | secretaria@arco.pt

www.arco.pt

Noite dos Museus 2016
21 MAIO 

|| 10H00
Abertura do Museu [entrada gratuita]
Abertura do Vieira Café, com ementa especial [até às 23h00]

|| 15h00-17h00
Aula aberta e encerramento do curso teórico
VIAGEM: O escuro era grande, o mar muito grosso, o vento muito rijo

Um programa formativo do Ar.Co em colaboração com a
Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
ProfessorManuela Correia Braga
Mais informação AQUI. 


||
18h00
A Par e Passo
Conversa com Ana Rito e Bruno Marques 


||
19h30
Degustação de vinhos Bacalhôa


|| 21h00
Concerto Jovens Solistas da Metropolitana
Quarteto de Cordas e de Saxofone
Obras de Mozart, Dvorák, Nyman e Piazolla
Ver AQUI

 

 

CARLOS PAVAN

Carlos Pavan
compositor argentino radicado em Nova Iorque.
Na sua guitarra combina ritmos da Argentina com conceitos de música clássica e jazz.

Cartaz

VIEIRA DA SILVA EM FESTA 2016
15h00
Sebastião Antunes e Adufes em
Lisboa no Viva a Música de Armando
Carvalhêda (Antena 1) Auditório
15h30
O Homem do Saco | Tipografia
oficina de máscaras
Jardim
João Afonso | Concerto
Capela de Nossa Senhora de
Monserrate
16h00
Sérgio Godinho e Capicua | Diálogo
Auditório
16h30
Banda de Gaita de Foles
Jardim
17h00
Jogo do Pau | Ginásio Clube Português
Jardim
17h30
Bolo de Aniversário
Museu
Visita Guiada com os artistas
Backstories | Mitsuo Miura | Pedro
Calapez | Rui Sanches
Museu
18h00
Banda de Gaita de Foles
Jardim
18h30
Mulheres da Serra de Montemuro
Documentário de Francisco Manso
com a presença do realizador
Auditório
Visita Guiada às exposições
por Renato Santos
Museu
19h00
Cramol | Canto Tradicional de Mulheres
Museu
19h30
Camané |

 

13 de Junho

Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva

10h00-20h00

Entrada Gratuita

 

O aniversário de Maria Helena Vieira da Silva é festejado em Lisboa com arte popular para todos.

Entre o Museu, a Casa-Atelier e o Jardim das Amoreiras, teremos exposições, visitas guiadas, actividades para crianças e concertos. Com Sebastião Antunes e os adufes em Lisboa, orquestra de foles, Camané, João Afonso, as CRAMOL e o programa Viva a Música! de Armando Carvalhêda com transmissão em directo na Antena 1. Teremos ainda o documentário de Francisco Manso - Mulheres da Serra de Montemuro, Sérgio Godinho e Capicua em diálogo no Museu, visitas à fábrica de Passamanarias, o jogo do pau, os Bonecos de Santo Aleixo, artesanato e costura na retrosaria de Rosa Pomar, uma feira do livro de arte, oficinas dE tipografia pel’O Homem do Saco, comida sobre rodas, bolo de aniversário e muito mais. Parabéns!

 

Espalhem a palavra!

Evento no Facebook

 Programa AQUI

 

17 DEZEMBRO | NATAL NO MUSEU

Foi você que pediu um Natal com Arte?

No próximo dia 17 de Dezembro, sábado, venha visitar a nossa Feira de Natal – Feira do Livro de Arte – com grandes descontos e com a colaboração da Galeria Diferença, que vai estar connosco nesse dia com uma oficina de gravura de postais e com os seus produtos à venda na Feira.

Farto de comprar?
Às 15h00 venha ouvir a conversa entre o artista Filipe Rocha da Silva e a historiadora de arte Emília Ferreira, sobre a exposição Desenhos Têxteis.


E antes de lanchar no Café do Museu que tal um momento de pausa e desfrute?
Às16h00 desça as escadas para ouvir o concerto dos Solistas da Metropolitana no auditório do Museu.

            Beethoven, Mozart

            L. v. Beethoven Serenata para Trio de Cordas, Op. 8

            W. A. Mozart Divertimento para Trio de Cordas, KV 563

            Solistas: Carlos Damas (violino), Andrei Ratnikov (viola), Jian Hong (violoncelo).

Que tal? 

FESTAS DE ANIVERSÁRIO
Celebre o aniversário dos seus filhos no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva. 

Temos soluções para crianças dos 3 aos 12anos:

Um museu de mistérios
Na casa de Vieira da Silva
 
O programa inclui visita-jogo, oficina e lanche no Vieira Café, e claro, muita animação!

Peça mais informações aqui.

A ARTE EM IMAGENS
Próxima sessão:

13 de Junho de 2017
FERNANDO LEMOS,  de Jorge Silva Melo, 2017
Excertos do filme em curso.


Pode consultar aqui toda a programação:

 
VIEIRA DA SILVA EM FESTA 2017

13 de Junho de 2017

Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva

10h00-20h00 | Entrada Gratuita

O dia de aniversário de Maria Helena Vieira da Silva é festejado este ano em Lisboa com tacos e forró.

 

Entre o Museu, a Casa-Atelier e o Jardim das Amoreiras, vamos ter exposições, visitas guiadas, dança, actividades para crianças, flores, comida e concertos. Com Lula Pena; a banda Luso Baião com chorinhos e forró e o guitarrista Gabriel Godoi. Teremos ainda uma mostra do mais recente filme de Jorge Silva Melo sobre Fernando Lemos e a historiadora Irene Pimentel à conversa com Ana Vidigal sobre o exílio. O Ginásio Clube Português traz-nos o jogo do pau e capoeira. Temos Photobooth no Jardim - sem parar -, uma Pop Up da Discolecção e Flores numa bicicleta com a Saudade Flores. Tragam os vossos lápis e cadernos para desenhar a festa com os Urban Sket­chers e um modelo dançante com a Cathy Douzil. Haverá também a usual feira do livro de arte; livros e contos para crianças com a BAOBÁ livraria; oficinas de gravura pela Galeria Diferença; o Vieira Café aberto ao longo do dia com um menu especial; comida e tacos sobre rodas com Las Ficheras, cocktails e muito mais.

Parabéns nesta data querida.

CURSO DE HISTÓRIA DA ARTE MASCULINO || FEMININO
MASCULINO || FEMININO
Curso de História da Arte por Fernando António Baptista Pereira
Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva (auditório)

18h00 || 19h30

10€ pessoa / sessão

Sessão 1 | 23 de Maio | Sofonisba Anguissola e Lavinia Fontana num mundo de homens
Sessão 2 | 30 de Maio | Baltazar Gomes Figueira e Josefa de Óbidos
Sessão 3 | 6 de Junho | Diderot e Madame Vigée Lebrun
Sessão 4 | 13 de Junho | Arpad e Vieira (incluído na programação do Vieira da Silva em Festa 2017)
Sessão 5 | 20 de Junho | Manet e as Mulheres

Inscrições
casa-atelier@fasvs.pt
fasvs@fasvs.pt


Biografia

Fernando António Baptista Pereira

Nasceu em Lisboa, em 1953. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pós-graduado em Museologia pelo antigo Instituto Português do Património Cultural e doutorado em Ciências da Arte (História da Arte) pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Ensina na Universidade de Lisboa (na Faculdade de Letras e na Faculdade de Belas-Artes) desde 1979, sendo atualmente Professor Associado na de Belas-Artes, onde desempenhou as funções de Presidente do Conselho Pedagógico (2006-2011), do Conselho Científico (2012-2017) e de Diretor do Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes (CIEBA), de 2010 a 2016, sendo também autor de Planos de Estudos de diversos Ciclos de Estudos dessa faculdade, designadamente da Licenciatura em Ciências da Arte e do Património e dos Mestrados em Museologia e Museografia e em Ciências da Conservação, Restauro e Produção de Arte Contemporânea.

É autor do Conceito e da Programação de vários Museus e de grandes Exposições nacionais e internacionais em Portugal, em Espanha, no Brasil e em Macau, assim como foi o responsável pela coordenação científica dos respetivos catálogos, destacando-se o Museu do Trabalho de Setúbal, Menção Honrosa do Prémio Museu Europeu do Ano, em 1997, e Prémio Museu do Ano, da Associação Portuguesa de Museologia, no mesmo ano, o Museu do Oriente (2008, Prémio Museu do Ano, da Associação Portuguesa de Museologia, em 2009) e o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (nomeadamente das suas exposições de Antevisão, 1, 2, 3 e 4, de 2009 a 2012). Foi também o Comissário Científico da Exposição do Museu Hermitage de S. Petersburgo em Portugal («Arte e Cultura do Império Russo. De Pedro-o- Grande a Nicolau II», 2007) e o Revisor Científico da Nova História da Arte de Janson, publicada em Janeiro de 2010 pela Fundação Calouste Gulbenkian. É, desde 1 de Fevereiro de 2017, Adjunto do Sr. Ministro da Cultura para o sector dos Museus e do Património.

HOMENAGEM A BERNARDINO GOMES
Bernardino Gomes (1944-2016) licenciou-se em Ciências Políticas pela Universidade de Lovaina, Bélgica
(1973). Com Mário Soares foi um dos fundadores do Partido Socialista, em Bad Münstereifel, República Federal
Alemã, a 19 de Abril de 1973, que resultou na transformação em Partido da Acção Socialista Portuguesa.
Foi Director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros (1977-1982), Assessor
do Instituto de Defesa Nacional (1977-1996), Chefe de Gabinete do Primeiro Ministro Mário Soares (1983-1985). Foi
membro do Grupo Asia-Europa ASEM-Vision Group (1988-1989) e Presidente da Associação do Tratado do Atlântico
ATA (1988-1991), membro do Grupo de Reflexão Estratégica do Ministério da Defesa (1990-1995), Presidente
da Comissão Portuguesa do Atlântico (1996-2012) e Vice-Presidente do Conselho de Cultura para o Mediterrâneo
(1998-2000).
Foi Administrador da Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento desde seu início (1985-1993) e
(1996-2002), sendo o responsável pela área da cultura onde teve um papel preponderante na criação e consolidação
da colecção de arte contemporânea e na criação e estabelecimento da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva,
onde integrou o Conselho de Administração (1991-2003) em representação da FLAD, co-fundadora da FASVS. Foi
Administrador da Fundação de Serralves (1989-1996 e co-optado até 2000) e Vice-Presidente (1989-1993) em representação
da FLAD, tendo contribuído com empenho na realização do Museu.
Como investigador do Instituto Português de Relações Internacionais, IPRI, da Universidade Nova de Lisboa, realizou
vários projectos: com Tiago Moreira de Sá Carlucci vs Kissinger, Os Estados Unidos e a Revolução Portuguesa
(2008); com Ana Mónica Fonseca coordenou o projecto Os Estados Unidos, a Europa Occidental e a Democratização
da América Latina, desenvolvido com o financiamento da FLAD e da Fundação Calouste Gulbenkian (2013-
2015). Foi ainda membro do Conselho editorial da Revista de Relações Internacionais do IPRI desde o seu primeiro
número em 2004.

HOMENAGEM A BERNARDINO GOMES

30 de Março a 30 de Abril de 2017

Exposição de parte da colecção e evocação da vida de Bernardino Gomes com testemunhos de

 

António Gomes de Pinho

José Pedro Croft

Luís dos Santos Ferro

Manuel Castro Caldas

Teresa Gouveia

Vasco Rato

 

Bernardino Gomes (1944-2016) licenciou-se em Ciências Políticas pela Universidade de Lovaina, Bélgica (1973). Com Mário Soares foi um dos fundadores do Partido Socialista, em Bad Münstereifel, República Federal Alemã, a 19 de Abril de 1973, que resultou na transformação em Partido da Acção Socialista Portuguesa.

Foi Director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros (1977-1982), Assessor do Instituto de Defesa Nacional (1977-1996), Chefe de Gabinete do Primeiro Ministro Mário Soares (1983-1985). Foi membro do Grupo Asia-Europa ASEM-Vision Group (1988-1989) e Presidente da Associação do Tratado do Atlân­tico ATA (1988-1991), membro do Grupo de Reflexão Estratégica do Ministério da Defesa (1990-1995), Presidente da Comissão Portuguesa do Atlântico (1996-2012) e Vice-Presidente do Conselho de Cultura para o Mediterrâneo (1998-2000).

Foi Administrador da Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento desde seu início (1985-1993) e (1996-2002), sendo o responsável pela área da cultura onde teve um papel preponderante na criação e consolidação da colecção de arte contemporânea e na criação e estabelecimento da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, onde integrou o Conselho de Administração (1991-2003) em representação da FLAD, co-fundadora da FASVS. Foi Administrador da Fundação de Serralves (1989-1996 e co-optado até 2000) e Vice-Presidente (1989-1993) em re­presentação da FLAD, tendo contribuído com empenho na realização do Museu.

Como investigador do Instituto Português de Relações Internacionais, IPRI, da Universidade Nova de Lisboa, reali­zou vários projectos: com Tiago Moreira de Sá Carlucci vs Kissinger, Os Estados Unidos e a Revolução Portuguesa (2008); com Ana Mónica Fonseca coordenou o projecto Os Estados Unidos, a Europa Occidental e a Democrati­zação da América Latina, desenvolvido com o financiamento da FLAD e da Fundação Calouste Gulbenkian (2013- 2015). Foi ainda membro do Conselho editorial da Revista de Relações Internacionais do IPRI desde o seu primeiro número em 2004.

SOLISTAS DA METROPOLITANA | TEMPORADA 2017 - 2018

A convite da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, a Metropolitana inicia a nova temporada de concertos aos Sábados, pelas 16h00, no auditório do museu.

 

JÁ PASSOU


3 Março 2018
Korngold, Lopes-Graça | Ciclo compositores exilados

17 Março 2018
Música para uma Flauta e duo de Flautas

7 Abril 2018
An intimate view

5 Maio 2018
Ravel, Braga Santos | Solistas da Metropolitana
 

Esta temporada a Metropolitana optou por uma abordagem diferente no que diz respeito à imagética para a divulgação dos seus concertos. Todos os materiais de divulgação, de todos os concertos, terão como base as fotografias do nosso Artista Associado da Temporada, o fotógrafo Joel Santos. Para os concertos na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva escolheram uma fotografia tirada em Puerto Natales, Patagonia, Chile.
Para conhecer o trabalho do Joel Santos visite a sua página 
www.joelsantos.net

VIEIRA DA SILVA EM FESTA 2018

VIEIRA DA SILVA EM FESTA 2018 num dia de amor

A 13 de Junho festejamos o aniversário de Maria Helena Vieira da Silva e a sua história de amor com Arpad Szenes

10h00 às 20h00

Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva | Casa-Atelier Vieira da Silva | Jardim das Amoreiras

ENTRADA LIVRE

 

 

 

Este ano o dia de aniversário de Maria Helena Vieira da Silva é festejado com muito amor.

Entre o Museu, a Casa-Atelier e o Jardim das Amoreiras, vamos ter exposições, visitas guiadas, dança, fantoches, actividades para crianças, filmes, conversas, concertos e um ouvido atento ao coração dos portugueses.

Neste dia festejamos o aniversário de Maria Helena Vieira da Silva e também o amor entre o casal de artistas. Em exposição no Museu teremos O Outro Casal | Helena Almeida e Artur Rosa e a Colecção do Museu com a temática do casal, na Casa-Atelier estará a Antologia de Artistas de Pedro Proença. Vamos dançar com o brasileiro Dus Ventos e mais tarde com a banda caboverdeana Nôs Raiz, ver dançar o casal Pedro e Inês, pelos bailarinos Fernando Duarte e Solange Melo. Teremos ainda a projecção do mais recente filme de Jorge Silva Melo sobre Fernando Lemos e o MIKRODUO de guitarras na Capela de Nossa Senhora de Monserrate. Teremos uma unidade móvel de saúde a fazer rastreio ao coração, uma Pop Up dos Fantoches NA RUA e a usual feira do livro de arte, um atelier de dança para crianças e pinturas faciais, oficina de gravura pela Galeria Diferença, a Tipografia a cargo d’O Homem do Saco e muito mais.

Parabéns nesta data querida.
CONCERTO THE LISBON EXPERIENCE

Música em Rede: concerto "LISBON EXPERIENCE" com Gabriele Mitelli, Pedro Marques, Pedro Branco, Massimo Cavalli e João Sousa

No âmbito da XVIII Settimana della Lingua Italiana nel Mondo, Música em Rede: concerto LISBON EXPERIENCE, em colaboração com PROGETTO RESIDENZA AIR _ Musicisti Italiani di Jazz, a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva e a Universidade Lusiada de Lisboa

Gabriele Mitelli: trompete e eletrónica

Pedro Marques: guitarra e eletrónica

Pedro Branco: guitarra e eletrónica

Massimo Cavalli: baixo elétrico, contrabaixo e eletrónica

João Sousa: bateria

 

http://gabrielemitelli.wixsite.com/music

OBRAS DE VIEIRA DA SILVA ADQUIRIDAS PELO ESTADO PORTUGUÊS

As seis obras da autoria de Maria Helena Vieira da Silva recentemente - e em boa hora - adquiridas pelo Estado Português, faziam parte da Colecção Jorge de Brito (1927-2006), uma das mais importantes colecções privadas de arte da segunda metade do século XX em Portugal.

A par da sua actividade como banqueiro e investidor, Jorge de Brito, coleccionou e estimulou o mercado das artes, ao longo de várias décadas, sobretudo durante o período da ditadura em Portugal (entre 1950 e 1974). Parte substancial da sua colecção integrou o acervo do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, inaugurado em 1983.

Substituindo-se ao Estado na aquisição de obras marcantes da história da arte portuguesa, foi também graças a Jorge de Brito que a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva pode, desde a sua abertura ao público em 1994, mostrar ao público algumas das melhores pinturas de Maria Helena Vieira da Silva.

Provavelmente o principal coleccionador privado de obras de Maria Helena Vieira da Silva a nível internacional, Jorge de Brito conservou, até ao fim, um conjunto notável de obras da pintora, parte das quais depositou na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, valorizando e dando coerência à colecção do museu.

Estas seis obras confundem-se com a história do Museu. A amizade entre José Sommer Ribeiro (1924-2006), primeiro director da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, e Jorge de Brito, permitiu que trinta pinturas de Vieira da Silva (e sete de Arpad Szenes) integrassem a exposição inaugural do museu dedicado aos dois artistas. Em Novembro de 1994, na inauguração do Museu, coube a José Sommer Ribeiro e a Guy Weelen (crítico de arte e colaborador do casal Szenes desde 1954), a concepção museológica do espaço e a escolha das obras. Na exposição permanente foi considerada a dupla natureza da obra de Vieira da Silva, ou seja, a profunda importância das raízes portuguesas e a sua faculdade em as universalizar, após contacto com o mundo cultural parisiense. Procurou-se também mostrar a qualidade de Arpad Szenes como pintor e como companheiro de uma grande pintora.

Durante duas décadas, a relação entre o coleccionador e a Fundação foi informal. Estas e outras obras foram entrando e saindo do museu ao longo dos anos. Após a morte de Jorge de Brito, em 2006, a colecção passa para os herdeiros. José Sommer Ribeiro morre pouco depois, nesse mesmo ano.

Em 2011, a maioria das obras foi retirada pelos herdeiros, tendo ficado acordado por protocolo o comodato destas seis obras por um período de quatro anos. Como tantas outras, a Colecção Jorge de Brito foi dispersa em partilhas e leilões. Restaram estas seis obras que importava conservar no museu dedicado a Vieira da Silva. Testemunhos de uma fase de maturidade (entre 1958 e 1970), cada uma destas pinturas é exemplo da pesquisa e invenção conceptual, únicas e intemporais, de Vieira da Silva. Os textos da investigadora Joana Baião (IHA, FCSH,UNL), que acompanham as obras em exposição, ajudam a perceber a sua história e a sua importância.

O Estado assumiu agora, corajosamente, as suas responsabilidades, comprando o que, no tempo próprio, não soube valorizar. Nas palavras de José Manuel dos Santos, administrador desta Fundação, “Neste momento, agradecer ao governo a certeza da vontade que teve, é agradecer ao primeiro-ministro, António Costa, e ao ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, a sua lucidez e as boas consequências dela. É agradecer o interesse e a responsabilidade. É agradecer a perseverança e a paciência. É agradecer a ousadia e a astúcia.”

É uma enorme emoção acolher este património artístico no Museu de Vieira da Silva e partilhá-lo com todos.

Marina Bairrão Ruivo
Directora da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva


APOIO ANTENA 1

MARIA LASSNIG. CONVERSA | DO CORPO NA ARTE
No âmbito da exposição Maria Lassnig. Ver não é tão importante como sentir (9 Fevereiro – 22 Abril 2018), a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva,
em parceria com o Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa (IHA, FCSH-UNL), apresenta uma conversa informal em torno do recurso
ao corpo como referente de reflexão e de exploração artística.
Em primeiro lugar, percorrendo as salas de exposição, será feita uma apresentação genérica da mostra dedicada a Maria Lassnig (1919-2014), artista
que fez do seu corpo físico e psíquico o foco do seu trabalho, utilizando-o como referente a partir do qual explorou continuamente as questões relacionadas
com a representação artística da percepção, dos sentimentos profundos e das sensações físicas do indivíduo.
Depois, no auditório, será abordado o tema da presença do corpo na obra de três artistas portuguesas: Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), pintora
em que o corpo surge como o componente a partir do qual é definido o espaço (ou os múltiplos espaços), elemento estrutural da sua pesquisa
plástica; Paula Rego (n. 1935), em cujas composições o corpo – representado e auto-representado – é um elemento sempre central, a partir do qual são
criadas narrativas e histórias; e Helena Almeida (n. 1934), criadora de trabalhos em que corpo e obra se confundem (“a minha obra é o meu corpo, o
meu corpo é a minha obra”). O objetivo é tecer, a partir da obra de autoras tão distintas e com percursos tão diversos, uma reflexão conjunta acerca das
múltiplas possibilidades de evocação e representação artística do corpo.
Este encontro, que durará entre 60 a 90 minutos, terá a participação de Marina Bairrão Ruivo, diretora do Museu da Fundação Arpad Szenes – Vieira
da Silva, das investigadoras do IHA, FCSH-UNL Joana Baião e Leonor Oliveira, e da curadora Isabel Carlos, sendo aberto à participação do público.
1. Apresentação da exposição de Maria Lassnig
Marina Bairrão Ruivo (FASVS)
2. Apresentações das oradoras convidadas
Joana Baião (investigadora, IHA, FCSH, UNL) – Vieira da Silva, o corpo-espaço
Leonor Oliveira (investigadora, IHA, FCSH, UNL) – Paula Rego, o corpo-narrativa
Isabel Carlos (curadora) – Helena Almeida, o corpo-obra
3. Conversa com o público

 

No âmbito da exposição Maria Lassnig. Ver não é tão importante como sentir (9 Fevereiro – 22 Abril 2018), a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, em parceria com o Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa (IHA, FCSH-UNL), apresenta uma conversa informal em torno do recurso ao corpo como referente de reflexão e de exploração artística.

Em primeiro lugar, percorrendo as salas de exposição, será feita uma apresentação genérica da mostra dedicada a Maria Lassnig (1919-2014), artista que fez do seu corpo físico e psíquico o foco do seu trabalho, utilizando-o como referente a partir do qual explorou continuamente as questões relacio­nadas com a representação artística da percepção, dos sentimentos profundos e das sensações físicas do indivíduo.

