PT
ENG
Jorge MARTINS
Jorge MARTINS

Lisboa, 4 de Fevereiro de 1940 -

É na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa que Jorge Martins inicia os cursos de arquitectura e pintura que frequenta entre 1957 e 1961, iniciando-se, entretanto, na técnica da gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.

Em 1961 parte para Paris onde permanece 13 anos. Aqui convive com os pintores Júlio Pomar, Manuel Baptista, Arpad Szenes e Vieira da Silva e com o grupo KWY e experimenta a escultura em gesso. Seguem-se os Estados Unidos da América onde a partir de 1975 Jorge Martins instala um atelier em Nova Iorque. Volta para França em 1976, mas o regresso definitivo a Portugal só acontece em 1991, embora o pintor já tivesse um atelier em Lisboa desde 1986.

Além da pintura, Jorge Martins dedicou-se também à ilustração, sendo obras de Luiza Neto Jorge (1972), Nuno Júdice (1986) e José Gil (1990) alguns exemplos dos seus trabalhos. O Livro das Sete Cores de Maria Alberta Menéres e António Torrado valeu-lhe o Prémio Gulbenkian de Ilustração de Literatura Infantil (1984).

Jorge Martins tem obra espalhada por colecções públicas e privadas em Lisboa, Porto e Ilhas, Paris, Dinamarca e Luanda, e um leque imenso de trabalhos em espaço público, destacando-se Ocean Piece, um alto-relevo, na estação de metro Archives / Navy Memorial de Washington (1995).

Ao longo do tempo Jorge Martins viu a sua vida e carreira serem sucessivamente reconhecidas, tendo ganho o Prémio de Aquisição na Exposição de Arte Moderna Portuguesa do Museu do Funchal (1967); menções honrosas nas exposições Mobil e Soquil em Lisboa (1969); em 1971 é distinguido pelo júri da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA); o Prémio de Desenho da III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Gulbenkian (1986); o novo Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte - Secretaria de Estado da Cultura (AICA-SEC - Portugal) em 1988; e o Prémio CELPA - Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva de Consagração, em 2003. Em 2004 o artista é feito Grande-Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique.

Entre as várias exposições em que participou destacam-se: "Desenho, Ateliers d'Aujourd'hui”, no Musée National d'Art Moderne/Centre Georges Pompidou, Paris (1978); “Preto e Branco. Desenhos”, 1983, na Fundação Calouste Gulbenkiam, Lisboa; em 1985, a XVIII Bienal de São Paulo e “O Fazer Suave de Preto e Branco”, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, conjuntamente com Jorge Molder; “Desenhos 1957-1987”, na Fundação Calouste Gulbenkian em 1988; “De Revolutionibus Orbium Coelestium” na Galeria Valentim de Carvalho, Lisboa (1991); em 1993, na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, a retrospectiva “Pintura 1958-1993”; e “Jorge Martins. Sleeping Shelter. Escultura”, na Galeria Luís Serpa, Lisboa, em 1995, entre tantas outras, individuais e colectivas. Em 2006 o Museu Coleção Berardo organiza uma grande retrospectiva e em 2013 a Fundação Carmona e Costa (Lisboa) e o Museu de Serralves (Porto) juntam-se para apresentar a exposição “A Substância do Tempo”.
VOLTAR
© Copyright FASVS 2010 | Design by MOZO