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Arpad Szenes - Vieira da Silva: período brasileiro
Galerias piso 1
07 Novembro 2000 - 31 Janeiro 2001
Arpad Szenes - Vieira da Silva: período brasileiro
Uma trágica notícia interrompe, em 1939, as férias de Arpad e Vieira da Silva na ilha francesa de Ré – o eclodir da IIª Guerra Mundial. Receando investidas alemãs em França, mas sobretudo temendo pela segurança de Arpad, judeu húngaro, o casal regressa a Portugal em Setembro, pretendendo aqui instalar-se. Porém, o Estado português não lhes conferiu nacionalidade, que Vieira havia perdido com o casamento, e o clima hostil que se instalara conduz à decisão de partir para o exílio no Brasil (1940).
Demasiado modernos para aquele contexto e mal aceites pela crítica, os trabalhos de Arpad e Vieira voltaram à figuração – a guerra, as paisagens, os retratos (do casal e de amigos), e as memórias, sobretudo de Vieira, temas que, de forma geral, organizam a exposição que se apresenta.
Embora não tenha sido um período de inovações e experiências pictóricas, a permanência dos artistas no Brasil não significou uma estagnação na sua produção; pelo contrário, algumas das suas grandes obras – “Le désastre” e “La partie d’échecs” de Vieira, ou as ilustrações de Arpad para “Canto de amor e morte do cornetim Cristophe Rilke” de Rainer Maria Rilke, datam deste período (1940-1947).
Cerca de 100 obras, entre pinturas, desenhos e colagens, estão agora expostas nas salas da Pinacoteca de São Paulo, ao lado de alguns trabalhos de Carlos Scilar, um jovem artista brasileiro que conheceu Arpad e Vieira e muito bebeu da sua produção artística.
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