Depois, no auditório, será abordado o tema da presença do corpo na obra de três artistas portuguesas: Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), pin­tora em que o corpo surge como o componente a partir do qual é definido o espaço (ou os múltiplos espaços), elemento estrutural da sua pesquisa plástica; Paula Rego (n. 1935), em cujas composições o corpo – representado e auto-representado – é um elemento sempre central, a partir do qual são criadas narrativas e histórias; e Helena Almeida (n. 1934), criadora de trabalhos em que corpo e obra se confundem (“a minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra”). O objetivo é tecer, a partir da obra de autoras tão distintas e com percursos tão diversos, uma reflexão conjunta acerca das múltiplas possibilidades de evocação e representação artística do corpo.

Este encontro, que durará entre 60 a 90 minutos, terá a participação de Marina Bairrão Ruivo, diretora do Museu da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, das investigadoras do IHA, FCSH-UNL Joana Baião e Leonor Oliveira, e da curadora Isabel Carlos, sendo aberto à participação do público.

 

Programa:

1. Apresentação da exposição de Maria Lassnig

Marina Bairrão Ruivo (FASVS)

2. Apresentações das oradoras convidadas

Joana Baião (investigadora, IHA, FCSH, UNL) – Vieira da Silva, o corpo-espaço

Leonor Oliveira (investigadora, IHA, FCSH, UNL) – Paula Rego, o corpo-narrativa

Isabel Carlos (curadora) – Helena Almeida, o corpo-obra

3. Conversa com o público

 

 

FESTA DA FRANCOFONIA 2018

A Festa da Francofonia chega com a Primavera

e invade as Amoreiras num evento onde se cruzam

culturas de vários países unidos pela língua francesa.

Venha celebrar a diversidade cultural nesta edição dos Dias da Francofonia.

 

24 de Março | Museu Arpad Szenes Vieira da Silva | Entrada Livre

 

12h00 sessão especial sobre Jacques Brel, com David Ferreira

17h00 Oficina de Modelo Dançante | Desenhar à Flor da Pele, com Cathy Douzil

 

http://www.fetedelafrancophonie.com/2018/Folheto_amoreiras.pdf

VIEIRA DA SILVA NO AEROPORTO DE LISBOA

O Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva inaugura a 25 de Abril a exposição 

Au fil du temps

um percurso fotobiográfico de Vieira da Silva 1908-1992

no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

 

A vida e a obra da maior pintora portuguesa do século XX estarão em exposição no Aeroporto Humberto Delgado - em Lisboa - já a partir de 25 de Abril.

 

É uma história de amor e de arte, com escala sobretudo em França, no Brasil e em Portugal. E só poderia esperar-nos nas Partidas, claro.

 

 

Noite dos Museus 2018
Visita guiada pelo artista Pedro Gomes à sua exposição Urbe.

A nossa colecção.

Ritmos e sabores do Brasil.

Precisa de mais motivos?

Venha celebrar connosco!
UM MUSEU PARA TODOS: INCLUSÃO E ACESSIBILIDADES

Após a apresentação ao público no dia 8 de Novembro de 2018, do projecto MUSEU PARA TODOS: inclusão e acessibilidades, os modelos tridimensionais, bem como os guiões e as plantas em braille, estão disponíveis ao público, mediante marcação prévia por telefone (213 880 044) ou email (fasvs@fasvs.pt).

 

A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva iniciou em Outubro de 2016 um projecto piloto com vista a melhorar a acessibilidade do público cego e com baixa visão à colecção do museu e ao conhecimento da vida e obra dos artistas Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes.

O projecto foi realizado com o apoio da Fundação EDP, no âmbito do programa EDP Solidária - Inclusão Social 2016, e com o patrocínio da Secretaria de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência.

 

O projecto MUSEU PARA TODOS integra três áreas de intervenção:

1)    o melhoramento da deslocação autónoma no espaço físico através da renovação do sistema de iluminação – adaptável ao tipo de público e de objecto em exposição;  a melhoria da sinaléctica adaptada aos públicos com necessidades especiais; a disponibilização de plantas dos espaços expositivos em relevo e com legenda em braille, para facilitar a autonomia e compreensão do espaço museológico a visitantes cegos ou com baixa visão;

2)    o acesso aos conteúdos culturais produzidos pelo museu, através da adaptação de obras-chave da colecção do museu a modelos tridimensionais, que permitam uma compreensão do processo criativo dos artistas residentes; a disponibilização de guiões em braille com informação sumária sobre obras em exposição no museu e biografia dos artistas; a utilização de tabelas com um tipo de letra maior, que permita ao público com baixa visão a leitura imediata das obras em exposição;

3)    a replicação deste projecto em outras instituições do país, com a itinerância dos modelos tridimensionais criados no museu, com vista a divulgar a vida e a obra dos artistas Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, em particular junto dos públicos com necessidades especiais.

CONCESSÃO DA CAFETARIA DO MUSEU

Concessão da cafetaria do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva

 

A entrega de propostas deverá ser feita até ao dia 31 de Dezembro do ano corrente, de acordo com as regras a seguir estabelecidas. 

O espaço está disponível para visitas, mediante marcação prévia, no horário de funcionamento do Museu, terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h00, devendo a marcação ser efectuada via telefone. 

Todas as informações relevantes e condições de funcionamento do presente concurso aqui: www.fasvs.pt

MANUEL CASIMIRO. PINTAR A IDEIA

MANUEL-CASIMIRO: PINTAR A IDEIA
de ISABEL LOPES GOMES

No dia 15 de Fevereiro (18h) estreia em Lisboa no Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva, o filme sobre a obra de Manuel Casimiro, que teve a ante-estreia no Museu de Serralves no passado mês de Dezembro.

O filme foi premiado na última edição do Festival Caminhos do Cinema Português, com a Menção Honrosa e a seguinte observação do Júri: 
“um filme de trabalho, generoso, em que o objetivo torna-se ele próprio num gesto artístico."

Uma viagem pela obra do artista plástico Manuel Casimiro é o que se propõe neste documentário “Manuel-Casimiro: Pintar a ideia”.

Ao longo de 85 minutos  e através das imagens da obra que realizou ao longo de meio século, acompanhadas dos testemunhos do próprio artista e de reconhecidos filósofos, escritores e historiadores  de arte como Jean-François Lyotard, Michel Butor, Vincent Descombes, Bernardo Pinto de Almeida, entre outros, propõe-se um olhar profundo que revele ao espectador o essencial de uma obra que foi construída coerentemente ao longo das últimas décadas, sendo inegável o seu lugar na História da Arte Portuguesa dos últimos 50 anos.
Em 1996 a Fundação de Serralves e o curador Jean-Hubert Martin dedicaram-lhe a sua primeira retrospectiva e ainda que tenha exposto nos últimos anos em importantes museus a nível nacional e internacional, a sua obra é ainda desconhecida de muitos portugueses.
Uma vez que a imagem filmada permite entrar facilmente nos detalhes de uma obra, e chamar a atenção do espectador para outros aspectos de uma obra de arte, numa abordagem enriquecida pelos depoimentos de especialistas, este documentário - o único até ao momento dedicado exclusivamente ao artista - permite assim que a sua obra seja conhecida por um público mais alargado.
De salientar ainda que o realizador Manoel de Oliveira no seu filme de 1983: “Nice - À propos de Jean Vigo” havia registado alguns momentos do trabalho artístico de Manuel Casimiro realizado em Nice entre os anos 70 e 80, tendo sido resgatados alguns desses momentos para o presente documentário.
A voz-off é do ator Luís Miguel Cintra.
Noite dos Museus 2019

 

EXPOSIÇÕES

A METADE DO CÉU, UM PROJECTO DE PEDRO CABRITA REIS

LUSOFOLIA - A BELEZA INSENSATA, COLECÇÃO TREGER-SAINT SILVESTRE 

O JARDIM-BOSQUE DE BÁRBARA ASSIS PACHECO

 

18H00 VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO LUSOFOLIA COM O CURADOR ANTÓNIO SAINT SILVESTRE

 

19H00 CONCERTO SOLISTAS DA METROPOLITANA COM OBRAS DE DVOŘÁK E PENDERECKI

 

20H30 LANÇAMENTO CATÁLOGO A METADE DO CÉU, UM PROJECTO DE PEDRO CABRITA REIS

 

15H-17H30 AR.CO NA CASA-ATELIER UM CURSO DE HISTÓRIA E TEORIA DA ARTE COM MANUELA CORREIA BRAGA

 

VIEIRA CAFÉ POR SAM PASTELARIA SAUDÁVEL COM DRINKS & DOCES & SALGADOS

 

ENTRADA LIVRE ATÉ ÀS 23H00

 

VIEIRA DA SILVA EM FESTA 2019

Feira do Livro de Arte

10h30 - 18h30 | Jardim

Visitas Guiadas e Actividades

para Famílias | Museu para todos

Exposições

A metade do céu | Olhares Mútuos | O jardim-bosque

11h00 | 14h00 | 17h00 | Museu e Casa-Atelier

Pinturas Faciais

10h30 - 12h30 | Jardim

Filme | Correspondências, 2016

de Rita Azevedo Gomes

Centenário Sophia de Mello Breyner Andresen

15h30 | Auditório do Museu

Concerto Jovens Solistas

da Orquestra Metropolitana

Obra de Mendelsshon

19h00 | Auditório do Museu

Vídeo Mapping Vieira da Silva

Projecção Multimédia

por Oskar&Gaspar

Co-produção com EGEAC-Festas de Lisboa,

Centro Colombo e

Junta de Freguesia de Santo António

Integrada na 9ª Edição do Programa

A Arte Chegou ao Colombo

21h30 | 22h00 | Fachada do Museu

Visita guiada à exposição temporária Mily Possoz. Uma gramática modernista,
por Emília Ferreira, comissária da exposição, e Marina Bairrão Ruivo, directora do Museu

Primavera no Museu
Foto: Nuno Vale Cardoso
Quinteto de sopros
Concerto do grupo de música de câmara da Academia Superior de Orquestra da Metropolitana.
Classe da Prof. Catherine Stockwel.
Leitura de poesia
Jorge Silva Melo lê poesias de Alberto de Lacerda, Mário Cesariny,
Sophia de Mello Breyner, entre outros amigos de Vieira da Silva
Quinteto com clarinete
Concerto do grupo de música de câmara da Academia Superior
de Orquestra da Metropolitana.
Classe do Prof. Paul Wakabayashi.
Patrícia Vasconcelos
Concerto da cantora Patrícia Vasconcelos, acompanhada por piano e trombone
Contos às pinceladas
Com Liliana Campos, dos Contos da Lua Nova
Poesia
Jorge Silva Melo lê poemas de Alberto de Lacerda
Visita Guiada
Luís Amorim de Sousa e Marina Bairrão Ruivo na visita à exposição temporária
"Alberto de Lacerda encontros com Vieira da Silva e Arpad Szenes"
Momento musical - Gerações
Interpretação de Luísa e Diogo Águas
Momento musical - guitarra
Recital de guitarra pelo guitarrista e compositor João Pires
Fernando Lemos - atrás da imagem
Fernando Lemos - atrás da imagem

Filme de Guilherme Coelho, 2006, 55'
OFICINAS PARA CRIANÇAS

Monitor: Renato Santos

VIEIRA DA SILVA EM FESTA 2016

Celebração do aniversário de nascimento da pintora Maria Helena Vieira da Silva

Dia 13 de Junho 2013, das 10h00 às 20h

ENTRADA GRATUITA


PROGRAMA:

10h00-20h00

10h00
Abertura da Festa, do Museu e
do Vieira Café
Museu
Feira do Livro de Arte
Jardim
10h30
Ora Bolas | Bolas de Berlim
Jardim
Pinturas Faciais para crianças
Jardim
11h00
O Homem do Saco | Tipografia
Jardim
Lenços de Namorados do Minho
Loja e oficina
Casa Atelier
Eduardo Salavisa | Festa Desenhada
Museu, Jardim, Casa Atelier e
Auditório
11h30
Visita Guiada às exposições
por Renato Santos
Museu
12h00
Bonecos de Santo Aleixo
Museu
Bacalhôa | Degustação de vinhos
Museu
13h00
Visita Guiada às exposições
por Renato Santos
Museu
14h00
Passamanarias | Visita à Fábrica
até às 18h00
Travessa da Fábrica dos Pentes 4A
Visita Guiada com a artista
Tables sans Couples
de Catarina Castel-Branco
Casa Atelier
14h30
Banda de Gaita de Foles
Jardim
Rosa Pomar | Retrosaria
Casa Atelier
10h00
Abertura da Festa, do Museu e
do Vieira Café
Museu
Feira do Livro de Arte
Jardim
10h30
Ora Bolas | Bolas de Berlim
Jardim
Pinturas Faciais para crianças
Jardim
11h00
O Homem do Saco | Tipografia
Jardim
Lenços de Namorados do Minho
Loja e oficina
Casa Atelier
Eduardo Salavisa | Festa Desenhada
Museu, Jardim, Casa Atelier e
Auditório
11h30
Visita Guiada às exposições
por Renato Santos
Museu
12h00
Bonecos de Santo Aleixo
Museu
Bacalhôa | Degustação de vinhos
Museu
13h00
Visita Guiada às exposições
por Renato Santos
Museu
14h00
Passamanarias | Visita à Fábrica
até às 18h00
Travessa da Fábrica dos Pentes 4A
Visita Guiada com a artista
Tables sans Couples
de Catarina Castel-Branco
Casa Atelier
14h30
Banda de Gaita de Foles
Jardim
Rosa Pomar | Retrosaria
Casa Atelier
15h00
Sebastião Antunes e Adufes em
Lisboa no Viva a Música de Armando
Carvalhêda (Antena 1) Auditório
15h30
O Homem do Saco | Tipografia
oficina de máscaras
Jardim
João Afonso | Concerto
Capela de Nossa Senhora de
Monserrate
16h00
Sérgio Godinho e Capicua | Diálogo
Auditório
16h30
Banda de Gaita de Foles
Jardim
17h00
Jogo do Pau | Ginásio Clube Português
Jardim
17h30
Bolo de Aniversário
Museu
Visita Guiada com os artistas
Backstories | Mitsuo Miura | Pedro
Calapez | Rui Sanches
Museu
18h00
Banda de Gaita de Foles
Jardim
18h30
Mulheres da Serra de Montemuro
Documentário de Francisco Manso
com a presença do realizador
Auditório
Visita Guiada às exposições
por Renato Santos
Museu
19h00
Cramol | Canto Tradicional de Mulheres
Museu
19h30
Camané | 

 

Missão
A Fundação tem por vocação a divulgação e o estudo da obra dos artistas plásticos Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva, bem como dos artistas, intelectuais e amigos, nacionais ou estrangeiros, seus contemporâneos, desde que esse estudo se mostre relevante para o entendimento do percurso pessoal ou artístico de ambos ou de cada um.
Com vista a este fim, foram criados um museu e um centro de documentação e investigação, abertos ao público.
São objectivos do museu a exibição das obras de Vieira da Silva e de Arpad Szenes, bem como a de artistas seus contemporâneos; alojar e garantir a acessibilidade ao centro de documentação e investigação, com vista a apoiar o estudo da obra dos dois artistas; a promoção de exposições, colóquios, conferências ou manifestações de qualquer outro tipo, sobre temas que contribuam para o aperfeiçoamento da arte contemporânea e para o desenvolvimento da cultura e educação artísticas; a edição e publicação de obras no domínio da história e da crítica da arte do século XX; a instituição de prémios e a concessão de subsídios ou bolsas a artistas e estudiosos, com o fim de contribuir para o desenvolvimento da arte e seu conhecimento; e o intercâmbio com instituições congéneres nacionais ou estrangeiras no domínio das suas actividades.
História

Vieira da Silva, após a morte de Arpad Szenes em 1985, quis criar um Centro de Estudos e Investigação dedicado à obra de ambos, na sua casa no Jardim das Amoreiras. Porém, a casa não permitia instalar condignamente o Centro ou apresentar obras dos pintores, pelo que Guy Weelen e Sommer Ribeiro assumiram o projecto de criação de um museu dedicado aos artistas.
Com o apoio do Presidente da República Mário Soares e do Primeiro-Ministro Cavaco Silva, teve início em 1988 o projecto de criação da Fundação a que associaram várias instituições: a Câmara Municipal de Lisboa, que cedeu o espaço da antiga Fábrica de Tecidos de Seda, escolhido por Vieira da Silva; a Fundação Calouste Gulbenkian, que custeou as obras de adaptação do edifício a museu e Centro de Documentação e Pesquisa; a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, que equipou o edifício e a Fundação Cidade de Lisboa, que se dispôs a encontrar outro local para o Centro de idosos que deveria, por compromisso anterior, ser instalado na Antiga Fábrica de Tecidos de Seda.
Assim, por Decreto-Lei nº. 149/90 10 Maio 1990, é criada a Fundação Arpad Szenes-Vieira da SIlva, como instituição de utilidade pública, dotada de personalidade jurídica, onde se reafirma a urgência de testemunhar o reconhecimento nacional a Vieira da Silva e Arpad Szenes. Com assento no Conselho de Administração ficaram as entidades acima citadas, à excepção da Fundação Calouste Gulbenkian.
A artista compromete-se a doar obras do casal e documentação para o museu e centro de documentação, e o Estado comprometeu-se a assegurar anualmente um subsídio destinado a cobrir as despesas ordinárias, de manutenção e conservação do edifício do Museu e do Centro de Documentação e Investigação.

Estatutos

DECRETO-LEI n.º 149/90
10 de Maio

Fundadores

Estado Português
Câmara Municipal de Lisboa
José de Azeredo Perdigão (1896-1993)
Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento
Fundação Cidade de Lisboa


PATRIMÓNIO INICIAL

O património da Fundação é constituído: 

    a) Pelo imóvel designado “Fábrica de Tecidos de Seda”, situado em Lisboa, na Praça das Amoreiras, 58, que constitui a contribuição da Câmara Municipal de Lisboa, na sua qualidade de fundadora, para instalação do museu; 
    b) Pelo valor das obras de recuperação e de adaptação do referido imóvel, que a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu custear, no montante de 225 000 000$; 
    c) Pela contribuição financeira, no montante de 50 000 000$, com que a Fundação Luso-Americana participa, na sua qualidade de fundadora; 
    d) Pela contribuição financeira, no montante de 50 000 000$, com que a Fundação Cidade de Lisboa participa, na sua qualidade de fundadora; 


APOIOS FINANCEIROS PÚBLICOS

(administração directa e indirecta do Estado, Regiões Autónomas, Autarquias Locais)

2018

Câmara Municipal de Lisboa | 30.000,00 €

Fundo de Fomento Cultural (Ministério da Cultura) | 360.212,00 €

2017

Câmara Municipal de Lisboa | 71.000,00 €                        

Fundo de Fomento Cultural (Ministério da Cultura) | 330.284,00 €

2016

Câmara Municipal de Lisboa | 30.000,00 €                        

Fundo de Fomento Cultural (Ministério da Cultura) | 300.354,60 €



 


Mecenas

A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, enquanto pessoa colectiva de direito privado sem fins lucrativos e de utilidade pública, encontra-se aberta às iniciativas de mecenato de instituições e empresas que se revejam nos seus objectivos e fins estatutários e que queiram associar-se ao seu projecto cultural quer sob a forma de mecenato institucional, mecenato de actividades ou mecenato da colecção.

As contribuições concedidas à Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva beneficiam do regime estabelecido no capítulo X - Benefícios fiscais relativos ao mecenato, do Estatuto dos Benefícios Fiscais, conforme a redacção que lhe foi dada pela Lei n.º 108/2008, de 26 de Junho.

Desde a abertura da Fundação que o apoio mecenático, inicialmente dos Fundadores e a par do subsídio conferido pelo Estado, contribui decisivamente para o equilíbrio financeiro da Fundação.





