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VIEIRA DA SILVA E ARPAD SZENES NA COLECÇÃO MILLENNIUM bcp
Galeria grande
14 Novembro 2013 - 02 Fevereiro 2014
VIEIRA DA SILVA E ARPAD SZENES NA COLECÇÃO MILLENNIUM bcp

A Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva  apresenta Vieira da Silva e Arpad Szenes na Colecção Millennium bcp, mostra onde pode ser visto, pela primeira vez em Portugal, o núcleo completo da obra original de Vieira da Silva e de Arpad Szenes que integra a colecção do Millennium bcp.

Na génese desta exposição está o património cultural considerável e diversificado do Millennium bcp, nomeadamente a colecção de arte, que segue o movimento internacional de constituição de grandes colecções corporativas, constitui uma aposta no investimento cultural e acompanha a acção plural da instituição no campo das artes. Este espólio resulta de uma herança que associa a história de várias instituições financeiras e que foi sendo estudada, conservada e aumentada no sentido de contribuir para a divulgação e afirmação da arte portuguesa. Na colecção de pintura, existem núcleos de maior importância, como as obras do período naturalista ou o conjunto notável de obras de Maria Helena Vieira da Silva. Em torno de Vieira da Silva foi, aliás, reunido um conjunto de obras de outros artistas, entre os quais Arpad Szenes, sob o tema da Abstracção. A presente exposição, com curadoria de Raquel Henriques da Silva,  reúne agora a totalidade das obras de Vieira da Silva e de Arpad Szenes da colecção do Millennium bcp,  em paralelo com obras da colecção da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, propondo um conjunto de nexos interessantes e inovadores.

O conjunto de obras que fundamentam a exposição e o catálogo que a acompanha, reúne oito óleos de Arpad Szenes e quinze obras de Vieira de Silva. Postas em confronto, manifestam a profunda diferença de poéticas entre estes dois pintores, unidos por amor eterno, absoluta partilha e pelo compromisso com a modernidade do seu tempo parisiense que o abstraccionismo pretendeu unificar. A exposição comporta igualmente duas tapeçarias da Colecção Millennium bcp: Lisboa ao entardecer, 1979, e Biblioteca, 1981. Ambas as peças foram realizadas sem a intervenção da autora, na Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, confirmando a importância da cor na poética de Vieira - na invenção das suas arquitecturas e espacialidades vertiginosas - e o gosto faber que esse processo de trabalho configura, transpondo, com grandeza, modos de elaboração de artes antiquíssimas, como a cerâmica e a tapeçaria.

Nas palavras da curadora, Raquel Henriques da Silva, «a razão de ser da exposição e do seu catálogo […] [é] partilhar […] as obras onde continua a palpitar a paixão da sua autora. Para isso, os coleccionadores, os primeiros e os actuais, são indispensáveis à Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva que, por vontade dela, é o corpo imortal do seu amor por Lisboa e pela cultura portuguesa.»

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