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História
História

Vieira da Silva, após a morte de Arpad Szenes em 1985, quis criar um Centro de Estudos e Investigação dedicado à obra de ambos, na sua casa no Jardim das Amoreiras. Porém, a casa não permitia instalar condignamente o Centro ou apresentar obras dos pintores, pelo que Guy Weelen e Sommer Ribeiro assumiram o projecto de criação de um museu dedicado aos artistas.
Com o apoio do Presidente da República Mário Soares e do Primeiro-Ministro Cavaco Silva, teve início em 1988 o projecto de criação da Fundação a que associaram várias instituições: a Câmara Municipal de Lisboa, que cedeu o espaço da antiga Fábrica de Tecidos de Seda, escolhido por Vieira da Silva; a Fundação Calouste Gulbenkian, que custeou as obras de adaptação do edifício a museu e Centro de Documentação e Pesquisa; a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, que equipou o edifício e a Fundação Cidade de Lisboa, que se dispôs a encontrar outro local para o Centro de idosos que deveria, por compromisso anterior, ser instalado na Antiga Fábrica de Tecidos de Seda.
Assim, por Decreto-Lei nº. 149/90 10 Maio 1990, é criada a Fundação Arpad Szenes-Vieira da SIlva, como instituição de utilidade pública, dotada de personalidade jurídica, onde se reafirma a urgência de testemunhar o reconhecimento nacional a Vieira da Silva e Arpad Szenes. Com assento no Conselho de Administração ficaram as entidades acima citadas, à excepção da Fundação Calouste Gulbenkian.
A artista compromete-se a doar obras do casal e documentação para o museu e centro de documentação, e o Estado comprometeu-se a assegurar anualmente um subsídio destinado a cobrir as despesas ordinárias, de manutenção e conservação do edifício do Museu e do Centro de Documentação e Investigação.

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