FUNDAÇÃO SUBSIDIADA POR







2017
MECENAS


           






EMPRESAS PATRONO













APOIOS







MECENAS E APOIOS TRANSACTOS E OUTRAS PARCERIAS:


C. Santos VP, S.A.|Apoio ao projecto Redes do Futuro. Empresa Patrono (2014-2016)

CIMPOR | Apoio ao projecto Redes do Futuro. Empresa Patrono (2014-2015)

BNP Paribas
| Apoio à digitalização da colecção da FASVS (2015)

Absolut Vodka
 (2015)

Ar.Co Centro de Arte e Comunicação Visual (2015)

Lisboa à Prova com Arte (2015)

Fundação Millennium bcp | Apoio à exposição Sonnabend - Paris-New York e ao colectivo de jovens FAZ 15-25 (2015). Apoio à exposição A poesia está na rua (C.M.Porto, 2014)

Fundação Calouste Gulbenkian | Comemoração do 25º aniversário da FASVS (2015 e 2014). Apoio ao tratamento do acervo epistolográfico do Museu (2014)

EGEAC |  Apoio ao evento Vieira da Silva em Festa (2015; 2014 e 2013)

Antena 1 e Antena 2 |  Apoio ao evento Vieira da Silva em Festa (2015; 2014 e 2013)

ETIC | Apoio ao evento Vieira da Silva em Festa (2015; 2014 e 2013)

EDP Gás  Apoio à exposição A poesia está na rua (C.M.Porto, 2014)

EFCIS Comércio Internacional | Apoio à exposição Tapeçarias de Portalegre na obra de Vieira da Silva (2014)

Fundação Calouste Gulbenkian | Apoio ao tratamento do acervo epistolográfico do Museu (2014)

BAR - Bomtempo, Anahory & Ralha | Apoio ao evento Vieira da Silva em Festa (2014 e 2013)

Coro Menor | Apoio ao evento Vieira da Silva em Festa (2014)

Amoreiras Shopping Center | Apoio ao evento Vieira da Silva em Festa (2014)

Ginásio Clube Português | Apoio ao evento Vieira da Silva em Festa (2014)

Banco Atlântico (2014)

Banco Montepio (2013)

Fundação Luso-Americana (2013)

EPAL (2013)

Museu da Água (2013)

Experimenta Design (2013)

JCDecaux (2013)

Feirexpo (2013)

The Lisbonnaire Apartments (2013)

FAF Produtos Siderúrgicos (2013)

Voluntários
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Correspondências. Vieira da Silva por Mário Cesariny
No ano em que se comemora o centenário de nascimento de Maria Helena Vieira da Silva, a Fundação que a representa sugere visões e revisões da sua obra que resultam num desafio estimulante pelos diferentes olhares de pessoas que com ela tiveram relações profissionais ou afectivas.
A vontade em publicar a correspondência trocada entre os dois artistas e Mário Cesariny impôs-se pelo interesse e a ternura que emanavam daquelas cartas longamente trocadas, que serão publicadas a propósito e no tempo desta exposição.
A ideia de uma exposição que ligasse Mário Cesariny a Vieira da Silva surgiu naturalmente, como natural foi a junção da Fundação EDP – que patrocinou as mais recentes e importantes exposições retrospectivas da obra de Mário Cesariny, comissariadas por João Pinharanda – a este projecto, estendendo-se essa cumplicidade a Arpad Szenes, por não fazer sentido de outro modo.
A esta teia de amizades depressa se associou a Fundação Cupertino de Miranda.
Partindo de Vieira da Silva, Arpad Szenes ou O Castelo Surrealista – obra que Cesariny escreveu nos anos 60 e publicou em 1984, centrada na pintura de Arpad Szenes e Vieira da Silva dos anos 30 e 40 – a exposição pretende ser a visão de Mário Cesariny sobre a dupla Vieira-Arpad, através de “correspondências”.
Além da vertente documental da investigação – muito pessoal – a que Mário Cesariny se dedicou, com mais ou menos intensidade, durante cerca de vinte anos, serão apresentadas obras referidas no Castelo Surrealista ou correspondências que marcaram a relação firmada pela amizade e pelas afinidades electivas.
Vieira da Silva: un élan de sublimation
No ano do Centenário do nascimento de Maria Helena Vieira da Silva a programação da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva centra-se, essencialmente, na sua obra, através de vários olhares sobre o seu percurso artístico.
Jean-François Jaeger da Galerie Jeanne-Bucher, Paris, sugere um percurso iniciático; Vieira da Silva – un élan de sublimation, traz até nós 13 notáveis obras, seleccionadas de colecções particulares francesas, que permitem admirar diferentes etapas da pintura de Vieira da Silva e compreender a sua excepcional dimensão na arte contemporânea.
Vieira da Silva: obras do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
A exposição que encerrou com chave de ouro no Centre Culturel Calouste Gulbenkian (13 Junho - 19 Outubro 2007), em Paris, chega agora à Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, fechando assim um círculo de homenagens: a prestada pela Fundação Calouste Gulbenkian a Vieira da Silva, em Paris, e a que Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva presta à Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Na exposição, além das dez obras da FCG em depósito na FASVS estarão expostas obras da Fundação Calouste Gulbenkian que não fizeram parte da exposição de Paris.
Arpad Szenes - Vieira da Silva: período brasileiro
Uma trágica notícia interrompe, em 1939, as férias de Arpad e Vieira da Silva na ilha francesa de Ré – o eclodir da IIª Guerra Mundial.
Receando investidas alemãs em França, mas sobretudo temendo pela segurança de Arpad, judeu húngaro, o casal regressa a Portugal em Setembro, pretendendo aqui instalar-se.
Porém, o Estado português não lhes conferiu nacionalidade, que Vieira havia perdido com o casamento, e o clima hostil que se instalara conduz à decisão de partir para o exílio no Brasil (1940).
Demasiado modernos para aquele contexto e mal aceites pela crítica, os trabalhos de Arpad e Vieira voltaram à figuração – a guerra, as paisagens, os retratos (do casal e de amigos), e as memórias, sobretudo de Vieira, temas que, de forma geral, organizam a exposição que se apresenta.
Embora não tenha sido um período de inovações e experiências pictóricas, a permanência dos artistas no Brasil não significou uma estagnação na sua produção; pelo contrário, algumas das suas grandes obras – “Le désastre” e “La partie d’échecs” de Vieira, ou as ilustrações de Arpad para “Canto de amor e morte do cornetim Cristophe Rilke” de Rainer Maria Rilke, datam deste período 1940-1947. Cerca de 100 obras, entre pinturas, desenhos e colagens, estão agora expostas nas salas da Pinacoteca de São Paulo, ao lado de alguns trabalhos de Carlos Scilar, um jovem artista brasileiro que conheceu Arpad e Vieira e muito bebeu da sua produção artística.
António Sena. Books. Cahiers
A exposição Cahiers. Books é comissariada por João Pinharanda e constituída por um extenso conjunto de desenhos do pintor António Sena (1941-) que integram diferentes séries (série “Books”, série “Cahiers de Voltaire”), baseados no Livro do Génesis e no texto de Voltaire, Poème sur le désastre de Lisbonne, sobre o terramoto de 1755.
O catálogo bilingue (português/inglês) inclui um texto de Vasco Graça Moura.
Património e Biografia: Vieira da Silva e o Jardim das Amoreiras
No âmbito das comemorações do 15.º aniversário da abertura da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva propõe-se um percurso pela história do edifício da antiga Fábrica de Tecidos de Seda, escolhido pela pintora Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) para albergar a sua Fundação.
Justa homenagem a todos os que se empenharam na concretização do projecto, esta exposição pretende também revelar o contributo de Maria Helena para a definição das principais directrizes do projecto.
Comissariada por Helena Barranha e Marina Bairrão Ruivo, a exposição, organizada em 5 núcleos (História do lugar; O edifício da Fábrica de Tecidos de Seda; A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva; Projecto de arquitectura; 15 anos de exposições), apresenta um conjunto representativo de pinturas de Vieira da Silva, desenhos, plantas e fotografias.
Vieira da Silva, Arpad Szenes. Ateliers
Pela segunda vez, uma parceria entre a Fundação EDP e a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, mostra no espaço do Cinzeiro 8 uma exposição dedicada aos artistas Arpad e Maria Helena.
Na presente exposição, através de uma dupla abordagem fotográfica / documental (texto e fotografias) e plástica (pinturas e desenhos), teremos oportunidade de conhecer os lugares onde o amor entre estes dois pintores cresceu mas também onde se libertou das vicissitudes do quotidiano, dos sucessos ou insucessos de cada um, e se estabeleceu no patamar de uma imortalidade que só a grande arte permite alcançar.
Seguindo os sete espaços de trabalho que Arpad e Vieira foram ocupando por Lisboa (Alto de São Francisco), Paris (Villa des Camélias, Boulevard Saint-Jacques, Denfert-Rochereau e Abbé Carton), Rio de Janeiro (atelier Silvestre) e Yèvre (La Maréchalerie), espaços onde pintaram e se pintaram, e que também pintaram, conheceremos as suas vidas, particulares e profissionais, indissociáveis uma da outra, e as afinidades entre os espaços onde trabalhavam e a sua produção plástica, e ainda o efeito que a partilha frequente do mesmo atelier teve sobre a obra de cada um deles.
Arpad Szenes: obras da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Em 2004 a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva comemorou o 10º aniversário da abertura ao público do Museu com a importante exposição Vieira da Silva nas colecções internacionais", que deveria ter sido seguida de idêntica homenagem a Arpad Szenes.Projecto sempre adiado por razões várias, ficou esta “dívida moral” para com Arpad, cuja obra merece uma revisão e maior destaque.
Ao contrário do que acontece com a obra de Vieira da Silva, a Fundação tem um sólido núcleo de obras de Arpad Szenes, cerca de 2000 peças em diferentes técnicas e suportes, que cobrem toda a sua produção.
A ideia base desta exposição é mostrar, através de 129 obras assinadas por Arpad, um percurso possível para o seu processo criativo, partindo dos estudos até às obras finais. Para tal, as obras serão agrupadas tematicamente, independentemente das datas em que foram realizadas e das técnicas utilizadas.
É um olhar diferente da clássica retrospectiva, que revela a sensível qualidade da obra de Arpad Szenes, a riqueza e variedade da colecção da Fundação e a apresentação de várias obras inéditas.

Sonia Delaunay. Atelier simultané 1923 - 1934
Sonia Delaunay (1885-1979) e Vieira da Silva conheceram-se em Paris e partilharam um papel importante na arte francesa do século XX.
Imbuídas de reminiscências de um outro país natal que se reflectiu na obra de ambas, a memória de Portugal tem um lugar especial e diferente para cada uma.
No início da sua prática artística em Paris (início dos anos trinta), a abordagem da cor em Vieira da Silva tem alguma coisa em comum com Robert Delaunay e as maquetas de tecidos que fez em 1929 têm muito a ver com o trabalho de Sonia Delaunay.
Na origem da exposição agora apresentada na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva está um projecto com o mesmo título, co-comissariado por Annette Malochet e Matteo Bianchi, que teve lugar no Museo Villa dei Cedri, Bellinzona de 12 Abril a 13 de Agosto 2006. Para a realização desta exposição contámos com a generosa colaboração da Fundação Marconi de Milão, proprietária de todas as obras expostas - 84 guaches sobre papel.
Nikias Skapinakis. Quartos imaginários
A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva não podia deixar de reconhecer o trabalho do Pintor Nikias Skapinakis (1931-), que ao longo de 48 anos é autor de uma obra de grande qualidade, razão porque lhe foram atribuídos diversos prémios, bolsas de estudo e as suas obras foram seleccionadas numerosas vezes para participar em exposições quer em Portugal quer no estrangeiro. A série de pinturas, realizadas entre 2001 e 2006, integra-se perfeitamente nas numerosas exposições temporárias apresentadas nesta Fundação, uma vez que Nikias Skapinakis escolheu como tema “Quartos Imaginários” e muitos deles são dedicados a artistas e escritores por quem Arpad e Vieira tinham grande admiração ou amizade, como por exemplo Cézanne, Picasso, Morandi, Klee e ainda os escritores Fernando Pessoa e Cesariny.
A poética do traço. Gravuras do Atelier 17 (Paris, 1927 - 1940)

A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva apresenta a exposição "A poética do traço, gravuras do Atelier 17”. Comissariada por Scarlett Reliquet, dá-nos a conhecer uma série de gravuras realizadas neste importante centro de aprendizagem, durante o período em que esteve activo em Paris (1927-1940), apesar do seu ressurgimento em Nova Iorque a partir de 1941.
O Atelier 17, fundado em 1927 pelo artista (apesar da formação de base ser científica) inglês Stanley William Hayter (1901–1988), deve o seu nome ao estúdio onde funcionava: o número 17 da rua Campagne Première do bairro de Montparnasse, em Paris. O atelier tornar-se-á um centro inovador na técnica da gravura, nomeadamente do buril.

1927 corresponde também à entrada de S.W. Hayter no círculo dos surrealistas, com quem partilha o mesmo fascínio pelo irracional, pelos recursos do inconsciente e pelos métodos de criação semi-automáticos. Esta relação de Hayter com os surrealistas intensifica-se com as exposições em que participam juntos em Paris, Londres e Nova Iorque e com o convívio que o atelier que fundou propicia, quer como espaço de trabalho, quer para celebrar as reuniões e encontros dos artistas desse movimento.
O casal Arpad Szenes / Vieira da Silva beneficiou, junto com outros artistas famosos, deste clima de efervescência criativa e emulação.
Com esta exposição, a Fundação Arpad Szenes–Vieira da Silva pretende revelar a importância do Atelier 17 na produção artística de Arpad Szenes a partir de 1931, quer de um ponto de vista técnico e estilístico, quer em termos pessoais e de amizade. 


Ateliers de artistas. Fotografias de Willy Maywald

Conhecer o atelier de um artista é um privilégio. Nesta exposição, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva dá-lhe a conhecer não apenas um mas vários ateliers de artistas amigos de Arpad e Vieira da Silva.
Após ter iniciado o seu percurso profissional sobretudo como fotógrafo de moda, interessando-se também por retratos e reportagens, após a segunda Guerra Mundial Willy Maywald (1907-1985) passou a dedicar-se à fotografia de actores e de artistas, a maioria seus amigos que lhe abriram as portas dos seus ateliers e da sua intimidade.
Através do trabalho fotográfico de Maywald e das trinta e duas fotografias aqui reunidas graças à colaboração da Associação Willy Maywald, entremos no espaço de trabalho de Arpad, Vieira, Chagall, Picasso, Miró e Calder ou de Braque, Arp, Léger e Soulages e deixemo-nos surpreender.

Colecção da FASVS: obras de Arpad Szenes e Vieira da Silva
A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva apresenta, com esta exposição, obras de Arpad Szenes e de Vieira da Silva da sua própria colecção mas também provenientes de depósitos de outras instituições e de particulares.
O percurso da colecção permanente começa no acesso à grande galeria: são apresentadas duas obras emblemáticas dos artistas, "Composition", 1936 de Vieira da Silva e "L’enfant au cerf-volant", 1935 de Arpad Szenes.
Dois auto-retratos introduzem os dois artistas, as suas diferenças e cumplicidades: Vieira da Silva, em "Autoportrait", 1931, retrata-se a guache com cores escuras e traço fortemente marcado, enquanto Arpad Szenes usa o pastel numa composição muito mais colorida e arrojada, "Autoportrait à la pupille rouge", 1924-1925. Simbolicamente, estes auto-retratos revelam dois temperamentos diferentes, duas posturas plásticas diferentes mas também um relacionamento humano e pictórico de grande proximidade.
Hein Semke: sinais da guerra
Em 2005, dez anos passados sobre a morte de Hein Semke (1899-1995), quatro instituições culturais da área de Lisboa – Museu do Chiado, Museu Nacional do Azulejo, Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e Biblioteca Nacional – juntaram-se para homenagear, concomitantemente, este pintor de origem alemã que chegou à nossa capital em 1932.
Cada instituição representará as disciplinas e temas centrais da sua obra, nomeada e respectivamente: retratos e auto-retratos (esculturas e desenhos); os objectos da expressão (cerâmica); sinais da guerra (escultura, desenho e cerâmica); e os seres imaginários (xilogravura).

Afastado da Alemanha por razões de saúde e políticas, Hein Semke encontrou em Lisboa um lugar de existência protegido das profundas convulsões europeias, aí convivendo com os pintores Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, que igualmente procuraram refúgio, então negado pelo Governo português.
É neste contexto de inquietação profunda que os três artistas se reúnem em Lisboa, entre eles tecendo-se afinidades de independência estética e também de sentimentos e ideias, os três construindo imagens angustiadas, os homens trombetas de Arpad, arautos da violência e da desgraça, as cenas de batalha e de refúgio de Maria Helena Vieira da Silva, visões da catástrofe bélica ou, em contraponto, das atitudes de salvaguarda dos mais nobres valores humanos.

O sentimento e a resposta à guerra surge em Hein Semke por duas vias: a do homem como executor e vítima dos seus próprios desastres, através da metáfora religiosa; e a do indivíduo como figura redentora, capaz da construção harmoniosa do Mundo.
Passada a guerra, a angústia dá lugar a sinais de esperança, manifestada na atitude do Poeta (c. 1949), personagem afirmativa dos valores da poesia e da arte que prevalecem sempre sobre todos os horrores da destruição e da morte.
Para a evocação da mítica religiosa, Hein Semke procurou a solenidade perene do bronze; para a evocação do indivíduo serviu-se do registo imediato da cerâmica, transmitindo deste modo a ideia da essencial fragilidade humana no próprio material cerâmico.

* Texto de Paulo Henriques, comissário da exposição
Lourdes Castro: à sombra

Em 2004 Lourdes Castro foi reconhecida com o Prémio CELPA / Vieira da Silva - Artes Plásticas Consagração, no entanto, por impossibilidade da pintora, a exposição que normalmente acompanha esta distinção não aconteceu. Um ano depois, realiza-se assim uma exposição mais completa, a que Lourdes Castro intitulou “À sombra”.
A sombra foi uma constante na obra de Lourdes Castro, que executa as primeiras sombras em serigrafia em 1962, sob a forma de projecções e contornos de figuras humanas; a artista virá ainda a experimentar para este tema, diversos outros materiais, como o plexiglass (pintado e recortado), a partir de 1964 e o pano, nomeadamente lençóis bordados (1968/1969). No início dos anos setenta Lourdes Castro descobre a sombra em movimento, dedicando-se, em estreita colaboração com Manuel Zimbro, ao teatro de sombras.
Esta exposição reúne cerca de 45 obras sobre papel ou tendo como base o desenho, de diferentes períodos (compreendidos entre 1966-1980), entre as quais os teatros de sombras e as “ombres portées”, para além do conjunto previamente exposto da série “sombras à volta de um centro”, que deu, aliás, nome a uma exposição em Serralves há dois anos atrás.

Júlio Resende
A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva apresenta, com a exposição "Júlio Resende, Janela de Atelier", 50 desenhos do artista, do período 1949-1955. 
Comum a todos eles é a sua temática - o Alentejo, tanto geográfico como imaginário, onde podemos encontrar paisagens, animais e camponeses, desenhados a lápis ou tinta-da-china, mas quase todos com uma nota de cor (aguarela e pastel).
A expressão varia entre composições geometrizadas e apontamentos de traço mais gestual, rápido e linear.
Vieira da Silva nas colecções internacionais

A exposição “Vieira da Silva nas colecções internacionais ou Em busca do essencial”, celebra o décimo aniversário da abertura ao público do Museu da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, e pretende homenagear tanto a personalidade como a obra da excepcional artista que foi Vieira da Silva (1908-1992).
Sob o Alto Patrocínio do Presidente da República Portuguesa, esta exposição é organizada pela Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva em estreita colaboração com a Galerie Jeanne-Bucher, de Paris, representante da artista desde 1933.
Durante cerca de 3 meses, a colecção permanente do Museu será substituída por um conjunto de 80 obras-primas de Vieira da Silva, entre as quais 56 pinturas e 24 obras sobre papel, que se destacam pelo grande formato e pela raridade com que foram apresentadas em Portugal.
Esta exposição, para além de oferecer uma leitura antológica do percurso de Vieira da Silva (1934-1992), permite também o desvendar da essência da sua pesquisa plástica e revela o carácter internacional da sua obra, distribuída por todo o mundo em colecções públicas (Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, suíça, Finlândia, Brasil e Portugal) e particulares (Nova Iorque, Paris, Londres, Lausana, Lisboa e Porto) de relevo.

A descoberta da expressão e da espacialidade da cor conquistada com as obras iniciais “Atelier, Lisbonne” (1934) e “La chambre à carreaux” (1935), que também ofereceram a Vieira o primeiro contacto com a perspectiva e o dinamismo e tonalidade rítmico, evoca a memória das estreitas ruelas de Lisboa, com as suas perspectivas labirínticas e azulejos. “Azulejos que renascem depois na [...] pintura: diferentes, múltiplos, irisados, hesitantes, a passo de dança, eclipsando-se e rodopiando [...] Por fim esta técnica dá uma vibração que [...] permite encontrar o ritmo de um quadro”, afirma a pintora mais tarde.
Le jeu de cartes” e “La Scala” (1937) são, por sua vez, interrogação do destino, reflexão sobre a existência, que será ainda mais questionada com “Les drapeaux rouges” de 1939 e “La Forêt des erreurs” (1941), entre outros, obras que expressam o mal-estar que Vieira da Silva sente em relação ao ambiente de crise da II Guerra Mundial.

Prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA Artes Plásticas Revelação 2004
Visando acentuar a importância do papel nas artes plásticas e proporcionar um incentivo à criatividade dos jovens artistas na utilização do papel nas suas múltiplas formas, a CELPA – Associação da Indústria Papeleira , com a colaboração da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, instituiu o prémio CELPA/VIEIRA DA SILVA ARTES PLÁSTICAS REVELAÇÃO.
Após selecção prévia, o júri constituído pelo Engº José Manuel Marques Pedrosa (CELPA), Arq.º José Sommer Ribeiro (Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva), Denise Renard (Comité Arpad Szenes – Vieira da Silva), Prof. Fernando Pernes (Fundação de Serralves), Prof. Rui Mário Gonçalves (Faculdade de Letras de Lisboa / AICA-Secção Portuguesa), Dr. João Miguel Fernandes Jorge, decidiu por unanimidade atribuir o Prémio REVELAÇÃO a Tânia Bandeira Duarte.
Pierre Bonnard, Edgar Degas, Edouard Vuillard fotógrafos
"Esta exposição das fotografias de três grandes artistas realiza-se sob a égide de Henri Cartier-Bresson.
Em poucas linhas, Cartier-Bresson definiu com rigor o traço comum a estas três abordagens: cada um destes preciosos documentos sublinha a importância do olhar. De três olhares, capazes de fixar imagens roubadas ao tempo e à acção, sem perder o volume do sopro na conversão do plano. Imagens que, no claro-escuro do preto e branco, são portadoras de uma infinidade de pormenores incorporados naturalmente na composição.
Consciente ou inconscientemente, o enquadramento dos pontos de vista exprime a particular sensibilidade do fotógrafo: a de Bonnard revela uma pureza na sensualidade que não cessa de nos comover; a de Degas, mais sofisticada, procura a permanência de um gesto ou de uma presença; a de Vuillard transmite uma sensação de intimidade e de serenidade.

Matisse. Lettres Portugaises. Cartas portuguesas de Mariana Alcoforado
“Não faço distinção entre a construção de um livro e a de uma pintura e parto sempre do simples para o complexo, ainda assim estou sempre disposto a recriar a partir da simplicidade”. Henri Matisse, Comment j’ai fait mes livres, 1946.

Na sequência das exposições "Jazz" de Matisse (1996) e "Constellations" de Miró (1998), a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva tem o prazer de apresentar Lettres Portugaises, litografias de Henri Matisse criadas para as célebres cartas de amor escritas por Mariana Alcoforado, a religiosa de Beja, ao Marquês de Chamilly, na segunda metade do século XVII.
É compreensível que Matisse se tenha apaixonado pelas Lettres Portugaises da religiosa de Beja. E da sua profícua colaboração com o editor Tériade nasce uma edição preciosa das Cartas Portuguesas.
Fenosa e o seu amigo Picasso
Ao longo de vários anos, Arpad Szenes, Vieira da Silva e o escultor catalão Apel.les Fenosa (1899-1989) mantiveram ateliers próximos em Montparnasse, em Paris.
A amizade entre os três artistas decorreu naturalmente desse convívio quotidiano proporcionado pela partilha de interesses e pelos amigos comuns. Admiravam-se entre si e como testemunho dessa admiração, Vieira coleccionou esculturas de Fenosa que hoje se encontram no Centro Pompidou em Paris.
Dada a intensa amizade entre estes artistas, decidiu a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva trazer pela primeira vez a Portugal a obra de Apel.les Fenosa.
E se foram estreitos os laços que uniram Vieira e Arpad a Apel.les Fenosa, é também verdade que este escultor catalão reconhece em Picasso o maior impulsionador da sua obra.
Picasso ajuda-o a realizar exposições, compra-lhe os trabalhos, apresenta-lhe amigos como Max Jacob, Jean Cocteau, Tristan Tzara, Paul e Nusch Eluard. Fenosa dizia “Devo-lhe tudo”, “Ele fez-me nascer”; ao que Picasso respondia “Fenosa é o meu filho de mãe desconhecida”.
Assim, a exposição que inauguramos a 15 de Outubro, comissariada por Josep Miquel Garcia, director da Fundação Apel.les Fenosa, reúne 77 obras provenientes de museus e colecções privadas, como os museus Picasso de Paris e Barcelona, o Getty Research Institute da Califórnia, a Scallo Verlag ou ainda a família Picasso, a família Brassai, Bidermanas, Georges Hugnet e Tristan Tzara.
Entre estas obras figuram retratos de amigos, como Cocteau, Paul e Nusch Eluard, Georges Hugnet, André Dubois e ainda de Dora Maar, que evocam Paris durante a ocupação nazi, quando Picasso e Fenosa se encontravam quase diariamente e frequentavam o restaurante Le Catalan.
Júlio Pomar: desenhos para Guerra e Paz de Tolstoi
Depois de longas conversas, João Lobo Antunes e Júlio Pomar (1926-) haviam decidido que o primeiro escrevesse sobre a obra do pintor, sendo a proposta inicial um prefácio para uma antologia de desenhos.
Conjuntamente, analisaram inúmeros trabalhos até que Pomar se recordou de uns desenhos, executados entre 1955 e 1958, que lhe tinham sido encomendados para ilustrar a Guerra e Paz de Tolstoi.
A solução encontrada foi magnífica, pois os desenhos nunca haviam sido expostos, dando assim aos leitores da edição traduzida por João Gaspar Simões e publicada em folhetins em 1958, acesso inédito a tais ilustrações.
Na realidade, tais desenhos diferem muito das habituais ilustrações, pois mais do que descrever graficamente a obra do escritor, procuram antes interpretá-la de modo inteligente e avaliar, ao longo dos três anos em que foram executados, a evolução do trabalho de Pomar.
É com grande prazer que a Fundação Arpad Szenes–Vieira da Silva exibe, por ocasião da apresentação do livro Júlio Pomar desenhos para a Guerra e Paz de Tolstoi, os 71 desenhos e os seus estudos preparatórios.
As obras expostas pertencem ao acervo da Fundação Júlio Pomar e constituem a primeira manifestação pública desta Instituição.
Jorge Martins. Prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA Artes Plásticas Consagração 2003
O júri da 4.ª edição dos Prémios CELPA/Vieira da Silva Artes Plásticas, constituído por Denise Renard (representante do Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva), Rui Mário Gonçalves (crítico de arte), José Manuel Marques Pedrosa, em representação da CELPA e José Sommer Ribeiro, em representação da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva decidiu, por unanimidade, atribuir ao pintor Jorge Martins (1940-) o prémio Consagração, em reconhecimento do seu longo e prestigiado currículo caracterizado por um permanente empenho experimental no âmbito do desenho e pela coerência da obra, em pintura, gravura, objectualismo e desenho.
Alberto de Lacerda: encontros com Vieira da Silva e Arpad Szenes
A exposição que se apresenta procura demonstrar, através de obras e documentos, sejam gráficos ou fotográficos, a amizade que se gerou entre estes três artistas: Vieira da Silva, Arpad Szenes e Alberto de Lacerda (1928-2007).
Para a concretização deste desígnio, foi indispensável a colaboração de Luís Amorim de Sousa (grande amigo de Alberto de Lacerda) e Mary Porter de Sousa, detentores do espólio do poeta, que não só cederam as obras e documentação que enriquecem e complementam a selecção de cartas, poemas e textos de Alberto Lacerda para e / ou sobre Vieira e Arpad, pertencentes à Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, como também promoveram a isenção dos direitos de reprodução dessas obras.
Procurou seguir-se, tanto na exposição como no catálogo - guia que a acompanha, uma ordem cronológica que harmonize temporalmente as imagens e os textos. Não obstante, no caso das fotografias, há situações em que não tendo sido possível determinar a autoria ou datação da espécie, as mesmas são dispostas segundo critérios estéticos, de significado ou de proximidade cronológica.
Carlos Scliar. Pintura 1948 - 1983
“Pinto porque gosto. Pintar é minha preocupação constante, inclusive quando não estou pintando (...). Tento, através dos meus quadros, transmitir minha confiança no homem e na sua luta, mostrando que a vida é bela e merece ser conquistada...”. Carlos Scliar.

