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COLECÇÃO PERMANENTE
Galeria grande
04 Novembro 1994 - 31 Dezembro 2030
COLECÇÃO PERMANENTE

O percurso da colecção permanente começa no acesso à grande galeria: são apresentadas duas obras emblemáticas dos artistas, Composition, 1936 de Vieira da Silva e L’enfant au cerf-volant, 1935 de Arpad Szenes. Dois auto-retratos introduzem os dois artistas, as suas diferenças e cumplicidades. Vieira da Silva, Autoportrait, 1931, retrata-se a guache com cores escuras e traço fortemente marcado, enquanto Arpad Szenes usa o pastel numa composição muito mais colorida e arrojada, Autoportrait à la pupille rouge, 1924-1925. Simbolicamente, estes auto-retratos revelam dois temperamentos diferentes (Vieira da Silva era mais reservada e contida, Arpad Szenes mais extrovertido e sociável), duas posturas plásticas diferentes mas também um relacionamento humano e pictórico de grande proximidade. Subindo a escadaria, dois painéis separam o espaço em dois importantes conjuntos de obras de cada um dos artistas. Vieira da Silva sempre disse que gostaria que as suas obras e as do marido fossem expostas em conjunto, sem privilégios ou destaques, mas neste caso o seu desejo não foi respeitado, em benefício de ambos: pinturas tão diferentes  prejudicavam-se expostas lado a lado. Optou-se, por essa razão, por separar as produções de ambos, obtendo assim um sentido próprio de cada percurso. Temos, de um lado, um núcleo de pinturas da fase mais conhecida de Arpad Szenes, obras abstractas inspiradas em paisagens, dos anos 50. São exemplos de extrema sensibilidade da exploração de atmosferas e de sensações de luz. Os seus estudos de mar traduzem a sua pesquisa de luminosidade e sugestão.

Saindo das cores suaves e quentes de Arpad Szenes, entramos nas cidades de Vieira da Silva. La rue, le soir, 1936, é a primeira referência ao ambiente urbano, tema de eleição para Vieira da Silva, seguindo-se uma importante série de temática urbana de que se destacam, entre outros, Londres,de 1959 ou as New Amsterdam I  e II de 1970. O museu tem em depósito várias obras de instituições (Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Metropolitano de Lisboa) e de coleccionadores particulares.

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