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A poesia está na rua
Gal. Municipal Almeida Garrett, Porto
25 Abril 2014 - 22 Junho 2014
A poesia está na rua

A poesia está na rua é a segunda exposição a ocupar o espaço da recém-inaugurada Galeria Municipal Almeida Garrett, reforçando a sua vertente de lugar expositivo aberto a novos modelos. A exposição de Maria Helena Vieira da Silva (e a sua ligação à poeta Sophia de Mello Breyner e aos valores do 25 Abril de 1974, que ambas celebraram na sua arte) resulta de uma parceria entre a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, o Millennium bcp e o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Porto. O título da exposição alude ao icónico cartaz de Vieira da Silva que, a pedido de Sophia de Mello Breyner, foi criado pela artista para celebrar a revolução dos cravos. Quarenta anos depois, no dia 25 de Abril de 2014, esta exposição traz-nos a memória desse dia, em paralelo com a vida e obra da pintora que um dia foi também vítima da ditadura.   

Raquel Henriques da Silva, comissária da exposição, define-a como uma homenagem ao 25 de Abril, a Vieira da Silva e a Sophia de Mello Breyner, que se organiza em três núcleos: a colecção Vieira da Silva da Fundação Millennium bcp que permite revisitar a excelência da pintura; a fotobiografia da artista, organizada pela Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, pontuada com belos retratos seus, realizados por Arpad e que pertencem à colecção da Fundação; os dois cartazes com que Vieira respondeu ao repto de Sophia a que juntámos Liberdade, realizado para o 10º aniversário da Revolução. Desejando abrir esta celebração, foi lançado um pedido de empréstimo a quem possui exemplares dos cartazes de 1975, para compor um painel festivo que, como peças referenciais, conta com o cartaz intervencionado de Mário Cesariny (outro grande amigo de Vieira) e o novo cartaz de Pedro Cabrita Reis.

A mostra A Poesia está na rua inclui obras da Fundação Millennium bcp, Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Cupertino de Miranda e da Secretaria de Estado da Cultura, para além de vários cartazes de particulares que responderam ao apelo da FASVS e da Câmara Municipal do Porto que visava reunir um número significativo de testemunhos  em conjunto com os cartazes que desde 1974 são a imagem gráfica da revolução.

A exposição será complementada com documentação e duas projecções, um filme sobre a artista Maria Helena Vieira da Silva, Ma femme chamada Bicho, de José Álvaro de Morais, 1977; e um documentário alusivo ao 25 de Abril, Se a memória existe, de João Botelho, 1999.

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