Carlos Scliar (1920-2001) é considerado um dos mestres da arte moderna no Brasil: “As suas obras têm por base os objectos do nosso cotidiano, temas simples que se repetem num processo acumulativo no qual o tempo exerce papel fundamental: elo entre a vida e a arte”.

Dois poetas consagrados, Cecília Meirelles e Murillo Mendes, e o jovem pintor Carlos Scliar, foram grandes amigos de Arpad Szenes e Vieira da Silva não só entre 1940 e 1947, período em que o casal viveu no Rio de Janeiro, mas ao longo de toda a vida.
As 21 pinturas seleccionadas para esta exposição são testemunho de 50 anos de intensa actividade profissional de um dos mais profícuos e actuantes artistas plásticos brasileiros.
Marc Chagall. Obra gráfica 1951 - 1964
A obra gráfica de Chagall (1887-1958) que apresentamos, pertencente à colecção da Fundação Maeght, representa uma escolha de litografias que abrange um período de quinze anos.
Este importante trabalho realizado por Chagall, um dos grandes pintores do século XX, numa esfera mais confidencial, mas todavia muito significativa da sua obra, permite ter um contacto mais próximo, mais secreto também, com o percurso deste artista.
Além das 59 litografias, entre as quais "Les amoureux", 1951, "Couple Ocre", 1952, "Nu dans la fenêtre", 1953-54, "Notre-Dame en gris", 1955 e "Derrière le miroir", 1964, serão expostas as edições originais ilustradas de “Et sur la terre”, com texto de André Malraux e “Celui qui dit les choses sans rien dire”, com texto de Louis Aragon.
Giorgio Morandi: pintura e obras sobre papel de 1914 a 1963

Em colaboração com o Museu Morandi, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva orgulha-se de apresentar a primeira grande retrospectiva de Giorgio Morandi (1890-1964) em Portugal.
A exposição, dividida por géneros e técnicas, engloba obras de 1914 até 1963, ou seja, a cuidada selecção das obras permitirá ao visitante conhecer os momentos mais marcantes da produção de Morandi e apreciar obras alusivas a todo esse período, onde estão representadas as célebres paisagens e naturezas mortas, sem esquecer as composições com objectos quotidianos.
Englobando a sua produção de pinturas e obras sobre papel abrangendo, assim, todas as técnicas artísticas que Morandi utilizou ao longo da sua carreira, serão expostas, ao todo, 66 obras, das quais: 31 pinturas, 6 aguarelas, 9 desenhos e 20 gravuras. Vieira encantava-se com os seus desenhos e águas-fortes, já Arpad preferia as aguarelas e os óleos do pintor.
A obra de Morandi ficou conhecida pela pesquisa e trabalhos de luz e cor, aspectos que conseguiam transformar meros objectos vulgares, reais e familiares, nalgo mais abstracto, pois “nada é mais abstracto do que a própria realidade” (Morandi em entrevista à Voice of America, 25 de Abril de 1957), dando origem a uma interessante dicotomia.

Vieira da Silva: desenhos anatómicos (1926 - 1927)
Desde os cinco anos Vieira da Silva passava horas a desenhar; não se considerava dotada mas sim obstinada.
Antes de partir para Paris, julgando que tanto essas obras como quase todas as que realizara na sua juventude não tinham qualidade, destruiu tudo. Excepção feita aos desenhos anatómicos.
No ano lectivo de 1926 - 1927, a pintora inscreveu-se na cadeira de Anatomia da Escola Médica de Lisboa que, nessa época, podia ser frequentada pelos alunos de Belas-Artes.
Henrique Vilhena, ainda hoje considerado um dos grandes mestres daquela Escola, foi seu professor. Compreendendo o temperamento introvertido dessa sua aluna, o Mestre não só a incentivava, elogiando os seus desenhos, como lhe facultava ossos para que pudesse analisá-los e desenhá-los na tranquilidade do seu atelier – tranquilidade que sempre foi indispensável ao trabalho de Vieira.
O interesse da artista pela anatomia prendia-se não só com o estudo da estrutura do corpo humano mas também com a possibilidade de examinar o interior dessas formas.
Mais tarde, Vieira da Silva diria ter-se libertado do vício de copiar os grandes mestres, tão comum aos jovens artistas, através da anatomia, que lhe revelou a arquitectura secreta das formas.
Cartazes de Vieira da Silva
Estão em exposição 27 cartazes: 25 referentes às várias exposições de Vieira da Silva e 2 (nºs 19 e 20) realizados pela pintora a pedido da poetisa Sophia de Mello Breyner para comemorar o 25 de Abril de 1974 e editados pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Vieira da Silva apenas excepcionalmente se dedicava a este género de trabalho; as excepções tiveram como ponto de partida situações de particular interesse, como estes, ou razões humanitárias, como os que realizou para a UNESCO.
Todos os cartazes pertencem às colecções da Galerie Jeanne-Bucher e do Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva em Paris.
Fernando Lanhas. Prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA Artes Plásticas Consagração 2002
O júri do prémio CELPA-Vieira da Silva Artes Plásticas Consagração 2002 decidiu atribuí-lo por unanimidade a Fernando Lanhas, um dos valores mais destacados da cultura portuguesa contemporânea.
Fernando Lanhas (1923-), arquitecto de formação, tem-se destacado de forma notável tanto na sua profissão como nos mais variados campos da arte e da cultura: pintura, desenho, arqueologia, museologia e poesia, e ainda na área das ciências, nomeadamente na astronomia.
Prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA Artes Plásticas Revelação 2002
Visando acentuar a importância do papel nas artes plásticas e proporcionar um incentivo à criatividade dos jovens artistas na utilização do papel nas suas múltiplas formas, a CELPA – Associação da Indústria Papeleira com a colaboração da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva instituiu o prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA ARTES PLÁSTICAS REVELAÇÃO.
Após selecção prévia feita pelos Drs. Nuno Faria e João Pinharanda, o Júri constituído pelo Engº José Manuel Marques Pedrosa (CELPA), Arqº José Sommer Ribeiro (Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva), Pintor Dominique Schmit (Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva), Prof. Fernando Pernes (Fundação de Serralves), Prof. Rui Mário Gonçalves (Faculdade de Letras de Lisboa / AICA – Secção Portuguesa), Dr. João Miguel Fernandes Jorge, decidiu por unanimidade atribuir o prémio REVELAÇÃO a Paulo Brighenti pelo trabalho apresentado a concurso, constituído por dois conjuntos de desenhos a tinta da china sobre papel, com os títulos "La fenditura?1" e "La fenditura?2" de 2002.
Contemporâneos de Vieira da Silva e Arpad Szenes na Colecção Berardo
A notável colecção Berardo permite uma visão abrangente do desenvolvimento da arte internacional do século XX, que tem início nos primórdios do modernismo e vai até às mais recentes criações artísticas contemporâneas.
Curiosamente, a primeira aquisição da Colecção foi a obra de Vieira da Silva, "Composition" (óleo/tela de 1948). A escolha desta pintura feita em Paris, depois de Arpad Szenes e Vieira da Silva terem regressado do Brasil, deveu-se ao interesse do coleccionador, o Comendador José Berardo, pela Escola de Paris, pela pintura não figurativa e por uma nova abstracção.
Foi o início da aquisição de um conjunto de obras essenciais do período do pós-guerra francês. A maioria dos artistas desse período, trabalharam ou mantiveram uma relação de amizade com Arpad Szenes e Vieira da Silva, pretexto que esteve na génese desta exposição. A estes artistas (como Soulages, De Stäel, Manessier, Germaine Richier) juntaram-se outros como Torres-García, Mark Tobey ou Dubuffet, por quem ambos tinham grande admiração.
Homenagem a Guy Weelen (1919-1999)
Nascido en 1919 em Toulon (e falecido no Porto a 16 de Agosto de 1999), Guy Weelen foi escritor, poeta, desenhador e crítico de arte. Nos anos cinquenta, trabalhou alguns anos com Sonia Delaunay, Poliakoff, Garbell e Hartung, tornando-se mais tarde colaborador e amigo de Vieira da Silva e de Arpad Szenes.
Cinco anos após o primeiro contacto (em 1949), Guy Weelen passou de amigo a colaborador do casal, ocupando-se das suas exposições, catálogos, viagens, encontros e também do inventário das suas obras. O empenho de Guy no estudo e divulgação da obra de Arpad e Vieira ficou também marcado com a sua forte intervenção na criação de um espaço museológico dedicado a estes dois artistas.
A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, a cujo projecto Guy Weelen esteve intimamente ligado desde o momento da sua criação – do percurso museológico até uma estreita colaboração permanente – não podia, assim, deixar de lhe prestar homenagem, apresentando, através de um conjunto de desenhos a preto e branco de sua autoria, uma faceta criativa pouco conhecida, assim como uma selecção de documentos bibliográficos.
Derrière le Miroir. Revistas e gravuras
Derrière le Miroir, foi uma revista de arte publicada entre 1946 e 1982 (253 números) pelo galerista e editor francês Aimé Maeght, que rapidamente se transformou em catálogo das exposições que tinham lugar na Galerie Maeght. Existente em Paris desde 1945, a galeria expôs e promoveu nomes como Bonnard, Matisse, Braque, Léger, Steinberg, Chagall, Bram Van Velde, Miró, Kandinsky, Giacometti, Ubac, Bazaine, Calder, Derain, Chillida, Tapiés, entre tantos outros artistas.
Concebida ela própria como um objecto artístico, a revista de grande formato (38 x 28 cm) e apresentação sumptuosa, é ilustrada por litografias originais e reproduções. Poetas e escritores como Aragon, Beckett, Char, Eluard, Prévert, Queneau, Reverdy, Sartre, contribuiram com textos inéditos.
Para além de vários números da edição de luxo de Derrière le Miroir, encontram-se em exposição 35 gravuras originais de Matisse (1869-1954), Léger (1881-1955), Braque (1882-1963), Chagall (1887-1985), Miró (1893-1993), Bram Van Velde (1895-1981), Calder (1898-1976), Giacometti (1901-1966), Bazaine (1904-2001), Ubac (1910-1985), Tapiés (1923), Chillida (1924), pertencentes à Galerie Maeght, Paris. Todos os outros exemplares da revista são da colecção de Guita e José Mindlin, São Paulo.
Pierre Bonnard
Pierre Bonnard (1867-1947), um dos marcos essenciais da pintura francesa dos séculos XIX e XX, teve uma grande influência na obra de Vieira da Silva e de Arpad Szenes.
A admiração da pintora pela obra de Bonnard data do ano da sua chegada a Paris (1928) quando visitou a exposição da Galerie Bernheim-Jeune. Impressionaram-na especialmente as telas em que figuravam mesas cobertas com toalhas aos quadrados de várias cores. Vieira da Silva utilizou, no entanto, as quadrículas de forma diferente: enquanto Bonnard se serviu delas para rebater o espaço no plano das telas, Vieira criou várias profundidades com os inúmeros quadrados que atravessam as suas composições.
A obra de Bonnard também mereceu o interesse de Arpad Szenes que frequentemente analisou a maneira magistral como o pintor soube captar a luz e trabalhar a cor. Arpad Szenes identificou-se com o seu percurso tão pessoal e intimista, alheio aos múltiplos movimentos que surgiram na primeira metade do século XX.
A obra deste notável criador, a pretexto da ligação a Arpad Szenes e Vieira da Silva, pode agora ser vista pela primeira vez em Portugal. Apesar da reduzida dimensão da exposição (que reúne cerca de 45 trabalhos de Pierre Bonnard onde se incluem óleos, desenhos e litografias) face à monumentalidade da produção do pintor, o conjunto seleccionado permitirá uma leitura abrangente da sua obra.
Paula Rego: só desenhos. Prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA Artes Plásticas Consagração 2001
Criado em 2001 e destinado a realçar a importância do papel nas artes plásticas, o Prémio CELPA/VIEIRA DA SILVA ARTES PLÁSTICAS CONSAGRAÇÃO foi, este ano, atribuído por unanimidade à pintora Paula Rego (1935-) que é, desde há muito tempo, uma referência fundamental no meio artístico internacional.
Esta exposição reúne unicamente desenhos, num conjunto de trinta obras recentes a lápis sobre papel, estudos vários que revelam o desenvolvimento do seu trabalho e o tempo da sua execução. Uns foram feitos propositadamente para esta exposição, outros são estudos que resultaram, ou não, em quadros, trabalhos sobre o modelo vivo, e outros ainda feitos e assumidos como desenhos “à maneira do século XVIII” (Paula Rego), academias com ênfase nas expressões dos rostos.
Os desenhos são acentuados na sua crueza pelos títulos acutilantes, e os brutais universos femininos (28 desenhos de mulheres) são pontuados por duas personagens masculinas (Tony e Yen), frágeis e discretas.
Etienne Hajdu: esculturas e desenhos
Uma grande amizade uniu sempre Etienne Hajdu a Arpad Szenes e a Vieira da Silva, desde 1930, quando o casal frequentava os surrealistas do grupo de jovens Les Amis du Monde, de que Hajdu também fazia parte.
Inserida no ciclo “Amigos de Arpad e Vieira”, a exposição apresenta 11 esculturas e 6 desenhos de grandes dimensões, um conjunto extremamente representativo da obra de Hajdu, escolhido por Luce Hajdu, viúva do artista, e por Patrick Bongers, Director da Galeria Louis Carré & Cie à qual pertencem todas as obras com a excepção de duas esculturas de colecções particulares, uma das quais pertencera a Arpad Szenes e Vieira da Silva.
As esculturas dos mais variados materiais (mármore, ónix, aluminium, ardósia, cobre, bronze) datam de 1942 a 1992 e os desenhos, de grandes dimensões e que incluem 3 estudos para a sua importante série Les Grandes Demoiselles, datam de 1978 a 1981.
O desenho foi um grande suporte na expressão plástica de Etienne, onde o artista ensaiou “o espaço de luz”, como o próprio definiu a sua pesquisa de luz e de sombra. São desenhos de escultor onde a tinta-da-china surge num fundo branco e se percepciona a profundidade.
Vieira da Silva: Kô et Kô e outras histórias
Vieira da Silva foi autora de uma série de ilustrações para crianças que constituem uma surpresa no conjunto da sua obra. Esta exposição pretendeu mostrar esta faceta praticamente desconhecida da sua produção artística, reunindo vários e diferentes conjuntos de ilustrações.
Em 1931 Vieira da Silva oferece a Violante Canto da Maya (então com oito anos) o livro da Condessa de Ségur Les malheurs de Sophie (Os desastres de Sofia) substituindo as ilustrações de A. Pécoud por imagens por si criadas, recortadas e coladas na edição original, retomando o hábito que tinha em criança de cobrir a aguarela as gravuras que ilustravam os livros. Numa surpreendente abordagem do imaginário infantil, Vieira da Silva ensaia e redefine nestas ilustrações o seu trabalho de pintora.
Kô et Kô, les deux esquimaux, é o título de uma história para crianças inventada por Vieira da Silva em 1933. Não se sentindo capaz de a escrever, a pintora entrega essa tarefa ao seu amigo Pierre Guéguen e assume o papel de ilustradora executando uma série de guaches. A galerista Jeanne Bucher edita o livro com uma tiragem de 300 exemplares (texto litografado de Pierre Guéguen e 14 páginas de ilustrações realizadas a pochoir pela casa Beaufumé), e a propósito do lançamento do livro, organiza a primeira exposição individual de Vieira da Silva em Paris apresentando os guaches originais de Kô et Kô e uma série de estudos preparatórios. Algumas destas obras serão também exibidas em Lisboa em 1935, na Galeria UP, por António Pedro .
Georges Braque: gravuras
A efémera relação entre o casal Szenes e Georges Braque (1882-1963) inicia-se em 1937, quando Maria Cuttoli, dando novo fôlego à tapeçaria em França, encomenda cartões ou reproduz para tapeçaria algumas obras de artistas famosos da altura, encontrando-se entre eles, naturalmente, Braque; para passar esses cartões para a tecelagem, Maria Cuttoli, a conselho de Jeanne-Bucher, entrega essa tarefa a Maria Helena e Arpad Szenes.
Apesar de não voltarem a estar juntos, Arpad e Vieira foram sempre profundos admiradores da obra de Braque, pelo que se considerou indispensável apresentar uma exposição deste artista no ciclo dos amigos de Arpad e Vieira.
Graças às excelentes relações entre a Fundação Maeght e a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, foi possível apresentar esta selecção de 69 gravuras de Braque, que abrangem várias décadas, de 1907 a 1963, e nos oferecem uma panorâmica bastante completa dos diversos períodos da sua obra. O mesmo é dizer que contamos com trabalhos da sua fase de inspiração cezaniniana, da sua fase cubista, bem como naturezas mortas e finalmente os seus famosos pássaros. Completam a presente exposição algumas das principais obras ilustradas por Braque, como Teogonia de Hesíodo e Uma aventura metódica, de Pierre Reverdy.
Jean Dubuffet: obras sobre papel
Em complemento da exposição "Jean Dubuffet" patente na Culturgest, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva apresenta 67 obras em papel, de pequeno formato, da colecção da Galeria Jeanne Bucher, Paris. A selecção das obras e a montagem da exposição são da responsabilidade de Jean-François Jaeger, Director da Galeria Jeanne Bucher, Paris.

"A obra de Dubuffet é uma luta contra o olhar elaborado que, no espírito, traduz a eficácia, isto é, o mundo da mão. Para apreender a riqueza lírica do universo, o artista conserva a liberdade puramente muscular do olho sem a intervenção da consciência. Aliás, Dubuffet suspeita da consciência. Pensa que esta altera tudo o que toca e que, sobretudo, se opõe ao conhecimento das coisas em vez de o estimular. O artista persiste em encontrar acessos e vias para os quais a consciência pouco contribua. Nos seus trabalhos, o olhar reconquista a sua inocência e os seus deslumbramentos, e estes, por sua vez, extraem do universo das coisas o inesperado e o incomparável. Esta recusa das categorias ópticas tradicionais devolve à sua visão uma braveza saudável, selvagem. Graças a Dubuffet, a arte abandona a sua função social de reprodução para se tornar - o que é a sua essência - um instrumento de confissão psicológica. A realidade utilitária é rejeitada em benefício da realidade poética, e esta é a imagem da memória e de sonhos. Também a hierarquia que a eficácia atribuiu ao universo é abandonada, preferindo-lhe antes, o artista, as escalas da loucura e da imaginação, que revelam as verdadeiras dimensões. Baralhando as ligações, transformando os «Corps de Dames» em continentes tenebrosos e as «Terres Radieuses» em ectoplasmas imateriais, Dubuffet estabelece com o mundo um novo sistema de relação mais sensível e mais verdadeiro. Para observar cada objecto, Dubuffet fabrica um olho sobressalente: o da águia que sobrevoa os espaços metafísicos das «Terres Radieuses», o da formiga que deambula nos labirintos das «Texturologies», o olho, mágico, do aparelho que, nas «Messages», traduz as imagens em ideias. Toda a sua obra é uma fabulosa maquinaria que desagrega o mundo das opressões, para fabricar o território da liberdade."

Daniel Cordier (Les dessins de Jean Dubuffet, Editions Ditis, Paris, 1960)
Prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA Artes Plásticas Revelação 2000
Visando acentuar a importância do papel nas artes plásticas e proporcionar um incentivo à criatividade dos jovens artistas na utilização do papel nas suas múltiplas formas, a CELPA – Associação da Indústria Papeleira com a colaboração da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva instituiu o prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA ARTES PLÁSTICAS REVELAÇÃO.
O Júri constituído pelo Engº José Manuel Marques Pedrosa (CELPA), Arqº José Sommer Ribeiro (Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva), Prof. Fernando Pernes (Fundação de Serralves) e Prof. Rui Mário Gonçalves (Faculdade de Letras de Lisboa / AICA – Secção Portuguesa), decidiu por unanimidade atribuir o prémio REVELAÇÃO a Joana Freire Jorge Gonçalves pela obra “A Missão de um Regador”, de 1999.
Júlio Pomar. Prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA Artes Plásticas Consagração 2000
O júri constituído pelo Arq. José Sommer Ribeiro (Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva), Eng. José Marques Pedrosa (CELPA), Prof. Fernando Pernes e Prof. Rui Mário Gonçalves decidiu atribuir por unanimidade o PRÉMIO CONSAGRAÇÃO a Júlio Pomar.

