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Vieira da Silva e Arpad Szenes. Um dia em Yèvre. Fotografias de Maria do Carmo Galvão Teles
Galeria Piso 0
04 Fevereiro 2016 - 06 Março 2016
Vieira da Silva e Arpad Szenes. Um dia em Yèvre. Fotografias de Maria do Carmo Galvão Teles

Vieira da Silva e Arpad Szenes. Um dia em Yèvre. Fotografias de Maria do Carmo Galvão Teles é o nome da exposição que inaugura a 4 de Fevereiro na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva. Esta mostra, comissariada por Marina Bairrão Ruivo, inclui vinte e quatro fotografias, pertencentes à colecção do museu e da fotógrafa,  e duas pinturas a óleo do casal Szenes, da colecção pessoal de Maria do Carmo Galvão Teles.

Datadas de 1984, as fotografias agora apresentadas, testemunham o registo de um dia passado na casa de campo do casal de artistas, em Yèvre-Le-Châtel, no Loiret. Espaço de convívio e de trabalho, além da casa conhecida por “La Maréchalerie” os pintores tinham cada um o seu atelier, era ali que passavam os meses de Verão e onde recebiam os amigos.

Maria do Carmo visitou o casal com Maria Nobre Franco, sua sócia na Galeria Valentim de Carvalho, que ambas dirigiam. A serenidade que perpassa das fotografias revela o ambiente vivido naquele dia em Yèvre. Vieira da Silva não gostava de ser fotografada, dizia que os fotógrafos eram como os comerciantes que se enganavam sempre no troco a favor deles. São raros os fotógrafos que admira e por quem se deixa retratar: Denise Colomb, Willy Maywald, Claude Michaelides, Luc Joubert, Ida Kar, Claude Magelhaes, Ursula Zangger e os portugueses João Cutileiro e Maria do Carmo Galvão Teles. A doença de Arpad aumenta a sua resistência a ser captada pela câmara. Arpad viria a morrer no início de 1985, três meses após esta sessão fotográfica, a última que faria.

Esta exposição é uma tripla homenagem, a Arpad Szenes, retratado de forma tão fiel na fase final da sua vida, a Maria Helena, naquele que é um dos seus últimos registos artísticos em fotografia, a Maria Nobre Franco, galerista, coleccionadora, amiga dos três artistas e administradora da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva entre 2008 e 2015, ano da sua morte.

Em 1995 seria lançado aqui no museu o livro Um dia em Yèvre, com a maioria das fotografias agora expostas. Tinham passado dez anos da data da sua realização. É agora a vez de mostrar a fotografia, novos dez anos passados, e celebrar a ausência e a memória.

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