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Henrique SILVA
Henrique SILVA

Paredes (Douro), 17 de Outubro de 1933 -

Deixando o Norte para trás, Henrique Silva parte para Paris em 1957 e aí permanece por vinte anos, recebendo entretanto uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. É neste meio cosmopolita que o artista conhece e priva com muitos dos modernistas portugueses fixados em França: “Através de Bertholo, Henrique Silva conhece Vieira da Silva e Arpad Szenes, o seu companheiro de sempre. Arpad convida-o a ir trabalhar com o casal. Aceita. «Lava pincéis, prepara telas, conduz-lhes o carro, engarrafa o vinho de Bordéus que compram regularmente, faz de tudo. Aqui nasceu uma duradoira amizade. Na casa de Vieira e Arpad conhece outro dos amores da sua vida: uma jovem suíça, a fotógrafa Ursula Zagger»" (As Múltiplas Vidas de um Homem Só, Paula Alcântara Carreira). É também através do casal Szenes que Henrique Silva conheceu Jaime Isidoro, artista com quem partilhou a criação e organização da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, em 1978, tendo abandonado a sua direcção em 2007.

Com o regresso a Portugal, nos anos 70, Henrique Silva torna-se director da Cooperativa Árvore no Porto e docente da Escola Superior de Belas-Artes do Porto. É, para além disso, membro fundador da ANAP – Associação Nacional de Artistas Plásticos.

Os seus trabalhos em técnicas tão variadas como a pintura, a escultura, o mobiliário de pedra e madeira ou a fotografia, estão presentes em várias colecções particulares portuguesas e estrangeiras. Na sua actividade profissional têm ainda lugar vários trabalhos videográficos.

“Sussurro”, uma grande exposição patente no Fórum Cultural de Vila Nova de Cerveira em 2008, marca os 50 anos de actividade artística de Henrique Silva e apresenta uma amostra significativa de todo o seu espólio.

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