“Continuo a pensar que nunca saberei nem desenhar nem ver o que está num desenho” Júlio Pomar (ready-made ajudado). Apesar desta auto-avaliação, os trabalhos de Júlio Pomar feitos sobre papel (desenhos, ilustração de livros, estudos para os painéis de azulejos do Metropolitano de Lisboa e colagens) foram sempre de uma enorme importância da mesma maneira que revelaram uma qualidade extraordinária.
Os 19 desenhos realizados entre 1998 e 2000 presentes nesta exposição, foram seleccionados pelo próprio artista e incluem a série “Maternidade”, algumas das personagens de “La Chasse au Snark”, de Lewis Caroll e ainda “A lebre e a tartaruga”.
Arpad Szenes - Vieira da Silva: período brasileiro
Uma trágica notícia interrompe, em 1939, as férias de Arpad e Vieira da Silva na ilha francesa de Ré – o eclodir da IIª Guerra Mundial. Receando investidas alemãs em França, mas sobretudo temendo pela segurança de Arpad, judeu húngaro, o casal regressa a Portugal em Setembro, pretendendo aqui instalar-se. Porém, o Estado português não lhes conferiu nacionalidade, que Vieira havia perdido com o casamento, e o clima hostil que se instalara conduz à decisão de partir para o exílio no Brasil (1940).
Demasiado modernos para aquele contexto e mal aceites pela crítica, os trabalhos de Arpad e Vieira voltaram à figuração – a guerra, as paisagens, os retratos (do casal e de amigos), e as memórias, sobretudo de Vieira, temas que, de forma geral, organizam a exposição que se apresenta.
Embora não tenha sido um período de inovações e experiências pictóricas, a permanência dos artistas no Brasil não significou uma estagnação na sua produção; pelo contrário, algumas das suas grandes obras – “Le désastre” e “La partie d’échecs” de Vieira, ou as ilustrações de Arpad para “Canto de amor e morte do cornetim Cristophe Rilke” de Rainer Maria Rilke, datam deste período (1940-1947).
Cerca de 100 obras, entre pinturas, desenhos e colagens, estão agora expostas nas salas da Pinacoteca de São Paulo, ao lado de alguns trabalhos de Carlos Scilar, um jovem artista brasileiro que conheceu Arpad e Vieira e muito bebeu da sua produção artística.
Louise Nevelson
Louise Nevelson (1899-1988), nascida na Ucrânia, é um nome incontornável no universo artístico norte-americano. As suas concepções estéticas e plásticas alargaram as fronteiras da escultura e as suas mãos atribuíram existência espiritual aos materiais que utilizava.

“Sempre quis mostrar ao mundo que a arte está em todo o lado, desde que passe por uma mente criativa. Penso que não existe nada que não possa ser transformado de forma a adquirir uma outra vida. Neste sentido, dei vida a um mundo inteiro, dado que sempre entendi que tudo podia ser usado por mim” afirmou a artista.

Produziu obras majestosas e cintilantes: um mundo mágico que abraça e envolve completamente o observador. E, sem preconceitos, demonstrou como qualquer pedaço de madeira pode ser investido da maior dignidade e integrar um conjunto harmónico, em se perceba a sua importância fundamental: uma espécie de ressurreição.
A artista tornou claro que “se um objecto está no lugar certo, a sua grandeza intensifica-se”, transcendendo a sua própria materialidade.

É pois com o maior orgulho que a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva traz pela primeira vez a Portugal o notável trabalho desta poderosa personalidade que iluminou o universo plástico americano.
Picasso: homenagem ao toureiro
O toiro, que representa para Picasso (1881-1973) a luta entre instintos contraditórios – o racional e o irracional, é uma constante na sua obra. Presente logo desde os oito anos na obra "o pequeno picador", numa primeira fase, o animal encarnou, através da representação do Minotauro, uma faceta mais mitológica.
As corridas de toiros foram, de igual modo, um espectáculo apaixonante para o artista, que não tendo regressado a Espanha após a vitória de Franco, era um frequentador assíduo das corridas que se realizavam no sul de França.
Foi neste contexto que Picasso conheceu o matador Luís Miguel Dominguín, estabelecendo de imediato uma duradoira amizade, da qual resultaram também alguns projectos profissionais comuns.
Através de desenhos, cerâmica, colagens e gravuras, juntamente com o projecto conjunto de 1962 de Picasso, Dominguín e Antonio Bonet para uma praça de touros, a exposição que se apresenta, composta por algumas ofertas do artista a Dominguín e Lucía Bosé, sua mulher, vem assim demonstrar a grande estima de Picasso por este casal e a afinidade e interacção criativa que se estabeleceu entre os artistas.
Esta exposição resulta de um trabalho conjunto entre a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e a Fundación Museo de los Ángeles, para a qual colaborou também o Museu de Cáceres.
Max Ernst. Esculturas
Max Ernst (1891-1976) é sobretudo recordado como pintor. E foi na pintura que melhor exprimiu a sua grande contribuição inovadora da linguagem artística. Mas a verdade é que o seu interesse pela linguagem plástica atravessa toda a sua obra:
 
“Sempre que na pintura se me depara um caminho sem saída – o que me acontece com frequência – surge-me a escultura como uma fuga, dado que se aproxima mais de um jogo do que a pintura. A escultura faz-se a duas mãos, como quem faz amor. Por isso é como partir de férias, para só mais tarde retomar a pintura”, Max Ernst.

As 62 esculturas expostas pertencem ao Capricorn Trust, Nova Iorque, criado por Dorothea Tanning bem como a colecções particulares. A exposição insere-se no ciclo Amigos de Arpad e Vieira: em 1931 Arpad e Max Ernst cruzaram-se pela primeira vez quando foram alunos de Hayter no Atelier 17, em Paris.
Arpad Szenes. Gravuras
A presente exposição temporária insere-se no ciclo temático iniciado com "Arpad Szenes e Vieira da Silva nas colecções Portuguesas".
Para além de uma notável obra de desenho, pintura, guache e têmpera, Arpad também se dedicou, embora irregularmente, à gravura. Iniciou-se nesta técnica em 1931, no famoso «Atelier 17» de Hayter, em Paris, que frequenta até ao início da guerra em 1939. A sua aprendizagem não se limita ao domínio da técnica, sendo enriquecida pelo estimulante convívio com os artistas que frequentavam o atelier, nomeadamente os surrealistas como Tanguy, Max Ernst e Miró que o influenciaram particularmente.
A sua obra gráfica deste período reflecte a segurança, a força e a delicadeza dos seus desenhos e das suas pinturas, bem como os mesmos temas (Couples, Guerriers, Hommes-trompettes, Enfants au cerf-volant, etc.). As suas pranchas revelam ainda, nas técnicas e no traço utilizados, uma forte influência de Hayter.
Botelho. Centenário do nascimento
Comemora-se este ano o centenário de nascimento de Carlos Botelho (1899-1982). Os fortes laços de amizade que o uniam ao casal Arpad Szenes e Vieira da Silva reforçam a importância desta exposição, organizada em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa.
A exposição, concebida para o espaço da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, foi organizada por Manuel Botelho, com o apoio de Raquel Henriques da Silva e de José Rafael Botelho. Trata-se de uma exposição antológica que propõe uma visão da obra do artista através de alguns dos seus momentos mais significativos.
O conjunto de pinturas escolhidas permite uma visão da diversidade da pintura de Carlos Botelho e uma redescoberta num percurso que se organiza em 5 núcleos:
1. "Retrato(s) de Lisboa": a Costa do Castelo, 1930-1982. A Costa do Castelo, para onde Botelho foi residir em 1930 (até 1949) é indissociável da sua obra, sendo uma verdadeira matriz plástica, compositiva, espacial, cromática e lumínica de inúmeras pinturas.
2. "Retratos de gente": paralelamente a outras investigações iconográficas, Botelho executa uma série de retratos de familiares e amigos entre 1932 e 1941, modelos que também lhe servem de motivos plásticos.
3. "Lisboa e o(s) ciclo(s) de viagem": a par de Lisboa, sempre retomada como tema pictórico, Botelho regista a vivência de outras cidades por onde passou, como Nova Iorque ou Florença.
4. "Retrato(s) de Lisboa": das colinas e do Tejo. Desde 1930 que Botelho regista outros locais da cidade: O Cais das Colunas, o jardim de São Pedro de Alcântara, a Igreja da Graça, São Vicente de Fora, Santo Estevão ou a Sé são exemplos de outros olhares sobre a cidade.
5. "Outro Botelho": Três obras isoladas evocam momentos que não couberam no espaço disponível, ou sem continuidade na obra de Botelho, apresentando o pintor na sua diversidade e antecedendo os 4 núcleos principais.
A exposição termina com um pequeno grupo das suas obras finais.
Paul Klee. Desenhos
Autor de uma linguagem plástica inovadora, o pintor suíço Paul Klee (1879 -1940) foi uma referência para Vieira da Silva e Arpad Szenes: ambos tinham grande admiração pelo seu trabalho. De todos os artistas contemporâneos, foi de Klee que a crítica mais aproximou o trabalho de Vieira da Silva, pelas mútuas qualidades técnicas, imaginativas e rítmicas, e pelo uso do quadrado. As afinidades são, no entanto, mais de ordem espiritual do que plásticas, já que Vieira da Silva só descobriu o trabalho de Klee em 1933.
Integrada no ciclo "Amigos de Arpad e Vieira", a exposição conta com 40 desenhos da colecção da Fundação Paul Klee, em Berna, que abrangem um vasto período da sua produção, de 1914 a 1940.
Alberto Giacometti. Colecção Fundação Maeght
Integrado no ciclo "Amigos de Arpad e Vieira", a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva apresenta um importante conjunto de obras de Alberto Giacometti (1901-1966) da colecção da Fundação Maeght, Saint-Paul.
Arpad Szenes e Vieira da Silva conheceram Giacometti no início dos anos 30, por intermédio da galerista Jeanne Bucher que reunia à sua volta um grupo de artistas unidos por fortes laços de amizade.
Foram seleccionadas por Jean-Louis Prat, director da Fundação Maeght, para esta exposição, 19 esculturas (datadas de 1945 a 1960) e 20 desenhos (datados de 1946 a 1962), obras emblemáticas da produção mais conhecida do artista, centradas essencialmente na representação da figura humana.
Arpad Szenes-Vieira da Silva: MNAM / CCI, Centre Georges Pompidou e Gal. Jeanne-Bucher
Arpad Szenes - Vieira da Silva: Musée National d’Art Moderne / Centre de Création Industrielle, Centre Georges Pompidou e Galerie Jeanne-Bucher, Paris

No período em que decorre a Exposição Internacional de Lisboa, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva julgou importante apresentar algumas obras fundamentais dos dois artistas, raramente vistas em Portugal ou, nalguns casos, mesmo inéditas.
Assim, solicitou-se ao Musée National d’Art Moderne o empréstimo de obras do seu acervo, pedido que foi prontamente aceite pelo seu Director, Werner Spies, a quem muito agradecemos. Da importante colecção do Museu, certas obras, inicialmente seleccionadas, não puderam ser cedidas por se encontrarem em depósito noutros museus franceses. Todavia, o conjunto de obras agora apresentado será uma oportunidade de rever algumas das mais notáveis telas de Vieira da Silva, como “La partie d’échecs” de 1943, “Bibliothèque” de 1949 e “Stèle” de 1964, e de Arpad Szenes - “Composition” de 1949 e “Les rubis” de 1963.
As obras ficarão em exposição na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva até ao verão de 1999, altura em que voltarão para Paris para a reabertura do Musée National d’Art Moderne.
Calder
Esta exposição assinala o centenário do nascimento de Calder (1898-1976) e a amizade que o ligou a Arpad Szenes e a Vieira da Silva. Dos vários artistas que apresentamos no ciclo “Amigos de Arpad e de Vieira”, este escultor foi quem estabeleceu maiores laços de amizade com o casal. Ao longo dos anos de convivência os três trocaram obras e correspondência, mas a maior prova da sua amizade revela-se quando Louise e Sandy Calder confiam a Arpad a sua filha Sandra, quando esta manifestou o desejo de estudar pintura.
Constellations de Joan Miró
Atormentado pelo desenrolar da guerra, Miró (1893-1983) resolve abandonar Paris e refugiar-se em Varengville-sur-Mer. Fascinado pelos céus dramáticos da Normandia e pelas águas revoltas do Atlântico, é na beleza daquela região que está a origem das Constellations, testemunho profundo do desejo que o pintor tinha em esquecer a terrível época que vivia.
Iniciada em 1940, a série foi terminada em Palma de Maiorca e em Montroig a 12 de Novembro de 1941.
As Constellations são constituídas por 23 guaches com a mesma dimensão. Os fundos foram trabalhados exaustivamente, tendo sido utilizadas as mais variadas técnicas de modo a evidenciar os elementos aí sobrepostos e permanentes no universo de Miró.
A fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva julgou importante apresentar ao público português as Constellations pois nela tiveram origem algumas das mais conhecidas telas de Miró. Ao fazê-lo, quer igualmente lembrar a amizade e o estreito convívio que Arpad manteve em 1931 com um famoso grupo de pintores surrealistas, entre os quais Yves Tanguy, Max Ernst e, claro, Joan Miró, no atelier de gravura de Hayter, convívio que se viria a reflectir nalgumas das suas pesquisas dos anos 30, como a série Couples, Combats e Hommes-fanfarres.
Arpad Szenes: centenário de nascimento
Para assinalar o centenário do nascimento de Arpad Szenes (1897-1985), grande amigo de Portugal, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e a Fundação Calouste Gulbenkian (que já havia realizado em 1971 uma retrospectiva da sua obra) uniram-se para condignamente celebrar esta data.
Discreto e silencioso, Arpad só tardiamente viu reconhecido o seu valor. A exposição que agora se realiza, reunindo desenhos e pintura do artista, visa dar o devido reconhecimento a este grande pintor.
O desenho foi para Arpad Szenes, um meio de expressão privilegiado, para o qual revelou, desde muito cedo, uma especial aptidão. Entre os vários temas abordados, destacam-se os auto-retratos, as paisagens e os retratos (tão abundantes aqueles que realizou da mulher) e ainda registos do seu quotidiano; outros desenhos ilustram as importantes séries temáticas que desenvolveu em pintura.
Na sua maioria inéditos, são apresentados 108 desenhos da colecção da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, que cobrem a quase totalidade da sua produção (1910-1980).
A pintura de Arpad está representada nesta exposição por 59 telas, provenientes de vários museus franceses e de colecções particulares de França, Bélgica e Portugal, que cobrem o período entre 1930 e 1981.
Vieira da Silva. Desenhos
Vieira da Silva dedicou-se ao desenho desde muito cedo. Logo desde a sua infância, estimulada por um ambiente familiar propício, Vieira da Silva encheu inúmeros cadernos de desenhos. Em Lisboa, segue as aulas de desenho de Emília Braga Santos e inscreve-se em aulas de anatomia; em Paris, estuda desenho complementarmente à escultura.
Em 1983, Michel Butor fez corresponder textos temáticos à pintura de Vieira; substituindo agora as pinturas por desenhos, a correspondência mantém-se numa rica cumplicidade.
Os 12 textos correspondem às soluções iconográficas da artista: as bibliotecas; os jogos; os ateliers; as cidades; as estações; os portos; as pontes; os rios; os jardins; as estações do ano; as horas, e as vozes.
A selecção de desenhos escolhidos, na sua maioria inédita, faz parte de uma importante doação da artista feita em 1987 à Fundação Calouste Gulbenkian e destinada ao Museu que lhe seria dedicado.
Vieira da Silva: estudos para vitrais. Igreja de Saint-Jacques de Reims
A exposição de maquetas para os vitrais da Igreja Saint-Jacques de Reims pretende dar a conhecer um trabalho muito raro na obra de Vieira da Silva.
Foi uma encomenda, feita em 1966, que a artista teve grandes dúvidas em aceitar por se tratar de uma técnica que pouco dominava – tinha apenas executado um vitral para uma exposição de arte francesa em Montreal, em 1963; o facto de nunca ter estado ligada à Igreja Católica também a fazia hesitar. A decisão foi facilitada quando soube que iria partilhar o trabalho com o amigo Joseph Sima, que por estar doente solicitara a colaboração da artista, e que teria o apoio dos especialistas Brigitte Simon e Charles Marq, já seus conhecidos.
O conjunto de vinte estudos que agora apresentamos inclui não só algumas maquetas definitivas dos vitrais mas também opções que foram abandonadas.
Renina Katz. Desenhos e gravuras para o Romanceiro da Inconfidência de Cecília Meireles
No período de exílio no Rio de Janeiro (1940-1947) Arpad e Vieira instalaram-se numa das casas anexas à Pensão Internacional em Santa Tereza, bairro integrado no morro de densa vegetação e debruçado sobre o mar. A pensão tinha como hóspedes vários artistas e intelectuais que se reuniam na “casa amarela”, sob a tónica da música e da poesia, conferindo aos encontros um ambiente culto e sofisticado; os frequentadores mais assíduos dessas reuniões eram os poetas Murillo Mendes e Cecília Meireles.
Esta exposição permitiu-nos homenagear a amizade entre Cecília Meireles e os pintores, por intermédio de uma artista contemporânea -Renina Katz (1925-).
Gravadora de renome, “tomou-se de paixão pelo Romanceiro da Inconfidência de Cecília Meireles” e, em 1956 começou a trabalhar na sua ilustração. Ao longo de um ano fez cerca de 300 desenhos como base para gravuras. O projecto foi, porém, arquivado.
Vinte anos mais tarde, cerca de cem desenhos que resistiram ao tempo, foram redescobertos pelo impressor Elsio Motta de São Paulo e recuperados. Desde então têm percorrido o Brasil, sob o patrocínio do coleccionador José Mindlin, sendo expostos nesta ocasião em Lisboa, pela primeira vez.
Quatro olhares sobre a cidade
32 obras (pinturas e desenhos) cujo tema é Lisboa, ilustram "Quatro olhares sobre a cidade", exposição integrada no programa da primeira semana de cultura e contemporaneidade, organizada pelo Centro de Estudos dos Povos e Culturas de expansão Portuguesa da Universidade Católica.
Lisboa, cidade natal de uns e de eleição de outros, está intimamente ligada à obra de quatro artistas: Almada, Bernardo Marques, Botelho e Vieira da Silva.
De Almada Negreiros (1893-1970) foram expostos estudos para os frescos das Gares Marítimas de Alcântara (1943) e da Rocha do Conde de Óbidos (1947), emblemáticos de Lisboa e considerados como as obras principais da sua pintura e de toda a pintura portuguesa moderna da primeira metade do Século XX.
Na obra de Bernardo Marques (1898-1962) Lisboa tem um lugar privilegiado. Nos desenhos monocromáticos dos anos 50, as imagens citadinas que transcreve são apontamentos do seu quotidiano, de notável invenção formal.
Indissociável de Lisboa é também a obra de Carlos Botelho (1899-1982), representada ao longo da sua vida de formas diferentes, por vezes idealizada de memória.
Lisboa tem também um papel fundamental no processo criativo de Vieira da Silva (1908-1992). É esta cidade que se advinha nas suas paisagens e perspectivas urbanas, e a memória cromática da cidade e dos seus azulejos que se revela na sua obra.
Fernand Léger. Cirque
Esta exposição surge inserida no ciclo de exposições subordinadas ao tema "Amigos de Arpad e Vieira".
Vieira da Silva estabelece o primeiro contacto com Fernand Léger (1881-1955) em 1929, nas aulas de arte aplicada que ministra na academia Moderna, em Paris. Mais tarde, em 1935, os seus caminhos cruzam-se novamente no grupo Les Amis du Monde, que Arpad também frequenta, grupo que se reunia no café Raspail para debater problemas sociais e artísticos.
"O circo", título da exposição que agora se apresenta, é uma paixão antiga de Léger; o artista gostava de assistir a espectáculos e era amigo dos célebres palhaços Fratellini.
As litografias que realizou desta temática (34 a cores e 29 a preto e branco) e que agora se apresentam, fazem-se acompanhar de um texto (publicado em 1950 pela Tériade, sob a forma de livre d’artiste), quase um hino ao circo, que o próprio Léger escreve ao desistir da hipótese de entregar essa missão a Henry Miller (com quem já tinha colaborado), por não o considerar adequado ao seu trabalho.
La chambre du collectionneur: arte estrangeira em colecções portuguesas
"La chambre du collectionneur", nome da magnífica têmpera (1964) de Vieira da Silva, é o título que melhor assenta a esta exposição de arte estrangeira em colecções portuguesas. Como o próprio nome indica, nesta mostra são apresentados trabalhos de vários artistas estrangeiros que se evidenciaram aos olhos e afectos de cinco coleccionadores nacionais, que preferem manter o anonimato.
Este conjunto de obras representa, por um lado, a parafernália de movimentos de arte do século XX, e por outro, as preferências e gostos de quem as colecciona.
Por este motivo, estas colecções serão apresentadas em cinco salas diferentes, de modo a que se não traia o espírito como foram sendo reunidas, constituindo assim como que cinco núcleos de “la chambre du collectionneur”.
Lajos Kassák, 1887-1967
Lajos Kassák (1887-1967) é um nome que infelizmente não tem o reconhecimento que devia ter; não obstante, Arpad Szenes reconheceu a sua importância logo em 1916/18, quando descobre que um seu conterrâneo é um vanguardista, partidário da Revolução de Outubro que em 1917 eclodiu na Hungria.
Artista multifacetado, Lajos esteve ligado, nas artes plásticas, primeiro ao movimento Dada, depois ao construtivismo russo e alemão, sendo que não ficou alheio, ainda que subtilmente, a outras correntes internacionais, como o futurismo italiano ou o expressionismo alemão; na literatura, o artista destacou-se como poeta e redactor de revistas.
Na sua produção plástica Lajos Kassák destaca-se também pelo uso da fotografia e pela montagem de imagens.
Esta exposição dá a conhecer um leque variado da obra de Lajos Kassák: cartazes, capas e impressões, obra gráfica e colagens, pertencentes, em grande parte, à colecção do Museu Kassák.
J. Torres-García
Um ano após a sua chegada a Paris, ou seja, em 1929, Vieira da Silva descobre a obra de Torres-García (1874-1949), que a interessa de imediato, não só pelos novos caminhos que abria ao abstraccionismo, mas também pelo rigor e modulação das suas estruturas.
Torres-García teve por isso, um papel importante no movimento construtivista, que alcançou o seu auge com a publicação da revista Cercle et Carré, que Torres idealizava como algo universalista e não apenas russo.
Mas não foi senão durante o exílio no Brasil que Vieira da Silva é dada a conhecer a Torres-García, que por intermédio de Carmelo Arden Quin, envia ao pintor uruguaio algumas reproduções dos seus trabalhos, juntamente com uma carta em que reafirma a grande admiração pela sua obra. Com a sua resposta, o contacto entre os dois artistas passa a ser mais amiúde, embora nunca se tenham encontrado pessoalmente.
As obras que agora se apresentam, pinturas e esculturas predominantemente dos anos 30, pertencem assim, ao período construtivista de Torres-García.
Henri Matisse. Jazz
Arpad Szenes e Vieira da Silva, receberam em 1937 uma encomenda de Marie Cuttoli, amiga de Jeanne Bucher, para executarem cópias de dois quadros, um de Braque (1882-1963) o outro de Matisse (1869-1954), para serem reproduzidos em tapeçaria. Dedicaram-se ao trabalho com entusiasmo, e um dia Matisse foi visitá-los ao atelier, então na “Villa des Camélias”.
Vieira, apesar de o considerar distante, afirmava sempre beneficiar muito da conversa que mantive com Matisse sobre a cor.
E a cor foi uma preocupação constante de Henri Matisse. Vejam-se os papéis recortados que o pintor executou, estudos preparatórios para o grande tríptico "La danse", na nova versão encomendada por Alfred Barnes em 1930. Seguiram-se as três capas da revista Verve executadas pelo mesmo processo.
No início dos anos quarenta Matisse ficou retido na cama, instalado no Hotel Regina em Cimiez (Nice), devido a uma doença prolongada. É quando Tériade lhe propõe a realização de um livro, só com papeis colados o que, segundo aquele grande editor, alteraria radicalmente a concepção do livro de arte tradicional. Primeiro Matisse recusa o projecto, mas já nos finais da guerra anuncia a Tériade que lhe parecia ter descoberto a solução. As cores vivíssimas, aliadas à composição, mesmo que abordando assuntos ligados ao circo, tinham um ritmo que o pintor identificava com os sons de uma orquestra de Jazz.
O trabalho entusiasmou-o de tal maneira que sentiu a necessidade de criar ritmos variados optando por intercalar entre as 20 colagens um texto manuscrito da sua autoria, a dimensão da letra impondo-se de modo a criar um equilíbrio com as 20 colagens.
Tériade tinha razão, Jazz é sem sombra de dúvidas o mais importante livro de Matisse.
Vieira da Silva: gravuras para L’Inclémence Lointaine de René Char
Só uma grande amizade, iniciada em 1953, levaria Vieira da Silva a corresponder ao pedido do poeta René Char (1907-1988) para realizar uma série de 25 gravuras a buril, destinadas a ilustrar alguns dos poemas de L’Inclémence Lointaine.
Após dois anos de intenso trabalho, L’Inclémence Lointaine é apresentada com enorme êxito em Paris, em 1961, pelo editor Pierre Berès (Hermann). Dois anos depois, a Galeria Gravura traz a Portugal esta exposição.
Em 1970, L’Inclémence Lointaine visita de novo Lisboa, ao ser seleccionada para a retrospectiva de Vieira da Silva organizada na Fundação Calouste Gulbenkian.
A exposição que agora se apresenta vem somar às 25 gravuras de Vieira uma parte importante do espólio legado à Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, que consiste nas várias provas de ensaio e de artista, algumas aguareladas, que serviram de estudo às gravuras definitivas que ilustram os poemas de Char.
Cores e pintores na Provença: 1875-1920
Esta exposição surge na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, depois de ter sido apresentada em Marselha, no Departamento Regional, e no Museu do Luxemburgo em Paris, por motivos vários, mas principalmente porque os artistas representados, de altíssimo valor, não são frequentemente apresentados em Portugal, mas sobretudo porque entre eles, figuram nomes que tanto Arpad como Vieira muito admiravam, como é exemplo Cézanne, Bonnard, Braque e Matisse.
Diga-se também que Portugal não é um país estranho à cultura mediterrânica e litoral que marcam a Provença, descobrindo por isso outro elo de ligação que justificava trazer até cá esta exposição.
Embora de dimensões mais pequenas, devido a condicionantes espaciais, a exposição mantém as linhas de apresentação anteriormente adoptadas, organizando-se em três núcleos distintos:
1 - Os Naturalistas: o Naturalismo, aqui mais ligado aos pintores autóctones, caracteriza-se por representar o real, mas ao contrário do romantismo, trata-se de um real verdadeiro, palpável e objectivo, que dá, no entanto, margem a que transpareçam sentimentos de quem o pinta;
2 - Os Fauves da Provença: ou fauvismo Provençal, refere-se àqueles artistas ligados não só à Provença mas também aos movimentos artísticos do Norte, como Paris, representados aqui pelo fauvismo;
3 - A Sedução do Midi: a atracção que esta zona exerceu ano após ano sobre os artistas do final do século XIX, que aí se estabeleciam por temporadas. Tal aconteceu com Monet, Renoir, Boudin e Van Gogh.
A todos estes núcleos é comum o tema da paisagem, da paisagem da Provença, natural e social, bem como quotidiana.
Mark Tobey
Mark Tobey (1890-1976) foi um dos precursores do abstraccionismo norte-americano.
Sempre distinguido pela crítica ao longo da sua carreira, galardoado, em 1958, com o Prémio de Pintura na Bienal de Veneza,  tornou-se (após Whistler) o segundo pintor norte-americano a receber este prémio.
O primeiro contacto de Tobey com o casal Arpad e Vieira, que com o tempo se transformaria numa sólida relação de amizade, foi precedido pela aquisição de uma obra de Vieira na exposição desta artista na Galeria Marian Willard em 1946 organizada por Jeanne Bucher, que mais tarde também viria a interessar-se pela pintura de Tobey.
Relativamente a Arpad, Tobey constatou que partilhava com ele reais afinidades no seu permanente esforço de despojamento em busca de uma verdadeira riqueza interior.
O convívio dos três artistas ao longo da vida certamente contribuiu para o enriquecimento dos mútuos processos de criação.
Da exposição, inserida no âmbito das comemorações do 10º aniversário da criação da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, constam 29 obras sobre papel de diversas técnicas (têmpera, sumi, monótipia).
Le couple de Arpad Szenes
A exposição de Arpad Szenes sobre a série “Le couple” é constituída por 39 trabalhos executados entre 1930 e 1945, todos pertencentes ao acervo da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.
O tema é abordado das mais variadas maneiras, assistindo a modificações de luz, formas ou pontos de vista, e reflecte bem as preocupações deste pintor, marcadas, a nível estético, pela tendência surrealista.
A série “Couples table” (c. 1930-1935) demonstra a necessidade que Arpad Szenes sentia em acreditar numa união profunda, que atinge a síntese perfeita na sua pintura “La chaise couple” (c. 1933-1934), em que as duas personagens se confundem numa só.
Mas mesmo nesses momentos de ansiedade, Arpad continua a executar desenhos ou pinturas de couples, simultaneamente apaixonados e ternos, que são o retrato fiel de um amor e de uma compreensão que levou Maria Helena e Arpad a ter uma vida em comum de excepcional riqueza ao longo de mais de 50 anos.
Presença de Portugal na obra de Arpad Szenes e Vieira da Silva
Portugal é um tema recorrente na pintura de Arpad Szenes e de Vieira da Silva, cosmopolitas por destino e pelas circunstâncias da história, e internacionais pelo lugar que ocupam na evolução das artes plásticas após a segunda guerra mundial.
É sob o céu de Paris que pela primeira vez Vieira pinta e desenha Portugal, para mostrar Sintra ao seu jovem marido.
Frequentemente evocada, Lisboa reaparece como um feitiço ao longo das décadas; mas, de facto, não desponta por detrás de todas as cidades que Vieira inventou?
“A cidade das sete colinas” está ainda directamente ligada ao espaço em movimento que Vieira tece de tela em tela. Não leva a cabo uma longa meditação sobre o quadrado cujo modelo primeiro é o azulejo?
De maneira poética, Lisboa triunfa na harmonia favorita da pintora: o azul e o branco.
Mily Possoz. Uma gramática modernista
Mily Possoz e Vieira da Silva: vinte anos as separam, uma amizade e muitos pontos em comum as unem.
Mily Possoz (1888-1967) nasceu em Portugal, e apesar de várias incursões pelo estrangeiro, é cá que se vai estabelecer, reencontrando Vieira da Silva em exposições e no atelier desta em Lisboa, activo centro de convívio de artistas.
Dedicada ao desenho, gravura, pintura e ilustração, Mily integra o Primeiro Modernismo Português, movimento que soube conjugar com as aprendizagens feitas em Paris, Bruxelas e Düsseldorf, conferindo-lhe assim um léxico moderno de influências cosmopolitas e eruditas. Nesta exposição que lhe é dedicada, as obras expostas provêm da colecção da sua família, do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e ainda daquele que tem a maior colecção de obras da artista – o Hotel Tivoli.
Homenagem ao arquitecto José Sommer Ribeiro
Nascido em Lisboa a 26 de Junho de 1924, José Aleixo da França Ribeiro formou-se em arquitectura.
Começando por estar ligado ao projecto arquitectónico da sede e museu da Fundação Calouste Gulbenkian, Sommer Ribeiro tornou-se, em 1969 o seu Director dos Serviços de Exposições e Museografia, e Director do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão em 1981, cargo que abandonou em 1993 quando confrontado com o pedido que a grande amiga Vieira da Silva lhe fazia – ser o primeiro Director da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.
Também nesta Fundação Sommer Ribeiro interveio como arquitecto, partilhando a co-autoria do projecto com Richard Clarke.
Ao longo de doze anos, José Sommer desenvolveu programas museológicos totalmente acertados ao espírito e personalidade do casal de artistas que o Museu homenageia, do mesmo modo que trouxe a Portugal marcos internacionais e levou para o mundo o nome e a obra de Arpad Szenes e Maria Helena.
Sommer Ribeiro morreu a 16 de Setembro de 2006.
Para além de arquitecto, foi também um grande “arquitecto de exposições”, contando a organização de mais de 600 exposições em Portugal e no estrangeiro.
Au fil du temps. Percurso fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva
A presente exposição insere-se no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992). Reunindo obras suas, fotografias, documentação e testemunhos de todos aqueles que a conheceram, pessoal ou profissionalmente, esta exposição pretende dar a conhecer uma outra Vieira da Silva, aquela para além da pintora.
A preparação desta exposição remonta a 1993, altura em que a obra e toda a documentação relativa a Vieira da Silva (e Arpad) foi alvo de um intenso e pormenorizado trabalho de inventariação e estudo. Ainda assim, e apesar de inédita, toda esta documentação foi enriquecida com outra cedida pelo Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva em Paris e pela Fundação Mário Soares, sem esquecer a importante colaboração de amigos que quiseram prestar o seu contributo.
A isto acresce o contributo da própria Vieira, presente através de excertos e citações da artista, extraídas de livros e entrevistas, que apesar de não gostar, foi concedendo ao longo da vida.
Uma vez que muitos daqueles que conheciam Vieira já não estão entre nós, a exposição é feita também de testemunhos actuais.
Gosto de mulheres

No mês dedicado à mulher, o Município de Portimão decidiu homenageá-la com a exposição “Gosto de Mulheres”, na Galeria do Arade - Parque de Feiras e Exposições da cidade.
Comissariada por Maria Barroso Soares e organizada pela Blue Velvet Lda., a exposição retrata a mulher através de várias manifestações da arte, como a escultura, pintura, joalharia, fotografia, música, cinema, literatura, culinária, entre outras, recorrendo, para isso, a mais de 60 obras com assinatura nacional e outras 50 pinturas e esculturas de além-fronteiras, estas seleccionadas pela Union Féminine Artistique et Culturelle – Salons Internationaux (UFACSI).
De formas diversas, homenageiam-se artistas plásticas mais ou menos contemporâneas – Josefa de Óbidos, Vieira da Silva, Paula Rego, Graça Morais, Menez, Joana Vasconcelos, Teresa Dias Coelho, Helena Almeida, Ana Vidigal e Vera Gonçalves, entre tantas outras; cantoras – Amália; poetisas, Sophia de Mello Breyner e escritoras, Agustina Bessa-Luís; e actrizes – Amélia Rey Colaço.
Figuras femininas portuguesas de reconhecimento internacional estão igualmente representadas nesta mostra: Ana Salazar e Fátima Lopes, através de jóias e modelos; Maria de Lurdes Modesto, Rosa Mota e Elisabete Matos, entre outras mulheres, através de simples objectos.

Apesar do tema feminil, o sexo masculino marca presença nesta exposição através de gravações vídeo com várias personalidades portuguesas, nas esculturas de João Cutileiro; nas fotografias de Vasco Araújo; nos cartoons de José Vilhena e de António; nos quadros de Almada Negreiros, Artur Bual, Rui Paes, José Dias Coelho, António Dacosta, Noronha da Costa, Arpad Szenes, Nikias Skapinakis, Gonçalo Duarte, Eduardo Luiz; e numa instalação de Julião Sarmento, onde revelam os seus pensamentos sobre a Mulher.

Não esquecendo os mais novos, “Gosto de Mulheres” inclui também um espaço infantil, lúdico – “No País da Alice”, designação inspirada na obra de Alice Vieira, escritora que, em 2009, comemora 30 anos de carreira. Nesta área só existe uma regra: mandam as meninas.

Vieira da Silva. Oeuvres de la FASVS et du CAMJAP

Inaugura em Paris, no dia do seu aniversário, uma exposição que mostra obras da pintora Vieira da Silva provenientes da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva e do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão em Lisboa.
Em jeito de retrospectiva, as 44 obras expostas cobrem os temas preferidos de Vieira, tais como as estruturas espaciais fechadas, os tabuleiros de xadrez, a guerra e a angústia que causa, as bibliotecas e retratos de amigos como René Char e André Malraux. A estas pinturas juntam-se desenhos, gravuras e guaches da artista, que visam complementar a apresentação e a sua interpretação pelo público.




Zao Wou-Ki

A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva acolhe, uma vez mais, a obra de um amigo do casal que representa. Zao Wou-Ki foi um grande amigo de Vieira da Silva e de Arpad Szenes. É igualmente um dos mais importantes pintores da denominada Segunda Escola de Paris, com obra representada em todo o mundo e, curiosamente, presente em muitas colecções portuguesas. É essa obra internacional e, em particular, parte da que se encontra em Portugal,  que se pode visitar no museu entre 24 de Junho e 26 de Setembro de 2010.
Conhecido pela obra mural da estação de metro da Gare do Oriente (1998), um gigantesco painel de azulejo com motivos vegetalistas e aquáticos, Zao Wou-Ki viu anteriormente a sua pintura homenageada em Portugal numa marcante exposição que teve lugar na Galeria Diprove, em Lisboa e no Porto, em 1974, e numa restrospectiva organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, em 1992. Passados quase 20 anos é tempo de rever a obra deste artista, chinês de origem e francês por opção, à semelhança de muitos outros, entre eles Vieira e Arpad que, tendo perdido a nacionalidade, foram acolhidos pelo país que os reconheceu como cidadãos e artistas.
Zao Wou-Ki vivia no bairro de Vieira e de Szenes, em Paris, e partilhou com estes amigos de longa data espaço expositivo na Galerie Pierre, de Pierre Loeb. Em encontros assíduos trocaram confidências, pontos de vista e obras. Foi também pela mão de um amigo de Vieira da Silva que Zao Wou-Ki chegou a Portugal: outro pintor português a viver em Paris, Manuel Cargaleiro, veio a ser responsável pelo convite da decoração da estação de metro.
Nesta pequena retrospectiva – que se pretende significativa e representativa de um núcleo artístico vastíssimo produzido ao longo de cerca de 60 anos – estão representadas obras da colecção do autor, de vários particulares franceses e portugueses e de instituições como o Metropolitano de Lisboa, o Millennium bcp e a Fundação Calouste Gulbenkian.
Comissariada por Françoise Marquet, casada com o pintor e grande divulgadora da sua obra, e por Yann Hendgen, assistente de Zao Wou-Ki e investigador, a exposição reúne 31 obras de pintura e desenho, gravuras de edições especiais e ainda 4 obras de Arpad Szenes e Vieira da Silva, da colecção de Zao Wou-Ki e Françoise Marquet.

Vieira da Silva
Exposição de pintura e gravura.
Arpad Szenes 1897-1985
Exposição de pintura
Vieira da Silva. Grabados
Exposição de gravura.
Vieira da Silva. Grabados
Exposição de gravura
Retratos. Arpad Szenes e Vieira da Silva
Esta exposição de desenho e pintura foi igualmente apresentada no Brasil, São Paulo, no Museu Lasar Segall, de 15 Agosto a 14 de Setembro de 1997.
Vieira da Silva Grafika
Exposição de gravura.
Centenário de nascimento Arpad Szenes
Antigo Refeitório do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra

Exposição de desenho.
Gravuras de Vieira da Silva
Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo
Vieira da Silva
O Centre Xavier Battini, em Campredon, também acolheu esta exposição entre 2 de Julho e 3 de Outubro de 1999.
Gravuras de Vieira da Silva II
Galeria Municipal de Exposições do Palácio Quinta da Piedade, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Póvoa de Santa Iria
Splendours of Portugal
Exposição itinerante
Arpad Szenes
Europália Hungria 99
Gravuras de Vieira da Silva
Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz
Gravuras de Vieira da Silva
Uma iniciativa da Câmara Municipal de Aveiro, a exposição Gravuras de Vieira da Silva esteve também patente na Galeria Municipal de Aveiro.
Arpad Szenes
Association pour la Promotion des Arts, Salle Saint-Jean, Hôtel de Ville, Paris.

Exposição retrospectiva.
Pintura e gravura de Vieira da Silva
Palácio dos Capitães Generais, Instituto Açoreano de Cultura, Angra do Heroísmo
Brasil 1920-1950: de la Antropofagia a Brasília
Instituto Valenciano de Arte Moderno, Centre Júlio Gonzalez, Valência
Arpad Szenes e Vieira da Silva
Exposição de pintura
Arpad Szenes e Vieira da Silva. Período brasileiro
Exposição de desenho e pintura
Pintura Portuguesa: século XX
Antigo Refeitório do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra

Participação na exposição com obras de Vieira e Jorge Martins
Pelos Séculos do Século
Instituto dos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo, Lisboa
Maria Helena Vieira da Silva. Il labirinto del tempo

Passados cerca de 40 anos sobre a última grande exposição de Vieira da Silva em terras italianas, o Palazzo Magnani traz de volta a obra da pintora portuguesa através de 60 obras, ilustrativas de 60 anos de actividade artística.
O título da exposição, com curadoria de Sandro Parmiggiani e de Chiara Calzetta Jaeger, advém do próprio estilo artístico de Vieira da Silva, profundamente marcado por jogos de composição, pela multiplicidade e multiplicação de perspectivas, que convergem, no final, em imagens labirínticas. Um pouco de todos os seus temas preferidos marcarão presença na mostra dos seus trabalhos.
A exposição Maria Helena Vieira da Silva. Il labirinto del tempo resulta de uma iniciativa da Provincia di Reggio Emília, em colaboração com o Comité Arpad Szenes – Vieira da Silva em Paris, para a qual contribuíram também a Fondazione Pietro Manodori di Reggio Emilia e a CCPL, bem como as instituições estrangeiras donde provieram as obras em exposição.

Gravuras de Vieira da Silva II

80 artistas nacionais e estrangeiros estarão representados na segunda edição da Bienal Internacional de Gravura do Douro, uma mostra organizada pelo Núcleo de Gravura de Alijó.
Os 220 trabalhos em exposição, dos quais 20 da autoria de Vieira da Silva, estão distribuídos por três espaços expositivos, nomeadamente a Biblioteca Municipal, a Quinta do Portal e o pavilhão gimnodesportivo.

Cinco pintores de la modernidad portuguesa 1911-1965

O Centro Cultural Caixa Catalunha, La Pedrera, apresenta a exposição Cinco pintores de la modernidad portuguesa 1911-1965, exposição que visa explorar a relação entre cinco importantes artistas portugueses do século XX - Amadeu de Souza-Cardoso, Almada Negreiro, Maria Helena Vieira da Silva, Joaquim Rodrigo e Paula Rego, artistas que se distinguiram pela sua assumida modernidade, e a sua relação com a modernidade artística internacional.
Comissariada por Pedro Lapa do Museu do Chiado e apoiada pelo Instituto Camões, Ministério da Cultura e Gabinete de Relações Culturais Internacionais (GRCI), a exposição reúne um conjunto de 50 obras provenientes de museus e colecções europeias e americanas.
Paralelamente à exposição, todo um programa de concertos, projecções cinematográficas, mesas redondas e um recital de poesia, irá decorrer no Centro Cultural Caixa Catalunha, La Pedrera.

Gravuras de Vieira da Silva
Fórum Eugénio de Almeida, Fundação Eugénio de Almeida, Évora
Cinco pintores da modernidade portuguesa 1911-1965

Com anterior passagem por Barcelona, a exposição que agora se apresenta sob a curadoria de Pedro Lapa (Museu do Chiado), pretende abordar o estado e a internacionalização das artes plásticas portuguesas no Portugal do século XX, e correlacioná-las com o modernismo brasileiro.
Para tal, reuniram-se 50 obras de cinco artistas portugueses, nomeadamente Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), José de Almada Negreiros (1893-1970), Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), Joaquim Rodrigo (1912-1997) e Paula Rego (1935), importantes nomes da arte moderna portuguesa.
A proveniência das obras é variada, abrangendo colecções privadas e públicas europeias e americanas.

Gravuras de Vieira da Silva II
Casa Senhorial d’El-Rei D. Miguel, Casa da Cultura João Ferreira da Maia, Câmara Municipal de Rio Maior
Le Couple de Arpad Szenes
Exposição de desenho
Trazos cercanos. Siete pintores portugueses
De 11 de Maio a 18 de Junho de 2006, a exposição poderá ser visitada no Centro Social Caixa-Nova, Ourense.
Vieira da Silva, Arpad Szenes e o Castelo Surrealista
Exposição a ver na Sala do Cinzeiro 8, Museu de Electricidade, Lisboa
50 Anos de Gravura Portuguesa

60 gravadores nacionais, já consagrados (Almada Negreiros, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Bartolomeu Cid dos Santos) ou representantes da nova geração de artistas gravadores (Nelson Crespo, Margarida Palma, Inês Winjuhorst, Teresa Pato, entre outros), foram escolhidos para ilustrar 50 anos da prática desta técnica em Portugal, a sua evolução e a sua presença constante no percurso profissional dos artistas.
Repartida por dois espaços expositivos – o Palácio da Galeria e a Casa das Artes, ambos em Tavira, a exposição deve a sua organização à Sociedade Nacional de Belas Artes, conjuntamente com a Câmara Municipal e a Casa das Artes de Tavira.
Dado o seu imenso valor histórico-didáctico, as 137 obras que constituem a exposição 50 Anos de Gravura Portuguesa, uma plataforma para o futuro, irão visitar Lisboa. A exposição estará patente na Sociedade Nacional de Belas Artes, de 7 de Setembro a 7 de Outubro de 2006.

De Miró a Warhol: la collection Berardo à Paris

Quem visite esta exposição comissariada por André Carriou fica com uma perspectiva global das principais correntes artísticas universais do século XX – surrealismo, abstraccionismo, neo-realismo e pop-art, e arte do pós-guerra.
Estão representados na exposição nomes como Miró, Dali, Warhol, Max Ernst, Breton, Mondrian, Klein, Soulages e Stella, mas também alguns nomes portugueses, como Amadeo de Souza-Cardoso, Vieira da Silva e Lourdes Castro, materializados em mais de 70 obras, entre pinturas, desenhos e esculturas, provenientes da colecção Berardo.

A intuição e a estrutura...
A intuição e a estrutura. De Torres García a Vieira da Silva 1929-1949

O centenário do nascimento de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) foi o mote para esta exposição comissariada por Eric Corne, organizada em co-produção com o Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM), em Espanha.
As cento e vinte obras que se apresentam, entre as quais seis trabalhos inéditos de Vieira da Silva, ilustram a profunda relação de amizade que se estabeleceu entre o pintor uruguaio Joaquín Torres-García (1874-1949) e a pintora portuguesa, originária, à parte da grande admiração que Maria Helena sempre manifestou pelo trabalho do pintor, de um artigo muito elogioso que Torres Garcia escreveu sobre o trabalho de Vieira por volta de 1942, que se revelou de extrema importância nos tempos difíceis que a pintora viveu no Brasil.
Com o contributo de 35 museus e coleccionadores de todo o mundo, foi possível montar uma exposição que, pela primeira vez, confronta e cruza vinte anos de trabalho de Torres Garcia e de Vieira da Silva, equilibrada pela estrutura pictural que ambos partilham, apesar dos trinta anos que os separam.
Quando sair do Museu Colecção Berardo, a exposição "A Intuição e a Estrutura: De Torres-García a Vieira Da Silva 1929-1949" irá estar patente no Instituto Valenciano de Arte Moderna de 25 de Fevereiro a 03 de Maio de 2009.

La poética de Gerardo Rueda y la tradición del arte moderno

Dez anos depois, o IVAM - Institut Valencià d’Art Modern, apresenta novamente a obra de Gerardo Rueda, seleccionada pelos comissários Tomàs Llorens e José Luis Rueda a partir do próprio espólio do instituto mas também da colecção de José Luis Rueda e de algumas colecções privadas.
A diferença em relação à primeira exposição reside na relação que agora se tenta estabelecer entre o trabalho de Gerardo Rueda e a arte moderna do pós-guerra. Assim, nas cinco áreas temáticas que foram estabelecidas, nomeadamente: o espaço; o barroco; a natureza-morta; geometrias musicais; e o branco, encontraremos comparações desse trabalho com trabalhos de Kandinsky, Klee, Torres-García, Vantogerloo, Schwitters, Arp, Kupka e Barnett Newman, entre outros artistas.
Estas obras provieram, mais uma vez, da colecção do IVAM, mas também do Museu Thyssen-Bornemisza, do Centro Pompidou e do Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Estrasburgo.

Terra longe, terra perto
Patente na AERSET - Associação Empresarial da Região de Setúbal, Terra Longe, Terra Perto trata-se de uma exposição desenvolvida em torno do tema da emigração portuguesa desde o final do século XIX até aos anos 80 do século XX, documentada por todo um conjunto de obras de arte, documentação, objectos de memória e fotografia.
Evocando nomes como Almada Negreiros, Júlio Pomar, Graça Morais e Vieira da Silva, José Malhoa, Stuart de Carvalhais, Simões de Almeida (sobrinho) e Álvaro de França, e trabalhos artísticos que variam entre pintura, desenho, tapeçaria e escultura, pretende explorar-se a relação da representação artística da emigração e a expressão cultural, vivencial e afectiva dos emigrantes e das suas comunidades. De forma complementar mas de igual importância, o visitante pode ainda encontrar correspondência pessoal, documentação oficial, fotografia e objectos do quotidiano, e ainda postos multimédia vocacionados para a temática da Emigração e Comunidades Portuguesas.
Para a organização desta exposição, o Museu da Presidência contou com a colaboração da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, do Museu da Emigração e das Comunidades (projecto virtual da CM de Fafe), do Museu “Photographia Vicentes”, na Madeira, para além de vários outros museus nacionais e municipais, organismos das Regiões Autónomas, particulares e associações de portugueses residentes no estrangeiro, entre os quais a associação Mémoire Vive em França e o Museu dos Pioneiros, em Toronto.
Arte moderno en Portugal

A Caja Duero e o Museu do Chiado em Lisboa juntaram-se para apresentar a exposição “Arte moderno en Portugal en la colección del Museo Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado”.
Dividida em três núcleos essenciais, nomeadamente “a explosão vanguardista: anos 10”; “modernidade apaziguada: anos 20” e “uma ponte para novos desafios artísticos: anos 30”, a exposição, comissariada por María Jesús Ávila, permite ao visitante obter uma visão global das três primeiras décadas da produção artística portuguesa do século XX.
As obras em mostra provêm maioritariamente do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, mas também do Museu Colecção Berardo, da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e de algumas colecções privadas.
Saindo de Salamanca, a exposição passará pela Fundación Carlos de Amberes em Madrid, de 30 Outubro a 2 Dezembro de 2007 e pelo Museo de Bellas Artes de Badajoz, de 12 Dezembro de 2007 a 20 Janeiro de 2008.

Quand les peintres s’adressent aux enfants

A Galeria Jeanne-Bucher dedica esta exposição aos livros infantis ilustrados por artistas do século XIX e XX, dando-os a (re)ver aos adultos.
São 50 livros e algumas outras dezenas de artistas, entre os quais, Pierre Bonnard, Alexandre Calder, Sonia Delaunay, Léonard Foujita, André Masson, Joan Miró, Pierre Roy, Vieira da Silva e Andy Warhol, entre muitos outros, cujos trabalhos, sob a forma de xilogravura, litografia, ou outras, estão em mostra. Acompanhadas por vezes de desenhos e impressões originais, as ilustrações foram excepcionalmente reunidas para esta ocasião pela reconhecida Galeria parisiense, responsável, aliás, pela edição de alguns destes livros, como é o caso de Kô et Kô, les deux esquimaux, de Vieira da Silva.
Michèle Noret, responsável por uma livraria infantil e Jean-Hugues Malineau, autor de livros infantis, associaram-se à Galeria Jeanne-Bucher na organização desta exposição.

Lá fora

“Lá fora” põe em destaque mais de 50 artistas portugueses, de hoje e de ontem, que deixaram Portugal e se instalaram na Europa, América do Norte e América do Sul, conseguindo aí desenvolver as suas carreiras com enorme sucesso. É o caso de, numa primeira leva, Rafael Bordalo Pinheiro e mais tarde Amadeu de Sousa Cardoso, Vieira da Silva e António Dacosta; e mais recentemente de Rui Calçada Bastos, Filipa César, Adriana Molder, Fernando Lemos, Júlio Pomar, Paula Rego, Marco Godinho ou Susana Gaudêncio, entre tantos outros artistas.
João Pinharanda, comissário da exposição, reuniu mais de cem trabalhos, entre pintura, desenho, fotografia, instalação, escultura e vídeo, de modo a ilustrar o que de Portugal melhor se produz no estrangeiro, e simultaneamente homenagear artistas consagrados e artistas emergentes, contribuindo assim para espalhar novamente a influência portuguesa pelo mundo.
Organizada pelo Museu da Presidência da República, a exposição está integrada nas comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e depois de passar por Viana do Castelo, chegará a Lisboa, ao Museu da Electricidade - Central Tejo a 16 de Janeiro, podendo ser visitada até 15 de Março de 2009.

Revista Espacio / Espaço Escrito
MEIAC – Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz, Espanha
Percurso Fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva

Percurso Fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva
21 de outubro 2010 a 13 de março 2011

Se perguntam pela minha pintura, tenho de falar da minha vida toda, de pequenina até agora, nem começo nem acabo ... e nem tem sentido: tudo o que é está na Pintura ... que tento fazer.        

Concebida pela Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, de Portugal, a exposição exibe um conjunto de documentação inédita ou pouco conhecida. São imagens de fotógrafos profissionais, amigos e familiares; além de testemunhos da própria Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) e de quem com ela conviveu. Embora não gostasse de ser fotografada, o percurso fotobiográfico foi enriquecido com pinturas, desenhos e gravuras dela e do marido, o pintor húngaro Arpad Szenes. A mostra conta com o patrocínio da Agência de Fomento, COPEL, COMPAGAS, SANEPAR, CAIXA e o apoio do Ministério da Cultura e do Governo do Paraná. O Museu Oscar Niemeyer abre a mostra Percurso Fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva para o público em geral, nesta quinta-feira (21), às 19h.

 Percurso

Ao escrever que para falar de sua pintura era preciso falar de toda a vida, a artista fazia referência a tudo que viveu e o contexto em que se desenvolveu. Ainda menina viajou por diversas partes, o pai era um economista-diplomata. A paisagem branca da Suíça e a grande biblioteca herdada do pai foram sempre uma memória viva da infância e fatos marcantes em seu desenvolvimento. O branco daquela neve encontra-se presente nas obras da primeira fase de Vieira da Silva. Com a morte do pai, foi a mãe a melhor e maior companheira da artista, até ela se casar com Arpad Szenes. Ele a acompanhou por outros tantos lugares, inclusive o Brasil, onde permaneceram exilados, entre 1940 e 1947, devido a guerra na Europa. 

Suíça, Inglaterra, França, Itália, Hungria, Portugal e Brasil estão entre os países por onde a artista portuguesa passou. Ao lado do marido, apesar de formarem um casal discreto, sempre foi cercada por amigos, artistas e intelectuais. Em sua fase brasileira destacam-se Carlos Drummond de Andrade, Carlos Scliar, Maria Saudade Cortesão, Ruben Navarra, Athos Bulcão e Martim Gonçalves. Levada a mudar de países por diversas razões, pelo mundo teve a oportunidade de conviver com as obras de Rembrandt, Chardin, Modigliani e Picasso. Em Paris, freqüentava regularmente o Louvre e absorvia o que havia de novo e moderno no mundo da arte, além de criar seus próprios referenciais com mestres de outras épocas e escolas. 

Considerado todo o contexto e os lugares que conheceu, sua obra guarda a impressão das experiências que viveu e das pessoas com quem conviveu. Uma trajetória que até hoje suscita curiosidade e admiração, criando-se a necessidade de conhecê-la mais intimamente. Daí a razão desta mostra oferecer mais do que a produção da artista portuguesa. Antes, reconstrói a evolução da obra a partir da intimidade do percurso de vida de Maria Helena Vieira da Silva, sob a ótica da mulher, da amiga e da ilustradora que também era artista.

Povo

A exposição internacional POVOpeople apresentada pela Fundação EDP no Museu da Electricidade - Central Tejo em Lisboa, insere-se no programa de actividade comemorativas do Centenário da República em Portugal.
Uma problemática central – “O que é o povo?”, um conceito que só recentemente atingiu o seu pleno significado, serviu de linha orientadora à equipa de comissários desta exposição: José Manuel dos Santos, Director Cultural da Fundação EDP (coordenação); José Neves (comissariado científico); Diana Andringa (comissária para o audiovisual) e João Pinharanda (comissariado artístico).
O público – o Povo, vai poder conhecer várias abordagens sobre este tema – visuais, estéticas, simbólicas, sociológicas e políticas. Para a interpretação da génese e evolução do conceito de Povo, existem arquivos de som e de imagem, pinturas, esculturas e desenhos, fotografias, vídeo, textos literários, memórias e testemunhos populares e eruditos que complementam, assim, esta reflexão.
Ao longo do percurso expositivo, podemos ainda encontrar diversos slogans e dizeres que ilustram o Povo português.

Prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA Artes Plásticas Revelação 2003
Visando acentuar a importância do papel nas artes plásticas e proporcionar um incentivo à criatividade dos jovens artistas na utilização do papel nas suas múltiplas formas, a CELPA – Associação da Indústria Papeleira com a colaboração da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva instituiu o prémio CELPA / VIEIRA DA SILVA ARTES PLÁSTICAS REVELAÇÃO.
Após selecção prévia, o Júri constituído pelo Engº José Manuel Marques Pedrosa (CELPA), Arqº José Sommer Ribeiro (Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva), Denise Renard (Comité Arpad Szenes-Vieira da Silva), Prof. Fernando Pernes (Fundação de Serralves), Prof. Rui Mário Gonçalves (Faculdade de Letras de Lisboa / AICA – Secção Portuguesa), Dr. João Miguel Fernandes Jorge, decidiu por unanimidade atribuir o prémio REVELAÇÃO a Adriana Molder pelo trabalho apresentado a concurso, constituído por 3 desenhos a tinta da china sobre papel esquisso, da série It's not dark yet, but it's getting there, de 2003.
ISTO É ISTO e EX-FOTOS

Dando continuidade ao ciclo de exposições de obras de amigos do casal Szenes, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, contando novamente com o apoio mecenático da Fundação EDP, traz a Portugal a obra recente de Fernando Lemos, artista português residente no Brasil desde 1953.

Os trabalhos recentes agora apresentados, realizados entre 2005 e 2009, apesar de terem por base a fotografia, dividem-se entre desenhos e fotografias, justificando deste modo a dualidade do título da exposição: “ISTO É ISTO” constitui um conjunto de 154 desenhos, realizados ao longo de um ano num caderno de apontamentos de capa dura, de pequeno formato (A5), que a par dos desenhos estará também ele exposto; “EX-FOTOS” refere-se ao núcleo da fotografia, onde são apresentadas 20 fotografias feitas a partir de provas fotográficas de amadores, rejeitadas, que Lemos aproveitou para trabalhar, riscando, rasgando e pintando sobre o original, re-fotografando-as digitalmente e imprimindo-as no formato 70x100 cm.

Mantendo a distinção entre desenhos e fotografias, será lançado um catálogo da série fotográfica, que inclui textos do próprio Fernando Lemos e da sua filha, e estará disponível para consulta ou compra uma edição fac-similada do caderno de desenhos do artista.

No âmbito da exposição ISTO É ISTO e EX-FOTOS, haverá ainda leitura de poemas de Fernando Lemos, por Jorge Silva Melo, e a projecção de um ciclo de documentários sobre o artista.

MAN RAY, JORGE MARTINS E JULIÃO SARMENTO: RETRATOS DE MULHERES

A exposição retratos de mulheres reúne fotografias de três artistas: Man Ray, Jorge Martins e Julião Sarmento.
De Man Ray (1890-1976) é apresentado o notável conjunto The Fifty Faces of Juliet, da colecção Fondazione Marconi, Milão. São retratos de Juliet Browner (1911-1991), mulher do artista, fotografada entre 1941 e 1955. O projecto do livro The Fifty Faces of Juliet foi concebido por Man Ray no início do anos 50 do século XX, em homenagem a Juliet, e consiste numa selecção de fotografias tiradas em Los Angeles, onde Man Ray aplicou várias técnicas e estilos; imagens intervencionadas, coloridas e de dimensões variadas.
A fotografia de Man Ray destaca-se pela descoberta de novos processos fotográficos e pela subversão das técnicas tradicionais. A par da pintura, Man Ray manteve sempre a actividade de fotógrafo (registos mundanos, fotografias de moda, entre outros). Em 1940, fugindo da perseguição dos nazis, Man Ray deixa Paris, a sua cidade de eleição, e embarca em Lisboa para os Estados Unidos. É na Califórnia que conhece e se casa com Juliet Browner, fascinante modelo de feições exóticas. Man Ray fez uma espantosa série de retratos de Juliet, em poses clássicas, nús, poses holliwoodescas, mas também de uma Juliet reinventada e metamorfoseada, através do retoque dos negativos, de jogos de luz, de sobreposições ou da aplicação de cor.
Giorgio Marconi, amigo e coleccionador de Man Ray, tornou possível este projecto, proporcionando a tão desejada edição do livro (1981 e 2009), cumprindo assim o desejo do artista, e cedendo as fotografias da exposição, adquiridas pela Fondazione Marconi. Man Ray frequentou o casal Arpad Szenes e Vieira da Silva, nos anos 50, no atelier do Boulevard Saint-Jacques, num convívio artístico que Fernando Lemos testemunhou.
Em diálogo com Man Ray surgem dois artistas portugueses, Jorge Martins e Julião Sarmento por sugestão de Manuel Pinho, Presidente da FASVS e coleccionador e amante de fotografia. Este confronto traz a público fotografias pouco conhecidas, ou mesmo inéditas, de dois importantes artistas contemporâneos que, à semelhança de Man Ray, sempre fotografaram em paralelo com outras práticas artísticas. São também retratos de mulheres que surpreendem e elucidam indagações criativas.
Jorge Martins nunca pensou em mostrar as fotografias, 20 registos íntimos de modelo feminino, feitos entre 1964 e 1973, em Paris, a que chamou Eros cromático. Algumas fotografias foram realizadas no atelier parisiense de Vieira da Silva, rue de l’abbé Carton, cedido pela pintora aos artistas que lhe eram próximos (como Jorge Martins, Lourdes Castro e René Bertholo), quando se instalava em Yèvre-le-Châtel. As fotografias, coloridas a lápis de cera, são suporte para exercícios cromáticos e jogos de luz, onde sulcos e curvas remetem para motivos plásticos da pintura de Jorge Martins. O conjunto mostrado pertence à colecção do artista e a duas colecções particulares.
Julião Sarmento apresenta 62 fotografias de 31 mulheres, realizadas ao longo de 42 anos, núcleo criteriosamente escolhido por Sergio Mah de entre inúmeros negativos e provas. Na maioria inéditas, as fotografias, retratos de mulheres, foram realizadas desde finais dos anos 60 até à actualidade. O conjunto inclui registos íntimos, apontamentos espontâneos e lúdicos e imagens que sugerem intenções mais estéticas e conceptuais e que remetem para a produção artística mais conhecida do pintor. Todas as fotografias pertencem à colecção António Cachola.

GABINETE DE ANATOMIA: Arpad, Vieira e os desenhos anatómicos do Museu de Medicina

A exposição Gabinete de Anatomia é organizada conjuntamente pela Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e pelo Museu de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, com o apoio da Universidade de Lisboa e da Fundação Calouste Gulbenkian, no quadro das comemorações dos centenários da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Comissariada por Manuel Valente Alves, a exposição Gabinete de Anatomia é composta por desenhos anatómicos da autoria de Vieira da Silva e de Arpad Szenes e desenhos anatómicos da colecção do Museu de Medicina, recentemente inventariados no contexto do projecto de investigação «A imagem na ciência e na arte» do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa.

A exposição divide-se em quatro núcleos: 1. Anatomia do desejo – desenhos anatómicos de Arpad Szenes; 2. Corpo fragmentado – desenhos anatómicos de Vieira da Silva; 3. Cabeça e corpo inteiro – desenhos anatómicos do Museu de Medicina; 4. Tronco e membros – desenhos anatómicos do Museu de Medicina.

Criada por Henrique de Vilhena, professor de anatomia artística na Escola de Belas Artes de Lisboa e fundador do Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, a colecção de desenhos anatómicos do Museu de Medicina é constituída por desenhos escolares realizados pelos seus alunos entre 1905 e 1938, período em que foi responsável pela cadeira na Escola de Belas Artes.

Entre os alunos de Henrique de Vilhena figuram Guilherme de Santa-Rita, Calvet de Magalhães, Dórdio Gomes, Frederico Ayres, Carlos Bonvalot, Helena de Bourbon e Menezes, Jorge Valadas, Norberto Correia, Estrela Faria, José Tagarro, quase todos representados na presente exposição. Embora as aulas de desenho de modelo fossem realizadas na Escola, era no Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina, por possuir condições apropriadas, que se estudava o corpo dissecado.

Maria Helena Vieira da Silva foi, por opção pessoal, aluna de Henrique de Vilhena. Apaixonada pela anatomia, Vieira da Silva frequentou livremente um dos seus cursos na Faculdade de Medicina, provavelmente entre 1926 e 1927, de acordo com as datas inscritas nos desenhos ali realizados.

Além de desenhos do Museu de Medicina e de Vieira da Silva, Gabinete de Anatomia apresenta dois grupos de desenhos de modelo nú, masculino e feminino, da autoria de Arpad Szenes: um, com características marcadamente escolares, foi provavelmente realizado na Academia Livre de Budapeste, onde Arpad foi aluno de Rippl Ronnaï na década de 1910; outro foi feito entre 1928 e 1932, possivelmente em Paris já depois do artista ter conhecido Vieira da Silva. A inteligência, frescura, liberdade e discrição, principalmente dos últimos desenhos, começam já aqui a definir uma visão poética muito pessoal que irá marcar toda a sua obra.

A exposição integra também uma série de desenhos preparatórios de Arpad Szenes para uma das suas obras mais destacadas, o óleo «Le Couple», uma lenta, laboriosa e amorosa fragmentação anatómica da pintura.

Cruzando objectividade e subjectividade, interioridade e exterioridade, simplicidade e complexidade, a exposição Gabinete de Anatomia liga a arte da imagem com que a ciência organizou visualmente a «fábrica do corpo humano» (título do famoso tratado de anatomia com que, no século XVI, o anatomista André Vesálio, combinando ciência e arte, inaugurou a cultura visual da medicina), com a imagem da arte que marcou indelevelmente a cultura imagética e artística do século XX.

http://www.museudemedicina.fm.ul.pt/DesktopDefault.aspx

TRANSITIONS: Honrar o passado, seguir em frente

Uma linha de continuidade.

 

A exposição que é hoje inaugurada na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Transitions:  Honoring the past, moving ahead (Transições: Honrar o passado, seguir em frente) convoca uma reflexão sobre as transformações que o nosso modus vivendi tem incorporado desde os acontecimentos trágicos de 11 de Setembro de 2001. O seu epicentro, localizado nos Estados Unidos da América, afectou o mapa global que hoje constitui a nossa geografia cultural e política, recolocando a insegurança e a precariedade na vivência do quotidiano em detrimento da estabilidade e do que é transitório e transformador mas perene.

É neste sentido que a exposição de obras da colecção da Fundação Luso-Americana, organizada em estreita colaboração com a Embaixada dos Estados Unidos da América, reflecte uma atitude consciente da necessidade de reinterpretar o passado sem perder de vista a produção cultural e artística do seu tempo, expressa nas obras dos artistas escolhidos.

A exposição, a primeira da colecção de arte contemporânea da Fundação Luso-Americana realizada nas instalações do museu da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, é também um momento de celebração entre estas duas instituições, que têm colaborado, desde a criação da segunda em 1990, na promoção de exposições, colóquios, conferências e outras manifestações artísticas que têm como objectivo contribuir para o conhecimento da arte contemporânea e para o desenvolvimento da cultura e educação artísticas.

A escolha das obras incidiu sobre pequenos núcleos da produção de quatro autores portugueses – Joaquim Bravo, Fernando Calhau, José Pedro Croft e Álvaro Lapa – e do norte-americano Joel Shapiro, exemplificando a presença e a importância do desenho no corpo da colecção da Fundação iniciada sob este postulado na década de oitenta.

Com esta exposição não se pretende dar a ver a amplitude do acervo coleccionado ou unificar o trabalho dos autores sob a égide de uma disciplina ou tema, mas permitir uma relação tão próxima quanto possível – num espaço concentrado – com obras que representam uma prática artística assumidamente autónoma, e por isso singular, do trabalho que cada um dos artistas desenvolveu no período de três décadas – da década de setenta à década de noventa – que se revelou vital para o desenvolvimento do contexto artístico, com especial relevo para o desenho, entre outras formas de expressão contemporânea.

No texto do catálogo da exposição realizada no Museum of Modern Art (MoMA) em Nova Iorque no ano de 2005, “Drawing from the Modern, 1975-2005”, Jordan Kantor refere-se de forma peculiar a este momento recente da história da arte na seguinte passagem:

The years of the mid-1970s offer a particularly pointed case study because the previous generation had provided precious few obvious paths for younger artists to follow. This may help explain why the second half of the decade was such a productive time for the practice of drawing in particular. Typically considered the most immediate for artistic mediums, drawing is usually associated with sketching – with first ideas and provisional forays – and, indeed, this transitional time witnessed a flourishing of works on paper. Not only was a younger generation of artists literally trying to draw themselves out of a moment of relative artistic stasis, the medium was attaining a hitherto unprecedented public profile.

Neste sentido, a noção de transição, de passagem de um momento ao seguinte, como uma transformação em contínuo progresso (work in progress), pode ler-se – amplificando a pregnância dos factos históricos – como indício de experimentação e de liberdade no interior de cada obra exposta e na relação destas com o legado dos movimentos artísticos do pós-guerra, dos quais estes artistas presentificam uma linha firme de continuidade.

João Silvério

Vieira da Silva - Gerardo Rueda: um diálogo convergente

Vieira-Rueda: um diálogo secreto
Bernardo Pinto de Almeida

A presente exposição, dedicada a um imprevisto diálogo entre as obras de Vieira da Silva e de Gerardo Rueda parte de uma constatação: embora muito mais jovem que a portuguesa, o artista espanhol Gerardo Rueda, que admirava muito a obra, já consagrada na década de 50, quando começou a expor, de Vieira da Silva, manteve na sua própria obra um subtil dialogo poético com a daquela.

Desconhecendo-a embora, na sua expressão desenhística, tal como inevitavelmente Vieira desconhecia a produção em desenho de Gerardo Rueda (embora seja Possível que os dois se tenham conhecido em Paris na década de sessenta traves de amigos comuns) o facto é que as respectivas produções na área do desenho mantêm aproximações sensíveis que importa rever à luz de uma correspondência poética que subtilmente entretecem entre si.

Se hoje é óbvio, para nós, sobretudo depois das observações de Paulo Herkenhoff a respeito, compreender a profunda influência de Vieira na abstracção brasileira e, por tabela, no desenvolvimento posterior do neo-concretismo, não será estranho compreender que, também no caso de Gerardo Rueda essa afinidade se tenha feito sentir.

Por agora, porém, descerremos a cortina que nos leva à compreensão imediata do modo como em Vieira e Rueda uma mesma pulsão inquieta do desenho – que depois o rigor formal e construtivo da pintura de ambos pareceu ocultar – antecipa a descoberta das formas, tal como em ambos o desenho é uma prática constante ao longo de décadas e tem um valor autónomo em relação à pintura, mesmo se não o mostraram depois, guardando-o antes secreto como forma de expressão mais íntima e intimista.

Esse “jogo insensato” que em ambos o desenho inscreveu, de sentido mais poético e privado, como manifestação de uma necessidade de gerar um espaço de invenção liberto das contingências do programa plástico de cada um, aparece-nos agora, nesta exposição, como forma privilegiada de registo do percurso poético e plástico de dois artistas que fizeram da experimentação constante e da prática introspectiva uma disciplina que sustentou, depois, duas obras de grande coerência formal e conceptual.     Abrir essa cortina e potenciar um novo entendimento de um diálogo secreto, mas no entanto visível, foi o nosso propósito ao propormo-nos evidenciar essa relação.

AMIGOS DE PARIS. Lourdes Castro, René Bertholo, José Escada, Jorge Martins

AMIGOS DE PARIS

Lourdes Castro, René Bertholo, José Escada, Jorge Martins  

«Croyez-nous, c’est pour nous un véritable plaisir que de voir ces jeunes travailler et s’épanouir dans le climat si actif de Paris.»

Arpad Szenes sobre os jovens artistas

A exposição Amigos de Paris. Lourdes Castro, René Bertholo, José Escada, Jorge Martins  é organizada pela Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva em colaboração com  Fundação Calouste Gulbenkian.  Comissariada por Ana Vasconcelos e Melo (FCG-CAM) e Marina Bairrão Ruivo (FASVS), a exposição reúne obras de quatro artistas: Lourdes Castro e René Bertholo, Jorge Martins e José Escada. Todos tiveram uma ligação especial ao casal Szenes, pela amizade e pela orientação artística.

A mostra procura revelar obras de início de carreira (década de 60 e início de 70), que ilustrem um período crucial da produção e apontem já futuras direcções de pesquisa. À colecção do museu juntámos um conjunto de obras da colecção da Fundação Calouste Gulbenkian, aquisições e doações dos artistas, complementado por algumas obras de colecções particulares.                                                                                

Arpad Szenes (em 1925) e Vieira da Silva (em 1928) optaram por sair dos seus países de origem para viver em Paris, motivados pelas necessidades de uma pintura cada vez mais exigente e pelo estímulo cultural e intelectual da cidade. Conheceram o exílio no Brasil (1940-1947) e permaneceram apátridas até 1956, ano em que lhes foi concedida a nacionalidade francesa. O casal manteve sempre um contacto regular com artistas e intelectuais portugueses, nas visitas a Portugal ou em Paris, onde eram frequentemente procurados.

Nos anos 50 a sua pintura atinge a maturidade e ganha notoriedade em França e no estrangeiro, enquanto o clima cultural em Portugal é marcado pelo isolamento, pela censura e pela estética modernista própria do regime e da sua ideologia repressiva, pela ausência de possibilidades no ensino, no mercado e nas instituições. O desejo de renovação cultural e artística, a procura da possibilidade de trabalhar ou a recusa em participar na guerra colonial (1961-1974) levaram uma geração de jovens artistas portugueses a abandonar o país.

Em 1956, a criação da Fundação Calouste Gulbenkian trouxe novas perspectivas à actividade cultural. A política de apoio às artes e, em particular, a atribuição de bolsas de estudo para o estrangeiro gerou uma nova dinâmica no panorama artístico português. O êxodo criativo, motivado por dissidência cultural ou política convergia sobretudo para Paris.

A generosidade de Maria Helena Vieira da Silva e de Arpad Szenes era conhecida, em especial para com os jovens artistas portugueses que chegavam a Paris com poucos recursos. O casal interessava-se pelas suas experiências pictóricas, providenciava discretamente para que não lhes faltassem materiais, visitava os seus ateliers e convidava-os regularmente para sua casa, oferecendo um desenho ou um guache para poderem vender quando a necessidade era mais premente. Por seu lado, também os jovens artistas ofereciam obras suas ao casal, núcleo que integra actualmente o espólio da FASVS e parte do qual é agora mostrado.

Lourdes Castro (1930) e René Bertholo (1935-2005) partiram para Munique em 1957, mudando-se pouco depois para Paris, onde permaneceram até ao final da década de 70. Aí fundaram o grupo KWY, junto com Costa Pinheiro, Gonçalo Duarte, João Vieira, José Escada, Jan Voss e Christo, do qual resultou uma revista com o mesmo nome, editada em doze números. Arpad Szenes e Vieira da Silva assinaram a revista desde o primeiro número e nela colaboraram, com a cedência de matrizes para a edição de serigrafias.

Lourdes Castro prosseguia a sua pesquisa sobre a representação da sombra, que em 1964 se materializou no recurso ao plexiglas (mais tarde projectando a representação das sombras em lençóis), após ter realizado (1961-1963) objectos-caixas com assemblage de diferentes objetos de utilização quotidiana e consumo corrente.

Foi em Paris que René Bertholo construiu a sua linguagem. Adepto da edição de múltiplos (serigrafia, litografia, edições de artistas), dedicou-se nos primeiros anos à revista KWY. Após uma fase de aprendizagem abstracta, a pintura de René Bertholo equaciona a relação entre figuração e abstracção, introduzindo num discurso neo-figurativo irónico e poético, figuras e motivos da vida quotidiana, numa espécie de inventário da realidade e dos seus símbolos. Após 1965, os objectos pintados passam a objectos e mecanismos tridimensionais com pequenos motores eléctricos que provocam movimentos lúdicos e repetitivos, também estes múltiplos por opção.

José Escada (1932-1980), amigo de Lourdes Castro e René Bertholo, juntou-se ao projecto da revista KWY, desde Lisboa. Em 1959 ganha uma bolsa da Gulbenkian para estudar  pintura em Paris, tendo como orientadores Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes. Chega a Paris no início de 60, privilegiando o desenho e a aguarela, em exercícios caligráficos imaginários. As composições labirínticas são transpostas para dobragens de papel simétricas, também elas obsessivas, que conduziram a uma pesquisa relacionada com o corpo humano. O seu trabalho confundiu-se com a procura metafísica do artista e sua busca de ordem jamais teria fim.

Jorge Martins (1940) foi para Paris em 1961, não integrou o grupo KWY (tendo no entanto colaborado no n.º 8 da revista) nem foi bolseiro da FCG. Foi, todavia, o que permaneceu mais tempo na capital francesa (1961-1974; 1976-1991) e foi dos mais próximos de Vieira da Silva e de Arpad Szenes, trabalhando largas temporadas nos ateliês dos artistas, em Paris e em Yèvre-le-Châtel. Nos estimulantes anos 60 parisienses Jorge Martins investigou e exercitou um inventário de formas, jogos de luz e uma linguagem plástica em escultura, fotografia, pintura e no desenho - que terá um lugar determinante na sua obra.

 

ARTE BRUTA. Terra Incognita

A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva apresenta, de 20 de Abril a 23 de Setembro de 2012, uma exposição de Arte Bruta inédita em Portugal.
A exposição reúne trabalhos de mais de setenta artistas de quinze países diferentes (China, Brasil, Estados Unidos da América, Rússia, Aústria, Reino Unido, França, Perú, Espanha, entre outros), numa selecção criteriosa de obras provenientes da colecção Treger-Saint Silvestre.

O termo Arte Bruta, usado pela primeira vez por Jean Dubuffet en 1945, refere-se a obras de arte ditas “marginais”: arte de loucos, arte dos médiuns, arte realizada pelo homem comum invadido por um impulso criativo.

Estes artistas, que não reivindicam o estatuto de criadores, trangridem as normas da “arte estabelecida” sem se preocuparem em revelar o seu trabalho,  que permanece muitas vezes desconhecido, sendo a sua única preocupação a de criar.

Estas obras de arte surgem como verdadeiros tesouros para coleccionadores com alma de explorador, uma vez que o procurar, conservar e coleccionar arte bruta é provavelmente uma das últimas aventuras da arte do século XXI.

Richard Treger e Antonio Saint Silvestre fazem parte desses aventureiros em terra incognita.

Partilhando  a sensibilidade e o gosto pela obra destes artistas, que se mantinham à margem dos circuitos comerciais – e que sempre defenderam  durante o seu percurso, notável, como galeristas, em Paris – tornou-se inevitável a constituição de uma colecção que desse destaque à arte bruta mais autêntica mas que contemplasse igualmente obras de artistas que escapavam a esta designação, por se situarem ainda mais na periferia, obras onde soprava por vezes o vento da arte bruta, como escrevia Jean Dubuffet.

A colecção Treger-Saint Slvestre, composta por cerca de 600 obras, dois terços das quais ditas obras de artes marginais, convida-nos a entrar nesta terra desconhecida,  onde nomes como Henry Darger, Adolf Wölflï, Madge Gill, Scottie Willson ou Augustin Lesage são aos poucos reconhecidos e representados nas mais exigentes colecções públicas, como o MOMA de Nova Iorque ou o Centro Pompidou, em Paris.

O vento da arte bruta é um vento de liberdade. É por isso normal que a colecção Treger-Saint Silvestre a reflicta na perfeição.

Portugal deu ao mundo artistas de primeiro plano, como Vieira da Silva ou, no género de que nos ocupamos, Jaime Fernandes, que criou, no segredo do Hospital Miguel Bombarda, obras incontornáveis no panorama da arte portuguesa.

A realização desta mostra na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva é uma homenagem à força criativa per se,  pulsão que Maria Helena Vieira da Silva teria certamente compreendido.

A exposição é comissariada por Christian Berst, fundador de uma das mais importantes galerias de Arte Bruta na Europa, em Paris, 2005, que se tornou uma referência internacional na matéria. É autor de numerosos artigos e cátalogos de exposições e responsável pela organização de mesas redondas e colóquios internacionais sobre Arte Bruta, onde também participa como orador.

Um catálogo bilingue (português/inglês) de 200 páginas acompanha a exposição.

As cidades de Vieira da Silva | Arpad Szenes

AS CIDADES DE VIEIRA DA SILVA E ARPAD SZENES
3 dezembro 2010-23 janeiro 2011

O Museu da Electricidade, na Sala Cinzeiro 8, acolhe, entre 3 de Dezembro de 2010 e 23 de Janeiro de 2011, a exposição As Cidades de Vieira da Silva e Arpad Szenes.

 
Esta exposição revela-nos os espaços de Maria Helena Vieira da Silva e de Arpad Szenes: as cidades natais (Lisboa e Budapeste), a cidade eleita (Paris), a cidade de exílio (Rio de Janeiro),  as cidades de passagem e os lugares imaginários ou míticos de cada um. Arpad Szenes chega a Paris em 1925. Até lá viveu sempre na Hungria, num meio cosmopolita, intelectual e artístico, e Budapeste foi uma referência na sua vida e na sua pintura. São inúmeros os registos que Arpad Szenes fez da cidade, desde muito novo. Vieira da Silva partiu para Paris em 1928 e Lisboa está na origem de todas as suas cidades. A partir de 1930, Arpad Szenes partilhou a vivência de Portugal com Maria Helena. De Arpad, pode dizer-se que a luz e o mar de Portugal lhe interessaram particularmente, enquanto Vieira se perdia na atenção ao pormenor urbano, vísivel nos labirintos e azulejos que determinam a estrutura rítmica da sua pintura.
  O Rio de Janeiro acolhe o casal, de 1940 a 1947, num exílio que tem um impacto diferente em cada um. Se Arpad rapidamente encontra os seus marcos, para Vieira foi uma epoca de tensão e angústia. A estadia no Brasil marcou de forma clara a pintura de ambos. A de Arpad tornou-se mais íntima e familiar, a de Vieira reflecte as suas inquietações: a dor da guerra, o absurdo da condição humana, o desenraízamento e a saudade. Apontamentos do quotidiano ilustram este período, e cada um dá continuidade às suas pesquisas.
  Foi Paris, cidade mítica da vanguarda artística, cidade onde se conheceram e que escolheram para viver juntos, que ficou ligada à suas vidas e à sua produção artística. Paris acolheu o casal definitivamente em 1947, sendo-lhe concedida a nacionalidade francesa em 1956. A pintura de Vieira da Silva do pós-guerra retomou temas e elementos anteriores, numa permanente actualização de questões. O espaço continuou a ser o centro do seu trabalho, espaços fechados, cidades, jogos ou bibliotecas, uma nova espacialidade experimentada em variações próprias, ritmos e cadências conjugados com referências literárias, mitos e metáforas, num labor e reflexão incessantes e na procura de um lugar idealizado. Também Arpad Szenes, a partir de 1960, se concentra nas paisagens imaginadas, nas sensações de luz e na exploração da atmosfera, numa reflexão de ordem metafísica. Alusivas a sítios ou espaços, as obras remetem para sensações de lugares visitados num tempo indeterminado. Como referiu, e bem,  Malraux “Vieira da Silva procura preencher cada milímetro da sua tela, enquanto Szenes procura esvaziar cada milímetro”.
   Prosseguindo a parceria entre a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e a Fundação EDP, sua mecenas, esta exposição surge no âmbito da Trienal de Arquitectura dedicada ao tema “Vamos falar de Casas”, da qual o Museu da Electricidade é um dos anfitriões.

   A exposição é complementada com um ciclo de visitas temáticas dirigidas a adultos, jovens e crianças e ateliers infantis dos 4 aos 12 anos de idade.

Comissários:
João Pinharanda
Responsável pela programação de Arte da Fundação EDP

Marina Bairrão Ruivo
Directora do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva

Vieira da Silva | Arpad Szenes e Rupturas do espaço na arte brasileira
Maria Helena Vieira da Silva e seu marido Arpad Szenes viveram no Rio de Janeiro de 1940 a 1947 como refugiados da Segunda Guerra. No Brasil formaram um círculo de amizades. A exposição discute o papel fecundo da obra do casal no diálogo com a arte contemporânea brasileira e suas possíveis extensões ao contemporâneo: a azulejaria e a introdução da malha cubista, reunindo artistas brasileiros como Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Lygia Clark, Fernando Lemos, Antonio Manuel, Ivens Machado e Adriana Varejão. A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva está associada à iniciativa. O Instituto Tomie Ohtake convida a explorar essa vereda divergente da via de mão única idealizada como rota do modernismo brasileiro.
Vieira da Silva e Arpad Szenes. Trayectorias paralelas

Vieira da Silva e Arpad Szenes – trajectórias paralelas

Maria Helena Vieira da Silva é autora de uma obra extraordinária que exerce um fascínio certo, que todos conhecemos ou reconhecemos. É pela sua obra que o seu nome é conhecido e, o fascínio e a admiração unânimes, suscitam o desejo de a conhecer mais intimamente. Pretende-se dar a conhecer a pessoa para além da obra. Através de imagens, documentos, obras suas e de Arpad Szenes, seu marido, refez-se o percurso da sua vida e da sua obra, dos locais por onde passou, das amizades de que se rodeou, do homem com quem partilhou a vida.

Inseparáveis na vida e na pintura, Arpad Szenes e Vieira da Silva conheceram-se em Paris em 1928, casaram em 1930 e viveram juntos até à morte de Arpad em 1985. Foram 55 anos de de uma vida em comum de excepcional riqueza, no plano afectivo e criativo. As sua respectivas obras, ainda que muito diferentes, são indissociáveis, alimentadas nas mesmas fontes, e resultam de um convívio diário e enriquecedor. A correspondência entre pinturas situa-se talvez para lá do ponto de vista formal, residindo num entendimento partilhado da arte, na atitude exigente e nas interrogações plásticas que cada um explorou à sua maneira. Mais complexa e atormentada, Vieira da Silva encontrou em Arpad Szenes protecção e encorajamento. Ela ter-lhe-à induzido algum rigor e persistência e ele, por sua vez, contribuiu para uma certa libertação das suas angústias. É neste sentido que se pode falar de complementaridade nas suas obras. Arpad Szenes foi o mestre erudito e atento de Vieira da Silva e por ela se retirou para segundo plano, voluntariamente. Apesar disso, este exemplo de união, marcada pela duração e intensidade, terá o seu desfecho no destino notável de cada um.

Nesta exposição reúnem-se dois pintores associados no trabalho, como o foram na vida. Vieira da Silva alcançou maior protagonismo, sem rivalidades – porque Arpad também foi autor de uma obra notável. Apesar do percurso mais discreto, Arpad Szenes não ignorou as vias contemporâneas da cultura. Foi por opção e temperamento que se concentrou numa abstracção interiorizada. A relação destas duas pinturas é fundamentada na unidade, numa extrema espiritualidade, cada uma iluminando a outra.

As obras expostas pertencem à colecção da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, que foi criada em 1990 (e abriu ao público em 1994) para promover, estudar e divulgar a obra dos artistas. A partir de 1993 teve início a inventariação da colecção da Fundação. A análise das várias incorporações, o estudo e a contextualização das suas obras e avaliação do estado de conservação, bem como a correspondência e outra documentação deram a conhecer mais intimamente Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes. A documentação foi inventariada, estudada, acondicionada e arquivada no Centro de Documentação da Fundação que tem vindo a divulgar o trabalho discreto, laborioso e criterioso que tem vindo a ser feito, desde há cerca de dez anos. O trabalho de pesquisa foi partilhado com a documentalista Sandra Santos. Fotografias e outros documentos enriquecem e esclarecem determinados momentos, lugares e vivências e possibilitam uma contextualização.

Para a exposição foi reunido um conjunto de obras que permite acompanhar o percurso de vida e a evolução da obra dos dois pintores para serem redescobertos pelo público da Galiza.

Marina Bairrão Ruivo
Directora da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

Vieira da Silva. O espaço e outros enigmas

 VIEIRA DA SILVA. O ESPAÇO E OUTROS ENIGMAS. GRANDES OBRAS EM GRANDES COLECÇÕES

A obra de Vieira da Silva regressa ao Porto, mais de vinte anos passados sobre a grande exposição de 1989, em Serralves. São uma vez mais obras oriundas de colecções particulares e institucionais em Portugal, que nos permitem admirar diferentes etapas da pintura da artista e que confirmam a sua excepcional dimensão no panorama internacional da arte contemporânea. A exposição, organizada pela Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, tem lugar no espaço da Fundação EDP, entre Julho e Outubro de 2012 e procura, através de um conjunto de obras notáveis, traçar um registo mais intimista da pintura de Maria Helena Vieira da Silva, revelando os seus múltiplos caminhos e a sua incessante procura do enigma do espaço. A selecção de obras, entre a sua vasta produção, foi intencional, de forma a permitir um olhar atento sobre cada uma, o transitar entre elas, percepcionando o seu sentido, as rupturas e o ciclo de evolução do seu pensamento. Obras especiais que ilustram um percurso estético notável, intenso e actual, e que levantam o véu para o universo do coleccionismo em Portugal, a relação entre o coleccionador, a obra e o artista.

100 Obras, 10 Anos: Uma Selecção da Colecção da Fundação PLMJ

100 Obras, 10 Anos: Uma Selecção da Colecção da Fundação PLMJ

A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva apresenta a exposição “100 Obras, 10 Anos: Uma Selecção da Colecção da Fundação PLMJ”, a inaugurar quinta-feira, 27 de Setembro, às 18H30. Esta exposição reúne obras de artistas portugueses e da CPLP pertencentes ao acervo da Fundação PLMJ. Exposição patente todos os dias (excepto terça-feira e feriados), das 10H00 às 18H00, até 27 de Janeiro de 2013.

A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva apresenta “100 Obras, 10 Anos: Uma Selecção da Colecção da Fundação PLMJ”, uma exposição comemorativa do décimo aniversário desta instituição. Criada pela sociedade de advogados PLMJ – A.M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice e Associados, a Fundação PLMJ é uma instituição do campo da arte contemporânea activa em Portugal e na CPLP.

“100 Obras, 10 Anos: Uma Selecção da Colecção da Fundação PLMJ” traça uma panorâmica do acervo da Fundação PLMJ, originalmente centrado na arte portuguesa e recentemente também dedicado à arte da CPLP. A exposição culmina uma série de projectos que celebram a actividade da Fundação PLMJ durante a última década. Acompanha a exposição um catálogo que reproduz as obras expostas e outras dos artistas participantes, bem como um ensaio de Miguel Amado, comissário da Fundação PLMJ.

A exposição compõe-se de obras exemplificativas da pluralidade de estéticas que caracteriza a colecção da Fundação PLMJ. Assim, cruzam-se disciplinas históricas, como a pintura e a escultura, com as que exploram novos meios de expressão, como o vídeo. Combinam-se, ainda, tendências que dialogam com as tradições das linguagens artísticas e práticas que analisam a vida social, abordando a esfera política e económica.

A exposição reúne artistas consagrados e emergentes do panorama nacional, focando nomes associados às décadas de 1980, 1990 e 2000 de acordo com a lógica de desenvolvimento do acervo da Fundação PLMJ. De entre os participantes, refiram-se Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Joana Vasconcelos, João Louro, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Miguel Palma, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez e Rui Chafes.

A exposição compreende ainda artistas emergentes das cenas artísticas da CPLP, revelando-se a nova vertente do acervo da Fundação PLMJ, pioneiro neste domínio tanto em Portugal como no estrangeiro. De entre os participantes, destacam-se Celestino Mudaulane, Jorge Días, Kiluanji Kia Henda, Rosana Ricalde e Yonamine.